José Machado Lopes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
José Machado Lopes
Dados pessoais
Nascimento 13 de maio de 1900 Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Morte 18 de março de 1990 (89 anos) Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Vida militar
Força Exército
Hierarquia Marechal.gif Marechal
Comandos
Batalhas Segunda Guerra Mundial

José Machado Lopes (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1900Rio de Janeiro, 18 de março de 1990) foi um militar brasileiro. Durante a 2ª Guerra Mundial integrou a FEB, depois seria interventor federal no Ceará e comandante do III Exército, em Porto Alegre, onde foi uma das figuras centrais da Campanha da Legalidade.

Machado Lopes ingressou na carreira militar aos 13 anos, ao ser aceito no Colégio Militar de Barbacena, Minas Gerais. Com dezenove anos, passa a frequentar a Escola Militar do Realengo, destacando-se entre os demais alunos. Em 1922 foi denunciado como participante do levante tenentista de 5 de julho e injustamente punido. Machado Lopes na verdade se opunha ao movimento, mas acabou sendo transferido, à revelia, para a 5ª Região Militar, em Curitiba.

Servia em Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, quando, em outubro de 1922, um grupo de jovens oficiais comandados por Luís Carlos Prestes se revoltou. Machado Lopes, entre outros, manteve-se fiel ao governo federal e foi feito prisioneiro pelo grupo, enquanto o restante da unidade daria origem à Coluna Prestes.

Em 1935 cursava a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro, e combateu os revoltosos que haviam tomado o 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha, um dos focos da Intentona Comunista.

Em 1944 integrou a Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, comandando o 9° Batalhão de Engenharia. Na Itália, participou da Batalha de Monte Castello (1944-1945) e da Batalha de Castelnuovo (1945).

Em 28 de outubro de 1946 foi nomeado interventor federal no Ceará pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, ficando no cargo até 3 de fevereiro de 1947. Seria, depois, comandante da 3ª Divisão de Cavalaria de Bagé, diretor do setor de Engenharia do Exército, adido militar em Washington e comandante da 7ª Divisão de Infantaria, em Pernambuco.

No final de 1960 foi promovido a general-de-exército, e em 15 de fevereiro de 1961 nomeado comandante do III Exército, com base em Porto Alegre, tendo sob suas ordens 120 mil homens nos três estados da Região Sul. Exerceu o cargo de 6 de abril a 24 de outubro desse ano.[1]

Em 25 de agosto, o presidente Jânio Quadros renunciou ao cargo. Os ministros militares Odílio Denys, da Guerra, Gabriel Grün Moss, da Aeronáutica, e Sílvio Heck, da Marinha, tentam impedir a posse do vice-presidente, João Goulart. Machado Lopes inicialmente se mantém fiel à hierarquia militar, mas acaba aderindo à Campanha da Legalidade, comandada por Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, após ordem do comando militar para bombardear o Palácio Piratini e silenciar a Rede da Legalidade.[2]

Com a posse de Jango, foi convidado para o Ministério da Guerra, mas não aceitou o cargo. Em setembro de 1964 foi para a reserva como marechal, aposentando-se em 1969. Publicou suas memórias em 1980.

Referências

  1. «Galeria de Ex-Comandantes do CMS». Consultado em 12 de dezembro de 2014 
  2. ClicRbs acessado em 9 de setembro de 2008


Precedido por
Pedro Firmeza
Governador do Ceará
1946 — 1947
Sucedido por
José Feliciano de Ataíde


Ícone de esboço Este artigo sobre um político é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.