José Maria de Almeida

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José Maria de Almeida
Zé Maria em 2015
Presidente Nacional do PSTU
Período 30 de setembro de 1993
até atualidade
Antecessor(a) Cargo criado
Vida
Nascimento 2 de outubro de 1957 (59 anos)
Santa Albertina, (SP)
Nacionalidade brasileiro
Dados pessoais
Partido PSTU
Profissão Metalúrgico

José "Zé" Maria de Almeida (Santa Albertina, 2 de outubro de 1957) é um político brasileiro, metalúrgico e dirigente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Foi candidato à Presidência da República em 1998, 2002, 2010 e 2014.[1]

A luta contra a ditadura[editar | editar código-fonte]

Em 1977 era próximo ao grupo trotskista Liga Operária e foi convidado a distribuir o boletim “Faísca”, para o 1º de Maio. Foi preso, junto com outros ativistas, na sua primeira panfletagem. Ficou 30 dias na cadeia e a campanha pela libertação motivou as primeiras passeatas dos estudantes contra a ditadura após o AI-5.

É uma das lideranças da onda de greves no ABC paulista, no ano de 1978, e um dos principais dirigentes em Santo André. Operário da Cofap, torna-se um dos membros do comando de greve do ABC; propõe no congresso dos metalúrgicos em Lins (SP), a fundação do Partido dos Trabalhadores. Participa, depois, da fundação do PT e da Central Única dos Trabalhadores.[2]

Em 1980, é preso com Lula e mais 10 sindicalistas, e enquadrado na Lei de Segurança Nacional ficando mais de um mês preso.[2]

Em 1984, muda-se para Minas Gerais, onde participa da vitória da chapa de oposição, dirigida pela Convergência Socialista, no Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem.

A greve com ocupação da Mannesmann[editar | editar código-fonte]

Zé Maria lidera a greve com ocupação da siderúrgica Mannesmann, em 1989.[2] Durante sete dias, centenas de operários controlaram a empresa.[2] Em uma greve radicalizada, os operários usavam barras de ferro e, encapuzados, prometiam reagir diante de uma invasão, como havia ocorrido no ano anterior, na CSN, em Volta Redonda (RJ). A greve da Manesmann foi notícia nacional e permitiu a fundação da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais, naquele ano.

Expulsão do PT e criação do PSTU[editar | editar código-fonte]

Em 1992 a Convergência Socialista é expulsa do PT por defender a campanha do "Fora Collor"[1], que, até então, a maioria da direção do PT era contra.[3][4] Zé Maria é um dos fundadores do PSTU, dois anos depois.

Na Executiva Nacional da CUT, esteve à frente dos grandes enfrentamentos contra FHC, como a greve dos petroleiros. E nos anos seguintes, na greve do funcionalismo, em apoio aos sem-terra e contra as privatizações.

As lutas no fim da década de 90 e anos 2000[editar | editar código-fonte]

Em 1998, é candidato à Presidência da República pelo PSTU, com o lema “Contra burguês, vote 16”

Em 1999, participa da preparação da marcha dos 100 mil em Brasília, onde coloca em votação a proposta de "Fora FHC" e o FMI.

No ano 2000 é preso e agredido durante a marcha de protesto, Brasil Outros 500, em Porto Seguro (BA).

Candidato a presidente, em 2002, oferece uma alternativa a Lula e Serra, que haviam assinado protocolo de intenções com o FMI. O PSTU põe a campanha a serviço da denúncia da ALCA. O partido sai fortalecido, e Zé Maria recebe 440 mil votos. Lula é eleito. O PSTU adverte que, sem romper com a Alca e o FMI, Lula não iria governar para os trabalhadores.

No primeiro ano do governo Lula, Zé Maria participa ativamente da greve dos servidores contra a reforma da Previdência e das marchas a Brasília.

Em 2004 entrega seu cargo na Executiva Nacional da CUT[2] e defende a necessidade de uma nova direção para o movimento sindical brasileiro. É um dos organizadores do Encontro em Luiziânia (GO). Em 16 de junho, é um dos principais dirigentes da marcha da Conlutas[2] a Brasília, contra as reformas de Lula e do FMI.

Explode o escândalo do “mensalão”. Em agosto de 2005, Zé Maria é um dos líderes da marcha que toma conta de Brasília.

Em 2006, o Conat aprova a fundação oficial da Conlutas. Em junho, ato lança a Frente de Esquerda (PSOL-PSTU-PCB), com Heloísa Helena. A frente tenta ser uma alternativa aos dois blocos: de Lula e de Geraldo Alckmin. Zé Maria é proposto para vice, refletindo o peso do PSTU. No entanto, o PSOL, de forma hegemonista, aprova um vice próprio.[1]

No 8 de março de 2007, o Dia Internacional das Mulheres é também de luta contra a presença de Bush. Ele foi recebido por Lula enquanto, na Av. Paulista, a tropa de choque atacava barbaramente os manifestantes, ignorando os protestos de Zé Maria, do carro de som. Em junho, uma caravana da Conlutas viaja ao Haiti, exigindo a retirada das tropas. Essa será uma das principais campanhas da Conlutas.

Neste ano, Zé Maria também lançou o livro “Os sindicatos e a luta contra a burocratização” pela Editora Sundermann. Na obra, ele debate a estrutura dos sindicatos atualmente e um projeto político para a luta sindical que questione a exploração capitalista.[5]

Em abril de 2008, participa do I Encontro Nacional de Mulheres da Conlutas. Em maio, é preso na Parada GLBT de São Paulo. A pedido da organização, a PM retira o carro da Conlutas, espancando ativistas. “Uma intolerância inacreditável”, disse Zé Maria. “A marcha é uma manifestação contra a intolerância e foi proibida nossa participação”. Em julho, ocorre o II Congresso da Conlutas, em Betim (MG). Representantes de diversos países, incluindo o Haiti, participam do Elac.

Em janeiro de 2009, participa de ato em Itabira (MG), com trabalhadores da Vale. Em novembro, é um dos principais organizadores do Seminário de Reorganização, que marca um congresso para 2010 e pode significar a unidade de Conlutas e Intersindical.

Candidatura à presidência em 2010 e em 2014[editar | editar código-fonte]

Em 2010, Zé Maria novamente representa o PSTU como candidato à Presidência da República. Defendendo um programa socialista e fazendo severas críticas a Lula, José Serra e Marina Silva. O eixo de seu programa é a luta contra os interesses das grandes empresas e bancos, defendendo uma política de apoio irrestrito aos trabalhadores.[1]

Foi novamente candidato nas eleições de 2014. Ficou em 8º lugar, com 0,09% dos votos.

Com exceção das eleições em 2006, José Maria de Almeida foi candidato à Presidência da República pelo PSTU desde sua criação.

Referências

  1. a b c d «Conheça o candidato à Presidência Zé Maria (PSTU)». R7. 17 de julho de 2014 
  2. a b c d e f Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome terra
  3. http://espacosocialista.org/portal/?p=356
  4. http://www.pstu.org.br/node/8584
  5. Livro discute burocratização nos sindicatos - PSTU

Ligações externas[editar | editar código-fonte]