José Pacheko

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José Pacheko
Nascimento 1885
Lisboa
Morte 1934 (49 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Ocupação Arquitecto, artista gráfico, cenógrafo e pintor
Capa do nº1 da Revista Orpheu, 1915

José Pacheco, que assinava José Pacheko (1885 — 1934) foi um arquiteto, artista gráfico, cenógrafo e pintor português.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi aluno do curso livre do arquiteto Norte Junior. Residiu em Paris entre 1911 e 1913 e, de novo, em 1914; entre 1915 e 1917 colaborou no Ocidente com ilustrações; em 1915 participou na Exposição de Humoristas e Modernistas, Porto, e em 1920 na III Exposição dos Humoristas, Lisboa; em 1916 dirigiu artisticamente a revista monárquica A Ideia Nacional.[2]

Em 14 de Junho de 1915 participa talvez num evento de que ele, Almada Negreiros, Santa-Rita Pintor e Ruy Coelho eram os promotores. Nesse «grande congresso de artistas e escritores» – de que não existem notícias na imprensa e que poderá nunca ter ocorrido –, a nova geração levantava-se em protesto «contra a modorra a que os velhos a obrigam». Ainda nesse ano participa nos dois números da revista Orpheu, desenhando a capa do primeiro e assinando, no segundo, juntamente com Almada Negreiros e Ruy Coelho um manifesto de apresentação dos Bailados Russos de Diaghilev.[3]

Em 1916 abre a Galeria das Artes no Salão Bobone, Lisboa (expondo, entre outros, ele próprio, Almada Negreiros, Jorge Barradas, Francisco Smith e António Soares). Em 1919 tenta fundar, em vão, uma Sociedade Portuguesa de Arte Moderna, com Manuel Jardim, Ruy Coelho e o poeta Acácio Leitão (será um dos sócios fundadores da Sociedade Portuguesa de Arte Contemporânea, fundada em 1930). Entre 1922 e 1926 dirige a revista Contemporânea (1915;1916-1926) uma publicação de "gosto algo mundano" e "tendência política de direita", de que foram publicados um total de treze números (a revista torna-se em "ponto de apoio dos «novos», que reproduziu profusamente"); devido à sua ligação a essa revista, em 1925 e 1926 José Pacheko tem um papel preponderante na escolha dos artistas convidados a decorar o café a A Brasileira (onde estará ele próprio representado com uma pintura), e o Bristol Club, Lisboa. Participa no I Salão de Outono (organizado por Eduardo Viana, SNBA, 1925) e organiza o II em 1926, em nome da Contemporânea. Participa no I Salão dos Independentes, SNBA, 1930.[4]

Também se conhece colaboração sua na revista Atlantida[5] (1915-1920).

A 1ª Exposição dos Artistas Ilustradores Modernos, SPN, 1942, foi-lhe dedicada, em reconhecimento do seu papel pioneiro na renovação das artes gráficas em Portugal.[6]


Referências

  1. Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian – José Pacheko
  2. FRANÇA,José AugustoA Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 41, 45, 61, 63
  3. FRANÇA,José AugustoA Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 61, 69
  4. FRANÇA,José AugustoA Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 63, 97, 100, 101, 107-113, 197, 226, 546
  5. Rita Correia (19 de Fevereiro de 2008). «Ficha histórica: Atlantida: mensário artístico, literário e social para Portugal e Brasil» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 17 de Junho de 2014 
  6. 1ª Exposição dos Artistas Ilustradores Modernos. Lisboa: Estúdio do SPN, 1942
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