José Simões de Almeida (Tio)

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O Ateliê do Estatuário Simões de Almeida, 1883. Pintura de José Malhoa (Museu de Arte de São Paulo, São Paulo).

José Simões de Almeida (Figueiró dos Vinhos, 1844 - 13 de Dezembro de 1926), também referido como José Simões de Almeida (Tio), para o distinguir do sobrinho homónimo, José Simões de Almeida (Sobrinho), e que foi um escultor português tal como ele. Tem uma biblioteca com o seu nome em Figueiró dos Vinhos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Com doze anos de idade matriculou-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Ali foi discípulo de Assis Rodrigues e de Vitor Bastos, e, em pouco tempo, alcançou uma posição de relevo nas lides académicas.

Concluiu o curso em 1865, com uma elevada classificação, o que lhe permitiu receber do governo uma bolsa de estudos e foi aperfeiçoar-se para a Itália. Passando pela França, aproveitou a estadia nesse país para cursar a Escola Imperial de Belas-Artes, onde se conservou até 1870, sob a orientação profissional do escultor Jouffroy. De tal maneira se houve nos estudo ali realizados que lhe foram conferidas cinco medalhas de prata, uma menção honrosa e um prémio pecuniário de 200 francos atribuídos por ocasião das exposição escolares de 1868 a 1869. Com uma enorme preparação artística deslocou-se depois para Roma onde esteve desde Outubro de 1870 até Fevereiro de 1872. Entre muitos professores, teve o professor Júlio Monteverde.

Ele regressou ao seu país, Portugal, pouco tempo depois foi nomeado professor interino da Escola de Belas-Artes, lugar onde esteve durante três anos.

Só em 1881 obteve uma nomeação efectiva do mesmo lugar. Simões de Almeida foi professor de desenho e mais tarde de escultura. Ele era conhecido como mestre Simões, foi o principal orientador artístico de várias gerações com discípulos famosos pela qualidade das suas obras. Aparentemente rude nas suas expressões, era, a despeito disso, uma espírito generoso e justo. Toda a sua vasta obra, denuncia uma austeridade impecável no puro academismo que professava. No desenho, uma disciplina que durante muito anos regeu na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Ninguém no seu tempo, antes e depois da sua época, o teria excedido quanto ao rigor e à exacta observação da forma. Como mestre da aula de escultura deixou um vazio ainda hoje sentido e recordado.

Obras[editar | editar código-fonte]

A lista dos seus trabalho é extensa.

Simões de Almeida deixou na sua terra natal duas obras magníficas nascidas do seu talento: Cristo Crucificado – réplica da mesma imagem existente no Mosteiro dos Jerónimos; e Camões – mármore oferecido pelo autor ao Clube Figueirense, e que se encontra na sala de leitura dessa casa. A par destas, outras ainda podem citar-se embora de menor envergadura: um S. João Baptista, colocado no portal manuelino da igreja de Figueiró.