José Vitorino Damásio

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José Vitorino Damásio
José Victorino Damásio
José Vitorino Damásio
Nascimento 2 de Novembro de 1806
Santa Maria da Feira
Morte 19 de Outubro de 1875 (68 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal Portugal
Alma mater Universidade do Porto
Ocupação Militar, professor, engenheiro e empresário
Serviço militar
Patente Chefe do Estado-Maior General
Batalhas/Guerras Guerra Civil Portuguesa
Condecorações Ordem Militar de Avis
Ordem da Torre e Espada

José Vitorino Damásio CvTE (Vila da Feira, 2 de Novembro de 1806 - Lisboa, 19 de Outubro de 1875) foi engenheiro, professor da Academia Politécnica do Porto, director do Instituto Industrial de Lisboa e fundador da Associação Industrial Portuense, hoje Associação Empresarial de Portugal, em Portugal.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascimento e formação[editar | editar código-fonte]

José Vitorino Damásio nasceu em 2 de Novemnro de 1806, na vila de Santa Maria da Feira.[1] Depois de fazer os estudos primários e secundários, inscreveu-se na Universidade do Porto no ano lectivo de 1826 para 1827, em matemática e filosofia.[1]

Busto de José Vitorino Damásio em Lordelo do Ouro.

Carreira profissional e militar[editar | editar código-fonte]

Quando estava no segundo ano da universidade, em 1828, alistou-se no Batalhão dos Voluntários Académicos, que combateu pela causa liberal durante a Guerra Civil Portuguesa.[1] No entanto, as forças liberais foram derrotadas na Belfastada, levando ao exílio de D. Pedro para o Arquipélago dos Açores, enquanto que José Vitorino Damásio fugiu primeiro para a Galiza[1] e Plymouth[carece de fontes?], acabando por ir também para os Açores.[1] Participou nas operações de ocupação das ilhas do Pico, São Jorge e São Miguel.[carece de fontes?]

Em 1832, participou no Desembarque do Mindelo como 2.º tenente de Artilharia,[carece de fontes?] durante o Cerco do Porto.[1] Quando terminou a guerra, José Damásio voltou para a universidade para concluir o curso.[1]

Iniciou a sua carreira profissional como docente na Academia Politécnica do Porto,[1] onde ministrou, de 1838 a 1851, várias cadeiras da área de Engenharia, Estabilidade, Construção de Máquinas a Vapor e Hidráulica.[carece de fontes?] Em 1846, regressou à carreira militar, tendo sido promovido a chefe do Estado-Maior General, e nomeado para participar em várias missões no Norte de Portugal.[1] Regressou depois à vida civil, tendo sido um dos fundadores da Associação Industrial Portuense, em 1848, e do jornal O Industrial Portuense.[1] Foi posteriormente o terceiro presidente daquela associação.[carece de fontes?]

Foi depois para Lisboa, onde ocupou as posições de reitor no Instituto Industrial e de director na Companhia das Águas.[1] Integrou-se também na Direcção-Geral dos Telégrafos, onde foi um dos pioneiros da telegrafia eléctrica no país.[1] Foi um dos primeiros defensores das escolas industriais em Portugal, onde começaram a surgir na Década de 1880.[1] Em sua honra, o nome de Victorino Damasio foi colocado na Escola de Desenho Industrial em Torres Novas, que foi depois transferida para a cidade de Lagos.[1]

Foi engenheiro-director das Obras Públicas do distrito, onde, entre outras obras, se encarregou da construção da estrada do Alto da Bandeira aos Carvalhos, empregando ali o sistema de cilindragem concebido pelo engenheiro francês Antoine-Rémy Polonceau, que era desconhecido em Portugal.[carece de fontes?]

Como engenheiro, participou principalmente nas obras públicas, tendo introduzido em Portugal o sistema da cilindragem.[1] Também foi responsável pela descoberta de que o ferro fibroso ficava num estado granulado após uma explosão instantânea, o que foi de grande utilidade na investigação após a explosão de uma caldeira a vapor.[1] Em 1852, José Vitorino Damásio foi nomeado para a Comissão Central de Pesos e Medidas, destinada a implementar o sistema métrico decimal em Portugal, e para a comissão encarregada de fiscalizar a construção de máquinas a vapor. Em 1855, foi encarregado pelo governo do Duque de Saldanha de se deslocar à Exposição Universal de Paris, a fim de estudar os desenvolvimentos feitos no estrangeiro, na área dos caminhos-de-ferro.[carece de fontes?]

Vitorino Damásio fundou, com Faria Guimarães, a Fundição do Bolhão, introduzindo a indústria do fabrico da louça de ferro fundido esmaltada e estanhada a banho.[carece de fontes?]

Antes de falecer, ainda escreveu um livro de memórias.[1]

Falecimento[editar | editar código-fonte]

José Vitorino Damásio faleceu na cidade de Lisboa, em 19 de Outubro de 1875.[1]

Largo Vitorino Damásio, em Lisboa.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

José Vitorino Damásio foi honrado com os graus de comendador na Ordem Militar de Avis e cavaleiro na Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito[1] por actos de valentia em combate durante o Cerco do Porto.[carece de fontes?] O seu nome foi colocado em arruamentos nas cidade do Porto, Lisboa, Odivelas e Santa Maria da Feira.[1]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • LIMA, António Luís Pedroso de (2010). Bicentenário do Corpo Telegráfico, 1810-2010. Lisboa: Comissão Portuguesa de História Militar. ISBN 978-989-95946-3-0 
  • MARREIROS, Glória Maria (2015). Algarvios pelo coração, algarvios por nascimento. Lisboa: Edições Colibri. 432 páginas. ISBN 978-989-689-519-8 


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  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t MARREIROS, 2015:249-252