José Wasth Rodrigues

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José Wasth Rodrigues
Nascimento 19 de março de 1891
São Paulo,  São Paulo
Morte 21 de abril de 1957 (66 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro1908.gif Distrito Federal
(atual  Rio de Janeiro)
Nacionalidade brasileiro
Parentesco Ivan Wasth Rodrigues (sobrinho)
Ocupação Pintor
Desenhista
Ilustrador
Ceramista
Professor
Historiador

José Wasth Rodrigues (São Paulo, 19 de março de 1891 - Rio de Janeiro, 21 de abril de 1957) foi um pintor, desenhista, ilustrador, ceramista, professor e historiador brasileiro. Era tio do também ilustrador Ivan Wasth Rodrigues.[1]

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Em São Paulo, Wasth Rodrigues estuda pintura com Oscar Pereira da Silva, entre 1908 e 1909. No ano seguinte, consegue uma bolsa de estudos do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo, partindo para Paris. Na capital francesa, matricula-se na Académie Julian, onde estuda com Jean-Paul Laurens. Na École National des Beaux-Arts, freqüenta as aulas de Lucien Simon e Nandi.

Retorna a São Paulo em 1914, participando ativamente da vida artística da cidade. Em 1916, em conjunto com George Fischer Elpons e William Zadig, inaugura um curso de pintura e desenho. No ano seguinte, executa, com auxílio do poeta Guilherme de Almeida, o brasão da cidade de São Paulo.

Por volta de 1918, dedica-se a estudar história colonial, tornando-se um dos pioneiros no registros das atividades artísticas do período. Excelente desenhista, ficou famoso por seus trabalhos em bico de pena, nos quais abordou a paisagem urbana e, em detalhes, a arquitetura e o mobiliário coloniais brasileiros.

É o responsável por reintroduzir a tradição de pintura em azulejos nos obras de arte públicas de São Paulo. Executou painéis decorativos para os quatro monumentos que ornamentam a Calçada do Lorena e a estrada velha de Santos. Na capital paulista, criou a decoração em azulejos da Ladeira da Memória. Como pintor, destacou-se por seus trabalhos históricos, minuciosos na reconstituição dos fatos e detalhes dos acontecimentos retratados.

Em 1932, passa a integrar a Sociedade Pró-Arte Moderna. Ilustrou num estilo bastante correto diversos livros (Urupês, de Monteiro Lobato; Uniformes do Exército Brasileiro, de Gustavo Barroso; Brasões e Bandeiras do Brasil, de Clóvis Ribeiro; Vida e Morte do Bandeirante, de Alcântara Machado, etc.). Entre 1935 e 1936, concebe o projeto de restauração dos bancos e gradis da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto.

Publicou diversos estudos (Documentário Arquitetônico Relativo à Antiga Construção Civil no Brasil, 1945; Mobiliário do Brasil Antigo e Evolução de Cadeiras Luso-Brasilieras, 1948) e executou diversas obras heráldicas para o governo. Também atuou como cenógrafo e figurinista, assinando peças e cenários de espetáculos de Alfredo Mesquita, como Noite de São Paulo, de 1936, e Casa Assombrada, de 1938.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Divisão de Artes Plásticas (1996). Acervo da Pinacoteca Municipal. São Paulo: Centro Cultural São Paulo. 49 páginas 
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  1. Lorenzo Aldé (2 de junho de 2008). «O fim de uma era». Revista de História da Biblioteca Nacional