José de Sousa Breves

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José de Sousa Breves

José de Sousa Breves (Ilha Terceira, 17488 de janeiro de 1845) foi um político e militar luso-brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Afazendou-se no distrito de Piraí, na fazenda Mangalarga, de propriedade de seus genitores, tendo numerosa prole. Ingressou na política da região, tornando-se influente, pelas suas avultadas posses e grande atividade, atingindo o seu prestígio toda vizinhança, até Resende. Era irmão de Joaquim de Sousa Breves.[1][2]

Em 1831, perante o capitão-mor da vila de São João Marcos, prestava compromisso e tomava posse do cargo de sargento-mor das ordenanças. Desde então passou a gozar dos privilégios, liberdades, franquias e isenções que lhe conferia o cargo. Tornou-se, então, o maior senhor de terras e escravos da região.

Foi nomeado depois capitão-mor, por proposta do comandante geral das Milícias da região de Campo Alegre - Joaquim Xavier Curado, famoso prócer da independência do Brasil (1822), futuro conde de São João de Duas Barras, e devastador dos índios puris da região, que, informando ao conde de Resende, dizia ter José de Sousa Breves, "muita capacidade, lisa conduta, estando muito bem estabelecido em fazenda própria, motivo pelo qual sugeria a sua nomeação para o cargo".

Em 1822, José de Souza Breves tomava posse do cargo de juiz almotacel de São João Marcos, e a 28 de fevereiro de 1826, empossava-se solenemente perante à Câmara Municipal reunida, do cargo de vereador, no posto já de capitão-mor da Vila.

Foi o chefe dos "Breves Graúdos", enquanto os descendentes de seus irmãos eram chamados de "Breves Miúdos", distinguidos assim pelo povo. É uma nota pitoresca relativa à preponderância do ramo primogênito dos Breves, sobre os demais membros da família. Os "Breves Graúdos", destacaram-se pela sua notável fortuna em fazendas de largas sesmarias de terras concedidas pelo Império do Brasil, e o grande prestígio político perante ao imperador do Brasil. Daí a distinção entre "graúdos" e "miúdos" dada pelo povo marquense.

O capitão-mor era casado com Dona Maria Pimenta Lobo Frasão de Almeida, filha de Antônio Lobo Frasão e de Dona Cecília de Almeida, todos das ilhas do arquipélago dos Açores.

Desse casal nasceram: o comendador Joaquim José de Sousa Breves - considerado o primeiro "rei do café"; o Comendador José Joaquim de Souza Breves; Cypriano de Souza Breves; João dos Santos Breves; Dona Ana Pimenta de Almeida Frasão de Souza Breves; Dona Cecília Pimenta de Almeida Frasão de Souza Breves, baronesa de Piraí.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]