Juan Luis Martínez

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Juan Luis Martínez Holger (Valparaiso, 7 de julho de 1942 - Villa Alemana, 29 de março de 1993) foi um poeta vanguardista e artista visual chileno.

Vida[editar | editar código-fonte]

Considerado como um dos poetas mais lúcidos de sua geração pela sua autoria literária, sua erudição e pela sua criatividade como artista visual, era filho de Luis Martínez, que foi Gerente Geral da Companhia Sul Americana de Vapores e de uma mãe de origen nórdica que pertencia a uma família muito conservadora. Sua vida transcorreu fundamentalmente, entre as cidades de Valparaiso e Viña del Mar, onde realizou sua obra, que parte de uma questionamento à criação literária e artística tradicional. Durante seu período criativo de juventude manteve uma estreita relação com poetas e escritores tais como: Nicanor Parra, José Donoso, Martin Cerda, Enrique Lihn, Pedro Lastra, Raúl Zurita, Sergio Badilla Castillo, Eduardo Parra e Juan Cameron.

Juan Luis Martinez abandonou o colégio, recém iniciados os estudos secundários, e entre os quinze e os vinte anos vive intensamente uma vida de boemia em Valparaiso, misturado na miscelânea popular e pinturesca que tinha essa cidade a fins dos anos cinqüenta. Martínez era considerado um rapaz rebelde, tanto pela sua família como pela gente que o identifica por seu comprida cabeleira, incomum nesse período histórico do Chile.

Martínez nunca mais retornou a frequentar uma escola, mas devido às influências culturais que o rodeavam, começou uma longa fase de leituras e aprendizagem autodidata. A mudança de sua família de Valparaíso para Viña del Mar, o perturbou e o desagradou, devido à aparência de emergência burguesa que representava-lhe a cidade balneária; por isso manteve uma relação profunda e sentimental com sua cidade de origem, com a boemia portenha, que se reunía nos bares: Roland, Yako, Inglés, Alemán, Pajarito, presentes em sua obra clássica Siete espejos.

É talvez sua origem portenha, com seu cosmopolitismo simétrico, que determinou que Juan Luis Martínez, durante sua vida, optasse por manter uma grande distância dos círculos de poder, sejam estes acadêmicos ou orgânicos, para desenvolver seus postulados artísticos e estéticos. Em sua obra visual construiu uma forte analogia entre o objeto artístico e o discurso ou entre a imagem mental e a palavra.

La Nueva Novela[editar | editar código-fonte]

La Nueva Novela (O novo romance), seu primeiro livro, foi entregue pelo próprio Martínez a Editorial Universitária de Valparaiso, no ano 1971, com o nome de Pequeña cosmogonía práctica (Pequena cosmogonia prática), ali, depois de permanecer cerca de dois anos submetido a julgamento crítico, foi finalmente rejeitado. Hoje, La nueva novela, é considerada uma obra chave da poesia contemporânea chilena e inclusive qualificada pela crítica especializada como, um compêndio indiscutível de intertexto, onde se confabulam entrevistas efetivas e imaginárias, que conduzem a um entrecruzado de arquétipos e reverberações em que se transfigura o texto, construído além disso com dispositivos gráficos.

Juan Luis Martínez sofreu durante muitos anos de diabetes, enfermidade que foi-lhe minando, paulatinamente, sua vitalidade e provocou-lhe uma necrose tubular de seus rins, mas, mesmo assim, manteve uma nutrida relação com poetas de diferentes generações que o visitavam em sua biblioteca na passagem Saleh, de Viña del Mar, ou em sua residência, na rua Fresia de Villa Alemana.

Durante as últimas duas décadas de sua vida precisou submeter-se, de maneira permanente, à diálises, situação que não impediu que, inclusive, um ano antes de sua morte, viajasse para Paris, (sua única saída ao exterior) convidado pelo Ministério de Cultura desse país, no programa "Les Beaux Extrangeres".

Seus restos mortais descansam no Cemitério N º1 de Valparaiso, sua cidade natal, nas alturas de Cerro Cárcel.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • La nueva novela (O Novo Romance). 1977 (poesia visual)
  • La poesía chilena (A Poesia Chilena). 1978 (Livro objeto: poesia)
  • Poemas del otro (Poemas do Outro). 2003 (poesia visual) (publicação póstuma)

Bibliografia geral[editar | editar código-fonte]

  • Campos minados. Brito, María Eugenia(literatura post-golpe en Chile). Santiago: Cuarto Propio, 1994. 192 p.
  • “J. L. Martínez: Bloqueo lírico y desbloqueo". Fariña, Soledad y Hernández, Elvira. Merodeos en torno a la obra poética de Juan Luis Martínez. Santiago: Intemperie, 2001. pp. 22-26
  • "Variedad poética de la negación", Ideas y ocurrencias. Cordua, Carla.Santiago de Chile: RIL editores, 2003. pp. 45-57
  • "Juan Luis Martínez: adiós a la poesía", Nativos de este mundo. Santiago de Chile: Editorial Universitaria,2004. pp. 99-108.
  • Aproximaciones a cuatro mundos en la poesía chilena actual. Espinoza Orellana, Manuel. Viña del Mar: Ediciones Altazor, (199-?). 28 p.
  • "Aproximaciones a La nueva novela de Juan Luis Martínez" Fariña, Soledad y Hernández, Elvira. Merodeos en torno a la obra poética de Juan Luis Martínez. Santiago: Intemperie, 2001. 75 p.
  • Señales de ruta de Juan Luis Martínez. Lihn, Enrique y Lastra, Pedro. Santiago: Archivo, 1987. 27 p.
  • 3 poetas visuales. Millán, Gonzalo, Adriazola, María Teresa y Correa, Eduardo. Santiago de Chile: Galería Gabriela Mistral, 1997. 27 p.
  • "La nueva novela de Juan Luis Martínez:(primer intento)/... Jorge Rosas Godoy. ©1996. Tesis para optar al título de Profesor de Educación Media en Castellano. Universidad del Bío-Bío. Depto. de Artes y Letras (Chillán-Chile). Em http://werken.ubiobio.cl/ [busca por autor- ver mais informação]
  • "La Nueva Novela o la lógica de la ilusión:una estética de los nuevos tiempos." Jorge Rosas Godoy. ©2005. Em http://www.letras.s5.com/archivorosas.htm
  • "Aproximación a la Estructura y Estética de La nueva novela." Jorge Rosas Godoy. Em http://www.letras.s5.com/jrg271105.htm y en http://www.critica.cl/html/rosas_godoy_03.htm art. publicado o ©12_02_06.
  • "La nueva novela o la lógica de la ilusión:una estética de los nuevos tiempos." Jorge Rosas Godoy. Universidad de Chile Facultad de Filosofía y Humanidades Departamento de Literatura Escuela de Postgrado. Tesis para optar al grado de Doctor en Literatura.©2006. Em http://www.cybertesis.cl/tesis/uchile/2006/rosas_j/html/index-frames.html
  • "Estructura superficial y profunda en la Nueva Novela o la lógica de la ilusión: una estética de los nuevos tiempos." Jorge Rosas Godoy. Em http://www.critica.cl/html/rosas_godoy_04.htm art. publicado o ©11 de abril de 2007.

Crítica literária[editar | editar código-fonte]

  • “Juan Luis Martínez”, Bischhoffshausen V., Alex v. Ciudad de los Césares (29): 27, março/abril, 1993.
  • “Es inútil. No nos comprendemos”, Dardel, J.P. El Mercurio, Valparaíso, 15 de agosto de 1998. p. C11.
  • “Félix Guattari en Chile”, Revista del lector (1): 3-5, novembro de 1998
  • “Muy temprano para Juan Luis Martínez”,Filebo. Las Últimas Noticias, 4 de abril de 1993. p. 35.
  • “Homenaje en memoria de Juan Luis Martínez”, La Nación, 16 de dezembro de 1993. p. 32
  • Sonrisa de gato”, Joannon, Cristóbal. “El Metropolitano, 2 de abril de 2000. p. 55-57 (suplemento).
  • “Un imperdonable de la poesía”, León Pezoa, Carlos. El Mercurio, Valparaíso, 3 de abril de 1993. p. A7.
  • “Juan Luis Martínez, Juan de Dios Martínez o de como no todos íbamos a ser reinas”, Maldonado de la F., Jaime. Signo, (5).
  • “Historias porteñas de la objetualidad”, Mellado, Justo Pastor. La Nación, 2 de abril de 1993. p. 52.
  • “La pequeña casa del autor”, La Academia Imaginaria. Merino, Roberto. (3): 3-5, outubro de 1998
  • “Por delicadeza, yo perdí mi vida”. MMP. El Canelo (43): 23, maio de 1993
  • “La deconstrucción del logos: Monarca, Patricia. (uma nota da La nueva novela do poeta Juan Luis Martínez”, Aérea (1): 149-151, outubro de 1997.
  • “Juan Luis Martínez”, Moraga, María Luz. Safo (27): 24, março/abril, 1994.
  • “Y ahora, ¿qué haré?: leeré poesía”, Rayentrú (12): 20-22, novembro 1996.
  • “¿Han desaparecido las señales de ruta?”, Navarro Cendoya, Nelson. El Llanquihue, 14 de outubro de 2000. p. A20.
  • “Polaroid porteña, toma 2”, Novoa, Marcelo. El Mercurio, Valparaíso, 16 de dezembro de 1993. p. B9.
  • “Representarán obra de poesía visual de Juan Luis Martínez”, PCG. La Estrella, 12 de dezembro de 1997. p. 31.
  • “Pesar en funerales del poeta Juan Luis Martínez”, El Mercurio, Valparaíso, 1º de abril de 1993. p. A5.
  • “Juan Luis Martínez o la nadería de la personalidad”, Pohlhammer, Erik. Revista Apsi (209): 46-48, julho de 1987.
  • “El legado del poeta”,Quezada, Jaime. El Mercurio, 16 de maio de 1993. p. E23.
  • “Nostalgia por el poeta y amigo Juan Luis Martínez”, Rodríguez, Virgilio. El Mercurio, Valparaíso, 1º de abril de 1993. p. B6.
  • “La nueva novela de Martínez”, Ruiz-Tagle, Carlos.La Tercera, 23 de abril de 1978. p. 15
  • “La nueva novela de Juan Luis Martínez”. Running, Thorpe.Alba de América (6-7): 123-133, julho 1986.
  • “Falleció Juan Luis Martínez, un adelantado de la poesía”. R.V.La Época, 31 de março de 1993. p. 32.
  • “A diez años de la muerte de J.L. Martínez”. Tse Tung, Mao. The Clinic, 17 de abril de 2003. p. 25
  • “Un poeta de culto”, El Mercurio, 9 de abril de 2001. p. C18
  • “El poeta y el poder”, Uribe A., Armando. Revista Análisis (339): 59, julho de 1990
  • “La subversión lógica de La nueva novela de Juan Luis Martínez”. Valdivieso, Jaime. Piel de Leopardo (1): 6, setembro 1992.
  • “El huevo de Rodas”, Vassallo, Eduardo. La Nación, 18 de agosto de 1990. p. 14.
  • “La transparencia”, Vicuña Navarro, Miguel.Piel de Leopardo (3): 28-29, 2º trimestre, 1993.
  • “La Palomita, Juan Luis Martínez y otros amigos”, Walter Muñoz, Orlando. La Estrella, Valparaíso, 3 de abril de 1993. p. 4-