Juliana Brizola

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Juliana Brizola
Juliana Brizola em 2011.
Deputada Estadual do Rio Grande do Sul
Período 1 de fevereiro de 2011
até 2014
Vereadora em Porto Alegre
Período 2009 até 2011
Dados pessoais
Nascimento 3 de agosto de 1975 (42 anos)
Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Partido PDT

Juliana Brizola (Porto Alegre, 3 de agosto de 1975) é uma política e advogada brasileira, neta do ex-governador Leonel Brizola e irmã gêmea do também político Leonel Brizola Neto.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em Porto Alegre, Juliana mudou-se para o Uruguai aos três anos de idade, em função do exílio imposto pela ditadura militar ao seu avô Leonel Brizola. Em 1982, foi morar na cidade do Rio de Janeiro, quando Leonel se elegeu governador do Estado, transferindo sua família para lá.

Juliana Brizola é formada em Direito pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro. Após a conclusão do seu curso, retornou a Porto Alegre, onde fez especialização e mestrado em Ciências Criminais na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Mas a política estava no sangue. Foi então que, em 2007, defendendo a participação da juventude e dos militantes nos espaços de gestão, nas instâncias partidárias e políticas, foi eleita presidente da Juventude Socialista do PDT/RS. Pela atuação e militância na JS, foi nomeada Secretária da Juventude da Prefeitura de Porto Alegre, realizando a Primeira Conferência Municipal da Juventude.

Em 2008, Juliana elegeu-se vereadora pelo PDT, tendo sido a maior votação do partido na cidade de Porto Alegre. Neste período, foi uma das maiores defensoras das melhorias nas condições de vida dos moradores da antiga Vila Chocolatão, então localizada na Av. Loureiro da Silva. Atuou em defesa, instituindo em lei, os “guardadores de veículos”, regularizando um dos grandes problemas de Porto Alegre.

Junto à Associação de Moradores da Restinga, abraçou a causa do Transporte Coletivo Seletivo – Lotações, para o Bairro da Restinga, instituído após o devido processo licitatório.

Em 2010, elegeu-se Deputada Estadual, conquistando 61.305 votos, novamente a maior votação do partido. Desde então, atua como deputada estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

Juliana Brizola é autora da Lei da Escola de Tempo Integral (Lei nº 14.461/14), que tem o objetivo de assegurar 50% da rede pública de ensino funcionando em tempo integral. O objetivo é garantir 7 horas de aprendizado e 4 refeições diárias, bem como reforço escolar, atividades culturais, esportivas e tecnológicas. Atualmente, a lei da parlamentar beneficia mais de 20 mil alunos no Rio Grande do Sul.

Em 2013, assumiu a liderança do seu partido na Assembleia Legislativa e aprovou a criação da Comissão Especial em Defesa da Escola de Tempo Integral, a fim de dar continuidade e implantar, definitivamente, o projeto educacional de Leonel Brizola.

Defensora de políticas públicas e mais espaços para as mulheres na política, é autora de projetos de lei (PL 174/2015 e PL 173/2015) que obrigam empresas privadas e órgãos públicos a oferecer salas de apoio à amamentação às funcionárias.

Defendendo a importância da amamentação na vida dos bebês e das mães, as salas de apoio à amamentação servem para que as mães que possuem jornada dupla (maternidade e trabalho) possam armazenar adequadamente o leite retirado da mama, em horário de expediente, para alimentar seu bebê ao retornar do trabalho.

Herdeira de uma linha de políticos comprometidos com a gestão pública em defesa da maioria da população, pauta sua atividade política no aprofundamento de um projeto educacional forte, resultando em melhorias que importem na formação de homens e mulheres livres e conscientes de seus direitos e deveres.

Trabalha em prol da defesa do patrimônio do Rio grande, na oferta de serviços públicos de qualidade e, sobretudo, na valorização do trabalhador. Debater e encontrar soluções para dar fim às diferenças sociais, para maior segurança dos gaúchos, buscando oportunidades para os desprotegidos e, principalmente, criar bases para transformar o RS em um Estado de todos e para todos.

Cargos eletivos[editar | editar código-fonte]

Referências