Jundiá (Alagoas)

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Jundiá
  Município do Brasil  
Hino
Gentílico jundiáense
Localização
Localização de Jundiá em Alagoas
Localização de Jundiá em Alagoas
Mapa de Jundiá
Coordenadas 8° 56' 06" S 35° 34' 26" O
País Brasil
Unidade federativa Alagoas
Região metropolitana Zona da Mata
Municípios limítrofes Jacuípe, Campestre, Novo Lino, Matriz de Camaragibe e Porto Calvo
Distância até a capital aprox. 120 km
História
Fundação 1960 (62 anos)
Aniversário 26 de agosto
Administração
Prefeito(a) Jorge Silvio Luengo Galvão[1] (PSD, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 119,713 km²
População total (IBGE/2010[3]) 4 202 hab.
Densidade 35,1 hab./km²
Clima Temperado
Altitude 112 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[4]) 0,56 baixo
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 19 367,319 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 4 120,71
Sítio http://jundia.al.gov.br/ (Prefeitura)

Jundiá (antigamente Vila de Jundiá) é um município brasileiro do estado de Alagoas. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 4.202 habitantes.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Jundiá tem suas primeiras escrituras registradas em Olinda, Pernambuco. O nome do município foi escolhido em razão da grande quantidade de peixes da espécie jundiá encontrados no Rio Manguaba.

A ocupação começou de uma propriedade de Gregório e Vituriana Alves e, mesmo com poucas casas, garantiu progresso pela estrada de Palmares, em Pernambuco e da lavoura canavieira.

Em 1860, quando Dom Pedro II viajou à Colônia Leopoldina também passou por Jundiá, doando terras da Coroa a moradores da região. Os pioneiros do desenvolvimento da cidade são: João Alves de Lima, Francisco Carlos de Oliveira, Joaquim Carlos e Pedro Alves, além de Antônio Buarque, que formou o comércio para Jundiá.

Em 1926 foi construída a primeira igreja pelo padre Francisco Gerardi em louvor à padroeira do município, Nossa Senhora da Conceição.

O movimento da emancipação política de Jundiá começou perto de 1954. Tertuliano Turíbio de Araújo e João Batista de Moraes foram os líderes. Em agosto de 1960, Jundiá foi emancipado de Porto Calvo, ganhando autonomia política.

Em 28 de abril de 2011, foi registrada a maior enchente que a cidade sofreu, chegando a ficar 1 m acima da ponte de acesso aos conjuntos.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Jundiá tem na tradição folclórica seu maior acervo, num resgate permanente a folguedos como guerreiro, que manifestam a cultura popular. Também fazem parte do nosso folclore: quadrilhas, pastoril e o coco de roda. A crença na fé em Nossa Senhora da Conceição também atrai muitos visitantes à festa de sua padroeira. O clima festivo do município e de sua população, chega ao auge do mais novo evento da cidade, o Jundiá Fest, um carnaval fora de época (realizado no início de março), que já faz parte do circuito estadual de micaretas.[6]

Arte[editar | editar código-fonte]

O povo jundiaense destaca-se em: poesia, bordado, pintura, costura, culinária, crochê, artesanatos variados, etc.

Topografia[editar | editar código-fonte]

O município apresenta relevo algo acidentado, estando localizado na região da mata existindo característica montanhosa.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Na agricultura predomina a cana-de-açúcar e a mandioca. Atualmente a floresta encontra-se devastada, pois as árvores foram cortadas para dar lugar à cana-de-açúcar e à plantação de outras lavouras como inhame, batata-doce, pimenta e milho.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O rio Manguaba banha o município de Jundiá, sua nascente na Serra Teixeira passa por alguns municípios desaguando na cidade de Porto de Pedras. Segue-se em importância os riachos: Brejinho, Manguabinha, Lava Pé e o açude Promontório que abastece a cidade.

Referências

  1. «Candidatos a vereador Jundiá-AL». Estadão. Consultado em 7 de junho de 2021 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Alagoas 24 horas - Jundiá Fest». Consultado em 26 de dezembro de 2010