Jundiaí

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Jundiaí (desambiguação).
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde março de 2014). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Município de Jundiaí
"Capital Nacional da Logística"
"Terra da Uva"
Panorama da cidade.

Panorama da cidade.
Bandeira de Jundiaí
Brasão de Jundiaí
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 14 de dezembro
Fundação 14 de dezembro de 1655 (363 anos)
Gentílico jundiaiense
Lema Etiam per me Brasilia magna
"Também graças a mim o Brasil tornou-se grande"
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Desterro
CEP 13200-000 até 13219-999
Prefeito(a) Luiz Fernando Machado (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Jundiaí
Localização de Jundiaí em São Paulo
Jundiaí está localizado em: Brasil
Jundiaí
Localização de Jundiaí no Brasil
23° 11' 09" S 46° 53' 02" O23° 11' 09" S 46° 53' 02" O
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária

Campinas IBGE/2017 [1]

Região imediata

Jundiaí IBGE/2017

Região metropolitana Jundiaí
Municípios limítrofes 10
Norte: Louveira e Itatiba
Leste: Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista e Jarinu
Oeste: Itupeva e Cabreúva
Sul: Cajamar, Franco da Rocha e Pirapora do Bom Jesus
Distância até a capital Federal 950 km[2]
Estadual 57 km[3]
Características geográficas
Área 431,207 km²
Distritos não possui [4]
População 414 810 hab. (SP: 15º) –  estimativa IBGE/2018[5]
Densidade 961,97 hab./km²
Altitude 762 m
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,822 (SP: 4°) – muito alto PNUD/2010 [6]
PIB R$ 39 782 735,72 mil (BR: 18º) – IBGE/2016[7]
PIB per capita R$ 98 049,82 IBGE/2016[7]
Página oficial
Prefeitura Prefeitura de Jundiaí
Câmara Câmara Municipal de Jundiaí

Jundiaí é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Localiza-se a 23º11'11" de latitude sul e 46º53'03" de longitude oeste, a uma altitude de 762 metros. Dista 57 quilômetros de São Paulo. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018, sua população era de 414 810 habitantes[5], ficando na 15° posição entre os municípios mais populosos do estado, sendo o 6º maior do interior paulista. Também é o 59° maior do Brasil, sendo maior que quatro capitais estaduais.[8] Seu nome é uma referência ao rio Jundiaí.

O município apresentou, em 2016, um produto interno bruto (PIB) de mais de 39,7 bilhões de reais, colocando o município na 18.° posição em todo o país, à frente de dez capitais, sendo o 7.º município mais rico do Estado de São Paulo[7] Em 2013, seu índice de desenvolvimento humano atingiu 0,822, levando a cidade à 11.ª melhor posição do Brasil e à 4.ª melhor do estado. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ), Jundiaí é a 9.ª cidade com maior qualidade de vida do Brasil, apresentando um Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal de 0,8892 em 2013.[9] Também é um dos municípios mais seguros do país, com um risco de homicídio de 6,88 por 100 mil habitantes (índice de 2012),[10] além de também estar em primeiro lugar em saneamento básico no ranking do Instituto Trata Brasil, entre as cidades brasileiras acima de 300 000 habitantes.[11] A partir da década de 1990, no entanto, houve um crescimento no nível de desigualdade social.[12]

A cidade possui conurbação consolidada com Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, além de estar em processo de conurbação com Itupeva. As cidades mencionadas fazem parte da Aglomeração Urbana de Jundiaí juntamente com os municípios de Cabreúva, Louveira e Jarinu, totalizando cerca de 771 mil habitantes. O município está integrado — junto com a Grande São Paulo, a Região Metropolitana de Campinas, a Região Metropolitana de Sorocaba e a Baixada Santista — ao Complexo Metropolitano Expandido, uma megalópole que ultrapassa os 30 milhões de habitantes (cerca 75% da população paulista) e que é a primeira aglomeração urbana do tipo no hemisfério sul.[13]

A paisagem mais marcante da cidade é a Serra do Japi, uma das grandes áreas de Mata Atlântica nativa contínua no estado de São Paulo, denominada como "Castelo de Águas" por muitos naturalistas, como o geógrafo Aziz Ab'Saber, devido a sua riqueza hídrica. Foi tombada em 1983 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e, posteriormente, regulamentada como reserva biológica. Foi declarada em 1992 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como reserva da biosfera da mata atlântica.[14]

História[editar | editar código-fonte]

Período colonial[editar | editar código-fonte]

A região de Jundiaí, até início do século XVII, era habitada exclusivamente por povos indígenas; alguns grupos viviam em clãs familiares, caracterizando-se pelo nomadismo, e outros eram sedentários. Tupis, se dedicavam à produção de milho e de mandioca. Eram povos guerreiros, bons caçadores e pescadores, organizando-se em aldeias compostas por cabanas circulares feitas de tronco e cobertas de palha. Parte da cultura indígena foi incorporada pelos brancos colonizadores, como a utilização de queimadas na lavoura.[15]

Catedral de Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, entre 1886 (quando adquiriu feição neogótica) e 1921 (quando houve a reforma que modificou levemente a fachada e criou as capelas radiantes e o transepto)
Ponte Torta, em julho de 2011, no bairro Vianelo, na região sul.

O povoamento de origem portuguesa do sertão de "Mato Grosso de Jundiahy", como era denominado o extremo território ao norte da vila de São Paulo, que hoje compreenderia a região de Jundiaí, Campinas e todo o nordeste do estado até a divisa com Minas Gerais no Rio Grande, iniciou-se próximo ao Rio Jundiaí com a chegada da Rafael de Oliveira, sua mulher Petronilha Rodrigues Antunes e filhos, em 1615, que deram, ao povoado, a denominação de "Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí".

Segundo alguns historiadores, o casal teria se fixado aí em virtude de ter Rafael de Oliveira cometido "crime de bandeirismo", isto é, organizado expedição de apresamento de índios, o que era vedado pela coroa portuguesa. Diz, no entanto, o historiador Afonso de Taunay, que Rafael foi perdoado, graças à sua participação no combate aos flamengos.

O fato é que a antiga Freguesia de Nossa Senhora do Desterro prosperou desde o início de sua formação em virtude de construir ponto de apoio para as expedições que se dirigiam aos sertões, que, aí, se abasteciam de gêneros produzidos pelos seus habitantes.[16]

A inauguração de uma capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro, no ano de 1651, marcou o início do reconhecimento da povoação de Jundiaí. Quatro anos mais tarde, foi elevada à categoria de vila.

Em 1655, Jundiaí marcava o limite norte do povoamento da Capitania de São Vicente. Esse povoamento acusava dois rumos principais: um de Jundiaí para leste, atingindo a zona montanhosa banhada pelo Rio Atibaia; e outro de Jundiaí para o norte, alcançando o vale do Rio Mojiguaçu. No primeiro caso, surgiu a fundação do povoado de Atibaia na Fazenda de São João, por Jerônimo de Camargo, onde, em 1665, se fixaram os índios trazidos do sertão pelo padre Mateus Nunes de Siqueira, povoado que passou a ser capela-curada em 1680. Cerca de 1676, surgiu a povoação de Nazaré. Depois da descoberta das minas de Goiás no século XVIII, chegou, a traçado definitivo, o "Caminho dos Guaiases", partindo de Jundiaí, atravessando as povoações de Mojimirim e Mojiguaçu, rumando para o noroeste por áreas que, mais tarde, formariam o sul de Minas Gerais.

Sua economia passou por uma fase de estagnação após 1695, durante o apogeu do ciclo da mineração, reativando-se contudo depois de 1785, quando a agricultura se fortaleceu com a cana-de-açúcar, feijão, cereais, algodão e café.

Período imperial[editar | editar código-fonte]

Outro fator de progresso foi a fruticultura praticada principalmente pelos imigrantes europeus a partir do fim do século XIX. Ainda nessa época, surgiu a indústria da tecelagem com a fundação em 1874, da Companhia Jundiana de Tecidos, por incentivo do Barão de Jundiaí, Francisco de Queiroz Telles. [16] A partir de 1890, o município recebeu uma grande massa de imigrantes italianos.

No dia 28 de março de 1865, Jundiaí foi elevada à condição de município.

Século XX até a atualidade[editar | editar código-fonte]

Jundiaí em 1934.

Com relação ao desmembramento de municípios vizinhos, no quadro fixado pelo Decreto-lei Estadual nº 9 775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o município de Jundiaí é composto dos distritos de Jundiaí e Rocinha. A Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948, desmembra, do município de Jundiaí, o distrito de Vinhedo (ex-Rocinha). No fixado pela Lei nº 2 456, de 30 de dezembro de 1953, para vigorar em 1954-1958, compõe-se dos distritos de Jundiaí, Campo Limpo, Itupeva e Secundino Veiga, comarca de Jundiaí. Assim, em divisão territorial datada de 1 de julho de 1960, o município de Jundiaí é formado pelos distritos de Jundiaí, Campo Limpo, Itupeva e Várzea Paulista (ex-Secundino Veiga), comarca de Jundiaí. Ainda, a Lei Estadual nº 8 092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembra, do município de Jundiaí, os distritos de Itupeva e Campo Limpo. E finalmente, a Lei Estadual nº 3 198, de 23 de dezembro de 1981, desmembra, do município de Jundiaí, o distrito de Várzea Paulista (ex-Secundino Veiga).[16]

Foi ainda em fins do século XIX que se inauguraram as estradas de ferro (a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, a Companhia Ytuana de Estradas de Ferro e a Estrada de Ferro Bragantina),[16] o que possibilitou a imigração de ingleses, espanhóis e italianos, motivados por incentivos governamentais, que tencionavam substituir a mão de obra escrava.

Na primeira metade do século XX, Jundiaí descobriu a sua vocação industrial, que perdura até hoje, pois o município possui um dos maiores parques industriais da América Latina. A indústria do lazer nos municípios próximos também está incrementando a economia local, com a instalação de parques temáticos que atraem turistas e geram empregos para os jundiaienses. No início do século XXI, o município enfrenta alguns problemas característicos dos centros brasileiros de alta densidade populacional.

O aniversário do município é comemorado em 14 de dezembro, data em que foi elevada à categoria de vila. Em 2005, foi aprovada uma emenda que decretou feriado municipal na data, comemorado a partir de 2006. Os comerciantes não aprovaram, por se tratar de uma data próxima ao natal e, a partir de 2008, o feriado tornou-se facultativo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Reserva Biológica da Serra do Japi
Parque Botânico Tulipas Professor Aziz Ab'Saber
Jardim Botânico de Jundiaí
Parque Jardim do Lago

Jundiaí situa-se a uma altitude média de 762 metros.[17] O relevo é muito acidentado devido à Serra do Japi, uma grande reserva ambiental, com uma das maiores áreas florestais do estado de São Paulo intactas. Seu principal rio é o Rio Jundiaí. O ponto mais setentrional de Jundiaí é o bairro Champirra. O bairro Campo Verde é o mais oriental, a Serra do Japi é a localização mais meridional do município e, por fim, o local mais ocidental da cidade é o bairro Rio das Pedras (Medeiros). A altitude máxima do município é de 1 290,6 metros (Serra do Japi),[17] enquanto a altitude mínima é de 673,6 metros (Rio Jundiaí, na divisa com o município de Itupeva).[17]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município está localizado na bacia do Rio Jundiaí, o qual nasce na cidade de Mairiporã e segue em direção leste, atravessando os municípios de Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Itupeva, Indaiatuba, chegando na cidade de Salto, onde deságua no Rio Tietê. Dentre as várias sub-bacias presentes, destaca-se a do rio Jundiaí- Mirim, que nasce no município de Jarinu e constitui-se no principal manancial de água para o abastecimento público. Ocorrem, ainda, as microbacias do Córrego do Ribeirão Caxambu, do Córrego do Moisés e do Ribeirão Caguaçu. Encontra-se também presente, no município de Jundiaí, a nascente do rio Capivari, pertencente à bacia do rio Piracicaba.[17]

O Rio Jundiaí divide o antigo centro comercial do município de alguns bairros como Ponte São João e Jardim Rio Branco. Entra no município em sua divisa com o município de Várzea Paulista e sai do município na divisa com Itupeva. É um dos limites naturais do centro histórico interfluvial Jundiahy, marcado também pelo Córrego do Mato e pelo rio Guapeva no trecho entre a Ponte Torta e sua foz. Nessa área, a maioria dos antigos riachos e nascentes foi soterrada pela ocupação urbana registrada desde o século XVII. Há alguns anos, a prefeitura investiu na retirada de sedimentos e afundamento da calha do rio, bem como limpeza e colocação de placas de concreto em suas margens. Isso acabou com as constantes enchentes que assolavam os bairros baixos no curso do rio, como a Vila Rio Branco, Jardim Danúbio, Ponte de Campinas, Vila Lacerda e Jardim Carlos Gomes.

Após fracassadas tentativas de despoluição do Rio Jundiaí, a cidade ainda convive com o descaso do governo estadual, que não se preocupa em realizar o tratamento de esgoto das cidades a montante do rio atendidas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Entretanto, um trecho do rio foi despoluído em 2017 e considerado apropriado para abastecimento após tratamento.[18]

Áreas verdes[editar | editar código-fonte]

O município, atualmente, possui diversos parques e jardins botânicos. São eles [19]:

  • Bosque José Antônio Ferraz – Jardim Copacabana
  • Jardim Botânico de Jundiaí
  • Parque Botânico Eloy Chaves
  • Parque Botânico Tulipas “Professor Aziz Ab`Saber”
  • Parque Comendador Antônio Carbonari – Parque da Uva
  • Parque da Cidade
  • Parque do Engordadouro Ângelo Costa
  • Parque do Trabalhador – Corrupira
  • Parque Ecológico Morada das Vinhas José Roberto Mota ‘Barroca’
  • Parque Jardim do Lago – Antônio Garcia Machado
  • Unidade de Desenvolvimento Municipal (Unidam)

Além dos parques, a cidade conta ainda com a Reserva Biológica da Serra do Japi, um dos símbolos da cidade.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município é o tropical de altitude, apresentando verões quentes e chuvosos e invernos amenos e subsecos. A temperatura média anual é de 18 °C, sendo o mês mais frio julho (média de 15 °C) e o mais quente fevereiro (média de 21 °C).[20] O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 330 mm.[20] A menor temperatura já registrada na cidade, foi de -3,1 °C, sendo que houve registros de até -6 graus centígrados em locais próximos à serra. Há também registros de nevada em 1879. Já a maior temperatura foi 38,1 °C em 1975.[21]

Dados climatológicos para Jundiaí
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 26,4 26,2 25,7 24,2 22,2 21,1 21,1 22,2 23,3 24,1 25,2 25,8 24
Temperatura média (°C) 21,4 21,4 20,8 19 16,6 15,3 14,9 16 17,5 18,7 20 20,7 18,5
Temperatura mínima média (°C) 16,4 16,6 15,9 13,8 11,1 9,5 8,8 9,9 11,7 13,3 14,8 15,6 13,1
Precipitação (mm) 226 204 159 60 47 46 31 30 60 126 138 207 1 334
Fonte: Climate-Data.org[20]
Panorama do Parque da Cidade.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1980258 809
1991289 26911,8%
2000323 39711,8%
2010370 12614,4%
Vista aérea da cidade.

Tem apresentado um grande crescimento populacional, gerado, em grande parte, pela busca de melhores condições de vida e emprego dos moradores de São Paulo. De acordo com a Emplasa, constitui uma aglomeração urbana intersticial, localizada entre a Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana de Campinas e próxima de outras regiões importantes do estado, como a região de São José dos Campos.

A Aglomeração Urbana de Jundiaí é composta pelos municípios de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista e tem cerca de 771 000 habitantes.

Dados de 2010:

  • População Urbana: 354 204[8]
  • População Rural: 15 922[8]
  • População residente - Homens: 48,64%[8]
  • População residente - Mulheres: 51,36%[8]
  • IDH-M Renda 2010: 0,834[22] (Fonte: PNUD, Ipea e FJP)

Etnias[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Porcentagem
Branca 76,40%
Parda 18,84%
Negra 3,82%
Amarela 0,87%
Indígena 0,06%

Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010[23]

Religião[editar | editar código-fonte]

De maioria cristã, a cidade é sede da Diocese de Jundiaí, com maioria da população católica. Há também expressiva parcela de protestantes, que frequentam diversas igrejas evangélicas, testemunhas de Jeová e mórmons.

Igreja Nossa Senhora da Conceição, na Vila Arens.

A cidade possui uma mesquita para os seguidores do islamismo. Há centros espíritas, tendas de umbanda, além de locais de espiritualismo e estudos antropológicos como a gnose, eubiose, lojas maçônicas e um templo da religião/filosofia japonesa Seicho-no-ie.[24]. Há também as chamadas casas de cura, que seguem o Santo Daime.[25].

Religião Porcentagem Número
Católicos 65,99% 244 262
Protestantes 20,37% 75 387
Sem religião 5,60% 20 711
Espíritas 3,92% 14 519
Budistas 0,20% 746
Umbandistas 0,26% 968
Judeus 0,03% 108

Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010[26]

Política[editar | editar código-fonte]

Fórum de Jundiaí

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Fonte:[27]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de bairros de Jundiaí

A prefeitura elaborou uma divisão administrativa oficial para o município, dividindo-o nas seguintes regiões: central, leste, oeste, norte, nordeste, sul, vetor noroeste, vetor oeste e Serra do Japi.[28] Cada região é dividida em bairros. Porém, a despeito desta divisão oficial, muitos bairros são chamados por outros nomes, e muitos bairros têm seus nomes populares cedidos a outros bairros próximos.

Economia[editar | editar código-fonte]

Centro de Jundiaí.

Jundiaí possui o sétimo maior produto interno bruto do estado. A cidade possuía 23 449 estabelecimentos em 2014[29] (serviços, indústria, comércio, construção civil, administração pública e agropecuária), gerando mais de 181 mil empregos formais.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Jundiaí é conhecida como a "terra da uva e do morango",[30] tendo um grande destaque no cenário nacional e produzindo atualmente 30% da uva do Estado,[31] através de mais de 500 produtores.[32] Hoje, dos 432 quilômetros quadrados da área do município, cerca de 320 são área rural e, destes, 228,6 são área de cultivo [17], havendo cerca de 15 000 hectares e 796 imóveis rurais no Cadastro Ambiental Rural do Governo Federal em 2017.[33] São produzidos, também, caqui, pêssego, legumes, verduras e eucalipto.[34] Na pecuária, há rebanhos bovino, ovino, equino, caprino e suíno, galináceos e produção de ovos, mel e leite.[35]

Indústria[editar | editar código-fonte]

Centro tecnológico da Mahle em Jundiaí.

Além de ter uma boa produção agrícola, o município tornou-se um polo[36] para empresas de tecnologia[37] (Foxconn) e de logística, com armazéns da Mobly, Via Varejo (Casas Bahia/Pontofrio), Renault/Nissan, Magazine Luiza, DHL, Sadia e ainda possui um parque industrial com diversas empresas,[38] se destacando nos setores de alimentos (Saralee, Frigor Hans, Parmalat), bebidas (Coca-Cola/ Femsa, Cereser, Ferráspari, Ambev), cerâmica (Deca, Roca e Ideal Standard), autopeças (Sifco, Bollhoff, neumayer tekfor, Mahle, EBF VAZ), metalurgia (Siemens, MACCAFERRI,CBC Indústrias Pesadas, Sulzer), borracha, plásticos, embalagens e bens duráveis (Astra-SA, Plascar, Takata Petri, Foxconn, AOC Envision, Compal Eletronics, Arima, Itautec, Albea), química, papeleira e de gases (Akzo Nobel, Linde, IBG, SI Group/Crios, Klabin, Böttcher), além de centrais de atendimento como Tivit e Fidelity Information Services. Em 2013, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cidade possuía o 5º PIB industrial do Estado e o 7º PIB do Estado em prestação de serviços e comércio [39].

O município ainda possui a maior fábrica da Coca-Cola no mundo em volume de produção, segundo a própria empresa em notícia veiculada no seu site. [40]

Comércio[editar | editar código-fonte]

Jundiaí Shopping

Jundiaí possui um grande número de pontos de compras, principalmente as lojas tradicionais do Centro Histórico, da Ponte São João, da Vila Arens, da Vila Hortolândia, do Eloy Chaves, da Vila Rami, do Vianelo e da Vila Rio Branco, além do eixo Nove de Julho. Possui: o Maxi Shopping Jundiaí,[41] com mais de 240 lojas e sete salas de cinema (Moviecom); o Paineiras Shopping,[42] com mais de 60 lojas; o Jundiaí Shopping,[43] com mais de 212 lojas e sete salas de cinema (Cinépolis); e o Multi Moda Center,[44] com cerca de 43 lojas. Há, ainda, o Mercadão da Ferroviários[45] e o Mercadão da Vila Arens.[46] Às terças, quartas e quintas, em diferentes locais da cidade (Agapeama, Vila Arens, Eloy Chaves, Parque da Uva) são realizados os chamados "Varejões Noturnos", com gastronomia, frutas e verduras frescas, artesanato e várias opções.[47] Jundiaí também conta com boa infraestrutura hoteleira.[48]

Turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade possui, em seu Roteiro Turístico Rural, muitas adegas, como Beraldo de Cale, Brunholi, Mazziero e Castanho.[49]

A Prefeitura de Jundiaí está implementando em 2019 as chamadas "Rotas Turísticas" ao longo do município, assim denominadas: Rota Turística do Castanho, Rota Turística do Centro Histórico, Rota Turística da Cultura Italiana, Rota Turística do Terra Nova, Rota Turística da Uva e Rota Turística do Vinho. [50]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital Paulo Sacramento

Jundiaí conta com 37 unidades básicas de saúde ou de saúde da família nos bairros, em proporção demográfica acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, passando em 2014 por um grande número de ampliações ou de novas sedes. Nos serviços de urgência, além de um PA Central 24 Horas aberto em 2013, conta com outras unidades de pronto-atendimento em preparação, sendo a UPA Novo Horizonte inaugurada em dezembro de 2018[51](e as demais na Ponte São João, Vila Progresso e Vila Hortolândia estão em tramitação de projeto). Também em julho de 2018 foi inaugurada a nova UBS da Vila Maringá, após remodelação, e a nova UBS do Jardim das Tulipas em outubro desse ano.[52]A cidade conta com dois hospitais públicos: o Hospital São Vicente de Paulo (atendendo somente casos graves a partir de agosto de 2016)[53] e o Hospital Universitário, com um terceiro, o Hospital Regional, entrando em operação para apoio ao sistema com cirurgias de baixa e média complexidade. Também tem, na rede privada, o Hospital Pitangueiras, o Hospital Santa Elisa e o Hospital Paulo Sacramento. Seus 395 mil habitantes dividem-se entre um terço de usuários de planos privados, um terço de usuários de cooperativas médicas e outro terço de usuários exclusivos do Sistema Único de Saúde. Mas todos usam serviços públicos de vigilância e fiscalização, de campanhas preventivas e de promoção da saúde e até mesmo de fornecimento de medicamentos da Prefeitura de Jundiaí.

Educação[editar | editar código-fonte]

A educação pública municipal é um dos motivos que levam a cidade ao quarto lugar do estado em índice de desenvolvimento humano.

  • IDH-M Educação: 0,768[55] [22] - 17ª posição do país (IBGE 2010). A taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais de idade (2010) é de 3,1%.[56]
Faculdades públicas (federal, estadual ou municipal)
Faculdades particulares
  • ESEF- Escola Superior de Educação Física
  • UniAnchieta- Centro Universitário Padre Anchieta
  • Faculdade Pitágoras
  • Estácio (UNISEB)- Polo EAD
  • Divino Salvador- Polo EAD
  • UNIP - Universidade Paulista
  • Centro Universitário Anhanguera
  • Centro Universitário Senac
  • Universidade Anhembi Morumbi- Polo EAD
  • FCE- Faculdade Campos Elíseos- Polo EAD
  • Unicid- Polo EAD
  • Unopar- Polo EAD
  • Uninter- Polo EAD
Escolas técnicas;
  • Dsigner Treinamentos
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - Campus Avançado Jundiaí (IFSP)
  • Escola Antonio Cintra Gordinho (EACG)
  • Escola Professor Luiz Rosa
  • Escola Padre Anchieta
  • Colégio Divino Salvador
  • Colégio Tableau
  • Colégio Duque de Caxias
  • Senac
  • Instituto Nacional de Profissionalização para DOTA Prof. Doutor Diogo Mori
  • Escola Técnica Estadual Benedito Storani (Colégio Técnico Agrícola/ETEC BEST)
  • Escola Técnica Estadual Vasco Antonio Venchiarutti (Colégio Técnico/ETEVAV/ETECVAV)
  • Global Multicursos
  • Cetec- Escola de Enfermagem
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial "Conde Alexandre Siciliano" SENAI
  • Centro de Educação Tecnológica Eloy Chaves CETEC
  • Evolut Escolas Técnicas
  • Espaço Celia Santucci

Transportes[editar | editar código-fonte]

Composição aproximando-se da plataforma da Estação Jundiaí, da Linha 7 - Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos transporta, diariamente, em seus trens, cerca de 350 000 passageiros na Linha 7 - Rubi ligando a cidade com o metrô da capital. A Estação Ferroviária de Jundiaí existe desde meados de 1860 em estilo inglês e é um dos lugares mais representativos da cidade. Há também o "Expresso Turístico", operado pela CPTM, a bordo de uma locomotiva fabricada na década de 60, ligando a estação da "Luz" em São Paulo à estação "Jundiaí". Está em fase de projetos e próximo de chamamento público para parceria público-privada o "Trem Intercidades", que inicialmente ligará os municípios de São Paulo e Americana (com uma estação em Jundiaí). Sua previsão de início das operações é o ano de 2021.[57]

A cidade possui sete terminais de ônibus que a interligam, sendo eles: Vila Arens, Central, Colônia, Rami, Hortolândia, Eloy Chaves e CECAP. O sistema "Circula Jundiaí" possui o Bilhete Único, no qual o usuário pode fazer integrações com várias linhas dentro do período de 1h30, no qual ele pagará apenas o valor da tarifa vigente para essa modalidade, que é de 4 reais. Os usuários que optarem o pagamento em dinheiro pagarão 4,40 reais, preço válido desde janeiro de 2018. Recentemente, as linhas alimentadoras (bairro > terminal) que atendem ao terminal Rami passaram a não possuir cobradores e, portanto, não aceitam mais o pagamento em dinheiro dentro dos próprios ônibus. A saída para o usuário é pagar com o próprio cartão de débito ou crédito. Essa medida será expandida gradativamente para todas as linhas da cidade.[58]

A Rodoviária da cidade (Terminal Rodoviário José Alves) possui 4,5 mil m² de área construída, com a capacidade de recepcionar mais de cinco mil pessoas todos os dias. Está localizada próximo à Rodovia Anhanguera, na Avenida Nove de Julho, 4.000 (Jardim Anhanguera), em um imponente e moderno prédio. No terminal rodoviário, são realizadas 225 linhas rodoviárias, que cobrem mais de 300 municípios. Para suprir a grande demanda nas viagens de ônibus, a rodoviária conta com a operação de 30 empresas de transporte.[59]

Futuramente, a cidade poderá contar com o sistema BRT - Transporte Rápido por Ônibus, que ligará o Terminal Colônia ao Centro. Em novembro de 2015, as obras ainda não haviam iniciado.[60] Jundiaí foi primeiro município da América Latina, a partir de 13 de dezembro de 2017, a contar com o pagamento nos ônibus com cartões de débito, crédito ou pré-pago contendo a tecnologia contactless (de aproximação), na qual basta aproximar o cartão e o valor é debitado da conta-corrente ou da fatura do cartão do usuário. [61]

O Aeroporto de Jundiaí é um dos mais movimentados do estado em números de pousos e decolagens e fica próximo à Rodovia dos Bandeirantes e Anhanguera.

Rodovia
Trecho da Rodovia dos Bandeirantes em Jundiaí.

Meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

Jundiaí recebe, geralmente, os sinais de rádio e tevê aberta localizados em Sorocaba, Campinas e São Paulo. Existem alguns canais da cidade em televisão a cabo (pago). [62] O sinal analógico de tevê foi desligado no município em 17 de janeiro de 2018.

A cidade era atendida pela Telefônica Jundiaí, que construiu a primeira central telefônica (localizada no Centro). Em 1974, passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[63], que construiu as outras centrais telefônicas da cidade. Todas essas centrais são utilizadas até os dias atuais. Em 1998, esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[64], sendo que, em 2012, a empresa adotou a marca Vivo[65] para suas operações de telefonia fixa.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Muitas figuras importantes do cenário cultural brasileiro estiveram contextualizadas com a cidade. Podemos citar nomes enraizados com a história da cidade, como Antônio de Queirós Teles, barão de Jundiaí, conde de Parnaíba, Bento Pereira Bueno, Flávio de Queirós e Arnaldo Rojek (industrial brasileiro, pioneiro no Brasil na fabricação sistemista de embalagens metálicas para indústrias de conservas).

Na literatura, são famosos os nomes de Décio Pignatari, Max Gehringer e José Renato Nalini. Na dramaturgia, a atriz Bianca Bin, Carlos Mariano, Eloísa Mafalda, os irmãos Jean Fercondini e Max Fercondini, Paula Possani, Eloísa Mafalda, Hugo Picchi Neto e o cineasta Beto Brant.

Na música, nomes como Celso Mojola, Cláudio Nucci e Fábio Zanon. Citamos ainda os futebolistas Adrianinho, Alex Sandro Mendonça dos Santos, Nenê (futebolista), Doni Marangon, Grafite (futebolista) e, no basquete, Vítor Benite. Outros nomes importantes: a astrônoma e astrofísica brasileira com reconhecimento internacional Duília de Mello, o empresário e psicólogo brasileiro Oscar Maroni, um dos pioneiros do YouTube Cauê Moura, o combatente Rafael Lusvarghi e Adoniran Barbosa, que nasceu em Valinhos, mas mudou-se para Jundiaí quando criança.

Espaços culturais[editar | editar código-fonte]

Gabinete de Leitura Ruy Barbosa

A cidade possui diversos espaços de cultura, turismo e lazer.[66] O Complexo Argos, instalado no conjunto arquitetônico da antiga indústria têxtil Argos, possui área de 365 000 metros quadrados e forma um conjunto histórico com as vilas operárias do entorno. A revitalização deste espaço foi feita garantindo-se a preservação de suas características arquitetônicas históricas. Abriga a Biblioteca Municipal Professor Nelson Foot, o Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos, o Centro Municipal de Formação e Capacitação Permanentes do Magistério, o Centro Municipal de Informática, o Centro Municipal de Línguas e a emissora de Televisão Educativa do Município.

O Gabinete de Leitura Ruy Barbosa possui, em suas dependências, uma pinacoteca com extenso acervo, uma biblioteca com mais de 4 500 obras e documentos históricos e uma cinemateca. Possui, ainda, auditório multimídia e cibercafé e oferece cursos diversos. A Casa da Cultura, localizada no Centro, promove atividades de música, dança, pintura e literatura, entre outras. O Centro das Artes, antigo Mercado Municipal, foi reformado e reinaugurado em 1981. Abriga a Sala Glória Rocha no seu piso superior, com 334 lugares e palco de shows musicais e teatrais.

Teatro[editar | editar código-fonte]

Jundiaí tem tradição no meio teatral, tendo revelado importantes nomes do teatro brasileiro. Conta com um vasto número de grupos que movimentam a cena cultural da cidade, como a Cia. Paulista de Artes, o Grupo Performático Éos, a Cia. Na Ponta da Língua e o Núcleo de Artes Cênicas de Jundiaí (entidade cultural de utilidade pública desde 1988). O Teatro Polytheama, um dos principais patrimônios históricos, culturais e arquitetônicos de Jundiaí, foi fundado em 1911 e fechado no final da década de 1960, foi reinaugurado em 1996 com projeto da renomada arquiteta Lina Bo Bardi.

Museus[editar | editar código-fonte]

  • Museu Histórico e Cultural de Jundiaí – "Solar do Barão de Jundiaí"
  • Museu Eloy Chaves - Fazenda Ermida
  • Museu Ferroviário "Companhia Paulista"
  • Museu da Energia de Jundiaí (desativado)
  • Fazenda N. Sra. da Conceição – Museu Barão de Serra Negra
  • Centro de Memória do Esporte Jundiaiense ("Bolão")
  • Museu Sacro Diocesano "Cardeal Agnelo Rossi"
  • Museu do Exército – 12º G.A.C. – Grupo Barão de Jundiahy
  • Centro Cultural Ermida
  • Espaço Cultural Museu do Vinho "Família Brunholi"
  • Museu do Paulista Futebol Clube (Sala de Troféus)

Eventos[editar | editar código-fonte]

Festa da Uva
Ver artigo principal: Festa da Uva (Jundiaí)
Desfile da 1a. Festa da Uva de Jundiaí em 1934 que recebeu mais de 100 mil visitantes em sua primeira edição.

A tradicional Festa da Uva de Jundiaí é a mais antiga festa da uva de São Paulo. Realizada desde o ano de 1934, teve seu início no Centro da cidade; depois, foi transferida para o "Parque Comendador Antônio Carbonari", mais conhecido como "Parque da Uva". Há a exposição das frutas durante o dia inteiro, e durante a noite também ocorrem shows de bandas. A Festa da Uva acontece em anos pares no mês de janeiro. Em 2013, foi remodelada para ser um evento familiar, não tendo mais como principal atração os shows de grandes artistas, mas sim voltando ao modelo original da festa, na qual a entrada era gratuita e a participação dos agricultores era efetiva, mas contando com atrações culturais da própria cidade. A Expo Vinho, realizada juntamente com a Festa da Uva, teve sua primeira edição em 2013 e contou com diversos expositores já conhecidos na cidade.

Festa Italiana de Jundiaí

Todos os anos, no bairro da Colônia, desde o ano de 1987 (ano do centenário da imigração italiana em Jundiaí), ocorre La più bella festa (traduzido do italiano, significa "a mais bela festa"). É realizada em maio e junho com comidas e música típicas. Nos oito dias de festa, se reúnem em torno de 100 000 pessoas de várias cidades, como São Paulo, Campinas, Atibaia, Santos e Sorocaba e até de outros estados. Todos os anos, se fazem, presentes, o vice-cônsul da Itália em Jundiaí e italianos do Vêneto, no norte da Itália. O calendário de festas comunitárias acontece ao longo de todo o ano nos bairros da cidade.

Carnaval

O carnaval de Jundiaí sempre foi realizado na Avenida Prefeito Luis Latorre, mas em 2018 o local foi alterado para a avenida União dos Ferroviários,[67] e em 2019 foi realizado na Cidade Administrativa, onde há o desfile das escolas de samba. O desfile se divide em grupo de acesso e especial. Entre as escolas mais tradicionais da cidade, estão a União da Vila Rio Branco e a Arco-Íris. Mas o crescimento mais recente acontece com a multiplicação de blocos de rua.

Outros

Na cidade, existem outros eventos, como a Festa da Uva do bairro do Caxambu, Festa do Senhor Bom Jesus no Caxambu (que completou cem anos em 2011), a "Festa Portuguesa" no bairro da Vila Arens, Festa do dia 1º de maio no Sindicato dos Metalúrgicos, a Festa das Nações no bairro Cidade Nova e a Festa do Bairro Terra Nova.

A Conferência Missionária ganhou espaço na agenda de eventos da cidade. O evento é realizado pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Ministério Belém, no Parque da Uva. Ocorre todos os anos nos dias de carnaval, com barracas com comidas típicas de outros países e cultos. Atrai pessoas de diversas localidades do Brasil.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o Paulista Futebol Clube completou cem anos de história no dia 17 de Maio. Dentre os títulos do Paulista, estão o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2001 - Série C e a Copa do Brasil de Futebol de 2005. O time também participou da Copa Libertadores da América de 2006, quando venceu o Club Atlético River Plate[68].

A cidade possui forte tradição em ciclismo de estrada, com destaque para o ciclista Israel Bernardi,[69] campeão brasileiro e cinco vezes campeão paulista.[70] Devido à disponibilidade de trilhas na Serra do Japi e arredores, existem muitos praticantes de mountain bike. Atualmente, existem cerca de 14 grupos de ciclistas na região. Estima-se que estes grupos possuem cerca de 600 ciclistas ativos que praticam seus treinos e passeios diariamente.

A cidade tem ainda uma fortíssima tradição no skate, tendo, a partir da década de 1980, pistas como o Mirante (oval)[71] e o Sororoca [72] (inicialmente halfpipe e depois street). O esporte vive altos e baixos, mas tem um grande número de praticantes.[73]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «O recorte das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias de 2017» (PDF). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017. p. 20–34. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  2. «Distância entre cidades» 
  3. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 28 de janeiro de 2011 
  4. IBGE. «Formação administrativa do município». Consultado em 9 de janeiro de 2019 
  5. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 30 de agosto de 2018 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 1 de agosto de 2013 
  7. a b c «IBGE -PIB dos Municípios Brasileiros 2016». IBGE 2018. Consultado em 4 de março 2019 
  8. a b c d e f «IBGE | Cidades | São Paulo | Jundiaí». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 2 de julho de 2017 
  9. http://www.firjan.com.br/ifdm/consulta-ao-indice/ifdm-indice-firjan-de-desenvolvimento-municipal-resultado.htm?UF=SP&IdCidade=352590&Indicador=1&Ano=2013
  10. Portal G1. «Homicídios por grupo de 100 mil em Piracicaba superam cidades maiores» 
  11. «Instituto Trata Brasil divulga ranking do saneamento com avaliação dos serviços nas 81 maiores cidades do país» (PDF). Arquivado do original (PDF) em 11 de outubro de 2011 
  12. «ONU aponta crescimento da pobreza e desigualdade em Jundiaí». PortalODM. 15 de dezembro de 2013. Consultado em 30 de agosto de 2014 
  13. Diego Zanchetta (3 de agosto de 2008). O Estado de S. Paulo, ed. «A primeira macrometrópole do hemisfério sul». Consultado em 12 de outubro de 2008 
  14. Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente. «Serra do Japi - Apresentação». Arquivado do original em 7 de fevereiro de 2012 
  15. «História de Jundiaí - Prefeitura Municipal de Jundiaí». Consultado em 20 de junho de 2009. Arquivado do original em 9 de fevereiro de 2007 
  16. a b c d http://www.ibge.com.br/cidadesat/painel/historico.php?codmun=352590&search=sao-paulo%7Cjundiai%7Cinphographics:-history&lang=
  17. a b c d e «Prefeitura de Jundiaí » Aspectos Geográficos». Prefeitura de Jundiaí 
  18. Região, Jornal de Jundiaí - O 1º de Jundiaí e. «Bacia do Rio Jundiaí melhora de nível e passa para classe 3 em 2017». www.jj.com.br. Consultado em 30 de abril de 2017. Arquivado do original em 9 de novembro de 2016 
  19. «Parques Municipais | Turismo Jundiaí». turismo.jundiai.sp.gov.br. Consultado em 30 de abril de 2017 
  20. a b c «CLIMA: JUNDIAÍ». Climate-Data.org. Consultado em 5 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 18 de maio de 2014 
  21. Prefeitura de Jundiaí
  22. a b c d e http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/jundiai_sp
  23. «População residente por cor ou raça, sexo, situação do domicílio e grupos de idade». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  24. [http://maplink.uol.com.br/v2/local/sp/jundiai/religiao.html[ligação inativa]
  25. [1]
  26. «População residente, por situação do domicílio, sexo, grupos de idade e religião.». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  27. «Cidades Irmãs». Câmara Municipal de Jundiaí. Consultado em 21 de janeiro de 2018 
  28. «Prefeitura de Jundiaí » Mapas». Prefeitura de Jundiaí 
  29. «Prefeitura de Jundiaí » Resumo de Jundiaí». Prefeitura de Jundiaí 
  30. Agora, Jundiaí (28 de março de 2017). «Jundiaí não tem planos para revitalizar a cultura do MORANGO». Jundiaí Agora 
  31. «Segunda safra de Niagara Rosada reforça Jundiaí como Terra da Uva». Prefeitura de Jundiaí 
  32. «Jundiaí: Terra da uva completa 360 anos». Previsão do Tempo, Clima e Meteorologia | Tempo Agora. 11 de dezembro de 2015 
  33. «Imóveis Rurais». www.car.gov.br. Consultado em 1 de maio de 2017 
  34. «Prefeitura de Jundiaí » A Agricultura no Município». Prefeitura de Jundiaí 
  35. «IBGE | Cidades | São Paulo | Jundiaí | Pecuária - 2015». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 1 de maio de 2017 
  36. «A lição de Jundiaí: crescimento sem desordem | VEJA.com». VEJA.com. 6 de maio de 2014 
  37. «Jundiaí atrai empresas de tecnologia e PIB dispara - Economia - Estadão». Estadão 
  38. «Prefeitura de Jundiaí » A Força da Indústria». Prefeitura de Jundiaí 
  39. «Para IBGE, crescimento de Jundiaí supera Estado e País». Prefeitura de Jundiaí 
  40. «Fãs dos artistas que participam da nova campanha de música conhecem a maior fábrica de Coca-Cola do mundo» 
  41. «Maxi Shopping Jundiaí». www.maxishopping.com.br. Consultado em 30 de abril de 2017 
  42. «Paineiras Shopping». Consultado em 30 de abril de 2017 
  43. «O Shopping | JundiaíShopping». www.jundiaishopping.com.br. Consultado em 30 de abril de 2017 
  44. «Multi Moda Center - Shopping em Jundiaí». www.multimodacenter.com.br. Consultado em 30 de abril de 2017. Arquivado do original em 6 de agosto de 2017 
  45. «Mercadão da Ferroviários - Jundiaí/SP». Mercadão da Ferroviários - Jundiaí/SP. Consultado em 30 de abril de 2017 
  46. Informática. «Mercadão Vila Arens | Jundiaí - São Paulo». www.mercadaovilaarens.com.br. Consultado em 30 de abril de 2017 
  47. «Varejões Noturnos | Turismo Jundiaí». turismo.jundiai.sp.gov.br. Consultado em 24 de março de 2019 
  48. «Hotéis». Prefeitura de Jundiaí. Consultado em 3 de agosto de 2013. Arquivado do original em 30 de julho de 2013 
  49. «Atrações Turísticas». Prefeitura de Jundiaí. Consultado em 3 de agosto de 2013. Arquivado do original em 30 de julho de 2013 
  50. «Rotas Turísticas | Turismo Jundiaí». turismo.jundiai.sp.gov.br. Consultado em 24 de março de 2019 
  51. «UPA do Novo Horizonte é inaugurada». G1. 1 de dezembro de 2018 
  52. «Vila Maringá em Jundiaí recebe primeira Nova UBS». G1 
  53. «Hospital São Vicente passa a atender apenas casos graves em Jundiaí». Sorocaba e Jundiaí. 30 de julho de 2016 
  54. https://www.jundiai.sp.gov.br/desenvolvimento-economico/resumo-de-jundiai/
  55. Lista de municípios de São Paulo por IDH
  56. http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/temas.php?codmun=352590&idtema=79&search=sao-paulo%7Cjundiai%7C2010-population-census:-results-of-the-universe-municipal-social-indicators--&lang=
  57. «Secretário inclui Viracopos em trem intercidades e prevê operação em 2021». ACidade ON - Campinas - Você ligado em tudo. 
  58. «Transporte público de Jundiaí passa a aceitar cartão de crédito e débito». Sorocaba e Jundiaí. 7 de março de 2016 
  59. «Terminal Rodoviário | Turismo Jundiaí». turismo.jundiai.sp.gov.br. Consultado em 2 de julho de 2017 
  60. «Primeiro trajeto do Transporte Rápido por Ônibus (BRT) avança». Prefeitura de Jundiaí. Consultado em 24 de janeiro de 2016 
  61. «Ônibus de Jundiaí dispõem de tecnologia para pagamento com cartão». G1 
  62. «Portal BSD: Satélite - TV Digital - IPTV - 3DTV - Lista de Canais Terrestres». www.portalbsd.com.br. Consultado em 21 de janeiro de 2018 
  63. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  64. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  65. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 
  66. «Turismo Jundiaí | Bem-vindo a Jundiaí». turismo.jundiai.sp.gov.br. Consultado em 2 de julho de 2017 
  67. Agora, Jundiaí (10 de janeiro de 2018). «Carnaval na avenida dos Ferroviários vai CUSTAR quase R$ 397 mil». Jundiaí Agora 
  68. http://paulistafutebol.com.br/o-clube
  69. Região, Jornal de Jundiaí - O 1º de Jundiaí e. «Israel Bernardi, a história viva». www.jj.com.br. Consultado em 25 de janeiro de 2018. Arquivado do original em 26 de janeiro de 2018 
  70. «Passeio ciclístico reúne 500 pessoas | DAE Jundiaí». www.daejundiai.com.br. Consultado em 25 de janeiro de 2018 
  71. «Pista Extinta : Mirante de Jundiaí SP – 1981/82». SKATE CURIOSIDADE. 5 de fevereiro de 2009 
  72. Jundiaí, Torcida (29 de junho de 2017). «Jundiaí será sede do 3º Circuito Paulista de Skate em setembro». Torcida Jundiaí 
  73. «Campeonato de Skate atrai grande público | JORNAL DA REGIÃO». JORNAL DA REGIÃO. 3 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]