Jungermanniopsida

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Ptilidium ciliare.

Ptilidium ciliare.
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Subreino: Embryophyta
Superdivisão: Bryophyta sensu lato
Divisão: Marchantiophyta
Classe: Jungermanniopsida
Stotler & Stotl.-Crand., 1977[1] emend. 2000[2]
Ordens
"Hepaticae" (gravura de Ernst Haeckel em Kunstformen der Natur, 1904).

Jungermanniopsida Stotler & Stotl.-Crand. é uma classe de plantas embriófitos, não vasculares, pertencente à divisão Marchantiophyta. Com uma diversidade estimada em 5000-7000 espécies, é a maior das três classes em que está repartida a divisão Marchantiophyta (hepáticas).[3][4]

Descrição[editar | editar código-fonte]

A classe Jungermanniopsida constituía o principal grupo da antiga divisão Hepaticophyta, agrupando entre 5 000 e 7 000 espécies, o que representa mais de três quartas partes de todas as hepáticas conhecidas. O epónimo do nome da classe é Ludwig Jungermann (1572-1653).[5] Embora a classe integre hepáticas talosas, a maioria das espécies são formas foliosas. A maioria das espécies crescem prostradas e apresentam ramificação dicotómica.

As formas foliosas compreendem o gametófito com filídios dispostos em duas filas, sem nervura principal. O espermatófito em geral abre-se por quatro valvas.

Os membros do agrupamento não apresentam gametangióforos no gametófito. O gametófito apresenta à sua superfície corpos oleosos e é taloso não diferenciado ou folioso. Todas as células apresentam corpos oleíferos.

Como não apresentam gametangióforos, o esporófito desenvolve-se directamente a partir do talo. O esporófito apresenta a parede do esporângio multiestratificada. A seta é longa e transparente.

A reprodução é maioritariamente assexual, através de propágulos que se desenvolvem sobre os filídios, sem receptáculo. O arquegónio está protegido por uma envoltura ou perianto. Na reprodução sexual, o ciclo é similar ao das Marchantiopsidas.

Distribuição e ecologia[editar | editar código-fonte]

O grupo é muito abundante nos bosques tropicais, ombrosos, onde haja abundante humidade. Vivem directamente sobre húmus, ritidoma (casca) de árvores, sendo alguns grupos epífitas que vivem sobre folhas perenes de diversas árvores e arbustos. Algumas espécies podem viver flutuando na água.

Sistemática e filogenia[editar | editar código-fonte]

Durante muito tempo o agrupamento taxonómico correspondente à actual classe Jungermanniopsida foi classificados em duas ordens: Jungermanniales e Metzgeriales. Avanços recentes em matéria de filogenia molecular levaram à alteração da circunscrição taxonómica do grupo e ao surgimento de três subclasses[6] cujas relações filogenéticas, obtidas com base na análise dos dados de genética molecular disponíveis, permitem elaborar o seguinte cladograma da classe Jungermanniopsida:[7]


Pelliidae

Pelliales




Pallaviciniales



Fossombroniales





Metzgeriidae

Pleuroziales



Metzgeriales



Jungermanniidae

Porellales




Ptilidiales



Jungermanniales






A informação filogenética disponível suporta a seguinte classificação para o grupo:[2]

Referências

  1. Stotler, Raymond E.; Barbara J. Candall-Stotler (1977). «A checklist of the liverworts and hornworts of North America». American Bryological and Lichenological Society. The Bryologist. 80 (3): 405–428. JSTOR 3242017. doi:10.2307/3242017 
  2. a b Crandall-Stotler, Barbara; Stotler, Raymond E. (2000). «Morphology and classification of the Marchantiophyta». In: A. Jonathan Shaw & Bernard Goffinet (Eds.). Bryophyte Biology. Cambridge: Cambridge University Press. p. 21. ISBN 0-521-66097-1 
  3. Söderström; et al. (2016). «World checklist of hornworts and liverworts». Phytokeys. 59: 1–826. PMC 4758082Acessível livremente. PMID 26929706. doi:10.3897/phytokeys.59.6261 
  4. «Part 2- Plantae (starting with Chlorophycota)». Collection of genus-group names in a systematic arrangement. Consultado em 30 de Junho de 2016 
  5. «Jungermanniopsida»  NCBI taxonomy
  6. Cole & Hilger 2013, Bryophyte Phylogeny
  7. Novíkov & Barabaš-Krasni (2015). «Modern plant systematics». Liga-Pres. 685 páginas. ISBN 978-966-397-276-3. doi:10.13140/RG.2.1.4745.6164 

Literatura[editar | editar código-fonte]

  • Jan-Peter Frahm: Biologie der Moose. Spektrum Akademischer Verlag, Heidelberg/ Berlin 2001, ISBN 3-8274-0164-X.
  • Jan-Peter Frahm, Wolfgang Frey, J. Döring: Moosflora. 4., neu bearbeitete und erweiterte Auflage. Ulmer, Stuttgart 2004, ISBN 3-8001-2772-5. (UTB für Wissenschaft, Band 1250, ISBN 3-8252-1250-5)

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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