Junkers Ju 87

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"Stuka" Ju 87
Bombardeiro
Junkers Ju 87 Stuka na
URSS em janeiro de 1943.
Descrição
Tipo / Missão Bombardeiro de mergulho, com motor a pistão, monomotor monoplano
País de origem  Alemanha
Fabricante Junkers
Construcciones Aeronáuticas S.A.
Amiot
Período de produção 19351944
Quantidade produzida ~ 6500
Primeiro voo em 17 de setembro de 1935 (86 anos)
Introduzido em 1936
Aposentado em 1945 (Luftwaffe)
Tripulação 2
Especificações (Modelo: Ju 87 B-2)
Dimensões
Comprimento 11 m (36,1 ft)
Envergadura 13,8 m (45,3 ft)
Altura 4,23 m (13,9 ft)
Área das asas 31,90  (343 ft²)
Alongamento 6
Peso(s)
Peso vazio 3 205 kg (7 070 lb)
Peso carregado 4 320 kg (9 520 lb)
Peso máx. de decolagem 5 000 kg (11 000 lb)
Propulsão
Motor(es) 1 x motor a pistão V12 invertido refrigerado a líquido Junkers Jumo 211D
Potência (por motor) 1 184 hp (883 kW)
Performance
Velocidade máxima 390 km/h (211 kn)
Alcance bélico 500 km (311 mi)
Teto máximo 8 200 m (26 900 ft)
Armamentos
Metralhadoras / Canhões 2 x metralhadoras de tiro frontal MG 17 de 7,92 mm (0,312 in) e 1 x MG 15 de 7.92 mm no cockpit traseiro
Bombas 1 x de 250 kg (551 lb) e 4 x de 50 kg (110 lb)
Notas
Dados de: Ju 87 B-2 Betriebsanleitung, Juni 1940 (D.(Luft) T.2335/1)

O Junkers Ju 87, popularmente conhecido como Stuka (do alemão Sturzkampfflugzeug, bombardeiro de mergulho, pronunciando-se: "Xstuca"),[1] foi um bombardeiro utilizado pela força aérea alemã (Luftwaffe) e pela Regia Aeronautica Italiana durante a Segunda Guerra Mundial.[2][3]

Batismo de fogo[editar | editar código-fonte]

A Alemanha utilizou o "Stuka" pela primeira vez na Guerra Civil Espanhola tripulados por pilotos voluntários da Legião Condor, em testes de bombardeios aéreos, utilizando bombas de 500 kg (este caça foi projetado para carregar bombas de 250 kg) , em vilarejos como Benassal, Albocàsser, Vilar de Canes, e Ares del Maestre.[4] Posteriormente, na invasão da Polónia (1939), contra alvos fixos, como as bases da Força Aérea Polaca. Além disso, a aeronave foi também utilizada para apoiar o avanço alemão, na função de apoio aéreo aproximado, e combater as tentativas polacas de resistência no sul do país.

Conseguia carregar grande carga de bombas para seu tamanho pequeno, porém mantendo formas agressivas que eram muito temidas pelos aliados. Em algumas versões, o Stuka era ainda acrescido de uma sirene de mergulho instalada na parte superior do trem de pouso, chamada "Trombeta de Jericó", cujo único propósito era aterrorizar quem quer que estivesse no caminho de suas bombas, tornando o som de seus ataques bastante distinto.[5]

Junkers Ju 87B-2 Stuka.svg Sirène de Junker 87 dîte 'Trompette de Jericho.jpg Stuka bombarder 1.gif
Junkers Ju 87B-2 Stuka Restos da sirene
de um Stuka.
Vídeo com o
som da sirene.
Descrição do procedimento
de mergulho do Stuka

Vitórias[editar | editar código-fonte]

O "Stuka" foi também utilizado contra navios na Operação Weserübung (invasão da Dinamarca e da Noruega), e contra a França, na Batalha da França em 1940.

As posições fixas das defesas francesas na região de Sedan, foram alvos fáceis para os "Stuka", embora a incapacidade dos comandantes franceses, demonstrada pela sua recusa em chamar os caças para atacar os "Stukas" tivesse ajudado os alemães.

Warsaw Uprising stuka ju-87 bombing Old Town.jpg Ju 87B NAN1Sep43.jpg StukaRA.jpg
Stuka sobre Varsóvia. Stuka Ju 87B (c. 1940). Stuka da
Regia Aeronautica Italiana.

Dificuldades[editar | editar código-fonte]

O "Stuka" no entanto, não foi muito útil contra as unidades de veículos blindados franceses, porque os tanques, em movimento, revelaram-se alvos difíceis de atingir.

Após o lançamento das bombas, a força G gerada durante a recuperação do mergulho podia causar a perda de consciência do piloto por alguns segundos.

Primeiras derrotas[editar | editar código-fonte]

As limitações do projeto do Ju-87 "Stuka" começaram a evidenciar-se apenas quando, em 1940, começou a Batalha da Inglaterra.[5] 336 "Stukas" foram preparados para a missão, inicialmente designados para operações de ataque à navegação no Canal da Mancha. Quando os ingleses passaram a navegar apenas de noite, a utilidade do "Stuka" mostrou-se muito reduzida, pelo que os alemães passaram a utilizar esta aeronave apenas para atacar as bases inglesas como haviam feito na Polónia e na França.

Mas sobre os céus de Inglaterra, a ideia de avião que aterrorizava perdeu efeito. Os radares avisavam os ingleses da chegada de formações de aviões alemães e os "Stukas" tinham que enfrentar os caças britânicos no ar, função para a qual não estavam preparados.

Pensado para atuar em céus dominados pela Luftwaffe, o "Stuka" era muitas vezes completamente varrido dos céus. Em Setembro, num só dia os alemães perderam trinta aparelhos sobre os céus da Inglaterra. A partir daí, o "Stuka" foi pura e simplesmente retirado da operação, limitando-se a pequenas operações no canal da Mancha.

Bundesarchiv Bild 183-J20509, Russland, Kampf um Stalingrad, Luftangriff.jpg Bundesarchiv Bild 101I-646-5184-26, Russland, Flugzeug Junkers Ju 87.jpg Junkers Ju 87Ds in flight Oct 1943.jpg Junkers Ju 87 D-5 (SA-kuva 157665).jpg
Um Stuka
bombardeando
Stalingrado, em 1942.
Stuka Ju 87G fotografado em 1942 na URSS.
Sob suas asas estão instalados canhões de
3,7cm Flak 18 Kanonenvogel.
Três Ju 87D's alemães sobrevoando
a Iugoslávia em outubro de 1943.
Stuka 87 D-5,
no aeroporto de Immola
na Finlândia,
em 28 de junho de 1944.

Frente oriental[editar | editar código-fonte]

Os alemães utilizaram o "Stuka" também na invasão da União Soviética (Operação Barbarossa), mas a enorme dimensão do país, tornou a ação de grupos pequenos de "Stuka", pouco relevante perante a enormidade das operações em terra e quando começou o inverno Russo, os "Stukas" tornaram-se completamente inúteis, porque os seus motores não conseguiam sequer funcionar (fato ocorrido também com os tanques Panzer).

Devido à sua baixa velocidade e às características do combate aéreo na frente oriental, o "Stuka" foi gradualmente substituído em suas funções pelo Focke-Wulf Fw 190 na versão F (caça-bombardeiro), pois este além de mais rápido, podia carregar carga de bombas equivalente, com a vantagem de se tornar um caça após o ataque. O "Stuka" continuou sendo utilizado na versão G. Dotado de dois canhões de 37mm Bk 37, o modelo G ganhou fama no papel de destruidor de tanques. O mais conhecido piloto desta aeronave foi Hans-Ulrich Rudel, especialista em missões de ataque ao solo e o mais condecorado piloto da Luftwaffe na 2ª Guerra Mundial.

Junkers Ju 87B dropping bombs.jpg The Soviet Union 1960 CPA 2401 stamp (World War II Hero Lieutenant Timur Frunze (Fighter Pilot) and Air Battle).jpg Junkers Ju-87 replica.jpg Ju87A 050406-F-1234P-041.jpg
Um Junkers alemão
Ju 87B Stuka
lançando bombas.
Selo postal soviético
de 1960.
Réplica do Junkers Ju 87 Stuka no
Museu Central da Força Aérea
em Monino na Rússia.
3 Junkers Ju87A em formação.

Usuários[editar | editar código-fonte]

Variantes[editar | editar código-fonte]

  • Ju 87 A, protótipos V1, V2, V3, V4, V5. versões de produção: A0, A1, A2.
  • Ju 87 B, protótipos V6, V7, V8, V9, V15, V16, (V17 e V18 não produzidos).
  • Ju 87 C, protótipos V10, V11. A versão C, foi planejada para aviação naval operando a partir do porta-aviões Graf Zeppelin como torpedeiro e bombardeiro de mergulho. Já que o projeto deste porta-aviões foi cancelado, os poucos fabricados, foram convertidos para a versão B de ataque ao solo.[5]
  • Ju 87 D, protótipos V21, V22, V23, V24, V25, V30, V26-28, V31, V42-47.
  • Ju 87 G

Exemplares sobreviventes[editar | editar código-fonte]

Intactos[editar | editar código-fonte]

Ju87ChicagoMuseumOfScienceAndIndustry2010.jpg Ju87 G2 2.jpg
Museum of Science and Industry
(EUA)
Royal Air Force Museum
(Reino Unido)

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Em Outubro de 2006, um Ju 87 D3 foi recuperado do fundo do mar próximo a Rodes.
  • Um Junkers Ju 87 B2 está em processo de restauração no Museu de Aviação de Belgrado (Sérvia).
Ju 87 Berliner Technikmuseum.JPG Junkers Ju 87 wreck Auto- und Technikmuseum Sinsheim.jpg
Deutsches
Technikmuseum

(Alemanha).
Museu do Automóvel e da
Tecnologia de Sinsheim

(Alemanha).

Sucessor[editar | editar código-fonte]

A aeronave que sucederia o Ju-87 Stuka seria o Henschel Hs 132.

Notas

  1. «How to pronounce Stuka?». Howtopronounce.com (em inglês). Consultado em 17 de junho de 2020 
  2. Bergström, Christer. Bagration to Berlin - The Final Air Battles in the East: 1944 - 1945. London: Ian Allen, 2008. ISBN 978-1-903223-91-8.
  3. Coram, Robert. Boyd: The Fighter Pilot Who Changed the Art of War. New York: Back Bay Books, 2004. ISBN 0-316-79688-3.
  4. Os vilarejos esquecidos onde Hitler testou suas armas para a 2° Guerra Jornal Folha de S. Paulo , edição de 24 de janeiro de 2016
  5. a b c «Junkers Ju 87 "Stuka"». Luftwaffe39-45. Consultado em 17 de junho de 2020 
  6. (em inglês) Kitreview

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • (em inglês) Stuka Ju 87. Alex Vanags-Baginskis, Rikyu Watanabe. Jane's Information Group, 1982. ISBN 0710601913
  • (em inglês) Stuka-pilot Hans-Ulrich Rudel:his life story in words and photographs. Günther Just. Schiffer Pub., 1990. ISBN 0887402526
  • (em inglês) Junkers Ju 87 Stuka. Manfred Griehl. Airlife, 2001. ISBN 1840371986
  • (em inglês) Ju 87 Stukageschwader of the Russian Front. John Weal. Osprey Publishing, 2008. ISBN 9781846033087
  • (em inglês) The Junkers Ju 87 Stuka. Peter Smith. Crecy Publishing, 2011. ISBN 9780859791564

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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