Juqueri

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Juqueri (desambiguação).
Um dos edifícios do complexo hospitalar do Juqueri

Juqueri era a denominação de um antigo município do estado de São Paulo, no Brasil, formado pelos atuais municípios de Mairiporã, Franco da Rocha, Caieiras e Francisco Morato. Em 1948, foi, oficialmente, renomeado como Mairiporã, sendo, posteriormente, desmembrado nas autonomias municipais anteriormente citadas.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Existem duas origens possíveis para o topônimo "Juqueri":

  • é proveniente do tupi yu-ker-i-y, "o rio do espinheiro que dorme, propenso a dormir", em alusão às folhas do juqueri, que, quando tocadas, se deitam.[1][2]
  • provém do tupi antigo îukeri, que designa as plantas do gênero Mimosa.[3]

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento de origem europeia da região começou com pequenos núcleos nas cercanias da vila de São Paulo de Piratininga em fins do século XVI, como ligação entre o planalto e o sertão inexplorado. O primeiro nome do povoamento foi Nossa Senhora do Desterro de Juqueri, tendo sido elevado à categoria de vila em 1696. Em vista disso, administrativamente, Juqueri foi um distrito do município de São Paulo até 1880, quando passou a fazer parte do município de Guarulhos. Em 1889, torna-se um município autônomo.

Situava-se, em Juqueri, um dos mais célebres hospitais psiquiátricos do Brasil, o Hospital Psiquiátrico do Juqueri,[4] o que fez com que a palavra "juqueri" se tornasse sinônimo de "loucura", ou de doença mental de forma geral. Por este motivo, o nome do município foi modificado por lei estadual aprovada em 24 de dezembro de 1948.[carece de fontes?] Entre os novos nomes sugeridos, foi adotado "Mairiporã", termo formado artificialmente pela junção do termo da língua geral setentrional mauri, "cidade", e do termo guarani porã, "bonita", significando, portanto, "cidade bonita".[5]

Referências

  1. Confraria do IHGRS (1925). Revista do Instituto Histórico e Geográphico do Rio Grande do Sul, Volumes 5-6 O Instituto [S.l.] 
  2. Revista do Arquivo Municipal de São Paulo, Edições 15-16 Diretoria do Protocolo e Arquivo da Prefeitura [S.l.] 1935. 
  3. NAVARRO, E. A. Dicionário de Tupi Antigo: a Língua Indígena Clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 583.
  4. Evelin Naked de Castro Sá, e Cid Pimentel (1991). Juqueri, o espinho adormecido Editora Hucitec [S.l.] ISBN 8527101211. 
  5. NAVARRO, E. A. Dicionário de Tupi Antigo: a Língua Indígena Clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 584.

Ver também[editar | editar código-fonte]