Mairiporã

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Município de Mairiporã
"Aldeia Pitoresca"
"Cidade Bonita"
"Cidade-Fantasma"
"Mairipa"
Vista da cidade.

Vista da cidade.
Bandeira de Mairiporã
Brasão de Mairiporã
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 27 de março
Fundação 1642 (374–375 anos)
Emancipação 27 de março de 1889 (128 anos)
Gentílico mairiporanense
Lema SVB LEGE LIBERTAS
(traduzido do latim, significa: "Liberdade Sob a Lei")
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Desterro
CEP 07600-000
Prefeito(a) Antonio Shigueyuki Aiacyda (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Mairiporã
Localização de Mairiporã em São Paulo
Mairiporã está localizado em: Brasil
Mairiporã
Localização de Mairiporã no Brasil
23° 19' 08" S 46° 35' 13" O23° 19' 08" S 46° 35' 13" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008 [1]
Microrregião Franco da Rocha IBGE/2008 [1]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Norte: Atibaia, Bom Jesus dos Perdões;
Nordeste: Nazaré Paulista;
Sudeste: Guarulhos;
Sul: São Paulo;
Oeste:Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato.
Distância até a capital 41 km[2]
Características geográficas
Área 320,697 km² [3]
Distritos Distrito Industrial de Terra Preta
População 95,601 hab. (SP: 82º) –  Estimativa IBGE/2017[4]
Densidade 0,3 hab./km²
Clima Tropical de Altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,788 (76°) – elevado PNUD/2010 [6]
Gini 0,581 IBGE/2010[7]
PIB R$ 1 454,761 mil [5] IBGE/2009[8]
PIB per capita R$ 17 004,71 IBGE/2013[8]
Página oficial
Prefeitura www.mairipora.gov.sp.br
Câmara www.camaramairipora.sp.gov.br

Mairiporã é um município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil.

A população estimada em 2017 é de 95.601 habitantes e a área é de 320,697[9] km². De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no ano de 2013, Mairiporã aparece entre as 100 cidades do país com melhor Índice de Desenvolvimento Humano ocupando a 76ª posição no ranking nacional, a 40ª posição estadual e a 6ª dentre as 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo.[10]

Mairiporã está localizado na Zona Norte da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011[11] e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI)[12].

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Mairiporã" é um termo construído artificialmente em 1948 a partir da junção de mauri (termo da língua geral setentrional que significa "cidade") e poranga (termo guarani que significa "bonito"): significa, portanto, "cidade bonita".[13]

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento de origem europeia da região começou com pequenos núcleos nas cercanias da vila de São Paulo de Piratininga em fins do século XVI, como ligação entre o planalto e o sertão inexplorado. O primeiro nome do povoamento foi Nossa Senhora do Desterro de Juqueri, tendo sido elevado à categoria de vila em 1696. Em vista disso, administrativamente, Juqueri foi um distrito do município de São Paulo até 1880, quando passou a fazer parte do município de Guarulhos. Em 1889, torna-se um município autônomo.

Situava-se, em Juqueri, um dos mais célebres hospitais psiquiátricos do Brasil, o Hospital Psiquiátrico do Juqueri,[14] o que fez com que a palavra "juqueri" se tornasse sinônimo de "loucura", ou de doença mental de forma geral. Por este motivo, o nome do município foi modificado por lei estadual aprovada em 24 de dezembro de 1948.[carece de fontes?] Entre os novos nomes sugeridos, foi adotado "Mairiporã", termo formado artificialmente pela junção do termo da língua geral setentrional mauri, "cidade", e do termo guarani porã, "bonita", significando, portanto, "cidade bonita".[15] Em 1642, Mairiporã era conhecida como vila, na sesmaria dos Campos do Juqueri, de Amador Bueno da Ribeira, ao redor de uma capela em louvor a Nossa Senhora do Desterro, construída por Antônio de Souza Del Mundo.[16]

Em 1696 é constituído o povoado de Nossa Senhora do Desterro de Juqueri, palavra tupi que designa uma planta leguminosa, conhecida também como dormideira. No ano de 1783 passou a ser paróquia; a capela transformou-se em igreja e passou por diversas modificações (1841, década de 1940 e 1982). A última reforma descaracterizou o antigo templo, conservando apenas a torre. A Vila de Juqueri adentrou o século XVIII como fonte de produtos agrícolas para São Paulo, chegando a produzir algodão e vinho para exportação. Não prosperou como outras localidades inseridas nas regiões das lavras de ouro e pedras preciosas, caracterizando-se como pouso de tropeiros que faziam o abastecimento das Geraes.

Em 1769, a Câmara paulistana determinou a abertura de uma estrada entre Juqueri e São Paulo. O "Caminho de Juqueri" transformou-se mais tarde na Estrada Velha de Bragança. Antes Distrito da Capital (1874 a 1880) e de Nossa Senhora da Conceição de Guarulhos (1881 a 1888), Juqueri passou a ser município por meio da Lei Provincial 67, de 27 de março de 1889. Um ano antes da emancipação, a São Paulo Railway (Estrada de Ferro Santos-Jundiaí) construiu a Estação do Juqueri. Em 1898, o Governo do Estado inaugurou o Hospital-colônia de Juqueri para doentes mentais, dirigido pelo médico Franco da Rocha. A associação do nome de Juqueri ao hospital, causando confusão na entrega de correspondências e desconforto entre os juquerienses, criou um movimento para mudar o nome do município.

Em 1948, o prefeito Bento de Oliveira solicitou, à Assembleia Legislativa, autorização para a mudança. Na ocasião, o deputado Ulisses Guimarães apoiou o pedido e pronunciou a célebre frase: "Juqueri, terra de loucos. Loucos por cidadania". No dia 24 de dezembro daquele ano, foi aprovada a Lei 233, permitindo a mudança do nome do município. O nome Mairiporã, entre outros de origem tupi, foi sugerido pelo jornalista e poeta Araújo Jorge.

Distrito de Terra Preta[editar | editar código-fonte]

O distrito de Terra Preta, caracterizado hoje como "industrial" em razão de ser essa a principal economia do distrito, era um bairro do município de Mairiporã.

Chamado de Bom Jesus Pedra Fria pelos bandeirantes que ali paravam para descansar de suas longas caminhadas, o distrito de Terra Preta já foi denominado por Bom Jesus de Terra Preta (como vemos em mapas editados pela Delta) e em documentos de maio de 1812, por Portão do Juqueri. A denominação de Portão do Juqueri ocorreu pela primeira vez em um documento em que os moradores do bairro foram solicitar ao bispo de São Paulo, D. Mateus Pereira, que “autorizasse o ereção de uma ermida em louvor ao Bom Jesus”, na capela situada atrás da igreja, inaugurada em 1818.

Ao redor dessa igreja haviam 21 casas que haviam sido construídas com o objetivo de acomodar a população durante os festejos que duravam cerca de 3 dias. Costume esse que foi desaparecendo desde 1940, e essas casas passaram a ter função de moradia.

A parte industrial de Terra Preta foi desenvolvida a partir de 1967, depois que uma lei proibiu a instalação de indústrias no centro de Mairiporã, em razão de leis de proteção de mananciais. A primeira empresa a se instalar em Terra Preta foi a Osato e Cia Ltda.[17][18]

Imigração japonesa em Mairiporã[editar | editar código-fonte]

Pensionato Japonês de Mairiporã

As primeiras dez famílias chegaram em 1913, lideradas por Akimura, natural de Kumano. A colônia japonesa de Mairiporã é uma das mais antigas do Brasil, juntamente com as colônias de Cerqueira César e Iguape. Estas famílias deram novo impulso à cidade, principalmente pelo trabalho na agricultura. Em outubro de 1913, Chōju Akimura e outras nove famílias teriam adquirido lotes de terra em Juqueri. Anos mais tarde, foi estabelecida a Cooperativa Agrícola do Juqueri, que no pós-guerra transformar-se-ia no principal reduto da imponente Cooperativa Agrícola Sul-Brasil. Nos anos seguintes, centenas de outras famílias japonesas chegaram a Juqueri.

De 1950 até hoje[editar | editar código-fonte]

Na década de 1950, Mairiporã foi marcada pela vinda da Companhia Cinematográfica Multi Filmes, dirigida pelo cineasta Mário Civelli. Até pouco tempo, ainda existiam os barracões da companhia, onde foi rodado o primeiro filme colorido no Brasil, destruídos para a construção do pedágio pela Arteris.

Com a implantação da Rodovia Fernão Dias, ligação de São Paulo para Minas Gerais, houve uma redescoberta e valorização intensa de Mairiporã, em razão dos atributos naturais da região para abrigar residências secundárias de alto padrão (lazer/recreio) e posteriormente para moradia fixa. O boom imobiliário ocorreu a partir do final da década de 1970 e anos 1980. A esse movimento contrapôs-se a Lei de Proteção dos Mananciais (leis estaduais 898/75 e 1 172/76), para preservação dos recursos hídricos responsáveis pelo abastecimento de grande parte da população metropolitana. Em 1992, a região da Serra da Cantareira foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Vale destacar o potencial que a cidade possui para a fixação de residências secundárias desde os anos 1960 e 1970. Em Mairiporã, há diversos condomínios e sítios, servindo tanto para moradia fixa como para veraneio.

Devido a essa característica de cidade-dormitório tranquila e arborizada e a proximidade com a cidade de São Paulo algumas personalidades brasileiras de diversas áreas de atuação moram ou moraram na região: Ayrton Senna[19], Mara Maravilha, Gianfrancesco Guarnieri[20], Hilda Hilst, Maria Adelaide Amaral[21], Rita Lee, Arnaldo Baptista[22], Renato Teixeira[23], Jayme Monjardim[24], Almir Sater[25], Vanusa, Antônio Marcos, Elis Regina[26], Norma Blum[27], Zé Geraldo[28] e Sérgio Reis.[29]

Área urbana de Mairiporã vista do Cruzeiro. Avistam-se a Rodovia Fernão Dias no lado esquerdo e a SP-23 com a Represa Paiva Castro no lado direito

Geografia[editar | editar código-fonte]

Presença de araucárias é comum no centro de Mairiporã

Mairiporã situa-se a uma altitude média de 790 metros. As partes mais altas do município estão na Serra da Cantareira, onde as altitudes superam os 1 100 metros em algumas regiões. Já as partes mais baixas estão no entorno do vale do Rio Juquery e da Represa Paulo de Paiva Castro.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. O verão é relativamente quente e chuvoso e o inverno é ameno, por vezes frio, são comuns eventos como a geada em alguns pontos baixos do município, assim como nevoeiros ocasionados pela existência de diversos corpos d'água e nascentes na cidade.

A temperatura média anual gira em torno de dezoito graus centígrados, sendo o mês mais frio julho (média de catorze graus centígrados) e o mais quente fevereiro (média de 22 °C).

O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 400 mm.

Dados climatológicos para Mairiporã
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 26,3 26,3 25,3 23,7 22 20,9 20,5 21,8 22,8 23,6 24,4 25,1 23,6
Temperatura média (°C) 21,5 21,5 20,6 18,7 16,7 15,4 14,9 16 17,3 18,5 19,5 20,3 18,4
Temperatura mínima média (°C) 16,7 16,8 16 13,8 11,5 10 9,4 10,3 11,8 13,4 14,7 15,6 13,3
Precipitação (mm) 247 220 165 66 53 46 35 37 68 130 134 207 1 408
Fonte: Climate-Data.org[30]

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

Mairiporã é dividida em duas regiões territoriais [16][31]:

Região central[editar | editar código-fonte]

A região denominada como Região Central é composta pelos seguintes bairros:

  • Chácara Arantes
  • Cidade Jardim
  • Parque Cabreúva
  • Jardim Sandra
  • Prainha
  • Jardim Galrão
  • Socimar
  • Maria Eugênia
  • Henrique Martins
  • Jardim Celeste
  • Jardim Spada
  • Jardim Brilha
  • Capoavinha
  • Nery
  • Jardim Fernão Dias
  • Pinheiral
  • Vila Ipanema
  • Lavapés
  • Vila Sabesp
  • Jardim Cinco Lagos
  • Parque Náutico
  • Estância Santo Antônio
  • Granja Santo Antônio
  • Parque Bariloche
  • Jardim Esther
  • Jardim Cinco Lagos
  • Bairro dos remédios
  • Parque do Moinho
  • Vila Santo Agostinho
  • Barreiro
  • Vila Nova Juquery
  • Jardim Leonor
  • Jardim Oliveira
  • Parque Petrópolis

Região do Distrito Industrial de Terra Preta[editar | editar código-fonte]

A região denominada como Região do Distrito Industrial de Terra Preta, ou simplesmente por Terra Preta, é composta pelos seguintes bairros:

  • Jardim Lúcia
  • Gibeon
  • Olimpo
  • Jardim da Lagoa
  • Jardim dos Jacarandás
  • Pereira
  • São Francisco
  • Vanessa
  • Paulista
  • Nippon
  • Sol Nascente
  • Colinas I
  • Colinas II
  • Chácara São Jorge
  • Pedra Vermelha
  • Jardim Sun Valley
  • Jardim Cardoso

Demografia e indicadores[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2016 População total: 93.981

  • Urbana: 70 750
  • Rural: 10 206
  • Homens: 40 975
  • Mulheres: 39.981

Densidade demográfica (hab./km²): 252,44

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 11,84

Expectativa de vida (anos): 77,9 (2010)

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,8 (2010)

Taxa de alfabetização: 95,0% (2010)

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,788 (elevado) (2010)

  • IDH-M Renda: 0,767
  • IDH-M Longevidade: 0,881
  • IDH-M Educação: 0,723

Produto Interno Bruto (PIB):

  • Agropecuária: 348
  • Indústria: 330494
  • Serviços: 675538

Fontes: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. [32]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Água e esgoto[editar | editar código-fonte]

Com uma represa que abrange grande parte do município, Mairiporã tem captação própria de água e a distribui por toda a zona urbana através da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), fazendo parte do Sistema Cantareira de represas, que abastece a região da Grande São Paulo.

Energia elétrica[editar | editar código-fonte]

A concessionária de energia elétrica que atende o município é a Elektro, antiga Cesp.

Meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

Emissoras de Rádio[editar | editar código-fonte]

Emissoras de TV[editar | editar código-fonte]

Jornais[editar | editar código-fonte]

  • Jornal Correio Juquery
  • Jornal Cidade de Mairiporã
  • Imprensa Oficial
  • Cantareira News

Rodovias e acessos[editar | editar código-fonte]

  • BR-381 Rodovia Fernão Dias
    Pedágio da Rodovia Fernão Dias na entrada da cidade

Rodovia que liga a capital paulista a capital mineira (Belo Horizonte). A BR-381 corta o município de Mairiporã na orientação sul-norte, a partir do bairro Parque Suíço da Cantareira, no extremo sul, e Terra Preta (Distrito Industrial) no extremo norte já na divisa com Atibaia.

  • SP-023 Rodovia Prefeito Luiz Salomão Chamma

Liga a Rodovia Tancredo de Almeida Neves em Franco da Rocha até Rodovia Fernão Dias em Mairiporã.

Mairiporã também possui ligação rodoviária com a cidade de Nazaré Paulista pela extensão da SP-023, normalmente chamada de Estrada do Rio Acima.

Na ligação com a capital paulista destacam-se também outras estradas que cortam a Serra da Cantareira como a Estrada de Santa Inês (que também dá acesso a cidade de Caieiras), a Estrada da Roseira e a SP-008 (Continuação da Avenida Coronel Sezefredo Fagundes que depois passa a se chamar Arão Sahm) popularmente chamada de Estrada Velha de Bragança.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Mairiporã é servida pelos Postos de Saúde da Família (PSF's) localizados nos bairros e pelo principal posto de saúde do município.

Transporte público[editar | editar código-fonte]

O transporte público do município é feito por algumas empresas, dentre as quais, a Empresa de Transportes de Mairiporã (ETM) - que é responsável pelos ônibus municipais e intermunicipais - e a Viação Atibaia - responsável por ligar Mairiporã ao município de Atibaia.[33]

Empresa de Transportes de Mairiporã[editar | editar código-fonte]

A Empresa de Transportes de Mairiporã foi fundada em 1965 com uma frota de dez ônibus em precárias condições, tendo uma tímida presença no mercado até 1986, quando passou às mãos de João Evangelista Germano. Desde então, João dedicou a sua vida a empresa fazendo-a prosperar e chegar a frota de 75 ônibus quando veio a falecer em 1999.

Os sucessores naturais, seus filhos João Batista e Lúcia Aparecida, assumiram a empresa imediatamente, tendo sempre como meta a evolução da ETM e a melhoria da sua frota[34], e mantendo-a aberta até os dias atuais.

Hoje parte das frotas da ETM são ônibus cedidos pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU-SP).

Educação[editar | editar código-fonte]

Na educação, Mairiporã oferece cursos técnicos no distrito industrial de Terra Preta pelo SENAI que chegou aqui em outubro de 2004[35] e se estabeleceu em um prédio em 2009 e outros cursos pela ETEC inaugurada pelo em 10 de maio de 2014[36].

Municípios limítrofes[editar | editar código-fonte]

Seus limites são São Paulo (ao sul), Atibaia e Bom Jesus dos Perdões (ao norte), Nazaré Paulista (a nordeste), Guarulhos (a sudeste) e Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato (a oeste)[37]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Vista do centro de Mairiporã com a Igreja Matriz ao pôr do sol

Mairiporã é uma cidade localizada na Serra da Cantareira, ao norte da cidade de São Paulo, e isso lhe proporciona uma posição privilegiada, sendo roteiro de turistas que procuram lugares ligados diretamente com a natureza e tranquilidade.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Pico do Olho D'água[editar | editar código-fonte]

Muito procurado para contemplação por suas extensas paisagens, voo livre, piqueniques e trilhas de downhill, tem esse nome pelos veios de água que brotam da serra, também é chamado de Morro do Juqueri e é tombado pelo Condephaat. Atualmente existe um projeto que pretende ligar o Pico à rotatória de entrada da cidade através de um teleférico que passaria sobre a Rodovia Fernão Dias.

Cruzeiro[editar | editar código-fonte]

Localizado na estrada para o pico, é um símbolo da religiosidade do povo. Possui bela vista panorâmica do centro da cidade.

Represa Paulo de Paiva Castro[editar | editar código-fonte]

Tem seu início no centro de Mairiporã, estendendo-se por dez km até ultrapassar o limite municipal com Franco da Rocha. Represa integrante do sistema Cantareira de abastecimento, é responsável por proporcionar água para mais da metade da população da grande São Paulo. Possui muitas paisagens cênicas e é muito procurada para a prática de esportes náuticos e pesca esportiva e amadora.

Pedreira Dib[editar | editar código-fonte]

Parte de um complexo que inclui também um restaurante, a pedreira foi desativada pois durante a mineração houve o estouro de um veio de água que obrigou o abandono do local. Usada para diversão nos finais de semana e gravação de comerciais, a paisagem formada pelas rochas continua atraindo visitantes, muitos interessados em praticar o Rapel em seus paredões.

Rio Juqueri e Sete Quedas[editar | editar código-fonte]

O Caminho do rio Juqueri entre Nazaré Paulista e a represa Paiva Castro também tem interesse turístico, o rio corta a região conhecida como Rio Acima e possui corredeiras ideais para o boia cross, suas margens formam belos circuitos para se fazer a pé ou de bicicleta. Durante o caminho do rio forma-se uma pequena represa que deságua na cachoeira artificial das Sete Quedas, local administrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo voltado para a contemplação da queda d'água. Os acessos são de terra, o entorno mostra áreas gramadas e pouco arborizadas. Banhistas o frequentam nos fins de semana e feriados de sol e calor. Local inadequado para banho público, em face das águas revoltas e falta de segurança e infraestrutura receptiva.

Devido a quantidade de chácaras e sítios, Mairiporã destaca-se também no turismo rural, com a existência de haras, pousadas, acampamentos de férias e clubes de campo. Em Mairiporã fica também um espaço dedicado para a obra de Monteiro Lobato, o chamado Sítio do Pica Pau Amarelo foi licenciado pela Globo Marcas e é um local voltado para a visitação agendada por grupos.

Parque Linear[editar | editar código-fonte]

Construído em 2016, o Parque Linear conta com pista Pump Track para prática de esportes radicais como skate, bike, patins e patinete. Além de ciclovia, playground, pista de caminhada, academia ao ar livre e bosque. Reforçando o aspecto turístico da cidade.

Conta também com um espaço exclusivo para as feiras (que ocorrem as quintas-feiras e aos finas de semana) e eventos que ocorrem no município - antes alocados no espaço onde hoje ficam os demais componentes do parque.

Outros fatores turísticos[editar | editar código-fonte]

O centro de Mairiporã é repleto de lojas, bares e restaurantes proporcionando opções de lazer e compra. Na área central, podemos destacar também a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro (principal igreja da cidade) e o Dique artificial que separa o centro do leito do Rio Juqueri e passa pelo Espaço Viário Mario Covas (área usada para estacionamento, recreação, feiras e eventos) e o Bosque da Amizade onde a população pratica recreação, pesca amadora e caminhadas.

Mairiporã possui grande quantidade de hotéis e pousadas, inclusive hotéis de luxo. A cidade também é famosa por suas trilhas para downhill, as principais são a trilha do Saracura com acesso pela Estrada da Bucólica e a Trilha dos Macacos com cachoeiras com acesso na Estrada da Roseira, no alto da serra da Cantareira.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Os principais eventos incluem o aniversário da cidade (27 de março), carnaval de rua, festa da primavera, romaria das águas, cavalgada, Eco Fest Adventure, tapete de Corpus Christi, festa de Nossa Senhora do Desterro, festa de Bom Jesus da Pedra Fria no distrito de Terra Preta, feira de produtos orgânicos, procissão de veículos no dia de São Cristóvão, encontro nacional de motociclistas e outros pequenos eventos organizados ao longo do ano relacionados ou não com as paróquias e associações municipais, congressos e assembleias das Testemunhas de Jeová que atraem milhares de pessoas por semana e alguns eventos incluem também etapas de competições como as do Navega São Paulo e de campeonatos como Campeonato Paulista de Triathlon.

Além desses eventos, desde 2014 a Aliança das Igrejas Evangélicas do município organiza, anualmente, a Marcha para Jesus conforme garantido pela Lei Municipal nº 3444 de 1 de setembro de 2014[38] que estabelece o evento na segunda semana do mês de março. Nesse evento, os evangélicos reúnem-se em uma caminhada organizada até uma das praças locais, onde é feito um show com bandas e cantores locais como Banda Baque, Pastor e Cantor Rai Cezar, além de cantores e bandas conhecidas no Estado, dentre o qual Ton Carfi.[39]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 28 de janeiro de 2011 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. Estimativa Populacional 2017. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de setembro de 2017 http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=352850&search=sao-paulo. Consultado em 1 de setembro de 2017  Texto "mairipora" ignorado (ajuda); Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  5. http://www2.camara.sp.gov.br/CTEO/Boletins/Indicador%20Metropolitano%2056%20-%20janeiro%2016.pdf
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013 
  7. «Índice de Gini da renda domiciliar per capita - São Paulo». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ministério da Saúde. 2010. Consultado em 8 de agosto de 2016 
  8. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2013» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 30 de agosto de 2016 
  9. «IBGE - Cidades - São Paulo - Mairiporã». cidades.ibge.gov.br. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 8 de agosto de 2016 
  10. «PNUD Brasil - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Ranking IDHM Municípios 2010». www.pnud.org.br. Consultado em 16 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 10 de junho de 2016 
  11. «Lei Complementar nº 1.139, de 16 de junho de 2011». Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  12. «Região Metropolitana de São Paulo». Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2017 
  13. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 584.
  14. Evelin Naked de Castro Sá, e Cid Pimentel (1991). Juqueri, o espinho adormecido. [S.l.]: Editora Hucitec. ISBN 8527101211 
  15. NAVARRO, E. A. Dicionário de Tupi Antigo: a Língua Indígena Clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 584.
  16. a b «Mairiporã São Paulo - SP» (PDF). IBGE - Biblioteca. Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Consultado em 30 de julho de 2016 
  17. «História - O melhor do bairro de Terra Preta, Mairiporã, SP». www.omb100.com. Consultado em 8 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 28 de setembro de 2017 
  18. BORTOTTO, Marcelo (MTB 26.565) e Carlos (maio de 2016). «Revista Terra Preta». Editora Bortotto. calameo.com (Ano 1 - MAIO - 2016 - N° 03): pp. 10, 11. Consultado em 8 de outubro de 2016 
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