Juruá

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Município de Juruá
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 19 de dezembro de 1955 (63 anos)
Fundação 19 de dezembro de 1955
Gentílico juruaense
Prefeito(a) José Maria Rodrigues da Rocha Júnior (MDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Juruá
Localização de Juruá no Amazonas
Juruá está localizado em: Brasil
Juruá
Localização de Juruá no Brasil
03° 28' 51" S 66° 04' 08" O03° 28' 51" S 66° 04' 08" O
Unidade federativa Amazonas
Mesorregião Sudoeste Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Juruá IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Oeste: Jutaí;
Norte:Fonte Boa;
Leste: Uarini e Alvarães;
Sul:Carauari
Distância até a capital 672 km[2]
Características geográficas
Área 19 400,418 km² [3]
População 13 581 hab. (AM: 53º) –  estimativa populacional - IBGE/2016[4]
Densidade 0,7 hab./km²
Altitude 55 m[5]
Clima equatorial
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,522 baixo PNUD/2010 [6]
PIB R$ 84 638 mil (AM: 58º) – IBGE/2013[7]
PIB per capita R$ 6 821,23 IBGE/2013[7]

Juruá é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à mesorregião do Sudoeste Amazonense e microrregião de Juruá, sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 13 581 habitantes em 2016.[4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A origem do nome município vem do rio Juruá, que atravessa o município de um extremo a outro, indo em direção sul-norte. A palavra "Juruá" origina-se de Iuruá, que significa, em guarani, rio de boca larga

História[editar | editar código-fonte]

Historicamente, as origens de Juruá prendem-se à dos municípios de Tefé e Carauari. Habitavam a região do atual município de Juruá antiga Caitaú, grupos indígenas Meneruás, Maranás, Canamaris, Catuquinas, Catauixis entre outros.[5][8]

Em meados do século XVII, é fundada a aldeia de Tefé, que transforma-se na sede de um município com grandíssima área territorial - ultrapassando os 500.000 km² - após a expulsão dos espanhóis da região e consolidação do domínio colonial português sobre a meso região do Rio Solimões. Vários desmembramentos desse território são feitos com o decorrer dos anos, originando diversos municípios.[5][8]

João da Cunha Ferreira, a serviço do Governador Tenreiro Aranha, subiu o grande rio Juruá até a foz do Juruá-Mirim, em 1857. A partir de então, as visitas oficiais e colonização da região foram se processando mais assiduamente. O apogeu da borracha e a grande seca nordestina de 1877-1878 atraiu para as margens do rio Juruá milhares de nordestinos, fugidos da inclemência da seca. E foram eles os pioneiros do povoamento do Juruá.[5][8]

Em 1911 é desmembrado o território que passa a constituir o novo município amazonense de Xibauá, que vê sua denominação ser alterada dois anos depois, em 1913, para Carauari. Estado Carauari e Tefé na situação de municípios vizinhos, este último passa a sofrer novos desmembramentos.[5][8]

Assim sendo, em 19 de dezembro de 1955, através da Lei Estadual nº. 96, territórios e partes contíguas de Carauari e Tefé passam a constituir o novo município de Juruá, que tem sua sede localizada na então Paranaguá do Norte. A sede, Paranaguá do Norte, é elevada à categoria de vila, recebendo o nome de Juruá.[5][8]

Por força da Emenda Constitucional nº. 12, Juruá perde parte de seu território em favor da criação do município de Tamaniquá.[5][8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2011 era de 11 126 habitantes.

Economia[editar | editar código-fonte]

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

Juruá possui 111 estabelecimentos agropecuários ao total. São 41 estabelecimentos agropecuários com bovinos, totalizando 971 cabeças de gado.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

O município possuía, em 2009, 3 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 20 leitos para internação.[9] Em 2014, 86,49% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. O índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos, em 2016, foi de 22,86, indicando um aumento em comparação com 1995, quando o índice foi de 0 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade aumentou de 0 (1995) para 22,86 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 63 óbitos nesta faixa etária entre 1995 e 2016. No mesmo ano, 40,57% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes, sendo a segunda maior porcentagem entre os municípios amazonenses, superada apenas por Pauini. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres registrou 7,36 óbitos neste indicador, em 2016, representando um aumento se comparado com anos anteriores. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, não houve em Juruá nenhuma internação hospitalar relacionada ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, entre 2008 e 2017.[10]

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 21.39 para 1.000 nascidos vivos, ficando na 19ª posição entre os municípios do Amazonas. Em 2016, 25% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida. Óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de vida não foram registrados. Outros 75% dos óbitos foram em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, houveram 6 registros de mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez. O Ministério da Saúde estima que 100% das mortes que ocorreram em 2016, entre menores de um ano de idade, poderiam ter sido evitadas, especialmente por adequada atenção à saúde do recém-nascido ou por ações de imunização. Cerca de 85,7% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 0,3% delas estavam desnutridas.[10][11][12]

Até 2009, Juruá possuía estabelecimentos de saúde especializados em cirurgia bucomaxilofacial, clínica médica, obstetrícia e pediatria e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria ou traumato-ortopedia. Dos estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação.[9] Até 2016, não havia registros de casos de HIV/AIDS, sendo um dos três únicos municípios do Amazonas nesta realidade.[10] Entre 2001 e 2012 houveram 34 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo a principal delas a leishmaniose e a dengue.[13]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. «Juruá, Amazonas - Distâncias». City Brazil UOL. Consultado em 22 de junho de 2012. Arquivado do original em 2 de março de 2016 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. a b «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1 de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 12 de setembro de 2016. Consultado em 12 de setembro de 2016 
  5. a b c d e f g «Municípios do estado do Amazonas - Juruá». Biblioteca virtual do Amazonas. Consultado em 22 de junho de 2012. Arquivado do original em 6 de abril de 2015 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 9 de setembro de 2013 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  8. a b c d e f «História da cidade - Juruá (AM)». CityBrazil UOL. Consultado em 22 de junho de 2012. Arquivado do original em 25 de outubro de 2013 
  9. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 14 de dezembro de 2018 
  10. a b c Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (2014). «ODS 03: Saúde e bem-estar». Relatórios Dinâmicos. Consultado em 14 de dezembro de 2018 
  11. Portal ODM (2015). «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 14 de dezembro de 2018 
  12. @Cidades. «Saúde». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 14 de dezembro de 2018 
  13. Portal ODM (2012). «6 - combater a Aids, a malária e outras doenças». Consultado em 14 de dezembro de 2018