Este é um artigo bom. Clique aqui para mais informações.

Kamala Harris

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Kamala Harris
Retrato oficial como Senadora pela Califórnia
Senadora dos Estados Unidos
pela Califórnia
Período 3 de janeiro de 2017
até a atualidade
Antecessor Barbara Boxer
32.ª Procuradora-geral da Califórnia
Período 3 de janeiro de 2011
até 3 de janeiro de 2017
Governador Jerry Brown
Antecessor Jerry Brown
Sucessor Xavier Becerra
27.ª Procuradora do distrito
de São Francisco
Período 4 de janeiro de 2004
até 3 de janeiro de 2011
Antecessor Terence Hallinan
Sucessor George Gascón
Dados pessoais
Nome completo Kamala Devi Harris
Nascimento 20 de outubro de 1964 (54 anos)
Oakland, Califórnia
Nacionalidade Americana
Alma mater Universidade Howard (BA)
Universidade da Califórnia em Hastings (JD)
Cônjuge Douglas Emhoff (desde 2014)
Partido Democrata
Religião Igreja Batista

Kamala Devi Harris (Oakland, Califórnia20 de outubro de 1964) é uma advogada e política norte-americana. Filiada ao Partido Democrata, é senadora dos Estados Unidos pela Califórnia, eleita em 8 de novembro de 2016, tendo tomado posse em 3 de janeiro de 2017. Anteriormente, foi a procuradora-geral da Califórnia desde 2011. A primeira mulher procuradora-geral da Califórnia, também foi a primeira senadora de origem indiana e afro-americana.

Filha de uma indiana e de um jamaicano, Harris graduou-se com um bacharelado em artes pela Universidade Howard e em direito pela Universidade da Califórnia em Hastings. Nos anos 1990, trabalhou no escritório do procurador-geral do distrito e da cidade de São Francisco. Em 2004, foi eleita procuradora-geral de São Francisco.

Harris foi eleita procuradora-geral da Califórnia em 2010, reelegendo-se em 2014. Em 2016, elegeu-se senadora pela Califórnia, mantendo no Senado uma postura crítica em relação ao governo Trump e sendo rotineiramente mencionada como uma potencial candidata à nomeação democrata para a eleição presidencial de 2020. Em 27 de janeiro de 2019, formalizou sua candidatura à presidência.

Início de vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Kamala Harris nasceu em 20 de outubro de 1964 em Oakland, Califórnia, sendo filha de Shyamala Gopalan Harris, uma indiana de origem tâmis, e de Donald Harris, um jamaicano.[1][2][3] Sua mãe era uma proeminente pesquisadora do câncer de mama que emigrou de Chennai, Índia, em 1960, e seu pai foi um professor de economia na Universidade de Stanford que emigrou da Jamaica em 1961 para estudar pós-graduação em economia na Universidade da Califórnia em Berkeley.[4][5][6][7] Kamala tem uma irmã mais nova, Maya, advogada também envolvida no mundo político.[8] Seu nome advém de Kamalā, que na língua sânscrita significa "flor de lótus."[9] Era extremamente próxima do avô materno, P.V. Gopalan, um diplomata indiano, e, na infância, visitou frequentemente sua família em Besant Nagar, em Chennai.[10][11]

A família Harris viveu em Berkeley, residindo em um bairro predominantemente afro-americano onde as meninas cantavam em um coro batista.[12][13] Shyamala e Donald apresentaram para as filhas os protestos pelos direitos civis, que eram comuns durante esse período em Berkeley.[12] Seus pais se divorciaram quando tinha sete anos e sua mãe recebeu a custódia das crianças por meio de um acordo judicial.[12] Após o divórcio, Shyamala mudou-se com as crianças para Montreal, Quebec, no Canadá, onde conseguiu um cargo no setor de pesquisa do Hospital Geral Judeu e lecionou na Universidade McGill.[14][15][16]

Depois de completar os estudos secundários no Colegial Westmount em Quebec, Harris estudou na Universidade Howard, em Washington, D.C., onde obteve majors em ciência política e economia.[17][18] Em Howard, foi eleita representante da turma de calouros no conselho de estudantes de artes liberais, integrou o time de debates, e juntou-se ao capítulo da irmandade Alpha Kappa Alpha.[17] Harris retornou para a Califórnia, concluindo um Juris Doctor (JD) pela Faculdade de Direito Hastings da Universidade da Califórnia em 1989.[19] Fracassou em sua primeira tentativa de ser aprovada na ordem dos advogados do estado, afirmando mais tarde: "não é uma medição de sua capacidade."[13] Em 1990, foi admitida na Ordem dos Advogados da Califórnia.[20]

Harris serviu como procuradora-geral adjunta do Condado de Alameda de 1990 a 1998.[21] Mais tarde, afirmou que buscou uma carreira ligada a aplicação da lei por querer estar "na mesa onde as decisões são tomadas."[13] Em 1993, começou um namoro com o presidente da Assembleia do Estado da Califórnia, Willie Brown, que a apresentou a muitos indivíduos poderosos do establishment político e do gerenciamento de campanhas eleitorais da Califórnia.[22] Foi muito ativa na campanha de Brown à prefeitura de São Francisco em 1995 e foi apresentada publicamente como sua namorada. Duas semanas após a eleição, Brown rompeu o relacionamento. Depois de 1998, enquanto Brown era o prefeito de São Francisco, tornou-se advogada e gerente da Unidade de Criminosos Reincidentes do Escritório do Procurador do Distrito de São Francisco, uma pequena unidade formada por três pessoas.[23][24] Em 2000, a procuradora da cidade de São Francisco, Louise Renne, recrutou Harris para se juntar ao escritório dela, onde chefiou a Divisão da Comunidade e Bairros, que supervisionava assuntos relacionados a aplicação do código civil.[25]

Procuradora de São Francisco[editar | editar código-fonte]

Foto oficial de Harris como procuradora de São Francisco

Em 2003, Harris concorreu ao cargo de procuradora da cidade e do condado de São Francisco. O procurador incumbente, Terence Hallinan, teve que lidar com o escândalo Fajitagate, relacionado a alegações de obstrução de justiça em uma investigação sobre um assalto.[26] Harris e Hallinan eram próximos ideologicamente, sendo ambos filiados ao Partido Democrata, e por isso a campanha abordou o desempenho de Hallinan como procurador e questões pessoais. Harris buscou retratá-lo como um procurador "ineficiente" que conseguiu baixos índices de condenação em processos criminais; a opinião de Hallinan prevaleceu em 52% dos casos que moveu em 2001. Hallinan criticou a suposta falta de ética de Harris, citando a relação que possuía com Brown. No primeiro turno, Hallinan recebeu mais votos, mas no segundo Harris derrotou-o por 56,5-43,5%.[27][28] Harris foi empossada procuradora em 4 de janeiro de 2004, tornando-se a primeira negra procuradora de um distrito na história da Califórnia.[29]

Em abril de 2004, o oficial Isaac Espinoza foi morto em serviço.[13] Três dias depois, Harris anunciou que não buscaria a pena de morte contra o assassino, enfurecendo a Associação dos Oficiais de Polícia de São Francisco.[13] No funeral de Espinoza, Dianne Feinstein, ex-prefeita de São Francisco e senadora, subiu ao púlpito para pedir que Harris, sentada na fileira da frente, pedisse a pena de morte, provocando uma ovação de pé dos dois mil policiais presentes.[13][30] Harris mesmo assim recusou-se, e o assassino de Espinoza foi condenado à prisão perpétua.[13] Pouco tempo depois, Harris despromoveu o veterano promotor de carreira Paul Cummins, assistente-chefe de seu antecessor e o responsável por uma unidade criminal formada por oitenta procuradores, para seu antigo cargo na Unidade de Criminosos Reincidentes, bem menos importante. Cummins era bastante respeitado pelo departamento de polícia, prejudicando ainda mais a relação que Harris possuía com os policiais.[23]

Harris (esquerda) com a representante Nancy Pelosi, de São Francisco, em março de 2004

Como procuradora, Harris iniciou um programa que oferecia aos traficantes de drogas detidos uma única vez a oportunidade de concluir o ensino médio e conseguir um emprego.[13] O programa graduou cerca de trezentas pessoas, com os participantes alcançando uma taxa de reincidência muito baixa.[13] Em 2007, foi reeleita para o cargo de procuradora sem a oposição de nenhum outro candidato.[31][32] Em 2009, escreveu o livro Smart on Crime: A Career Prosecutor's Plan to Make Us Safer, no qual abordou a justiça criminal desde uma perspectiva econômica,[33][34] discutindo uma série de "mitos" em torno do sistema da justiça criminal e apresentando propostas para reduzir e prevenir o crime.[34] Tendo sido reconhecida pelo The Los Angeles Daily Journal como uma das cem melhores advogadas da Califórnia, integrou o conselho da Associação de Procuradores Distritais da Califórnia e foi vice-presidente da Associação Nacional de Procuradores Distritais.[35]

Harris defendeu a necessidade de inovação na segurança pública, especialmente no que se referia à redução da taxa de reincidência em São Francisco.[36] Um dos programas com esse objetivo que desenvolveu, "Back on Track", foi sancionado pelo governador republicano Arnold Schwarzenegger como um programa modelo para o estado.[37][38] Inicialmente, houve preocupações em relação a remoção de imigrantes ilegais do programa, como um incidente envolvendo Alexander Izaguirre, posteriormente preso por assalto.[39] O programa foi revisado para tratar deste problema, excluindo qualquer pessoa que não pudesse estar legalmente empregada nos Estados Unidos.[40] Harris também protegeu os informantes da gangue Nuestra Familia que se envolveram em atividades ilegais, incluindo tráfico de drogas e posse ilegal de armas.[41]

Harris criou uma unidade especial no escritório da Procuradoria de São Francisco para lidar com crimes de ódio. Harris concentrou-se em crimes de ódio contra crianças e adolescentes LGBT nas escolas. Também convocou uma conferência nacional para enfrentar uma estratégia legalmente utilizada em que justificava-se que as ações do réu derivavam de um pânico causado por gays e transexuais, sendo empregada para justificar crimes de ódio violentos, incluindo assassinatos.[42][43][44] Harris declarou apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e se opôs às preposições 22 (2000) e 8 (2008), que visavam impedir o casamento de casais do mesmo sexo.[45]

Crimes violentos, encarceramento e taxa de condenação[editar | editar código-fonte]

Harris discursando durante seu mandato como procuradora de São Francisco

Enquanto Harris era a procuradora, a taxa geral de condenação pelo cometimento de crimes aumentou de 52% em 2003 para 67% em 2006, a maior em uma década; houve uma taxa de condenação de 85% em casos de homicídios e as condenações de traficantes de drogas aumentaram de 56% em 2003 para 74% em 2006.[46][47] Embora essas estatísticas representem apenas condenações de julgamentos, Harris também fechou muitos casos através de delações premiadas.[48] Quando assumiu o cargo, teve um interesse especial em buscar resolver a lista de casos de assassinatos da administração anterior. Harris alegou que os registros desses casos eram menos ideais em relação ao procurador anterior, mas que trabalhou para obter condenações quando era possível. Isto significou que, dos 73 casos de homicídios acumulados, 32 resultaram em acordos por menores acusações, como homicídio culposo ou outros crimes, como agressão ou roubo, enquanto as acusações por homicídio foram retiradas.[49]

No entanto, os críticos de Harris argumentaram que São Francisco enviava menos pessoas à prisão como resultado de detenções do que outros condados do estado. As taxas de encarceramento de São Francisco estavam entre as mais baixas em todo o estado da Califórnia—dez vezes mais baixa do que no condado de San Diego, por exemplo. De acordo com o San Francisco Chronicle, "aproximadamente quatro de cada cem detenções resultaram em prisões em São Francisco, em comparação com 12,8 de cem no condado de Alameda, 14,4 de cem no condado de Sacramento, 21 de cem nos condados de San Mateo e Santa Clara, 26,6 de cem no condado de Fresno, 38,7 de cem no condado de Los Angeles e 41 de cem no condado de San Diego."[50] A polícia observou que as sentenças lenientes proferidas pelos juízes de São Francisco também contribuíram para tal índice.[50]

Enquanto os oficiais do Departamento de Polícia de São Francisco creditaram Harris por endurecer as lacunas nas fianças e em programas de drogas que os réus haviam utilizado, eles também a acusaram de ser muito prudente nas acusações de suspeitos por homicídio.[51] Além disso, em 2009, os promotores de São Francisco obtiveram uma taxa de sucesso nos julgamentos de delitos criminais menores do que seus colegas procuradores distritais das dez maiores cidades da Califórnia; os oficiais de Sacramento, a sexta maior cidade, não forneceram os dados. Naquele ano, a opinião de Harris prevaleceu em 76% dos julgamentos por crimes, um recuo de 12%¨em relação ao ano anterior. Em contrapartida, a média mais recente registrada até então em todo o estado foi de 83%, conforme estatísticas do Conselho Judiciário da Califórnia.[48] Em uma pequena amostra, um relatório calculou que a taxa de condenação em julgamentos de crimes no condado de São Francisco nos primeiros três meses de 2010 foi de apenas 53%.[48] São Francisco historicamente teve uma das menores taxas de condenação no estado; o condado era reconhecido por ter um júri amigável aos réus.[48][52]

Procuradora-geral da Califórnia[editar | editar código-fonte]

Eleição de 2010[editar | editar código-fonte]

Harris discursando em evento de campanha das eleições de 2010, em 22 de outubro de 2010

Em 12 de novembro de 2008, Harris anunciou sua candidatura ao cargo de procuradora-geral da Califórnia.[53] Ela recebeu o endosso de ambas as senadoras pela Califórnia, Dianne Feinstein e Barbara Boxer, bem como de Nancy Pelosi, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.[54] Na primária democrata, enfrentou Chris Kelly, ex-diretor de privacidade do Facebook, os deputados Alberto Torrico, Ted Lieu e Pedro Nava, além do procurador de Los Angeles, Rocky Delgadillo, e Mike Schmier.[55][56] Na primária democrata ocorrida em 8 de junho de 2010, Harris ganhou a indicação do partido ao receber 762 mil votos, ou 33,6% dos votos. Seus concorrentes mais próximos, Torrico e Kelly, obtiveram 15,6% e 15,5%, respectivamente.[57][58]

Durante a campanha, Harris prometeu não defender judicialmente a Proposição 8, seguir o que a lei estabeleceu como casos cuja punição deva ser a pena de morte (apesar de não apoiar a medida), criar uma nova estratégia visando a redução da reincidência e a superlotação prisional, e proteger o meio ambiente e os direitos civis.[59][60][61] Seu principal concorrente foi Steve Cooley, o procurador distrital de Los Angeles que, de acordo com o Los Angeles Times, "goza de uma reputação como moderado, [e é visto] como a melhor esperança do GOP de ganhar um cargo principal na eleição de 2 de novembro."[62] Na noite da eleição, Cooley declarou sua vitória, mas com a continuação da apuração Harris passou a liderar por uma pequena margem.[63] Conforme a apuração avançou, a vantagem de Harris aumentava e, em 24 de novembro, Cooley reconheceu sua derrota.[64] Harris foi eleita com 4,4 milhões de votos, ou 46,1%, sendo empossada procuradora-geral em 3 de janeiro de 2011.[65][66] Tornou-se, assim, a primeira mulher, africana-americana e índia-americana a ocupar este cargo.[67][68]

Primeiro mandato[editar | editar código-fonte]

Habitação[editar | editar código-fonte]

Harris defendendo na Legislatura Estadual a aprovação do projeto de lei denominado Declaração de Direitos do Proprietário, em abril de 2012

Quando assumiu o cargo, a Califórnia ainda estava se recuperando dos efeitos da crise das hipotecas subprime. Harris participou da Resolução Hipotecária Nacional contra cinco bancos: Ally Financial, Wells Fargo, Bank of America, Citibank e Chase. Inicialmente, saiu das negociações por acreditar que o acordo era muito tolerante, mas posteriormente retornou, garantindo 12 bilhões de dólares em redução de dívidas dos proprietários do estado, e 26 bilhões no total.[69] Outras partes do financiamento destinaram-se a serviços de aconselhamento habitacional estatal e ajuda legal para proprietários de imóveis com dificuldades e um perdão das dívidas de mais de 23 mil proprietários que concordaram em vender suas casas por um valor menor ao empréstimo hipotecário.[70]

Em 2012, Harris apresentou a Declaração de Direitos do Proprietário na Legislatura do Estado da Califórnia, um pacote de vários projetos de lei que daria aos proprietários mais "opções ao lutar para manter sua casa."[71] O projeto de lei, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2013, proibiu as práticas de "duplo rastreamento" e assinatura robótica, fornecendo aos proprietários um único ponto de contato em sua instituição de empréstimo. Também deu ao procurador-geral da Califórnia mais poderes para investigar e processar fraudes financeiras e para reunir júris especiais para processar crimes em vários condados, em vez de processar um único crime em cada condado.[72][73]

Condições prisionais e reforma penal[editar | editar código-fonte]

Harris discursando em frente a uma policial, em 2012

Depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos no caso Brown vs. Plata (2011) declarou que as prisões da Califórnia estavam tão superlotadas que provocavam punições cruéis e incomuns, Harris lutou contra a supervisão do tribunal federal, explicando: "Eu tenho um cliente e não escolho meu cliente."[13] Depois que a Califórnia não implementou totalmente a ordem do tribunal para reduzir a aglomeração, e foi condenada a implementar novos programas de liberdade condicional, os advogados da Harris recorreram da decisão com base no argumento de que, se forem forçados a libertar esses detentos mais cedo, as prisões perderiam uma importante mão-de-obra.[74][75][76]

Harris se recusou a tomar qualquer posição sobre as propostas de iniciativa popular 36 (2012) e 47 (2014), ambas sobre reforma criminal e de sentenças, argumentando que seria impróprio pois seu escritório preparava as cédulas de votação.[13] O ex-procurador geral da Califórnia, John Van de Kamp, considerou sua explicação uma "bobagem."[13]

Caso Larsen[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2012, o Los Angeles Times publicou um editorial pedindo que Harris libertasse Daniel Larsen da prisão.[77] Larsen, que foi condenado a 28 anos de prisão por porte oculto de arma em 1999, foi declarado "na verdade inocente" por um juiz federal em 2009 e ordenado que fosse solto. As provas a favor de Larsen incluíam a de um ex-chefe de polícia e o dono da faca. O advogado original de Larsen, que não conseguiu chamar uma única testemunha, foi destituído.[78] Larsen permaneceu na prisão pois o escritório de Harris se opôs à sua libertação, alegando que ele perdera o prazo para ingressar com o pedido de habeas corpus. O California Innocence Project, que havia assumido o caso de Larsen, disse que isso equivalia a uma tecnicalidade burocrática. O editorial do Times afirmou que, se Harris não estivesse disposta a libertar Larsen, o governador Jerry Brown deveria perdoá-lo. Em março de 2013, Larsen foi libertado sob fiança, uma decisão que Harris recorreu por "motivos técnicos."[78] Em setembro de 2013, o Tribunal de Apelações do Nono Circuito confirmou a sentença e, em janeiro de 2014, a Procuradoria-geral do Condado de Los Angeles negou provimento ao recurso.[79]

Crimes financeiros[editar | editar código-fonte]

Harris anunciando a criação de uma força tarefa para proteger proprietários, em 2011

Harris processou numerosos crimes financeiros, como empréstimos predatórios.[80] Em 2011, criou a Força Tarefa da Fraude Hipotecária, que tinha a missão de eliminar as fraudes nas execuções hipotecárias. A força-tarefa foi criticada por não apresentar tantos casos de execução hipotecária quanto em estados com populações menores.[81]

Em 2013, Harris não denunciou o banco OneWest de Steven Mnuchin, apesar de evidências "sugestivas de má conduta generalizada", segundo um memorando vazado do Departamento de Justiça.[82] Em 2017, Harris disse que a decisão de seu escritório de não processar Mnuchin foi baseada em "seguir os fatos e as evidências... como qualquer outro caso."[83] Em 2016, Mnuchin doou dois mil dólares para a campanha de Harris, tornando-a a única candidata democrata ao Senado em 2016 a receber dinheiro de Mnuchin, embora como senadora Harris votou contra a indicação de Mnuchin como secretário do Tesouro.[84][85] Como resultado da doação, Harris enfrentou críticas por não processar Mnuchin e OneWest Bank quando era procuradora-geral.[86]

Caso Norsworthy[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2014, Michelle-Lael Norsworthy, uma mulher transgênero encarcerada na Prisão Estadual Mule Creek, ingressou com uma ação federal com base no fracasso do estado em lhe fornecer uma cirurgia de redesignação sexual (SRS), que alegou ser necessária.[87] Em abril de 2015, um juiz federal ordenou que o estado fornecesse à Norsworthy a SRS, declarando que os funcionários da prisão tinham sido "deliberadamente indiferentes a sua séria necessidade médica."[88][89] Harris recorreu contra a ordem no Tribunal de Apelações do 9º Circuito, arguindo que Norsworthy já recebia tratamento médico e que sua situação não era séria.[90][91] Norsworthy foi libertada, evitando que o estado fosse obrigado a cumprir com a decisão judicial.[92]

Eleição de 2014[editar | editar código-fonte]

Harris discursando em 2014

Harris anunciou sua intenção de concorrer à reeleição em fevereiro de 2014, formalizando sua candidatura em 12 de fevereiro.[93] Harris já estava desde 2013 arrecadando fundos para a campanha.[94] Ela recebeu os endossos dos jornais The Sacramento Bee, Los Angeles Daily News e Los Angeles Times.[95][96][97] Na primária realizada em junho de 2014, Harris recebeu 2,1 milhões de votos, ou 53,17% dos votos válidos.[98] Embora tenha conseguido uma maioria dos votos, pelas leis estaduais uma segunda votação, na eleição geral de novembro, teve de ser feita. Nesta, Harris obteve 4,1 milhões de votos, ou 57,49%, derrotando o republicano Ronald Gold.[99][100]

Segundo mandato[editar | editar código-fonte]

Má conduta de procuradores de condados[editar | editar código-fonte]

Em 2015, Harris defendeu as condenações obtidas por procuradores de condados que continham confissões falsas em transcrições de interrogatórios e perjúrios.[13] O juiz federal Alex Kozinski descartou as condenações, dizendo aos advogados de Harris: "Fale com a procuradora-geral e certifique-se de que ela entenda a gravidade da situação."[13] Em março de 2015, um juiz dos tribunais superiores da Califórnia ordenou que Harris assumisse um processo criminal depois que o promotor distrital do Condado de Orange, Tony Rackauckas, revelou ter empregado ilegalmente informantes da prisão e provas ocultas. Harris recusou, recorrendo da ordem e defendendo Rackauckas.[13]

Harris recorreu da recusa de um indiciamento quando foi descoberto que um promotor do condado de Kern cometeu perjúrio ao apresentar uma confissão falsificada como prova judicial. Harris afirmou que o perjúrio do procurador não foi suficiente para demonstrar a má conduta. No caso, Harris argumentou que apenas uma brutalidade física abjeta justificaria a descoberta de uma conduta indevida do procurador e a posterior recusa de indiciamento, e que o perjúrio não foi suficiente.[101][102]

Empresas de petróleo e gás[editar | editar código-fonte]

Harris visitando os esforços de limpeza em uma praia afetada por um derramamento de óleo, em 2015

Depois que um vazamento de óleo de um oleoduto causou danos ao litoral da Califórnia em maio de 2015, Harris visitou a área e direcionou recursos e advogados de seu escritório para investigar possíveis violações criminais.[103] As investigações levaram a uma dezena de indiciamentos.[104] Em junho de 2016, a Harris emitiu intimações à Chevron, à ExxonMobil, à Shell, à Phillips 66, à Valero Energy e à Tesoro, relativas a uma investigação sobre uma possível fixação de preços.[105]

Caso Backpage[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2016, Harris anunciou a prisão do CEO da Backpage, Carl Ferrer, por acusações criminais de lenocínio de menores, lenocínio d conspiração para cometer lenocínio. O mandado de prisão alegava que 99% da receita do Backpage era diretamente atribuída a anúncios relacionados à prostituição, muitos dos quais envolviam vítimas de tráfico sexual, incluindo crianças menores de 18 anos.[106] Em dezembro de 2016, um juiz de um tribunal superior indeferiu todas as acusações na denúncia. No mesmo mês, Harris apresentou novas acusações contra Ferrer e os ex-proprietários da Backpage Mike Lacey e Jim Larkin por proxenetismo e lavagem de dinheiro.[107] Em janeiro de 2017, a Backpage anunciou que estava removendo sua seção para adultos de todos os seus sites nos Estados Unidos, devido ao que alegou serem muitos anos de táticas de assédio e táticas extralegais.[108][109] As investigações continuaram depois que Harris se tornou senadora e, em abril de 2018, a Backpage e sites afiliados foram confiscados em uma ação comandada por agências federais, incluindo o Federal Bureau of Investigation (FBI) e Internal Revenue Service (IRS).[110] Posteriormente, Ferrer declarou-se culpado das acusações de facilitação de prostituição e lavagem de dinheiro.[111]

Senadora dos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Eleição de 2016[editar | editar código-fonte]

Harris durante evento de sua campanha ao Senado, em 2016

Depois que a senadora democrata Barbara Boxer anunciou sua intenção de se aposentar do Senado dos Estados Unidos no final de seu mandato em 2016, Harris foi a primeira candidata a declarar sua intenção de concorrer ao assento no Senado de Boxer. Meios de comunicação noticiaram que Harris concorreria ao Senado no mesmo dia em que Gavin Newsom, o vice-governador da Califórnia e um aliado político próximo de Harris, anunciou que não tentaria suceder Boxer.[112] Harris anunciou oficialmente o lançamento de sua campanha em 13 de janeiro de 2015, poucos dias depois de ser empossada para seu segundo mandato como procuradora-geral.[113] Desde o início da campanha, Harris era vista como a favorita, liderando seus potenciais opositores com margens consideráveis.[114][115][116]

No final de fevereiro de 2016, o Partido Democrata da Califórnia votou em sua convenção estadual para endossar Harris, que recebeu 78% dos votos, 18% a mais do que os 60% necessários para garantir o endosso.[117] O endosso do partido não garante a nenhum candidato um lugar nas eleições gerais, pois todos os candidatos participariam de uma eleição primária em junho, após a qual os dois candidatos mais votados de qualquer partido avançariam para as eleições gerais.[118] Harris participou de debates com os outros principais candidatos ao cargo; seu status de favorita fez com que estivesse no centro das discussões.[119][120] Em 23 de maio, recebeu o endosso do governador Brown.[121]

Em 7 de junho, Harris ficou em primeiro lugar na eleição primária, com 39,9% dos votos, avançando para a eleição geral com a representante democrata Loretta Sanchez, que atingiu 18,9%. Harris ganhou em 48 dos 58 condados, dos quais sete com mais de 50% dos votos: Alameda, Contra Costa, Marin, São Francisco, San Mateo, Santa Cruz e Sonoma. O maior percentual foi em São Francisco, com 70,4% dos votos.[122][123] Em 19 de julho, foi endossada pelo presidente Barack Obama e pelo vice-presidente Joe Biden.[124][125] Em 8 de novembro, derrotou Sanchez, obtendo 7,5 milhões de votos (61,6%), contra 4,7 milhões (38,4%) de sua opositora; Harris venceu em 54 condados.[126] No discurso de vitória, prometeu proteger os imigrantes das políticas do presidente eleito Donald Trump.[127][128][129]

Mandato[editar | editar código-fonte]

Harris sendo empossada senadora pelo vice-presidente Joe Biden, em 3 de janeiro de 2017

Após sua eleição para o Senado, Harris anunciou sua intenção de permanecer como procuradora-geral da Califórnia até o final de 2016 e renunciou pouco antes de ser empossada como senadora em 3 de janeiro de 2017, sendo substituída pelo representante democrata Xavier Becerra, nomeado por Brown.[130][131] Ao ser empossada, tornou-se a primeira senadora norte-americana de origem indiana e afro-americana, e a segunda mulher afro-americana a integrar o Senado.[132][133][134][135] Os democratas inicialmente a indicaram para os comitês do Orçamento, Segurança Interna e Assuntos Governamentais e Inteligência, mas em janeiro de 2018 o líder democrata Chuck Schumer a designou para o Comitê do Judiciário, tornando-se um de seus primeiros membros afro-americanos.[136][137][138]

Um dia após a posse de Trump como presidente, Harris chamou a mensagem do discurso de posse do novo presidente como "sombria" ao falar durante a Marcha das Mulheres em Washington.[139][140] Dos 15 indicados inicialmente por Trump para o Gabinete, Harris votou contra a confirmação de 12 deles, apoiando apenas David Shulkin (secretário de Assuntos de Veteranos), Elaine Chao (secretária de Transportes) e James Mattis (secretário de Defesa).[141] Dos dois indicados pelo presidente para a Suprema Corte, Harris se opôs tanto a Neil Gorsuch quanto a Brett Kavanaugh, cuja confirmação considerou uma "negação de justiça para sobreviventes de agressão sexual."[142][143][144] De acordo com o site FiveThirtyEight, até dezembro de 2018 Harris votou de forma alinhada com Trump em apenas 17,9% das vezes.[141]

Harris discursando no plenário do Senado, em fevereiro de 2017

Grupos de lobby que divulgam rankings avaliaram o desempenho de Harris no Senado. Ela recebeu uma classificação de 100% no ranking dado pelo Fundo de Ação da Planned Parenthood, uma instituição pró-escolha, e uma classificação de 0% no ranking mantido pelo Comitê Nacional de Direito à Vida, um grupo pró-vida.[145] Outra organização, a Associação Nacional de Rifles, apoiadora do direito ao porte de armas, deu-lhe uma nota F por seus esforços consistentes no apoio ao controle de armas.[146]

Após a assinatura da Ordem Executiva 13769, Harris foi uma das muitas a descrevê-la como um "banimento a muçulmanos."[147] Em seu primeiro discurso no plenário do Senado, em fevereiro de 2017, Harris passou 12 minutos criticando as políticas de imigração de Trump.[148] Harris manifestou apoio à política de imigração de São Francisco de não indagar sobre o status de imigração no processo de uma investigação criminal, argumentando que é importante que os imigrantes possam conversar com a polícia sem medo.[149] Harris afirmou a necessidade de se concentrar em uma reforma abrangente na política de imigração e "aprovar uma lei DREAM Act."[150] Em meados de 2018, foi uma das senadoras a pedir ao governo Trump para interromper a política de separação de famílias.[151][152][153]

Harris em julho de 2018

Harris se opôs às tentativas dos republicanos de alterar o sistema de saúde, alegando que a revogação do Affordable Care Act iria enviar a mensagem de que a saúde era um "privilégio" e não um "direito civil."[154] Em agosto de 2017, anunciou que iria co-patrocinar o projeto "Medicare for All" do senador Bernie Sanders, apoiando um sistema de saúde universal pago pelo governo americano.[155][156]

Em novembro de 2017, Harris se opôs ao projeto de lei Tax Cuts and Jobs Act, aprovado pelo Congresso e sancionado por Trump, pedindo a revogação dos cortes de impostos concedidos para os mais ricos.[157] Em 2018, propôs um corte de impostos para a maioria dos norte-americanos da classe trabalhadora.[158] Uma análise feita pelo não-partidário Centro de Políticas Fiscais estimou que a lei reduziria a receita federal em 2,8 trilhões de sólares em uma década. Harris propôs restituir a diminuição da receita com sua proposta revogando os cortes de impostos estipulados para os mais ricos e aumentando os impostos sobre as corporações.[157][159]

Em maio de 2018, Harris anunciou que iria co-patrocinar o Marijuana Justice Act, apresentado pelo senador Cory Booker em agosto de 2017.[160] A legislação eliminaria o status da maconha como uma droga da Classe I sob a Lei de Substâncias Controladas. A medida também exigiria que os tribunais federais expurgassem os registros de norte-americanos que tivessem condenações anteriores por uso ou posse de maconha. Harris afirmou que acreditava que o movimento para descriminalizar a maconha evitaria que o Departamento de Justiça impusesse leis "injustas e desiguais."[161][162]

Na política externa, Harris acusou o presidente sírio Bashar al-Assad de ser o responsável pelo ataque químico de Khan Shaykhun.[163] Em fevereiro de 2018, foi um dos senadores a assinar uma carta na qual argumentava que Trump não tinha autoridade legal para lançar um ataque preventivo contra a Coreia do Norte.[164] Após Trump retirar os Estados Unidos do Plano de Ação Conjunto Global, Harris criticou a decisão, alegando que "põe em risco nossa segurança nacional e nos isola de nossos aliados mais próximos."[165]

Comitês atribuídos[editar | editar código-fonte]

No decorrer dos congressos 115º e 116º, Harris fez parte dos seguintes comitês:[166]

  • Comitê do Orçamento
  • Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais
    • Subcomitê de Supervisão de Gastos Federais e Gestão de Emergências
    • Subcomitê de Assuntos Regulatórios e Gestão Federal
  • Comitê Seleto de Inteligência
  • Comitê do Judiciário
    • Subcomitê da Constituição
    • Subcomitê de Supervisão, Ação da Agência, Direitos Federais e Tribunais Federais
    • Subcomitê de Privacidade, Tecnologia e Direito

Participação em caucus[editar | editar código-fonte]

Harris ainda integrou os seguintes caucus:

Candidatura à presidência em 2020[editar | editar código-fonte]

Harris anunciando sua candidatura à presidência americana, em 27 de janeiro de 2019

Desde 2016, Harris foi considerada uma das principais candidatas à nomeação democrata para presidente em 2020.[170][171][172] O jornal português Diário de Notícias a chamou de "a estrela em ascensão no Partido Democrata."[173] Publicamente, Harris declarou que não descartava uma candidatura à presidência,[174] enquanto seus gastos com publicidade no Facebook foram incomumente altos e direcionados para alcançar eleitores de fora da Califórnia.[175][176] Em julho de 2018, anunciou que publicaria um livro de memórias, outro sinal de uma possível candidatura.[177] Nas eleições de meio de mandato, também endossou e fez campanha para candidatos em Michigan, na Pensilvânia e na Carolina do Sul.[178][179][180] Em dezembro de 2018, afirmou que iria decidir se seria candidata "durante o feriado", uma decisão que tomaria com a família.[181][182]

Em 21 de janeiro de 2019, Harris anunciou oficialmente sua candidatura à presidência para a eleição de 2020.[183] Durante as 24 horas seguintes, Harris superou o recorde criado por Bernie Sanders em 2016 de maior dinheiro arrecadado no dia seguinte ao anúncio da candidatura; semanas depois, Sanders superou o novo recorde estabelecido por Harris.[184][185] Sua campanha também rejeitou receber doações de corporações; em abril de 2018, já havia anunciado que tomaria esta medida em suas futuras campanhas eleitorais.[186][187] Em 27 de janeiro, mais de 20 mil pessoas compareceram ao evento em que formalmente anunciou que seria candidata, ocorrido em sua cidade natal, Oakland.[188]

Em sua plataforma eleitoral, Harris defendeu legislações e ações mais duras para prevenir a violência com armas de fogo,[189] a legalização da maconha recreativa,[190] a redução de impostos para a classe média,[191] a elevação do salário mínimo para 15 dólares por hora,[192] a defesa do Acordo de Paris e o combate ao aquecimento global,[193] e a criação de um sistema de saúde universal a partir do programa existente Medicare.[194][195]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Harris ao lado do esposo Douglas Emhoff, em novembro de 2017

Harris é casada com o advogado Douglas Emhoff, também da Califórnia.[196] Eles se casaram em 22 de agosto de 2014 em Santa Bárbara.[197] É irmã de Maya Harris, analista política da MSNBC, e cunhada de Tony West, Conselheiro Geral da Uber e ex-funcionário sênior do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.[198][199] Harris tem dois enteados.[200]

Referências

  1. Leonídio Paulo Ferreira (15 de novembro de 2016). «A senadora filha de imigrantes que tem Trump na mira». Diário de Notícias. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  2. Vilma Gryzinski (21 de julho de 2017). «De amante a presidente americana: Kamala Harris sonha alto». Veja. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  3. «Kamala Harris born». African American Registry. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  4. Leonídio Paulo Ferreira (15 de novembro de 2016). «Meio indiana, meio jamaicana e 100% anti-Trump». Delas. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  5. Reshma Dhawan (2009). «The New Face of Politics…An Interview with Kamala Harris». Desiclub. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  6. «DR. SHYAMALA G. HARRIS». SF Gate. 22 de março de 2009. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  7. Nelson A. King (8 de janeiro de 2017). «First US senator of Jamaican father sworn in». Caribbean Life. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  8. Emily Greenhouse (5 de novembro de 2016). «Meet Maya Harris, Hillary Clinton's progressive link». New Yorker. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  9. Tessa Berenson (13 de janeiro de 2015). «7 Things You Need To Know About Kamala Harris». Time. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  10. Bob Egelko (7 de novembro de 2012). «Kamala Harris mixing idealism, political savvy». SF Gate. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  11. Ajai Sreevatsan (28 de novembro de 2010). «California's next A-G, city's pride». The Hindu. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  12. a b c Michael Martinez (23 de outubro de 2010). «A 'female Obama' seeks California attorney general post». CNN. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  13. a b c d e f g h i j k l m n o Emily Bazelon (25 de maio de 2016). «Kamala Harris, a 'Top Cop' in the Era of Black Lives Matter». The New York Times. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  14. Sam Whiting (14 de maio de 2009). «Kamala Harris grew up idolizing lawyers». SF Gate. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  15. Steve Kaplan (agosto de 2010). «Brillian careers». Super Lawyers. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  16. Abby Aguire (19 de março de 2018). «Kamala Harris Is Dreaming Big». Vogue. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  17. a b Donna Owens (8 de novembro de 2016). «Meet Kamala Harris, the Second Black Woman Elected to the U.S. Senate». NBC News. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  18. Kerry-Ann Hamilton (14 de dezembro de 2010). «Howard Alumna Becomes First Woman Elected as California Attorney General». Universidade Howard. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  19. «Kamala Harris '89 Wins Race for California Attorney General». Faculdade de Direito Hastings da Universidade da Califórnia. Novembro de 2010. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  20. «Kamala Devi Harris - #146672». Ordem dos Advogados da Califórnia. Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  21. «Kamala Harris bio». Los Angeles Times. 29 de setembro de 2015. Consultado em 16 de janeiro de 2018 
  22. James, Richardson (1996). Willie Brown: A Biography. Londres: University of California Press. p. 390, 394, 402, 404. ISBN 978-0520213159 
  23. a b Jaxon Van Derbeken (13 de abril de 2005). «SAN FRANCISCO / D.A. demotes head criminal prosecutor / 33-year veteran reassigned to job overseeing 2 people». SF Gate. Consultado em 16 de janeiro de 2018 
  24. Nadra Kareem Nittle (19 de julho de 2017). «Biography of California Attorney General Kamala Harris». ThoughtCo. Consultado em 16 de janeiro de 2018 
  25. Pat Lynch (18 de novembro de 2010). «This DA Makes a Difference For Women». Womens Radio. Consultado em 16 de janeiro de 2018 
  26. Jeffrey Toobin (14 de julho de 2003). «After Fajigate». The New Yorker. Consultado em 16 de janeiro de 2018 
  27. Demian Bulwa (10 de dezembro de 2003). «Harris defeats Hallinan after bitter campaign». SF Gate. Consultado em 16 de janeiro de 2018 
  28. «December 9, 2003 Municipal Run-Off Election». City and County of San Francisco. 9 de dezembro de 2003. Consultado em 16 de janeiro de 2018 
  29. Jane Meredith Adams (4 de abril de 2004). «3 women in top jobs make San Francisco unique». Chicago Tribune. Consultado em 16 de janeiro de 2018 
  30. Gerru Shih (9 de dezembro de 2010). «Possible Candidate for District Attorney Carries a Powerful Name: Feinstein». The New York Times. Consultado em 16 de janeiro de 2018 
  31. Demian Bulwa (16 de agosto de 2007). «No one is running against S.F. district attorney in fall election». SF Gate. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  32. Heather Knight (7 de novembro de 2007). «Kamala Harris celebrates unopposed bid for district attorney». San Francisco Chronicle. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  33. «Smart on crime : a career prosecutor's plan to make us safer». Chronicle Books. 2009. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  34. a b Kimberly Marteau Emerson (18 de março de 2010). «San Francisco D.A. Kamala Harris Talks To Kimberly Marteau About Her New Book Smart On Crime». HuffPost. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  35. «Kamla Harris wins Dem nomination for California AG». Zee News. 9 de junho de 2010. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  36. «Reentry > Back on Track». San Francisco District Attorney's Office. 1 de janeiro de 2009. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  37. Kamala D. Harris (18 de março de 2010). «Finding the Path Back on Track». Huff Post. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  38. «District Attorney program is now statewide example». San Francisco Examiner. 14 de outubro de 2009. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  39. Michael Finnegan (22 de junho de 2009). «San Francisco D.A.'s program trained illegal immigrants for jobs they couldn't legally hold». Los Angeles Times. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  40. Phil Willon (6 de julho de 2016). «8 things to know about Senate candidate Kamala Harris' career gold stars and demerits». Los Angeles Times. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  41. Ali Winston (8 de maio de 2013). «Cover of Darkness: S.F. Police Turned a Blind Eye to Some of the City's Most Dangerous Criminals — Who Were Also Some of Their Most Trusted Sources». SF Weekly. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  42. Carly Sitrin (16 de junho de 2017). «5 things Sen. Kamala Harris has done besides be interrupted». Vox. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  43. John Riley (13 de outubro de 2017). «U.S. Senator Kamala Harris to speak at HRC National Dinner». Metro Weekly. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  44. Chris Johnson (25 de outubro de 2017). «Kamala Harris emerges as LGBT favorite for 2020 — there's just one thing». Washington Blade. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  45. Linda Kay Dixon (20 de setembro de 2017). «Spotlight On: Kamala Harris». Odyssey. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  46. Thomas D. Elias (12 de junho de 2017). «Kamala Harris for president? Why wait?». Napa Valley Register. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  47. Christine Bronstein (21 de setembro de 2010). «What Every Woman Needs to Know About the Office of State Attorney General». HuffPost. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  48. a b c d Peter Jamison (5 de maio de 2010). «A Lack of Conviction». SF Weekly. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  49. Jaxon Van Derbeken (20 de março de 2006). «Trials and tribulations of Kamala Harris, D.A. / 2 years into term, prosecutor, police have their differences». San Francisco Chronicle. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  50. a b Jaxon Van Derbeken (14 de janeiro de 2007). «San Francisco chief calls justice system too lenient». Police One. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  51. Jaxon Van Derbeken (20 de março de 2006). «Trials and tribulations of Kamala Harris, D.A. / 2 years into term, prosecutor, police have their differences». SF Gate. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  52. Levinson, David (2002). Encyclopedia of Crime and Punishment, Volume 1. Thousand Oaks, Califórnia: SAGE. ISBN 9780761922582 
  53. Carla Marinucci (12 de novembro de 2008). «D.A. Harris plans run for attorney general». SF Gate. Consultado em 25 de janeiro de 2018 
  54. Ben Smith (24 de dezembro de 2010). «Kamala Harris: Democrats' anti-Palin». Politico. Consultado em 25 de janeiro de 2018 
  55. Jack Leonard e Shane Goldmacher (9 de junho de 2010). «Cooley wins, Harris leads in attorney general's race». Los Angeles Times. Consultado em 25 de janeiro de 2018 
  56. Cheryl Miller (19 de julho de 2010). «ELECTIONS UPDATE: NO-FUNDS FITZGERALD AND ALL-FUNDS KELLY RUNNING BEHIND». Legal Pad. Consultado em 25 de janeiro de 2018 
  57. «Statement of Vote: June 8, 2010, Statewide Direct Primary Election» (PDF). Secretaria de Estado da Califórnia. 22 de julho de 2010. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  58. Dayo Olopade (8 de junho de 2010). «Kamala Harris, the "Female Obama," Wins Primary for California Attorney General». The Daily Beast. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  59. Marisa Lagos (25 de novembro de 2010). «Kamala Harris wins: 1st female attorney general». SF Gate. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  60. Seema Mehta (1 de dezembro de 2010). «Harris 'humbled' and 'proud' as she declares victory in attorney general race». Los Angeles Times. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  61. Michael Martinez (23 de outubro de 2010). «A 'female Obama' seeks California attorney general post». CNN. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  62. Jack Leonard e Seema Mehta (25 de novembro de 2010). «Steve Cooley concedes race for attorney general to Kamala Harris». Los Angeles Times. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  63. Gene Maddaus (23 de novembro de 2010). «Kamala Harris Defeats Steve Cooley For California Attorney General». Los Angeles Weekly. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  64. Jack Leonard (24 de novembro de 2010). «Kamala Harris wins attorney general's race as Steve Cooley concedes». Los Angeles Times. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  65. «Election 2010: California». The New York Times. 2 de novembro de 2010. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  66. «Kamala D. Harris Takes Oath as California Attorney General». Departamento de Justiça do Estado da Califórnia. 3 de janeiro de 2011. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  67. Meghan Keneally e Hayley Peterson (5 de abril de 2013). «President Obama phoned the California attorney general to apologize after calling her the 'best looking' lawmaker in the country». The Daily Mail. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  68. Sharon Driscoll (31 de outubro de 2011). «California Attorney General Kamala Harris gives public talk at Stanford Law School». Universidade de Sanford. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  69. Barbara Parker e Rebecca Kaplan (5 de março de 2012). «Kamala Harris' foreclosure deal a win for state». SF Gate. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  70. Alejandro Lazo (12 de maio de 2012). «Mortgage deal cash is divvied». Los Angeles Times. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  71. Tim Reid (29 de fevereiro de 2012). «Homeowner Bill Of Rights Proposed By California AG Kamala Harris». Reuters. HuffPost. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  72. «Attorney General Kamala D. Harris Announces Passage of Bills in California Homeowner Bill of Rights Package». State of California Department of Justice. 30 de maio de 2012. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  73. «How does the California Homeowner Bill of Rights Help You?». The Consumer Assistance Site. 4 de junho de 2013. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  74. Paige St. John (14 de novembro de 2014). «Federal judges order California to expand prison releases». Los Angeles Times. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  75. Karen Tamis (25 de maio de 2011). «Supreme Court orders California to reduce prison population». Vera. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  76. Sharon Bernstein (11 de julho de 2013). «California asks high court to stay order to reduce prison crowding». Reuters. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  77. «Daniel Larsen: Innocent, but still in prison». Los Angeles Times. 24 de agosto de 2012. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  78. a b David Knowles (19 de março de 2013). «Judge frees California man who served 13 years in prison for 'three strikes' conviction overturned in 2009». Daily News. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  79. «DANIEL LARSEN». The National Registry of Exonerations. 27 de janeiro de 2014. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  80. «S.F. attorney Kamala Harris enters attorney general race». Lodi News-Sentinel. 13 de novembro de 2008. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  81. Darwin BondGraham (29 de maio de 2014). «The Strike Force That Never Struck». East Bay Express. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  82. David Dayen (3 de janeiro de 2017). «Treasury Nominee Steve Mnuchin's Bank Accused of "Widespread Misconduct». The Intercept. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  83. Sylvan Lane (4 de janeiro de 2017). «Dem defends decision not to charge Trump Treasury pick over foreclosures». The Hill. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  84. Eric Garcia (14 de fevereiro de 2017). «Harris Was Only 2016 Senate Democratic Candidate to Get Cash From Mnuchin». Roll Call. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  85. «How Senators Voted on Steven Mnuchin for Treasury Secretary». The New York Times. 13 de fevereiro de 2017. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  86. Jesse Mechanic (8 de janeiro de 2017). «Kamala Harris Has To Answer For Not Prosecuting Steve Mnuchin». HuffPost. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  87. «NORSWORTHY v. BEARD». Leagle. 18 de novembro de 2014. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  88. Bob Egelko (10 de fevereiro de 2017). «Parolee has sex-reassignment surgery after years of battling state». SF Gate. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  89. Bob Egelko (10 de fevereiro de 2017). «Norsworthy v. Beard». Transgender Law Center. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  90. Paige St. John (21 de maio de 2015). «Inmate who won order for sex reassignment surgery recommended for parole». Los Angeles Times. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  91. Chris Johnson (10 de abril de 2015). «Harris appeals order granting gender reassignment to trans inmate». Washington Blade. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  92. Jay Barmann (21 de março de 2016). «Former Trans Inmate Michelle-Lael Norsworthy Speaks Out About Her New Transition, To Civilian Life». SFist. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  93. «California Attorney General Kamala Harris Announcing Re-Election Bid». CBS Sacramento. 11 de fevereiro de 2014. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  94. Deepak Chitnis (14 de fevereiro de 2014). «As Kamala Harris announces bid for re-election, GOP scratching their heads for a candidate to face her». The American Bazaar. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  95. «Endorsement: Attorney General Kamala Harris, all but unchallenged, deserves a second term». The Sacramento Bee. 25 de agosto de 2014. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  96. «Re-elect Kamala Harris as attorney general — but demand more: Endorsement». Los Angeles Daily News. 3 de outubro de 2014. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  97. «For attorney general, Kamala Harris». Los Angeles Times. 23 de setembro de 2014. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  98. «Statement of Vote June 3, 2014, Statewide Direct Primary Election» (PDF). California Secretary of State. 4 de agosto de 2014. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  99. «Statement of Vote November 4, 2014, General Election» (PDF). California Secretary of State. 2014. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  100. Mollie Reilly (5 de novembro de 2014). «Kamala Harris Re-Elected As California Attorney General». HuffPost. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  101. «People v. Velasco-Palacios CA5, F068833». Court Listener. 24 de fevereiro de 2015. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  102. «California Prosecutor Falsifies Transcript of Confession». The Observer. 4 de março de 2015. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  103. Randol White, Jordan Bell e Lisa Osborn (4 de junho de 2015). «State Attorney General investigates whether oil spill was result of criminal activity». KCBXfm. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  104. Doug Smith e Brittny Mejia (17 de maio de 2016). «Pipeline company indicted in 2015 Santa Barbara County oil spill». Los Angeles Times. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  105. Lincoln Brown (1 de julho de 2016). «California Issues Subpoenas To Oil And Gas Companies In Price-Fixing Probe». Oil Price. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  106. «Attorney General Kamala D. Harris Announces Criminal Charges Against Senior Corporate Officers of Backpage.com for Profiting from Prostitution and Arrest of Carl Ferrer, CEO». State of California Department of Justice. 6 de outubro de 2016. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  107. «California v. Ferrer» (PDF). 23 de dezembro de 2014. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  108. Derek Hawkins (10 de janeiro de 2017). «Backpage.com shuts down adult services ads after relentless pressure from authorities». The Washington Post. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  109. Mike Masnick (11 de janeiro de 2017). «Backpage Kills Adult Ads On The Same Day Supreme Court Backed Its Legal Protections, Due To Grandstanding Senators». Techdirt. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  110. Don Thompson (12 de abril de 2018). «Backpage.com CEO pleads guilty to California money charges». Associated Press. Business Insider. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  111. «Backpage CEO Pleads Guilty, Will Testify Against Others». Associated Press. CBS SF Bay Area. 13 de abril de 2018. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  112. Maeve Reston (13 de janeiro de 2015). «With Kamala Harris in for Senate bid, Tom Steyer edges closer to a run». CNN. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  113. Seema Mehta (13 de janeiro de 2015). «Kamala Harris launches U.S. Senate bid, begins raising money». Los Angeles Times. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  114. Tarini Parti (23 de janeiro de 2015). «Internal poll puts Harris well ahead in California Senate race». Politico. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  115. Josh Richman (20 de maio de 2015). «Poll: Kamala Harris leads California Senate contenders, except for 'undecided'». The Mercury News. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  116. Christopher Cadelago (8 de outubro de 2015). «Kamala Harris leads U.S. Senate race, followed by Sanchez, poll shows». The Sacramento Bee. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  117. Christopher Cadelago (27 de fevereiro de 2016). «Kamala Harris receives California Democratic Party endorsement». The Sacramento Bee. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  118. Matthew Artz (27 de fevereiro de 2016). «Kamala Harris wins state Democratic Party's endorsement». The Mercury News. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  119. John Wildermuth (11 de maio de 2016). «In Senate debate, Kamala Harris on the hot seat». SF Gate. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  120. «Kamala Harris is focus of California's final U.S. Senate debate before primary». Los Angeles Times. 10 de maio de 2016. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  121. Phil Willon (23 de maio de 2016). «California Gov. Jerry Brown backs Kamala Harris for U.S. Senate». Los Angeles Times. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  122. Christopher Cadelago (7 de junho de 2016). «Kamala Harris, Loretta Sanchez advance in U.S. Senate race». The Sacramento Bee. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  123. «Statement of vote: 2016 primary election» (PDF). Secretary of State of California. 2016. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  124. Phil Willon (19 de julho de 2016). «Obama, Biden endorse Kamala Harris for U.S. Senate». Los Angeles Times. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  125. Kevin Liptak (19 de julho de 2016). «Obama, Biden pick a side in California Senate race». CNN. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  126. Lily Mihalik, Anthony Pesce e Ben Welsh (8 de novembro de 2016). «California 2016 election results». Los Angeles Times. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  127. Phil Willon (10 de novembro de 2016). «Newly elected Kamala Harris vows to defy Trump on immigration». Los Angeles Times. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  128. «Meio indiana, meio jamaicana e 100% anti-Trump». Delas. Novembro de 2016. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  129. Leonídio Paulo Ferreira (15 de novembro de 2016). «A senadora filha de imigrantes que tem Trump na mira». Diário de Notícias. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  130. Phil Willon (1º de dezembro de 2016). «Essential Politics November archives». Los Angeles Times. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  131. «Gov. Jerry Brown taps US Congressman Xavier Becerra as next state attorney general». ABC7 Los Angeles. 1º de dezembro de 2016. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  132. «Governadora LGBT, ex-militar amputada e refugiada somali: as mulheres vitoriosas nas urnas nos EUA». BBC. 11 novembro 2016. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  133. Manpreet K Singh (9 de novembro 2016). «Kamala Harris: the first female Indian-American to be elected Senator». SBS. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  134. Donna Owens (9 de novembro 2016). «Meet Kamala Harris, the Second Black Woman Elected to the U.S. Senate». NBC News. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  135. «African American Senators». United States Senate. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  136. Carolyn Lochhead (20 de dezembro de 2016). «Harris gets key committee assignments in Senate». SF Gate. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  137. «SCHUMER ANNOUNCES UPDATED SENATE DEMOCRATIC COMMITTEE MEMBERSHIPS FOR THE 115TH CONGRESS, 2ND SESSION». Senate Democrats. 9 de janeiro de 2018. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  138. Julissa Lopez (10 de janeiro de 2018). «Kamala Harris and Cory Booker Become First Black Members of the Senate Judiciary Committee This Century». Glamour. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  139. «Kamala Harris: The women's march is 'absolutely personal to me'». Los Angeles Times. 21 de janeiro de 2017. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  140. Sean Cockerham (21 de janeiro de 2017). «With Dems thinking 2020, Kamala Harris takes DC spotlight». The Sacramento Bee. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  141. a b «Tracking Congress In The Age Of Trump». FiveThirtyEight. Dezembro de 2018. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  142. «Senate Vote 111 - Confirms Neil Gorsuch as Supreme Court Justice». Pro Publica. 7 de abril de 2017. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  143. Emily Knapp, Brent Griffiths e Jon McClure (6 de outubro de 2018). «Kavanaugh confirmed: Here's how senators voted». Politico. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  144. Justin Wise (8 de outubro de 2018). «Kamala Harris: Kavanaugh's confirmation a 'denial of justice' for sexual assault survivors». The Hill. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  145. «Kamala Harris's Ratings and Endorsements». VoteSmart. 2018. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  146. «Kamala Harris on Gun Control». On The Issues. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  147. Brooke Seipel (27 de janeiro de 2017). «Kamala Harris: 'Make no mistake — this is a Muslim ban'». The Hill. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  148. Phil Matier e Andy Ross (19 de fevereiro de 2017). «Taking on Trump puts Kamala Harris in spotlight». San Francisco Chronicle. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  149. Jesse McKinley (16 de novembro de 2006). «Immigrant Protection Rules Draw Fire». The New York Times. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  150. Soto Hiram (12 de janeiro de 2018). «Senator Kamala Harris talks DACA amid heated negotiations». The San Diego Union-Tribune. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  151. «Harris on Separating Families at the Border: "We will be judged harshly"». Kamala Harris. 21 de junho de 2018. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  152. «Warner & Kaine Introduce Legislation To End Cruel Trump Administration Policy That Separates Children From Their Parents At The Border». Tim Kaine. 8 de junho de 2018. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  153. Jason Sloss (22 de junho de 2018). «'Utter despair': Sen. Harris visits migrant mothers separated from children in San Diego». Fox 5 San Diego. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  154. Bartholomew D Sullivan (14 de março de 2017). «Sen. Kamala Harris: ACA repeal involves 'moral values'». Desert Sun. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  155. David Weigel (30 de agosto de 2017). «Sen. Kamala Harris backs Bernie Sanders's single-payer bill». The Washington Post. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  156. Sonia Fleury (25 de julho de 2018). «Sonia Fleury: 'Saúde para todos' elege esquerda e renova partido democrata nos Estados Unidos. E no Brasil, quem se compromete com o SUS, à vera?». Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  157. a b Jeff Stein (15 de novembro de 2018). «Almost all of Sen. Harris's $2.8 trillion tax plan would help middle and working class, study finds». The Washington Post. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  158. Rachel Ventresca (18 de outubro de 2018). «Harris proposes tax breaks bill for middle-class Americans». CNN. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  159. Howard Gleckman (14 de novembro de 2018). «Kamala Harris's Tax Credit Would Cut Taxes Significantly For Low- And Moderate-Income Households But Could Add Trillions To The Debt». Tax Policy. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  160. Eric Sandy (10 de maio de 2018). «U.S. Sen. Kamala Harris (D-CA) Signs on as Cosponsor of Marijuana Justice Act». Cannabis Business Times. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  161. Aris Folley (5 de outubro de 2018). «Kamala Harris backs Booker bill to legalize marijuana». The Hill. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  162. Kamala Harris (10 de maio de 2018). «Sen. Kamala Harris Says It's Time to Federally Legalize Cannabis». NowThis. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  163. «Senator Harris Statement on U.S. Military Action in Syria». Kamala Harris. 6 de abril de 2017. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  164. Brett Samuels (5 de fevereiro de 2017). «Dem senators tell Trump he doesn't have 'legal authority' to launch preemptive strike on North Korea». The Hill. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  165. «Harris Statement on Trump Violating the Iran Nuclear Deal». Kamala Harris. 8 de maio de 2018. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  166. «Committee Assignments of the 115th Congress: Kamala Harris». United States Senate. 2018. Consultado em 21 de dezembro de 2018. Arquivado do original em 12 de maio de 2017 
  167. «Membership». Congressional Black Caucus. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  168. «115th Congress Membership». Congressional Asian Pacific American Caucus. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  169. «The Women's Caucus». Congressional Caucus for Women's Issues. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  170. Aaron Blake (6 de julho de 2018). «Analysis / The top 15 Democratic presidential candidates for 2020, ranked». The Washington Post. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  171. Lois Beckett (23 de julho de 2017). «Kamala Harris: young, black, female – and the Democrats' best bet for 2020?». The Guardian. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  172. Chris Cillizza e Harry Enten (13 de novembro de 2018). «Why Kamala Harris is the new Democratic frontrunner». CNN. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  173. Helena Tecedeiro (27 de fevereiro de 2017). «Democratas de olho em 2020». Diário de Notícias. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  174. Mallory Shelbourne (25 de junho de 2018). «Kamala Harris on 2020 presidential bid: 'I'm not ruling it out'». The Hill. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  175. Phil Matier e Andy Ross (29 de julho de 2018). «Kamala Harris increases her visibility in front of possible presidential bid». San Francisco Chronicle. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  176. «Politics and the Facebook factor: Kamala Harris developing digital buzz». Daily Democrat. 22 de julho de 2018. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  177. Eric Bradner (17 de julho de 2018). «Kamala Harris signs book deal amid 2020 speculation». CNN. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  178. «Prominent Dem Kamala Harris Endorses Mahlon Mitchell In Governor Bid». The Associated Press. Wisconsin Public Radio. 26 de julho de 2018. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  179. Chris Brennan (13 de julho de 2018). «Kamala Harris stumps for Bob Casey, sidesteps talk of 2020». The Philadelphia Inquirer. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  180. Maayan Schechter (19 de outubro de 2018). «Madam president? In SC, Kamala Harris fuels speculation of a 2020 presidential run». The State. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  181. Quint Forgey (2 de dezembro de 2018). «Kamala Harris to make 2020 decision 'over the holiday'». Politico. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  182. «Senadora democrata Kamala Harris decidirá sobre disputa presidencial dos EUA em 2020 durante as férias». Xinhua Português. 4 de dezembro de 2018. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  183. Maeve Reston (21 de janeiro de 2019). «Kamala Harris to run for president in 2020». CNN. Consultado em 10 de fevereiro de 2019 
  184. Clark Mindock (23 de janeiro de 2019). «Kamala Harris presidential campaign attracts more donors in day one than Bernie Sanders' first 24 hours in 2016». The Independent. Consultado em 10 de fevereiro de 2019 
  185. Lauren Gambino (20 de fevereiro de 2019). «Bernie Sanders raises $5.9m in 24 hours after announcing 2020 campaign». The Guardian. Consultado em 3 de março de 2019 
  186. Gregory Krieg (23 de abril de 2018). «Kamala Harris changes course, says she'll reject corporate PAC cash». CNN. Consultado em 3 de março de 2019 
  187. Christopher Cadelago (21 de janeiro de 2019). «Kamala Harris launches campaign for president». Politico. Consultado em 3 de março de 2019 
  188. Daniel Chaitin (27 de janeiro de 2019). «Kamala Harris draws bigger crowd than Obama for launch of White House bid». Washington Examiner. Consultado em 10 de fevereiro de 2019 
  189. «Enough is enough. We cannot wait for the next tragedy to act on gun violence.». Kamala Harris no Twitter. 29 de janeiro de 2019. Consultado em 10 de fevereiro de 2019 
  190. Katie Galioto (11 de fevereiro de 2019). «Kamala Harris calls for marijuana legalization: 'I think it gives a lot of people joy'». Politico. Consultado em 3 de março de 2019 
  191. Tami Luhby (29 de janeiro de 2019). «Harris tax plan focuses on middle class relief, not the ultra-rich». CNN. Consultado em 3 de março de 2019 
  192. Samantha Leach (31 de janeiro de 2019). «7 Issues Kamala Harris Will Fight For as a Presidential Candidate». Glamour. Consultado em 3 de março de 2019 
  193. Daniel Bush e Lisa Desjardins (21 de janeiro de 2019). «What does Kamala Harris believe? Where the candidate stands on 9 issues». PBS. Consultado em 3 de março de 2019 
  194. Tami Luhby e Gregory Krieg (29 de janeiro de 2019). «Harris backs 'Medicare-for-all' and eliminating private insurance as we know it». CNN. Consultado em 3 de março de 2019 
  195. Gregory Krieg, Tami Luhby e Maeve Reston (30 de janeiro de 2019). «Kamala Harris is open to multiple paths to 'Medicare-for-all'». CNN. Consultado em 3 de março de 2019 
  196. Leah Garchik (7 de abril de 2014). «California Attorney General Kamala Harris engaged». SF Gate. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  197. David Siders (25 de agosto de 2014). «Kamala Harris married in Santa Barbara ceremony». The Sacramento Bee. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  198. «Justice Dept. lawyer Tony West to take over as acting associate attorney general». The Washington Post. 10 de novembro de 2013. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  199. Hamza Shaban (27 de outubro de 2017). «Uber hires PepsiCo's Tony West as general counsel». The Washington Post. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  200. «California Attorney General Kamala Harris marries fellow lawyer». The Associated Press. The Mercury News. 26 de agosto de 2014. Consultado em 21 de dezembro de 2018 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Harris, Kamala (2019). The truths we hold: an American journey. Nova Iorque: Penguin Press. ISBN 9780525560722 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Kamala Harris