Karina Buhr

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Karina Buhr
Informação geral
Nascimento 20 de maio de 1974 (47 anos)
Salvador, Bahia
Origem Recife, Pernambuco
País  Brasil
Gênero(s) MPB, rock, manguebeat
Ocupação(ões) Cantora, compositora
Instrumento(s) Vocal, percussão
Período em atividade 1990 - presente
Gravadora(s) Independente
Afiliação(ões) Otto, Eddie
Página oficial www.karinabuhr.com.br

Karina Buhr é uma cantora, compositora, percussionista, poeta e atriz brasileira.

Aos 8 anos mudou-se para o Recife em Pernambuco, cidade natal de sua mãe, onde iniciou sua carreira musical em 1991, nos maracatus Piaba de Ouro e Estrela Brilhante do Recife.[1][2] De lá pra cá integrou a banda Eddie, Comadre Fulozinha e Bonsucesso Samba Clube, tocou e fez participações em discos do Mundo Livre S/A, DJ Dolores, Antônio Nóbrega, Erasto Vasconcelos, Mestre Ambrósio, Cidadão Instigado, Bonsucesso Samba Clube, Véio Mangaba e suas Pastoras Endiabradas, bandinha de pífanos Zabumba Véia do Badalo, Bárbara Eugênia, Marina Lima, Anelis Assumpção e muitos outros. Foram inúmeras as participações em trilhas sonoras de filmes, peças de teatro e dança.

Em 2000 entrou para a companhia Teatro Oficina, tendo participado de As Bacantes e Os Sertões.[3] Em 2010 lançou seu primeiro disco solo "Eu Menti pra Você". Eleita artista do ano, pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), figurou entre os “Top 10″ disco e músicas, da revista Rolling Stone. Tocou na Womex, importante feira mundial de música independente, em Copenhague. Foi contemplada pelo edital Natura Musical, para gravação do segundo disco e turnê, indicada a “artista revelação” do ano no VMB e “melhor cantora” no Prêmio Música Digital. Ainda em 2010 participou do lançamento da Caixa Preta de Itamar Assumpção, com o show do disco “Intercontinental”, com participações de Elke Maravilha e Denise Assunção.

Em 2015, a cantora lançou o seu terceiro disco solo. Intitulado Selvática, o álbum foi bem recebido pela crítica especializada, tendo sido considerado um dos melhores do ano pelo site Música Estática. [4]

Ainda em 2015, lançou um livro de poemas intitulado "Desperdiçando Rima" pela editora Fábrica 231. O mesmo está disponível para venda no site oficial da artista.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Karina nasceu em Salvador. Aos 8 anos, foi morar no Recife, cidade natal de sua mãe, Ingrid Buhr, e viveu intensamente a ebulição musical da cidade desde o começo dos anos 90, primeiro cantando e tocando percussão em vários grupos como os maracatus Estrela Brilhante do Recife e Piaba de Ouro, o Véio Mangaba e suas Pastoras Endiabradas, além de acompanhar cavalos marinho, rodas de coco e ciranda em Recife e no interior de Pernambuco e tocou em bandas como a Eddie, Bonsucesso Samba Clube, Dj Dolores e Orchestra Santa Massa, (com Erasto Vasconcelos e Antônio Nóbrega). Em 1997 formou a banda Comadre Fulozinha, com a qual lançou 3 discos, integrou trilhas sonoras, como do filme Deus é Brasileiro, fez várias turnês brasileiras e uma turnê mundial de 2 meses, entre França, Suíça, Suécia, Bélgica, Canadá e EUA. Foi com a Comadre Fulozinha que se revelou compositora e também ilustradora, com os desenhos das capas e encartes dos discos da banda (são dela também os desenhos do encarte de “Eu Menti pra Você”).

Radicada em São Paulo desde 2003, integrou a companhia Teatro Oficina Uzina Uzona, a convite do diretor José Celso Martinez Correa. Com o grupo participou de “As Bacantes” e das cinco peças que compõem “Os Sertões”, em temporadas em São Paulo, na turnê brasileira 2007 (Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Quixeramobim e Canudos), na gravação dos DVDs e na abertura da temporada 2005/2006 do teatro Volksbühne, em Berlim. Com o grupo ganhou o Prêmio Shell São Paulo de Teatro 2002, na categoria melhor trilha sonora. Karina também integrou a banda da cantora Iara Rennó, como percussionista, em turnê do show Macunaíma Ópera Tupi. Participou das trilhas do filme e da peça “A Máquina” dirigidos por João Falcão, com direção musical de Dj Dolores e fez direção musical da trilha da peça “O Pequenino Grão de Areia”, de João Falcão, dirigida por Luciana Lyra. Tem participações em CDs da Mundo Livre s/a, Eddie, Erasto Vasconcelos, Antônio Nóbrega, Dj Dolores, Cidadão Instigado, Marina Lima, Anelis Assumpção, Bárbara Eugênia e nas coletâneas Reginaldo Rossi, Baião de Viramundo, Pernambuco em Concerto, Music from Pernambuco, Música de Pernambuco, Revista Bexiga Oficina do Samba, + SOMA, entre outras, além de incontáveis coletâneas virtuais, lançadas por blogs e sites de música, pelo mundo afora.[5] Nas palavras da jornalista Patrícia Palumbo: “Tem que ouvir agora mesmo Karina Buhr! Compositora talentosa, singular, de poesia tocante. Canta bonito, escreve letras únicas, tem uma sonoridade incrível, nova, original”.

Seu álbum Desmanche foi eleito um dos 25 melhores álbuns brasileiros do segundo semestre de 2019 pela Associação Paulista de Críticos de Arte.[6]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Obra poética[editar | editar código-fonte]

  • 2015 - Desperdiçando Rima (Rocco)[7]

Referências

  1. «Gravado no Recife, Saia Justa exalta a autoestima dos pernambucanos». Diario de Pernambuco. Consultado em 9 de maio de 2017 
  2. «Biografia de Karina Buhr». Moo 
  3. «Os Sertões». Teatro Oficina. Arquivado do original em 20 de dezembro de 2009 
  4. «25 dos melhores discos brasileiros de 2015». Música Estática. 25 de dezembro de 2015. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  5. «Release». Consultado em 1 de maio de 2013 
  6. Antunes, Pedro (7 de dezembro de 2019). «Os 25 melhores discos brasileiros do 2º semestre de 2019, segundo a APCA [LISTA]». Rolling Stone Brasil. Grupo Perfil. Consultado em 2 de janeiro de 2021 
  7. O desperdício que revela Karina Buhr. Carta Capital, 12 de maio de 2015

Ligações externas[editar | editar código-fonte]