Kazuo Sakamaki

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Kazuo Sakamaki
Nascimento 8 de novembro de 1918
Awa (Tokushima)
Morte 29 de novembro de 1999 (81 anos)
País  Império do Japão
Unidade Marinha Imperial Japonesa
Batalhas/Guerras Segunda Guerra Mundial
Ataque a Pearl Harbor

Kazuo Sakamaki (em japonês: 酒巻和男 Sakamaki Kazuo) — (Tokushima, Japão, 8 de Novembro de 1918 - Toyota, Japão, 29 de Novembro de 1999) - foi um suboficial da marinha imperial japonesa. Reformado com a patente de shōi 少尉 (japonês: tenente). Foi um dos dez membros das tripulações dos mini-submarinos durante o ataque a Pearl Harbor em 7 de Dezembro de 1941. Foi o único sobrevivente deste ataque, tornando-se o 1º prisioneiro de guerra dos Estados Unidos na II Guerra Mundial.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 7 de Agosto de 1940, Kazuo Sakamaki formou-se pela Academia Naval Imperial do Japão. Em 7 de Dezembro de 1941, participou do ataque surpresa do Japão contra a base aeronaval americana de Pearl Harbor formando parte da tripulação de um mini-submarino.

No entanto, o seu submarino foi atacado por um contratorpedeiro, o que avariou sua bússola. Ele começou então a navegar em círculos.

Depois de ter sabotado o submarino através da instalação de uma bomba explosão retardada, Kazuo Sakamaki tentou fugir do submarino a nado na companhia de Kiyoshi Inagaki, o outro membro da tripulação. Durante a fuga, foram deixados à deriva e Kiyoshi Inagaki desapareceu. Kazuo Sakamaki , exausto e inconsciente, encalhou na praia, onde foi capturado pelos soldados inimigos, tornando-se assim o primeiro prisioneiro de guerra japonês capturado pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Com a única exceção de Kazuo Sakamaki, todos os nove membros das tripulações dos mini-submarinos japoneses que participaram na ação foram mortos ou desapareceram durante a batalha. No Japão, o Estado-Maior Geral Imperial fez o anúncio oficial da morte dos nove submarinistas, designados como os "nove deuses da guerra" (em japonês: 九军神), mas tentou manter sigilo sobre a captura de Kazuo Sakamaki, apesar do fato de que ela já havia sido anunciada no rádio pelos EUA. De acordo com a mentalidade japonesa da época, aqueles que morriam em combate eram heróis. Mas, cair nas mãos do inimigo como prisioneiro era considerado uma humilhação.

Um dos mini-submarinos afundados em Pearl Harbor depois de recuperado.

Durante o período no campo de prisioneiros de guerra, sentindo-se humilhado pelo fato de ter sido capturado, Kazuo Sakamaki intentou o suicídio e, de fato fez um pedido nesse sentido para os americanos, que o negaram. Eventualmente abandonou a ideia de suicídio. Como ocorreu com vários japoneses prisioneiros de guerra mais tarde. Escolheu a trabalhar como tradutor para os americanos, fazendo algum outro trabalho, uma atitude elogiada por seus captores. Em 1946 ele foi enviado de um acampamento de prisioneiros de guerra localizado no Havaí ao Japão, onde ele foi oficialmente desmobilizado e liberado.

Após uma má recepção em sua chegada ao Japão, escreveu um livro no qual ele conta sua experiência, intitulado, O primeiro prisioneiro de guerra (em japonês: 捕虏第一号, Hory Dai-ichi-ko), que foi publicado em inglês com o título I Attacked Pearl Harbor.

Posteriormente, trabalhou como vice-presidente de exportações da companhia Toyota e, em 1969 foi nomeado presidente da filial da empresa no Brasil[2], e também membro do conselho de administração da Câmara de Comércio e Indústria do Japão.

Retornou ao Japão em 1983, aposentando-se em 1987. Em 1991, em visita ao Texas (EUA), para uma conferência, reviu seu antigo submarino, recuperado pelos americanos, mais de 50 anos antes.

Kazuo Sakamaki era casado e tinha dois filhos. Faleceu na cidade de Toyota em 29 de novembro de 1999 aos 81 anos.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]