Kelê

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Kelê de Obaluaye - candomblé.

Kelê[1], kele ou quelê é um objeto sagrado para os praticantes do candomblé. É um "colar" usado pelo iniciado na religião.

Cofeccionado com "miçangas" fio de conta, intercalado com firmas de porcelana, pedras tipo ágata e cristal, terra cota, búzios, lagdba, até mesmo sementes. Sua cor varia de acordo com o orixá de cada iniciado na feitura de santo.

O Kelê é uma aliança que tem a finalidade de unir o sagrado com o iniciado, num simbolismo de casamento perfeito com o seu orixá, usando restritamente no pescoço, na iniciação, obrigação de três, sete, quatorze e vinte e um anos de feitura.

Depois de um período que pode variar de 12, 14, 16, 21 e até mesmo três meses da obrigação ritualistica, a "jóia" do orixá como também é chamada, é determinado pelo orixa, através do merindilogun a ser colocada no assentamento sagrado "Igba orixa", podendo permanecer até a ultima obrigação do iniciado chamada de axexê, quando este objeto tão sagrado e místico é desfeito.

Nota: Tendo uma de suas variantes sociais, quelé, que em termos de pesquisa pseudo-social trata-se da obra artesanal dos escravos brasileiros garimpeiros, os quais ofertaram não impostos, mas sim um joia ao governador-mor.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cossard, Giselle Omindarewá, Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas.
  • Quelé, José Rosa Cruz, Judeu-Mistico, a origem do colar quelé - a senda do escolhido. recanto das letras.
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