King Leopold's Ghost

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Caricatura do séc. XIX mostrando Leopoldo como um monarca menor, mas aferrado ao dinheiro.

King Leopold's Ghost - A Story of Greed, Terror and Heroism in Colonial Africa (em português, O Fantasma do Rei Leopoldo: uma história de cobiça, terror e heroísmo na África colonial) é um livro do autor estadunidense Adam Hochschild, publicado originalmente em 1998, sobre a história da exploração do Estado Livre do Congo.

A obra é uma denúncia dos crimes praticados pelos belgas contra o povo da atual República Democrática do Congo. O rei Leopoldo II, ao mesmo tempo em que promovia o genocídio da população do então chamado Estado Livre do Congo, tentava passar à Europa a imagem de filantropo e "civilizador" europeu.[1]

Fartamente documentada, a obra também resgata o trabalho de pessoas como Edmund Dene Morel, que, quando era despachante portuário, estranhou as "trocas" que testemunhava: do Congo vinham navios abarrotados de marfim, e para lá seguiam tropas de soldados fortemente armados. Ao investigar o que se passava, descobriu a prática de crimes cruéis, que passou a denunciar como jornalista.[1]

Crianças e adultos congoleses mutilados (c. 1900-1905) no antigo Estado Livre do Congo (atual República Democrática do Congo).

Em vez de monarca civilizador, Leopoldo é apresentado como um monstro comparável a Hitler ou Stalin. Hochschild também estabelece um paralelo entre o rei belga e o ditador congolês Mobuto Sese Seko, tratando ambos como governantes igualmente predatórios.[1]

Leopoldo II constituiu o chamado Estado Livre do Congo como seu empreendimento colonial privado, voltado à exploração da borracha no continente africano, e governou-o como um verdadeiro senhor feudal, entre 1885 e 1909.[1] Dentre as práticas relatadas pelo regime colonial belga está o fato de os guardas receberem balas contadas: para cada projétil utilizado, deveriam trazer uma mão humana, a fim de comprovar que não houvera desperdício de munição.[1]

Hochschild dedica, ainda, um capítulo a Joseph Conrad, autor de Heart of Darkness (em português, O Coração das Trevas). Neste "outro lado" da história, o autor realça o papel de figuras como o ativista e jornalista afro-americano George Washington Williams (1849–1891).[1]

Referências

  1. a b c d e f Jurandir Malerba (19 de Janeiro de 2000). «Livro relata genocídio esquecido pela história ocidental». Folha de S. Paulo . Consultado em 14 de agosto de 2017 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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