Quiruna

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Quiruna
—  Cidade  —
No sentido horário, de cima: horizonte de Quiruna de noite, Igreja de Quiruna, o Icehotel em Jukkasjärvi, lançamento do foguete em Esrange, torre sineira na Igreja de Quiruna.
No sentido horário, de cima: horizonte de Quiruna de noite, Igreja de Quiruna, o Icehotel em Jukkasjärvi, lançamento do foguete em Esrange, torre sineira na Igreja de Quiruna.
Brasão de armas de Quiruna
Brasão de armas
Quiruna está localizado em: Suécia
Quiruna
Localização de Quiruna na Suécia
Coordenadas 67° 51' N 20° 13' E
País  Suécia
Província Lapônia
Condado Bótnia Setentrional
Município Quiruna
Área
 - Total 19 447[1] km²
População (31 de dezembro de 2010)
 - Total 18,148
    • Densidade 1,098 hab./km²
Fuso horário HEC (UTC+1)
 - Horário de verão HVEC (UTC+2)
Sítio kiruna.se

Quiruna [2] ou Kiruna [3][4] é uma cidade do norte da Suécia (na Lapônia), com cerca de 19 000 habitantes, e 23 196 em todo o município. Tem um carácter marcadamente influenciado pelas duas grandes minas de ferro de Luossavaara e Kiirunavaara.[5][6][7]

Etimologia e uso[editar | editar código-fonte]

O nome Kiruna foi introduzido em 1900, substituindo Luossavaara. A palavra sueca Kiruna, é uma suequização do finlandês Kiiruna, por sua vez uma finlandização do lapão Giron, uma abreviação do termo Gironvárri ("montanha da perdiz branca"). No brasão da cidade, esta ave está representada junto ao símbolo do ferro. O ferro simboliza a indústria mineira, de vital importância para a economia da cidade. Em português usa-se a grafia Quiruna, embora ocasionalmente se mantenha a grafia Kiruna.[8][9][10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Quiruna alcançou o estatuto de cidade em 1948, e foi já tida como a maior cidade do mundo em área, mas após a reforma dos municípios da Suécia, na década de 1970, o termo "cidade" deixou de usar-se. Hoje em dia Quiruna é um dos maiores municípios do mundo em área, com 20.000 km², ultrapassado por poucos outros, como Mount Isa, em Queensland, Austrália, com 42.904 km² e Chongqing, na China, com 82.000 km² e Altamira, no Brasil, com 159.695,938 km².

O monte Kebnekaise, no município de Quiruna, é a montanha mais alta da Suécia e tem 2.117 m de altitude. Há mais de 6.000 lagos no município, sendo o lago Torne o maior de todos. O município é cruzado por sete grandes rios: Cálix, Torne, Lainio, Rautas e Vittangi, além dos rios Könkämä e Muonio que fazem fronteira com a Finlândia. Na região situa-se também o Parque nacional de Abisko, junto à fronteira com a Noruega, fundado em 1909.

Encontra-se a 145 quilómetros a norte do Círculo Polar Árctico, e o Sol da meia-noite é visível desde aproximadamente 30 de Maio a 15 de Julho. As noites polares são um par de semanas mais curtas, durando desde 13 de Dezembro até 5 de Janeiro.

Dispõe de importantes vias de comunicação: (Estrada europeia E10), comboio (trem) e aeroporto (código KIR).

Economia[editar | editar código-fonte]

A extracção de minério de ferro é a indústria principal da zona, sendo a cidade muito dependente da empresa mineira estatal LKAB. Enormes quantidades de minério são extraídas e transportada por via férrea.

Em 2004, decidiu-se transladar o centro da cidade (N67°49'48'', E20°25'48''), por problemas geológicos de subsidência. A mudança deverá ser feita ao longo da próxima década.

Nos últimos anos tentou-se reduzir a dependência da actividade mineira com alternativas como a ciência (investigação e desenvolvimento), diversas actividades governamentais e o turismo.

A Estação de Quiruna, da rede de contacto com satélites ESTRACK, da Agência Espacial Europeia, encontra-se no município.[11]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Na aldeia próxima de Jukkasjärvi existe um hotel de gelo (site do hotel), reconstruído durante o mês de Outubro todos os anos, com arquitectura distinta de ano para ano. A igreja de madeira, de estilo Arte Nova e construída em 1907, é uma das maiores da Suécia.

Referências

  1. http://www.kiruna.se/Kommun/Kommun-politik/Kommunfakta/Geografi/
  2. Séguier 1966.
  3. Vitorino Magalhães Godinho; Manuel Rocha; Celso Cunha (1964). «Suécia - Recursos». Focus - Enciclopédia Internacional. 4. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora. p. 448 
  4. José Lello; Edgar Lello (1981). «Kiruna». Lello Universal. 1. Porto: Lello & Irmão. p. 1375. ISBN 9789724800059 
  5. «Kiruna». Norstedts uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts. 2007-2008. p. 640. 1488 páginas. ISBN 9789113017136 
  6. Magnusson, Thomas; Peter A. Sjögren (2004). «Kiruna». Vad varje svensk bör veta (O que todos os suecos devem saber) (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB. p. 211. 654 páginas. ISBN 91-0-010680-1 
  7. Ernby, Birgitta; Martin Gellerstam, Sven-Göran Malmgren, Per Axelsson, Thomas Fehrm (2001). «Kiruna». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 306. 793 páginas. ISBN 91-7227-186-8 
  8. Giovanni Santa Rosa (5 de julho de 2015). «Kiruna, a cidade sueca que vai se mudar completamente nos próximos 85 anos». GIZMODO Brasil 
  9. «Cidade sueca será transferida para não ser tragada pela maior mina do mundo». O Globo. 23 de outubro de 2014 
  10. «Mineradora vai mudar uma cidade inteira de lugar na Suécia». Época Negócios. 29 de maio de 2017 
  11. «Kiruna Station» (em inglês). ESA (European Space Agency) 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Séguier, Jaime de (1966). «Quiruna». Dicionário prático ilustrado: novo dicionário enciclopédico luso-brasileiro. Porto: Lello & Irmão 
  • José Lello; Edgar Lello (1978). «Kiruna». Lello Universal. Porto: Lello & Irmão. ISBN 9789724800059 

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Quiruna

Ligações externas[editar | editar código-fonte]