Kléber Borges de Assis

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Kléber Borges de Assis
Kléber, em 1963
Nascimento Kléber Moises Borges de Assis
21 de dezembro de 1928
São Francisco de Paula, RS
Morte 2 de setembro de 2004 (75 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação jornalista, professor, geógrafo

Kléber Moisés Borges de Assis, mais conhecido como apenas Kléber Borges de Assis (São Francisco de Paula, 21 de dezembro de 1928Rio de Janeiro, 2 de setembro de 2004), foi um escritor, geógrafo, jornalista e filósofo brasileiro, autor do livro O rio que não é rio, uma conceituada compilação de reportagens de sua autoria no Correio do Povo, considerada a melhor análise sobre o rio Guaíba da história.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, Kléber perdeu sua mãe ainda criança. Tinha dois irmãos mais novos: Dirceu Antônio e Luís Justiniano. Em 1941, mais ou menos cinco anos depois da morte de Hilda, sua mãe, seu pai casou com outra mulher, com quem teve o caçula, José Volny. Mas Kléber não se dava bem com sua madrasta. Após muitas brigas, seu pai decidiu colocá-lo em um colégio interno em Porto Alegre, de onde fugiu e foi morar com sua tia.

Era amigo de infância do ator Walmor Chagas, com quem estudou no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, onde também integrava a banda da escola, tocando percussão. Começou a escrever na escola, com o pseudônimo de Pêro Pepão.

Formado em filosofia, geografia e jornalismo, o gaúcho, em viagem ao Rio Grande do Norte, conheceu a pernambucana Iracema Francisco de Mello, que se tornaria Iracema Borges de Assis, sua mulher durante toda a sua vida.

Foi professor de geografia e jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul durante anos, quando resolveu dedicar-se apenas a sua carreira jornalística.

Trabalhou como jornalista no Correio do Povo, onde, em 1958, escreveu uma série de reportagens e análises sobre o rio Guaíba. A série fez tanto sucesso que, em 1960, resultou no livro "O rio que não é rio", famoso entre os estudiosos sobre o assunto, além de ter recebido o prêmio ARI de Jornalismo, da Associação Riograndense de Imprensa.[1] No mesmo ano, se consagrou em outra série de reportagens, "Polígono de Contrastes", pelo qual ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo.[2]

No ano seguinte, viajou para a Rússia, para cobrir, pelo Correio do Povo, o lançamento do primeiro humano ao espaço. Poliglota, realizou uma famosa entrevista com o astronauta Iuri Gagárin, mas perdeu o nascimento de sua primeira e única filha, Hilda Borges de Assis.

Foi membro do Conselho Nacional de Comércio Exterior do Brasil, pelo qual, em 1976, visitou o Institute for the Integration of Latin America and the Caribbean.[3] Em 1976, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde colecionou livros e formou uma biblioteca em sua casa, em Copacabana, onde viveu até sua morte.

Em 1998, finalizou seu único livro de ficção, o romance "Os Santinhos do Pau Oco". No ano de 2004, ficou internado durante quase um mês e morreu por falência múltipla dos órgãos.

Obras[editar | editar código-fonte]

  1. 1959 - O rio que não é rio[4]
  2. 1960 - Polígono de Contrastes
  3. (1969 ) - Diplomado da Escola Superior Guerra
  4. 1998 - Os Santinhos do Pau Oco

Referências