Kléberson

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Kléberson
Kléberson
Kleberson em 2013.
Informações pessoais
Nome completo José Kléberson Pereira
Data de nasc. 19 de junho de 1979 (41 anos)
Local de nasc. Uraí (PR), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,75 m
destro
Informações profissionais
Clube atual aposentado
Posição volante ou meia
Clubes de juventude
PSTC
Atlético Paranaense
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1999–2003
2003–2005
2005–2007
2008–2012
2011
2012–2013
2013
2014–2015
2016–2017
Atlético Paranaense
Manchester United
Beşiktaş
Flamengo
Atlético Paranaense (emp.)
Bahia
Philadelphia Union
Indy Eleven
Fort Lauderdale Strikers
0100 000(12)
0030 0000(2)
0045 0000(3)
0132 000(23)
0022 0000(2)
0023 0000(3)
0011 0000(1)
0021 0000(8)
0005 0000(0)
Seleção nacional
2002–2010 Brasil 0032 0000(2)
Medalhas
Copa do Mundo
Ouro Japão/Coreia Sul - 2002 Equipe
Copa das Confederações
Ouro Africa do Sul - 2009 Equipe
Copa América
Ouro Peru - 2004 Equipe

José Kléberson Pereira, mais conhecido apenas como Kléberson (Uraí, 19 de junho de 1979), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como volante ou meio-campista.[1]

Ganhador do prêmio Bola de Prata da ESPN de 2001[2], Kléberson fez parte do plantel da Seleção Brasileira que foi campeão do mundo em 2002.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início no Atlético[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira no PSTC, clube de Londrina e, em seguida, passou às categorias de base do Atlético Paranaense.

Sua estreia no time principal do Atlético aconteceu em 1999, um ano depois de sua chegada no clube. Participou das conquistas dos Paranaenses de 2000, 2001 e 2002 (Supercampeonato), além do título inédito no Campeonato Brasileiro de 2001. Atuou como lateral direito, volante, meio-campista e, até mesmo, atacante, recebendo a Bola de Prata da Revista Placar como um dos melhores meias do campeonato.

Suas destacadas atuações no Atlético o levaram à Seleção Brasileira, no ano seguinte, a tempo de ser incluído entre os vinte e três convocados por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo de 2002. Inicialmente, na reserva, o jovem ganhou espaço nas fases decisivas, principalmente após fazer a jogada do segundo gol brasileiro nas oitavas-de-final, na dura partida contra a Bélgica. Kléberson voltou a se destacar na final: além de novamente ter feito a jogada do segundo gol brasileiro, ele quase abriu o placar no primeiro tempo, arriscando um chute de fora da área que venceu Oliver Kahn, mas bateu no travessão.

O ambiente com jogadores consagrados e enriquecidos no futebol europeu mexeu com ele, que, como todo o time atleticano, não repetiu o mesmo desempenho no Campeonato Brasileiro de 2002, sequer classificando-se entre os oito primeiros. O projeto do time em vendê-lo o mais rápido possível por 15 milhões de dólares após a Copa fracassou; o futebol europeu estava em retração financeira e nenhum clube se dispôs a pagar a quantia desejada pelo Atlético; para piorar, eventuais negociações foram atrapalhadas por empresários que tentaram atravessá-las, bem como desacordos entre o Atlético e o PSTC, que detinha 50% do passe de Kléberson. Tudo isso influenciou em sua queda de rendimento, o que provocou desgastes com diretoria e torcida.

Manchester United[editar | editar código-fonte]

O desejo de jogar na Europa o fez negar proposta do Corinthians para disputar a Taça Libertadores da América de 2003;[3] em janeiro daquele ano, recebera propostas das equipes inglesas do Leeds e Newcastle, nenhuma delas aceita por Atlético e PSTC. O Newcastle continuou insistindo por Kléberson, que tinha em Gilberto Silva, de quem tornara-se amigo na Copa, um representante não-oficial de seus interesses no futebol inglês (Gilberto passava por grande momento no Arsenal).

No meio do ano, finalmente o jovem acertou o poderoso Manchester United, onde ele tornou-se o primeiro brasileiro a ser contratado pelo time. Ele afirmou que Ronaldinho Gaúcho foi o responsável pela sua transferência para a Inglaterra, pois afirmou que iria junto.[4] O técnico Alex Ferguson pediu por Kléberson na procura por um substituto para o argentino Juan Sebastián Verón,[5] que havia saído para o Chelsea. Ronaldinho acabaria indo para o Barcelona e Kléberson foi apresentado oficialmente nos Diabos Vermelhos no dia 13 de agosto de 2003, juntamente com Cristiano Ronaldo, atacante português recém-comprado do Sporting.[6] Devido ao idioma, Cristiano foi o colega de quarto e primeiro amigo de Kléberson na equipe.

Todavia, o brasileiro não se firmou, alternando bons e maus momentos devido a constantes lesões.[7] No total, disputou 30 jogos pelo United.[8]

Besiktas[editar | editar código-fonte]

Em 2005, sem conseguir espaço,[9] acabou vendido ao Beşiktaş, da Turquia.

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Dois anos mais tarde, retornou ao Brasil, de contrato assinado com o Flamengo.[10] Porém, em virtude de discordâncias entre o jogador e o clube turco, a FIFA somente liberou-o para atuar pelo Flamengo a partir de 2008.

Depois de cinco anos sem ser convocado pela Seleção Brasileira, Kléberson voltou a ser convocado, em 2009, para a Copa das Confederações, substituindo Anderson, que foi cortado por uma lesão. Neste mesmo ano, Kléberson ajudou o Flamengo a conquistar o campeonato carioca, sendo tricampeão pela quinta vez. Na final, Kléberson marcou os dois gols no empate em 2 a 2 com o Botafogo, no Maracanã.

No dia 12 de agosto de 2009, sofreu uma luxação no ombro direito defendendo Seleção Brasileira em um amistoso contra a Estônia.[11][12] Voltou aos gramados em novembro e participou da conquista do Campeonato Brasileiro pelo Flamengo.

Já no dia 9 de fevereiro de 2010, foi convocado para atuar em um amistoso pela Seleção Brasileira, contra a Irlanda, último jogo oficial antes da Copa do Mundo de 2010.[13] No dia 11 de maio, foi convocado pelo técnico Dunga para Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Empréstimo ao Atlético Paranaense[editar | editar código-fonte]

Em 10 de fevereiro de 2011, após o até então técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, classificar Kléberson como "dispensável", a equipe rubro-negra confirmou o empréstimo do jogador ao Atlético Paranaense, clube que o revelou.

Retorno ao Flamengo[editar | editar código-fonte]

Em 2012, o jogador retornou ao Flamengo ao fim do empréstimo no Atlético-PR, já com Joel Santana como técnico do clube, que tratou de reintegrar o mesmo ao elenco do Flamengo. Depois de algum tempo recebeu sua primeira chance na sua volta ao Flamengo, no dia 12 de março, contra o Fluminense, em uma partida válida pela Taça Rio do Campeonato Carioca. E, logo nessa primeira chance, marcou o gol da vitória do rubro-negro, que venceu o jogo por 2 a 0.[14]

No dia 21 de junho de 2012, aceitou a proposta de rescisão de contrato feita pelo Flamengo.[15]

Bahia[editar | editar código-fonte]

Já no dia 28 de junho de 2012, foi confirmado como novo reforço do Bahia.[16]

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Em 19 de março de 2013, Kléberson foi envolvido em uma troca com Freddy Adu, que acertou com o Bahia, enquanto Kléberson foi defender o Philadelphia Union.[17] No dia 24 de março de 2014, Kléberson assinou com o Indy Eleven, time que disputa a segunda divisão norte americana, a North American Soccer League (NASL).[18]

Em 5 de janeiro de 2016, o jogador foi anunciado pelo Fort Lauderdale Strikers, time que tem como proprietário Ronaldo Nazário e que disputa a NASL (North American Soccer League).[19][20][21]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Atlético Paranaense
Manchester United
Besiktas
Flamengo
Seleção Brasileira

Individual[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «15 anos depois, por onde anda Kleberson, destaque do Penta?». ESPN. 30 de junho de 2017. Consultado em 26 de março de 2020 
  2. a b veja.abril.com.br/ Bola de Prata 2001
  3. "Fui!", Altair Santos, Placar, número 1259, junho de 2003, Editora Abril, págs. 50-53
  4. «Kleberson diz que foi para o Manchester porque Ronaldinho iria junto». Jornal O Globo. 11 de junho de 2018. Consultado em 14 de novembro de 2019 
  5. "Ponto de interrogação", Especial Placar - Guia Europeus 2003/2004, setembro de 2003, Editora Abril, págs. 32-33
  6. "Ronaldo III", Rafael Maranhão, Placar, número 1307, julho de 2007, Editora Abril, págs. 58-63
  7. "Correndo por fora", Especial Placar - Guia Europeus 2004/2005, setembro de 2004, Editora Abril, págs. 30-31
  8. «Jornal elege Anderson e Kléberson como algumas das piores contratações do United». ESPN.com.br. 10 de fevereiro de 2015. Consultado em 14 de novembro de 2019 
  9. "Sob nova direção", Especial Placar - Guia Europeus 2005/2006, setembro de 2005, Editora Abril, págs. 33
  10. Eduardo Peixoto (26 de setembro de 2007). «Fla anuncia contratação de Kléberson». GloboEsporte.com. Consultado em 26 de março de 2020 
  11. «Kleberson pode passar por cirurgia e desfalcar o Flamengo». GloboEsporte.com. 12 de agosto de 2009 
  12. «Jogadores do Flamengo lamentam lesão de Kléberson». GloboEsporte.com. 13 de agosto de 2009 
  13. «Dunga convocou Seleção Brasileira para amistoso contra Irlanda». CBF News. 9 de fevereiro de 2010. Consultado em 27 de outubro de 2009 
  14. «Kleberson, sobre reestreia com gol: 'Vai ficar marcada na minha carreira'». GloboEsporte.com. 11 de março de 2012. Consultado em 26 de março de 2020 
  15. Janir Júnior e Richard Souza (21 de junho de 2012). «Kleberson dá adeus ao Flamengo, e procurador o coloca perto do Bahia». GloboEsporte.com. Consultado em 26 de março de 2020 
  16. «Bahia contrata volante Kléberson». Site oficial do Bahia. 28 de junho de 2012. Consultado em 26 de março de 2020 
  17. «'Novo Pelé' chega ao Bahia em troca com o pentacampeão Kléberson». UOL Esporte. 19 de março de 2013. Consultado em 26 de março de 2020 
  18. «Kleberson assina com equipe da Segundona dos Estados Unidos». GloboEsporte.com. 24 de março de 2014. Consultado em 26 de março de 2020 
  19. «Kleberson, ex-Flamengo, é anunciado como novo reforço do Fort Lauderdale Strikers». Extra Online. 5 de janeiro de 2016. Consultado em 26 de março de 2020 
  20. «Pentacampeão mundial, Kleberson é contratado pelo clube de Ronaldo». iG. 5 de janeiro de 2016. Consultado em 26 de março de 2020 
  21. «Clube de Ronaldo anuncia pentacampeão do mundo e meia». O Globo. 5 de janeiro de 2016. Consultado em 26 de março de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]