Klabin

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Klabin
Klabin S.A.
Klabin.svg
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: KLBN3, KLBN4, KLBN11
OTCQX: KLBAY
Indústria Papel e Celulose
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 1899 (117 anos)
Fundador(es) Maurício Freeman Klabin
Salomão Klabin
Hessel Klabin
Miguel Lafer
Sede São Paulo, SP,  Brasil
Filiais 16 unidades industriais no Brasil, distribuídas por oito estados, e 1 na Argentina
Presidente Fabio Schvartsman
Produtos Papel
Manejo Florestal
Embalagens
Sacos Industriais
Acionistas Grupo Monteiro Aranha (59%)
Klabin Irmãos & Cia (20%)
Valor
de mercado
Aumento R$ 23,126 bilhões (Set/2015)[1]
Lucro Aumento R$ 730,3 milhões (2014)[2]
LAJIR Aumento R$ 2,243 bilhões (2014)
Faturamento Aumento R$ 4,894 bilhões (2014)[3]
Página oficial Página oficial

A Klabin é uma empresa brasileira, maior produtora e exportadora de papéis do país, com foco na produção de celulose, papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais, além de comercializar madeira em toras. É controlada pela Klabin Irmãos & Cia, com participação acionária de 61%, e o Grupo Monteiro Aranha, com 9%, e organizada em quatro unidades de negócios (Florestal, Celulose, Papéis e Conversão).

Conta com 17 unidades industriais, sendo 16 no Brasil, distribuídas por oito estados, e 1 na Argentina. Possui de 3 unidades florestais, sendo no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Mantém também 14 escritórios distribuídos em várias regiões do Brasil.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Início e origens[editar | editar código-fonte]

A história da Klabin inicia-se com a chegada de duas famílias de imigrantes lituanos ao Brasil; os Klabin e os Lafer[5]. Maurício Freeman Klabin[6] desembarcou no país em 1889 e fundou, em 1890, a empresa M.F.Klabin & Irmão[7], uma tipografia. Os Lafer chegam ao pais em 1894 e a relação entre estas duas famílias, além de serem lituanos de nascimento, seria o fato de uma das irmãs de Maurício ser esposa de um dos Lafer. Assim, enraizados pelo país natal e familiarmente, em 1899, irmãos e primos da Lafer-Klabin, fundaram na cidade de São Paulo, a Kablin Irmãos & Cia. (KIC)[5], uma loja, oficina de fabricação e importadora de artigos de escritórios e tipografia[8].

Em 1902, a KIC arrenda a Fábrica de Papel Paulista, em Itu, com o fim do contrato em 1907. Em 1909, a KIC constitui sua primeira fábrica, a Companhia Fabricadora de Papel, que começa a operar somente em 1914 e já na década de 1920, torna-se uma das maiores fabricantes do setor em solo brasileiro[5].

Nos anos de 1930, o grupo passa a ser administrado pelos primos Wolff Klabin (1880-1957), Horácio Lafer e Samuel Klabin[8] (segunda geração de gestores das famílias[9]) e é a partir deste período que ocorre a ascensão do grupo Klabin, com a expansão no setor papeleiro e a diversificação dos negócios, como o arrendamento da Manufatura Nacional de Porcelanas S/A, em 1931[5][9].

Em 1934, foi fundado a Klabin do Paraná[5] (Indústrias Klabin do Paraná de Celulose[7]) e iniciada a instalação de uma fábrica na Fazenda Monte Alegre (localizada em Tibagi, nesta época), que era de propriedade de uma empresa francesas falida e esta repassou seus ativos para o Banco do Estado do Paraná, com a intenção de saldar suas dívidas. Com a ajuda do interventor do estado, Manuel Ribas (que era amigo de Wolf Klabin), o Grupo Klabin recebeu todo o apoio necessário para a construção da fábrica, com a intenção de produzir papel jornal (anos depois, produzirá também, papel kraft). Em 1946, a fábrica iniciou suas atividades[8][9].

Década de 1950[editar | editar código-fonte]

Nas décadas seguintes, o Grupo passou a investir na produção de raiom com a aquisição de parte da Rilsan Brasileira S/A[7], em 1951, e em novos setores industriais, como na aquisição da Companhia Universal de Fósforos[7], em 1955, no setor de transporte, com na inauguração de linhas de bonde elétrico, em 1959, e de uma maneira geral, na ampliação do seu parque industrial papeleiro.

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Na década de 1970, a empresa passou a adotar a profissionalização administrativa em suas empresas e logo após, cada família criou uma holding, que individualmente, determinava um integrante para representá-los no conselho geral. Nos anos seguintes o Grupo adaptou-se e modernizou-se em relação a gestão administrativa, em face a expansão do seu poderio industrial, com a multiplicação de empresas em solo nacional e os diversos investimentos internacionais.[5][7]

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2000 adquiriu a fabricante brasileira de papéis e caixas de papelão brasileira igaras por 918 milhões de reais, na época da aquisição a Klabin aumentou a sua participação no mercado de caixas papelão do brasileiro de 18% pra 30%.[10]

No ano de 2008, é inaugurado o Projeto de Expansão MA - 1100, na Unidade Monte Alegre (PR). A Unidade se posiciona entre as dez maiores fábricas de papel do mundo e a Klabin entre os seis maiores fabricantes globais de cartões de fibras virgens.[11]

Em 2014, a Klabin integra, pela primeira vez, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&FBovespa. Também é signatária do Pacto Global da ONU e do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, buscando fornecedores e parceiros de negócio que sigam os mesmos valores de ética, transparência e respeito aos princípios de sustentabilidade.[12]

Em março de 2016, com o início das operações de sua nova fábrica - a Unidade Ortigueira, no Paraná - passa a fornecer simultaneamente ao mercado celulose de fibra curta (eucalipto), celulose de fibra longa (pínus) e celulose fluff (matéria-prima usada na fabricação de fraldas e absorventes que era apenas importada no país) a partir de uma única unidade industrial com um investimento de R$8,5 bilhões.[13][14]O nome oficialmente dado pela empresa à unidade em Ortigueira-PR é Unidade Puma. [15]

Em outubro de 2016 o grupo anunciou a compra da Embalplan Indústria e Comércio de Embalagens, localizada no município de Rio Negro, no Paraná, além da compra da Hevi Embalagens, localizada em Manaus, no Amazonas.[16] Sendo assim, com as referentes aquisições, a companhia elevou em 10%, ou em 70 mil toneladas anuais, a capacidade de produção de caixas de papelão ondulado.[17]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

A Klabin tornou-se uma das maiores empresas do Paraná e consolidou-se como uma das maiores da região Sul do Brasil, estando entre as dez maiores empresas. Sendo assim aparece no ranking como um dos maiores grupos empresarias do país.[18][19]

Em relação ao ano de 2015, a empresa teve um faturamento de R$ 5,6 bilhões e teve seu índice de Valor Ponderado de Grandeza (VPG) calculado em R$ 4,8 bilhões.[20][21]

Com as atividades desenvolvidas pela companhia em Telêmaco Borba, coloca o município como o maior produtor de madeira do Paraná e o quarto maior produtor do Brasil, com 158,4 mil hectares dedicados à atividade em 2015.[22] Já o município de Ortigueira, com maior parte das áreas florestais com propriedade da Klabin, possuía em 2015 uma área 82,5 mil hectares dedicados a produção de madeira, tornando-se o nono maior município produtor de madeira do Brasil.[22]

Referências

  1. «KLBN3:BM&FBOVESPA Stock Quote - Klabin SA - Bloomberg Markets». Bloomberg. Consultado em 14 de abril de 2015. 
  2. Stella Fontes (11 de fevereiro de 2015). «Lucro Klabin 2014». Valor Econômico. Consultado em 14 de abril de 2015. 
  3. (PDF). Info Invest Klabin SA http://klabin.infoinvest.com.br//ptb/2640/KlabinRelease4T14.pdf Klabin SA Verifique |url= (Ajuda). Consultado em 14 de abril de 2015.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  4. «Unidades e Escritórios». Klabin. Consultado em 17 de novembro de 2016. 
  5. a b c d e f Dweck, Denise. «Conheça a história dos empresários que fundaram a Fiesp#Horácio Lafer». Revista Exame - editora Abril. Consultado em fevereiro de 2015. 
  6. «O Klabin “pobre”». Gazeta Russa. Consultado em 17 de novembro de 2016. 
  7. a b c d e «Histórico». Site Relação com Investidores da Klabin. Consultado em fevereiro de 2015. 
  8. a b c «Lafer-Klabin - Wolf Klabin (1880-1957) e Horácio Lafer (1900-1965)». Pioneiros e Empreendedores - Fundação Edson Queiroz - Universidade de Fortaleza. Consultado em fevereiro de 2015. 
  9. a b c «os empresários, a empresa e as estratégias de construção da hegemonia (1930-1945) por Maurício Gonçalves Margalho» (PDF). Laboratório de História Econômica Social da Universidade Federal Fluminense. Consultado em fevereiro de 2015. 
  10. Fátima Fernandes. «Klabin compra Igaras por R$ 918 milhões». Folha de S.Paulo. Consultado em 25 de março de 2015. 
  11. «PR: Klabin inaugura o Projeto de Expansão MA-1100». Página rural. 15 de setembro de 2008. Consultado em 3 de março de 2016. 
  12. «Carteira-ISE-2014» (PDF). BMFBovespa. Consultado em 3 de março de 2016. 
  13. «Klabin inaugura nova fábrica neste mês». repórter TB. 1 de março de 2016. Consultado em 3 de março de 2016. 
  14. Katia Brembatti (10 de agosto de 2015). «Klabin constrói no Paraná uma das maiores fábricas de celulose do mundo». Gazeta do povo. Consultado em 3 de março de 2016. 
  15. «Klabin produz primeiro fardo de celulose em sua nova fábrica». diariodoscampos.com.br. Consultado em 13 de abril de 2016. 
  16. «Klabin adquire empresas de Embalagens». A Rede. 26 de outubro de 2016. Consultado em 17 de novembro de 2016. 
  17. «Klabin compra a paranaense Embalplan Embalagens». Revista Amanhã. 25 de outubro de 2016. Consultado em 17 de novembro de 2016. 
  18. «Copel confirma o posto de maior empresa paranaense». Bem Paraná. 10 de novembro de 2016. Consultado em 17 de novembro de 2016. 
  19. Fernando Rogala (10 de novembro de 2016). «Região tem treze empresas entre as 500 maiores do Sul». A Rede. Consultado em 10 de novembro de 2016. 
  20. Fernando Rogala (9 de novembro de 2016). «Klabin é a maior empresa da região». A Rede. Consultado em 10 de novembro de 2016. 
  21. Fernando Jasper (9 de novembro de 2016). «Venda da GVT enfraquece Paraná na lista das maiores empresas do Sul». Gazeta do Povo. Consultado em 10 de novembro de 2016. 
  22. a b Fernando Rogala (8 de novembro de 2016). «Região se destaca como o 2° maior polo madeireiro». A Rede. Consultado em 10 de novembro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma empresa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.