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Knautia arvensis

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaKnautia arvensis
Knautia arvensis
Knautia arvensis
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Clado: asterídeas
Ordem: Dipsacales
Família: Dipsacaceae
Género: Knautia
Espécie
Knautia arvensis

Escabiosa-dos-campos (Knautia arvensis) é uma espécie de planta com flor da família Caprifoliaceae e da subfamília Dipsacoideae. Seu basiônimo é Scabiosa arvensis L. A espécie pertence ao gênero Knautia e é nativa de grande parte da Europa e de áreas da Ásia temperada.[1]

O nome português “escabiosa-dos-campos” é encontrado em algumas fontes, mas não é amplamente empregado no Brasil.

Descrição e ecologia

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Knautia arvensis é uma planta herbácea geralmente perene, embora alguns indivíduos possam apresentar ciclo bienal. É classificada como uma hemicriptófita, pois suas gemas de renovação permanecem próximas à superfície do solo durante os períodos desfavoráveis. Possui raiz principal desenvolvida e pode formar uma roseta parcial de folhas na base.

As flores pequenas encontram-se agrupadas em inflorescências densas, semelhantes a capítulos. A coloração das flores varia geralmente entre o lilás, o violeta e o rosa-azulado.

A espécie apresenta populações ginodioicas, compostas por indivíduos com flores bissexuais e por indivíduos com flores funcionalmente femininas. Nas flores bissexuais ocorre protandria, com a maturação e a liberação do pólen antes de o estigma se tornar receptivo.

As flores produzem néctar e são visitadas por diversos insetos, incluindo abelhas, mamangavas, vespas, moscas e lepidópteros. A polinização cruzada é predominante, embora as flores bissexuais sejam autocompatíveis e possam, ocasionalmente, realizar autopolinização.[2]

Os frutos são secos, indeiscentes e geralmente contêm uma única semente, podendo ser descritos como aquênios ou núculas. As unidades de dispersão possuem estruturas persistentes do cálice e um elaiossomo, apêndice nutritivo que atrai formigas. O transporte dos frutos por formigas caracteriza a mirmecocoria.

A espécie pode formar um banco de sementes persistente no solo. Em determinadas condições, suas sementes permanecem viáveis por várias décadas.

Knautia arvensis é utilizada como fonte de néctar por diversas espécies de borboletas e mariposas. Também serve como planta hospedeira para as lagartas de algumas espécies de alimentação generalista, entre elas Hemaris tityus e Phragmatobia fuliginosa.[3]

Distribuição

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Knautia arvensis

A área de distribuição nativa de Knautia arvensis abrange grande parte da Europa, o norte do Cáucaso, o Cazaquistão e regiões da Sibéria. A espécie foi introduzida em outras áreas, incluindo partes da América do Norte, do sul da América do Sul, da Islândia, das Ilhas Faroé, do Paquistão e do Extremo Oriente Russo.[4]

Sua condição biogeográfica na Tunísia varia de acordo com a fonte consultada. O Euro+Med PlantBase a considera provavelmente nativa no país, enquanto outras bases botânicas não incluem a região em sua distribuição nativa.[5]

A espécie ocorre principalmente em ambientes abertos, como prados, pastagens, margens de estradas, bordas de florestas, terrenos agrícolas de manejo pouco intensivo e áreas abandonadas. Também pode ser encontrada em campos secos ou semissecos.

Prefere solos bem drenados, frescos a moderadamente secos, e geralmente não tolera encharcamento prolongado. Embora seja frequente em substratos calcários ou ricos em bases, não é considerada estritamente calcícola. Pode crescer em solos levemente ácidos, neutros ou básicos, com disponibilidade intermediária de nutrientes.[6]

Na classificação fitossociológica da Europa Central, está associada principalmente a comunidades vegetais da ordem Arrhenatheretalia, que reúne prados manejados, e também a comunidades do grupo Mesobromion, características de campos calcários secos ou semissecos.

Na Suíça, os valores indicadores ecológicos de Landolt associam a espécie a ambientes claros, com solos frescos, de reação levemente ácida a neutra e disponibilidade intermediária de nutrientes. Esses valores representam tendências regionais e não limites absolutos para sua ocorrência.[7]

Taxonomia

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A espécie foi originalmente descrita por Lineu como Scabiosa arvensis. Posteriormente, o botânico norte-americano John Merle Coulter transferiu-a para o gênero Knautia, resultando na combinação atualmente aceita, Knautia arvensis (L.) Coult.[8]

O nome Scabiosa arvensis L. é, portanto, o basiônimo de Knautia arvensis, e não apenas um sinônimo independente.

Ver também

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Ligações externas

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Referências

  1. «Knautia arvensis (L.) Coult.». Plants of the World Online (em inglês). Royal Botanic Gardens, Kew. Consultado em 29 de julho de 2026. Cópia arquivada em 19 de maio de 2026
  2. «Biologie und Ökologie von Knautia arvensis». FloraWeb (em alemão). Bundesamt für Naturschutz. Consultado em 29 de julho de 2026
  3. «Schmetterlinge an Knautia arvensis». FloraWeb (em alemão). Bundesamt für Naturschutz. Consultado em 29 de julho de 2026
  4. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas "POWO2"
  5. «Knautia arvensis». Euro+Med PlantBase (em inglês). Consultado em 29 de julho de 2026. Cópia arquivada em 28 de maio de 2025
  6. «Ökologie von Knautia arvensis». FloraWeb (em alemão). Bundesamt für Naturschutz. Consultado em 29 de julho de 2026
  7. «Knautia arvensis». InfoFlora (em inglês). Consultado em 29 de julho de 2026. Cópia arquivada em 15 de abril de 2026
  8. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas "POWO3"
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