L'Envers de l'histoire contemporaine

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L'Envers de l'histoire contemporaine
Autor(es) Honoré de Balzac
Idioma Francês
País  França
Série Scènes de la vie parisienne
Lançamento 1848
Cronologia
Les Petits Bourgeois
Un épisode sous la Terreur

L’Envers de l’histoire contemporaine (em português, O avesso da história contemporânea[1]) é um romance de Honoré de Balzac, publicado em 1848. Entra para as Cenas da vida parisiense da Comédia Humana.

Tem-se pouca certeza sobre o histórico de publicação desta obra que, por si própria, resume todo o trabalho secreto do escritor, sua maneira de compor intrigas em "gavetas" nas quais ele deixa, às vezes, um traço de uma mensagem. Até que termine o romance, Balzac não sabe o quê será o final. Sua saúde já estava debilidade. As obras seguintes restarão incabadas. Comprende-se melhor, sabendo disso, a escolha de matéria: uma sociedade secreta com fim de caridade. A escolha de lugar também: um 'quartier deserto não distante da catedral de Notre-Dame de Paris.

A mitologia balzaquiana, diretamente herdada do romance negro, deseja que a força reine pelo mistério, que todo poder verdadeiro seja oculto[2].

Aqui trata-se de um poder oculto caridoso: Os irmãos da consolação, que se protegem pelo segredo, e cujos membros mantêm uma vida religiosa, modesta, sem exigências. Esta associação é exatamente o inverso dos Treze, da Histoire des Treize[3] ou da Sociedade dos dez mil, comandada por Vautrin[4]. Quando fala do seu romance, Balzac indica que prepara um tipo de oposição a Splendeurs et misères des courtisanes, onde o descontrole reina em poder absoluto,e afirma que, nesta obra, ele desejava "aplicar ao bem a mesma ideia que ao mal". A necessidade de virtude, de benfeitoria, de religião em pleno coração de uma capital corrompida é como o último voto de um escritor que estava disposto a descrever todas as facetas do mundo, das melhores às piores, e que vai deixar depois dele uma obra gigantesca, inspiradora para inúmeros escritores. Balzac cria uma estrutura que fará data na história da literatura: a ideia de "círculo de romances", de que se inspirarão, entre outros, Émile Zola e Marcel Proust.

Enredo[editar | editar código-fonte]

O jovem Godefroy, que decide abandonar sua vida de desregramento e de indolência, e que se encontra com uma proprietária em um apartamento de um anúncio, vê um homem levar ajuda e consolação a outro. Chegando à casa onde lhe alugam um quarto (Madame de la Chanterie é a proprietária), reconhece o bom homem. Ele quer saber mais sobre as atividades deste e de Madame de la Chanterie, mas pedem-lhe um pouco de paciência. Pois antes de se tornar um "iniciado", dele deve se conformar com preceitos estritos.

Referências

  1. Honoré de Balzac. A comédia humana. Org. Paulo Rónai. Porto Alegre: Editora Globo, 1954. Volume XI
  2. Bernard Pingaud. Introdução a L’Envers de l’histoire contemporaine. Paris: Gallimard, « coll. Folio », 1970, p. 9
  3. São três as histórias dos treze: Ferragus, La Duchesse de Langeais e La fille aux yeux d'or.
  4. Personagem crimonosa presente em Splendeurs et misères des courtisanes, Le Père Goriot e Illusions perdues.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • (fr) Sarah Mombert, « L’Envers de l’histoire contemporaine : conjurations, complots et sociétés secrètes, moteurs souterrains du récit romanesque romantique », Stendhal, Balzac, Dumas : un récit romantique ?, Toulouse, PU du Mirail, 2006, p. 21-31.
  • (fr) Franc Schuerewegen, « Honoré de Bouillon, un air de famille : Triste histoire de la fin de Balzac », Balzac, pater familias, Amsterdam, Rodopi, 2001, p. 95-106.
  • (pt) Marcel Bouteron. "Balzac e os irmãos da consolação". In Honoré de Balzac. A comédia humana. Org. Paulo Rónai. Porto Alegre: Editora Globo, 1954. Volume XI, pg 494

Ligações externas[editar | editar código-fonte]