Lábrea

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Município de Lábrea
"Princesinha do Purus"
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 7 de março
Fundação 1881
Gentílico labreense; labrense
Prefeito(a) Gean Campos de Barros (PMDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Lábrea
Localização de Lábrea no Amazonas
Lábrea está localizado em: Brasil
Lábrea
Localização de Lábrea no Brasil
07° 15' 32" S 64° 47' 52" O07° 15' 32" S 64° 47' 52" O
Unidade federativa  Amazonas
Mesorregião Sul Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Purus IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Canutama, Boca do Acre, Tapauá, Pauini e os estados de Rondônia e Acre.
Distância até a capital 852 km
Características geográficas
Área 68 229,009 km² (BR: 10º)[2]
População 44 071 hab. (AM: 12º) –  IBGE/2015[3]
Densidade 0,65 hab./km²
Altitude 75 m
Clima Tropical monçônico Am i
Fuso horário UTC-5
Indicadores
IDH-M 0,531 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 382 002 mil IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 9 182,74 IBGE/2013[5]
Página oficial

Lábrea é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à Mesorregião do Sul Amazonense e Microrregião do Purus, sua população é de 44 071 habitantes, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016.[6]

História[editar | editar código-fonte]

A cidade de Lábrea foi fundada através da lei provincial número 523, de 14 de maio de 1881, elevando a freguesia de Lábrea à categoria de vila. Sua história, que remonta às grandes levas de imigrantes nordestinos durante a fase áurea da borracha, encontra-se intimamente ligada ao movimento da Igreja Católica. A primeira missão estabeleceu-se à foz do rio Ituxi, sendo nomeada de Nossa Senhora de Nazaré do Rio Ituxi e tendo como superior o capuchinho fr. Pedro de Ceriana. Ao início de seu povoamento quando criado o município sendo desmembrado de Manaus, seus limites vinham desde a boca do Abufari a Bolívia. Inicialmente seu fundador, o maranhense, cel. Antônio Rodrigues Pereira Labre, a idealizou na localidade denominada Terra Firme do Amaciary, após trazendo para a localidade atual. Com a criação da paróquia de Nossa Senhora de Nazaré de Lábrea, por Dom Antônio Macedo Costa na época bispo de Pará e Amazonas, vem a cidade um de seus maiores colaboradores o cearense de Aracati, Pe. Francisco Leite Barbosa, com seu trabalho de assistência religiosa aos fiéis, não esquecendo-se de zelar pelo bem estar de seu rebanho. Fez várias desobrigas ao longo do rio Purus e seus afluentes; seu principal marco ainda hoje lembrado na cidade é a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, pedindo e recebendo donativos e esmolas ele com muito sacrifício esforço e dedicação ela inicia os trabalhos, mas não consegue ver o fruto de seu suor terminado, pois pede demissão do cargo de pároco após doar quase 31 anos de sua vida ao trabalho pastoral em Lábrea, mas a 5 de setembro de 1911 a então catedral de Nossa Senhora de Nazaré é abençoada. A maior parte de sua extensão territorial é quase que totalmente formada pela densa selva amazônica e pode ser alcançada por terra também a partir da cidade de Porto Velho (RO), tomando-se a estrada para Humaitá (AM). É uma região ainda quase que despovoada sendo que a densidade demográfica da mesma é de 0,4 habitantes por quilômetro quadrado.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Centro

Bairro da Fonte

São José

Bairro de Fátima

Vila Falcão

Pantanal

Multirão

Portelinha

Beira Rio

Ver artigo principal: Lista de bairros de Lábrea

Economia[editar | editar código-fonte]

O Produto Interno Bruto (PIB) de Lábrea é um dos maiores do Amazonas. A agropecuária é quem mais constribui para a economia do município, totalizando R$ 231,676 milhões em 2010 e colocando o município como o 36º maior PIB da agropecuária no Brasil.[7]

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

O município de Lábrea está inserido no bioma amazônico. Nele há algumas unidades de conservação, a exemplo exemplo RESEX Médio Purus e Reserva Extrativista (Resex) Rio Ituxi mantido com parceria com o Instituto Chico Mendes e o seringal Novo Encanto.

Castanha do pará (Bertholletia excelsa).

O Seringal Novo Encanto é mantido sob responsabilidade da Associação Novo Encanto uma organização não-governamental fundada por membros da União do Vegetal e que conta com seu apoio institucional desde 1990. Ocupando 8.125 hectares de floresta nativa, situada neste município na fronteira do Amazonas com o Acre, o seringal Novo Encanto, é uma região de grande importância ambiental devido à intensa biodiversidade, com 381 espécies de plantas identificadas. Ele tem uma grande variedade de sistemas hídricos drenados pelo Rio Iquiri / Rio Ituxi afluentes do Rio Purus. Além do rio essa região do seringal possui doze igarapés e seis lagoas. A Associação Novo Encanto realiza diversas ações para preservar esta porção de floresta contra invasões, extração de madeira e devastação da floresta. Parte das ações é focada em atividades de ecoturismo e atividades econômicas sustentáveis como a produção de castanhas e couro vegetal.

Características culturais[editar | editar código-fonte]

O município situa-se entre dois grandes rios (Purus e Madeira) e duas importantes áreas culturais indígenas na classificação de Galvão [8] com possível influência em suas tradições. A área cultural Juruá - Purús onde predominam índios das famílias lingüísticas Pano, Aruák, Catuquinas; e Área cultural Tapajós - Madeira onde predominam índios do grupo Tupi (Munduruk´s, Maués, Kawahyb). Consta que em 1854, Frei Pedro Coriana fundou no rio Purus uma missão de índios, sob o nome de São Luís Gonzaga, com índios Muras, Cauinicis, Mamurus, Jamadis, Purupurus.[9] O processo de colonização e a característica de se encontrar entre 3 estados brasileiros (Acre, Amazonas e Rondônia com histórias distintas e forte influência da colonização boliviana (ver: História do Acre) lhe asseguram características, no mínimo especiais, que precisam ser melhor avaliadas para o entendimento de sua rica diversidade cultural. Quanto as condições para educação no município, segundo dados do IBGE Cidades, em 2009, registraram-se 9437 matrículas no ensino fundamental e 1430 para o ensino médio.

Observe-se que considerando-se a cor ou raça, segundo IBGE, 2000[10] na Região Norte do Brasil apenas 1,7 % dos habitantes (12.911.170 / 213.443) foram recenseados e/ou se declararam como indígenas. Concentrando-se essa população nos estados do Amazonas (4%) em relação ao Acre (1,4%) e Rondônia (0,8%). Observe-se também que apesar da relevância, tais características da população residente não são suficientes para explicar as manifestações da religião, folclore e sobrevivências culturais da região.

Principais festas da cidade[editar | editar código-fonte]

  • Aniversário da cidade (7 de março)
  • Festas Juninas
  • Festa do SOL (a principal)
  • Festa da Padroeira N. Sra. de Nazaré

Transporte Aéreo[editar | editar código-fonte]

A cidade de Lábrea possui ligação em dois voos semanais direto com Manaus (AM), através dos voos da MAP Linhas Aéreas em aeronave ATR 42. Também possui ligação com Porto Velho (RO), através dos voos da RIMA (Rio Madeira Aero táxi).

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1 de julho de 2015» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 28 de agosto de 2015. Consultado em 30 de agosto de 2015 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  6. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome IBGE_Pop_2016
  7. [1]
  8. Galvão, Eduardo. Índios do Brasil, áreas culturais e de subsistência. Ba Centro Editorial e Didático da UFBA, 1973
  9. Roteiros do Brasil - Lábrea História Maio 2011
  10. Censo Demográfico 2000. População residente, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação
  • Estado do Amazonas em Verbetes: Ensino fundamental - 5ª a 8ª série/ Organizadores: Francisco Jorge dos Santos, Patrícia Maria Melo Sampaio. - 2.ed. - Manaus: Novo Tempo, 2002

Ver também[editar | editar código-fonte]