Léo Burguês

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Léo Burguês
Leonardo Silveira de Castro Pires
Vereador Léo Burguês.
Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Bandeira Belo Horizonte.PNG
Período 2013-2014
Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Bandeira Belo Horizonte.PNG
Período 2011-2012
Vereador de Belo Horizonte Bandeira Belo Horizonte.PNG
Período 2001-2004
Vereador de Belo Horizonte Bandeira Belo Horizonte.PNG
Período 2009-2012
Vereador de Belo Horizonte Bandeira Belo Horizonte.PNG
Período 2013-2016
Dados pessoais
Nascimento 30 de julho de 1969 (49 anos)
Belo Horizonte, MG
Partido PSL

Leonardo Silveira de Castro Pires, que usa o nome de Léo Burguês (Belo Horizonte, 30 de julho de 1969) é um empresario e político brasileiro.

É vereador de Belo Horizonte no terceiro mandato, eleito com 7.441 votos. Presidiu a Câmara Municipal de Belo Horizonte. Léo é conhecido por ter sido o primeiro presidente reeleito da Câmara Municipal de Belo Horizonte. [1] Além da sua atuação parlamentar, Léo Burguês é um empresário do setor de eventos e entretenimento na cidade.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Juventude e movimento estudantil[editar | editar código-fonte]

Léo Burguês começou a carreira política cedo. Nos colégios Santo Antônio e Dom Silvério, onde estudou, participou dos grêmios escolares. Na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, onde se formou em Direito, integrou o Diretório Acadêmico de Direito e o Diretório de Esportes dos Estudantes de Direito. Filiou-se ao PSDB em 1998 e conquistou seu primeiro mandato como vereador dois anos depois.

Mandato como vereador[editar | editar código-fonte]

De 2009 a 2010 foi líder do PSDB na Câmara Municipal, integrou a Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana, o Conselho Deliberativo da Escola do Legislativo e coordenou também duas Frentes Parlamentares: uma sobre Áreas de Revitalização Econômica e outra sobre Belo Horizonte na Copa do Mundo FIFA de 2014.

Em Abril de 2010, durante solenidade presidida pelo governador Antônio Anastasia na cidade histórica de Ouro Preto, Léo Burguês foi agraciado com a Medalha da Inconfidência, maior honraria concedida pelo Governo do Estado de Minas Gerais.[2]

Presidência da Câmara e reeleição[editar | editar código-fonte]

Em Dezembro de 2010 foi eleito presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, com 31 votos dos 40 parlamentares presentes na sessão.[3] Sua eleição gerou polêmica em razão de alegações de uma suposta interferência da Prefeitura de Belo Horizonte, com a participação também do governo estadual.[4]

Em 2012, Léo Burguês foi eleito vereador de Belo Horizonte pela terceira vez, com 7.441 votos.[5]

Em Janeiro de 2013, foi reeleito para a presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte, com 21 votos a favor e 14 contra.[5] No comando da Câmara dos Vereadores, Léo buscou agilizar, modernizar e tornar mais transparente o processo legislativo, além de ter aumentado a participação popular no legislativo.

Veto à proposta de aumento dos salários dos vereadores[editar | editar código-fonte]

Em 2011, um projeto de lei que previa reajuste de 61,8% no salário dos vereadores da capital foi aprovado pela Câmara em Dezembro.[6] O projeto, no entanto, foi vetado pelo prefeito Marcio Lacerda e Burguês garantiu que o veto seria mantido, atendendo à manifestação da população contra o aumento.[7] A executiva municipal de seu partido apoiou Léo Burguês para manter o veto ao aumento dos vereadores. [8]

Acusação de abuso de poder econômico e retomada do cargo[editar | editar código-fonte]

O Juiz da 29ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte cassou o mandato de Léo Burguês sob a acusação de abuso de poder político e econômico ao desrespeitar a regra eleitoral que veda aos agentes públicos realizar gastos com publicidade, no ano da eleição, em valores acima da média dos últimos três anos.[9][10] Uma liminar manteve Léo Burguês no cargo [11] e, posteriormente, a decisão foi completamente reformada e o vereador recuperou todos os seus direitos políticos..

Produção legislativa[editar | editar código-fonte]

Ficha limpa municipal[editar | editar código-fonte]

Em Agosto de 2011, promulgou a Proposta de Emenda à Lei Orgânica Municipal nº 9/2011, também conhecida como Ficha Limpa Municipal, de sua própria autoria e de mais 13 vereadores, que foi aprovada em primeiro turno pela Câmara Municipal de Belo Horizonte do dia 9 de junho do mesmo ano. A lei é considerada uma das mais rigorosas do Brasil, por atingir funcionários de todos os setores.[12]

Segurança[editar | editar código-fonte]

Belo Horizonte, para evitar o crime de roubo na modalidade conhecida como "saidinha de bancos", tem uma legislação proposta e aprovada por Léo Burguês que determina a obrigatoriedade da instalação de biombo entre caixas e clientes [13]. Também na área de segurança, Burguês criou a lei que determina a instalação de câmeras de vídeo em prédios públicos [14].

Acessibilidade e deficientes[editar | editar código-fonte]

Projetos de lei de Léo Burguês garantem reserva de vagas para deficientes em estacionamentos de Belo Horizonte [15] e a instalação de sinais sonoros para deficientes visuais[16].

Vagão feminino no metrô[editar | editar código-fonte]

Também e 2013, após a entrega de um abaixo-assinado com 10 mil nomes, o vereador propõs o projeto de lei (PL) 893/2013, que prevê a criação de um vagão exclusivo para as mulheres nos horários de pico.[17]

Marchinha de Carnaval[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2012 o Jornal O Tempo divulgou que o vereador apresentou um gasto de R$ 62 mil com despesas entre 2009 e 2011 com lanches, como gasto da verba indenizatória – destinada a cobrir custos com o mandato. Os pagamentos foram realizados ao bufê da mulher de seu pai.[18] Para ilustrar o valor, a reportagem utilizou como referência os valores da coxinha no centro da capital mineira e em um bairro nobre e estimou que seria possível a compra de 3000 salgados por mês.

O caso, que não era originalmente relacionado a coxinhas, mas a despesas legalmente autorizadas para alimentação, repercutiu e o músico Flávio Henrique Alves, criou uma marchinha de Carnaval com o tema, intitulada "Na coxinha da madrasta", para o Concurso de Marchinhas Mestre Jonas, que escolhe o hit da Banda Mole, tradicional bloco carnavalesco de Belo Horizonte. Uma vez que a música poderia ser considerada um ataque passível de indenização por danos morais, o compositor retirou voluntariamente a música de seu site, mas ela espalhou-se rapidamente pela internet, em outros sites e pelas redes sociais.[19]

A marchinha teve um grande sucesso, venceu o Concurso de Marchinhas Mestre Jonas[20] e ganhou repercussão nacional durante o Carnaval.[21][22] As brincadeiras e piadas não afetaram a popularidade do vereador em um primeiro momento, já que foi reeleito com votação recorde naquele mesmo ano. Porém, em 2014, não conseguiu se eleger deputado estadual.

Referências

  1. «Léo Burguês é reeleito presidente da Câmara Municipal de BH». Bhaz - Belo Horizonte de A a Z 
  2. «Lista de agraciados com a Medalha da Inconfidência em 2010». Ouropreto.com.br 
  3. «Léo Burguês é o novo presidente da Câmara Municipal de BH». Estado de Minas 
  4. SOUTO, Isabella. «Escolha de Léo Burguês para presidir a Câmara de BH mira 2012». Estado de Minas 
  5. a b «Sob protestos, Léo Burguês é reeleito presidente da Câmara de BH». Hoje em Dia. 1 de janeiro de 2013 
  6. «Vereadores de Belo Horizonte aprovam aumento de 61% nos próprios salários» 
  7. ALMEIDA, Amanda. «Promessa de manter veto ao reajuste dos salários virou compromisso de Léo Burguês». Estado de Minas 
  8. «Tucanos são contra o aumento do salário de vereador em BH» 
  9. MENEZES, Enzo (19 de fevereirod e 2013). «Justiça Eleitoral cassa mandato do presidente da Câmara de BH, Léo Burguês». R7  Verifique data em: |data= (ajuda)
  10. «Juiz cassa mandato do vereador Léo Burguês em Belo Horizonte». G1. Globo.com. 19 de fevereiro de 2013 
  11. «Justiça Eleitoral concede liminar e Léo Burguês permanece no cargo». Bhaz - Belo Horizonte de A a Z 
  12. «Ficha Limpa de BH aprovada em 1º turno» 
  13. «Descumprimento da lei é a maior causa das saidinhas de banco» 
  14. «Câmeras vão monitorar prédios públicos, praças e parques». Câmara Municipal de Belo Horizonte 
  15. «Lei 8653» 
  16. «Lei 10442» 
  17. VENTURA, Izabela. Público feminino poderá ter vagão exclusivo no metrô de BH.
  18. LABBATE, Aline (16 de janeiro de 2012). «Léo Burguês usou dinheiro da Câmara para pagar madrasta». O Tempo 
  19. «Marchinha de carnaval é motivo de polêmica em Belo Horizonte». Diário de Pernambuco 
  20. «"Na coxinha da madrasta" vence Concurso de Marchinhas Mestre Jonas no "Baile da Banda Mole"». BH Eventos 
  21. PORTELA, Marcelo. «Política invade carnaval em Minas». MSN 
  22. CRISTINI, Flávia. «Inspirada em denúncia, 'Na coxinha da madrasta' é hit no carnaval de BH». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Website oficial