Lídice da Mata

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Lídice da Mata
Senadora pela Bahia
Período 1º de fevereiro de 2011
até à atualidade
66º Prefeita de Salvador
Período 1º de janeiro de 1993
até 31 de dezembro de 1996
Antecessor(a) Fernando José
Sucessor(a) Antônio Imbassahy
Deputada Federal pela Bahia
Período 1º de fevereiro de 1987
até 31 de janeiro de 1991


1º de fevereiro de 2007
até 31 de janeiro de 2011

Deputada Estadual da Bahia
Período 1º de janeiro de 1999
até 1º de janeiro de 2007
Vereadora de Salvador
Período 1º de janeiro de 1983
até 1º de janeiro de 1987
Dados pessoais
Nascimento 12 de março de 1956 (61 anos)
Cachoeira, BA
Partido PSB
Profissão Economista
linkWP:PPO#Brasil

Lídice da Mata e Sousa (Cachoeira, 12 de março de 1956) é uma política e economista brasileira, exercendo atualmente o cargo de senadora pelo estado da Bahia. Filiada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), é presidente do diretório estadual de seu partido no estado da Bahia.

Lídice foi eleita a primeira mulher presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFBA, em 1980), primeira prefeita de Salvador (1992) e primeira senadora da Bahia (2010).

Filha de Margarida da Mata e Souza e do sindicalista Aurelio Pereira e Souza, um comunista histórico, Lídice teve intensa participação nas lutas populares pela anistia e na campanha das Diretas Já. Ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia em 1976, formando-se em 1980.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Elegeu-se vereadora em sua estreia na vida pública, em 1982, junto com outros 25 vereadores do MDB, na maior vitória da oposição ao Regime Militar em todo o País, episódio que tornou Salvador conhecida como a Capital das Oposições.

Em sua passagem pela Câmara de Salvador, entre 1983 e 1986, Lídice foi líder da bancada do MDB e do PCdoB, partido ao qual filiou-se logo após sua legalização, em 1985.

Em 1986, elegeu-se pela primeira vez, deputada federal, participando da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. Concorreu ao governo da Bahia, em 1990, pelo PCdoB, contra Antônio Carlos Magalhães (PFL) e Roberto Santos (PMDB). Mesmo ficando em terceiro lugar, entrou para a história com uma chapa majoritária feminina e socialista, formada por Lídice, Salete e Beth, que ficou conhecida como As Três Marias.

Em 1992, filiada ao PSDB, Lídice da Mata elegeu-se a primeira prefeita de Salvador, derrotando o candidato de ACM, Manoel Castro, no segundo turno.

À frente da administração municipal, Lídice criou a Fundação Cidade Mãe, implantou o Programa de Qualidade Total na Prefeitura, o Serviço de Atendimento ao Público - Central 156 e o Orçamento Participativo; ampliou e renovou a frota de ônibus em mais de 1500 veículos, introduzindo a adaptação piloto para utilização por deficientes físicos; profissionalizou o carnaval, organizando e ampliando o Circuito Barra-Ondina; construiu a Ligação Iguatemi-Paralela (Lip), a estação Pirajá, paredes de contenção em 22 áreas de grande risco da cidade, 750 casas populares para receber os desabrigados das chuvas de 1995 e 1996 em Mussurunga; urbanizou a Colina do Bonfim e reurbanizou a Praça do Rio Vermelho, entre outras obras.

Sua administração foi marcada ainda pela resistência ao cerco financeiro e de mídia comandado por ACM, que comandava não só o sequestro de verbas da prefeitura à frente do Governo do estado da Bahia, como ainda detinha as rédeas de uma rede de comunicação formada por rádio, jornal e pela TV de maior audiência na Bahia.[1]

Dois anos depois de deixar a Prefeitura de Salvador, Lídice foi a candidata a deputada estadual mais votada na capital, reeleita em 2002, com a terceira colocação em todo o estado. Na Assembleia Legislativa, exerceu por duas vezes o cargo de líder da bancada de oposição, em 2000 e 2005. Em 2004, recebeu o "Troféu Destaque Parlamentar", nesse mesmo ano se candidatou mais uma vez ao cargo de prefeita pela coligação denominada "Salvador, Cidade Mãe, Educação e Trabalho", formada pelo PSB, PMDB, PPS e PCB, obtendo 124.856 votos (10,36%).

Em 2006, Lídice voltou ao Congresso Nacional, eleita deputada federal pela Bahia, com 188.927 votos, sendo novamente a mais bem votada na capital baiana. Na Câmara, presidiu a Comissão de Turismo e Desporto durante a aprovação da Lei Geral do Turismo (LGT).

Em 2010, integrando a chapa majoritária do governador Jaques Wagner, foi eleita a primeira senadora da Bahia, com 3.385.300 votos, juntamente com o petista Walter Pinheiro. Seus suplentes são Nestor Duarte e Juçara Feitosa.[2] Como senadora, durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, votou contra o afastamento da então presidente classificando-o como um "golpe e farsa".[3]

Em dezembro de 2016, votou contra a PEC do Teto dos Gastos Públicos.[4] Em julho de 2017 votou contra a reforma trabalhista.[5] Em outubro de 2017 votou a contra a manutenção do mandato do senador Aécio Neves mostrando-se favorável a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo onde ele é acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar dois milhões de reais ao empresário Joesley Batista.[6][7]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]