Língua aguaruna

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Aguaruna (Awajún)
Falado em: Perú
Região: Rio Marañón
Total de falantes: 38,3 mil (2000)
Família: Jivaroana
 Aguaruna
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
ISO 639-3: agr

Aguaruna (também chamada Aguajun, Ahuajun) é uma língua ameríndia da família das Jivaroanas falada por cerca de 45 mil pessoas do povo Aguaruna do Peru. É similar às línguas achuar e huambisa.

Falantes[editar | editar código-fonte]

Os falantes de aguaruna vivem ao longo do trecho oeste do rio Marañón e também ao longo dos rios Potro, Mayo e Cahuapanas rios. Preferem ser chamados de awajúns. São em sua maioria agricultores de coivara, cultivando mandioca, banana, amendoim, batatas, praticando também caça e pesca. São cristãos ou animistas

Conforme Ethnologue, quase não há falantes monolíngües, falando a maioria também o espanhol. Há descendentes de espanhós e também quíchuas que usam a língua. Seu uso é forte, nas formas tanto oral como escrita, inclusive no comércio. Nas escolas primárias, se começa aprendendo o Aguaruna, vindo mais tarde e gradualmente o espanhol. São na sua maioria bilíngues, sendo 60 a 100% alfabetizados em aguaruna e 50 a 75% em espanhol. Já existem dicionários e gramáticas em Aguaruna.

As línguas Humbiasa e Achuar-Siwiar são muito próximas ao Aguaruna. Já existe um modesto dicionário da língua.

Escrita[editar | editar código-fonte]

A língua aguaruna usa o alfabeto latino ensinado por missionários. Sua forma é simples, não apresentando a vogal O, nem as consoantes F, G, J, K, L, Q, R, V, X, Z, nem o C isolado; usam as formas Ch, Sh, Ts;

Amostra de texto[editar | editar código-fonte]

Nujínmaya̲ dase̲ etsajai̲ chichainak dik yaki̲ imá sénchita aents íjag shig penúmag nagkae̲ma nunásh yaki̲ awímitkat, nunú̲ dekás atí imá senchígtinuk tusa tudáiyaju̲. Tusa chichaság nagkánmauwaik dase̲ senchi dásentuk umpuútan nagkamau̲ dútikamash aents íjagka duka áyatak an senchi.

Português

O vento norte e o sol estavam discutindo quem era o mais forte, quando surgiu um viandante coberto por seu capote. Eles concordaram que o primeiro que fizesse o homem tirar o capote seria considerado o mais forte. Então, o vento norte começou a soprar em grande fúria, mas quanto mais ele soprava, mais o homem se agarrava a seu capote, até que o vento norte desistiu. Aí, o sol brilhou em todo seu esplendor e imediatamente o homem arrancou o capote. Com isso, o vento norte reconheceu a superioridade do sol.

Notas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Adelaar, Willem F.H. with Pieter C. Muysken. (2004) The languages of the Andes (especially section 4.4 The Jivaroan languages). Cambridge: Cambridge University Press.
  • Asangkay Sejekam, Nexar. (2006). Awajún. Ilustraciones fonéticas de lenguas amerindias, ed. Stephen A. Marlett. Lima: SIL International y Universidad Ricardo Palma. [1]
  • Asangkay Sejekam, Nexar. (2006) La situación sociolingüística de la lengua awajún en 2006. Situaciones sociolingüísticas de lenguas amerindias, ed. Stephen A. Marlett. Lima: SIL International and Universidad Ricardo Palma. [2]
  • Asangkay Sejekam, Nexar and Edwardo Gomez Antuash. (2009). Diccionario awajún-castellano (versión preliminar). [3]
  • Campbell, Lyle (1997). American Indian languages: the historical linguistics of Native America. Oxford: Oxford University Press 
  • Corbera Mori, Ángel (1981). Glosario Aguaruna-Castellano Universidad Nacional Maqyor de San Marcos, Documento de Trabajo, Centro de Investigación de Lingüística Aplicada 44. 78 pp.
  • Corbera Mori, Ángel. (1984) Bibliografía de la familia lingüística jíbaro 1. Lima: Centro de Investigación de Lingüística Aplicada, Documento de Trabajo 48, Universidad Nacional Mayor de San Marcos.
  • Solís Fonseca, Gustavo. (2003) Lenguas en la amazonía peruana. Lima: edición por demanda.
  • Uwarai Yagkug, Abel; Isaac Paz Suikai, y Jaime Regan. (1998) Diccionario aguaruna-castellano, awajún chícham apáchnaujai. Lima: Centro Amazónico de Antropología y Aplicación Práctica.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]