Língua cora

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Cora (naáyarite)
Falado em: México
Região: Nayarit, Jalisco, Durango
Total de falantes: 20.100 (2010)
Família: Uto-Asteca
 Corachol
  Cora
Estatuto oficial
Língua oficial de: Secretaría de Educación Pública
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
ISO 639-3: ambos:
crn — El Nayar Cora
cok — Santa Teresa Cora

Cora é uma histórica língua indígena do México da família das Uto-Asteca, que é falada pelo grupo étnico que é amplamente conhecido como Cora, mas que se referem a si mesmos como Naáyarite . Os Cora habitam a serra do norte do estado mexicano Nayarit, que tem o nome de seus habitantes indígenas. Cora é uma linguagem Mesoamericana que apresenta muitos traços que definem essa área linguSítica. Sob a Lei Geral de Direitos LingUísticos de Pueblos Indígenas,é reconhecida como uma "língua nacional", juntamente com outras 62 línguas indígenas e a língua castelhana que têm todas a mesma "validade" no México. [1]

Fonologia[editar | editar código-fonte]

A fonologia de Cora é típica das línguas uto-aztecas do sul, com cinco vogais e um inventário consoante relativamente simples. Contudo, atipicamente, em relação às linguas uto-aztecas, Cora desenvolveu um sistema tonal ou de acentuação com um acento harmônico com o tom alto em queda.

Consoantes[editar | editar código-fonte]

Bilabial Alveolar Palatal /
Retroflexa
Velar Glotal
plana Labializada plana Labializada
Nasal m n
Plosiva p/b t k ʔ
Fricativa s ʂ x h
Africada ts
Semivogal j w
Líquida l ɽ

Vogais[editar | editar código-fonte]

Anterior Central Posterior
Fechada
(alta)
i ʉ u
Média ɛ
Aberta
(baixa)
ɑ

Escrita[editar | editar código-fonte]

A língua Cora usa uma forma do alfabeto latino sem as letras B, D, F, G, K, Z; usa adicionalmente as formas Ny, Ty, Tz, o apóstrofo (‘) e o ł.

Notas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Preuss, Konrad Theodor: Grammatik der Cora-Sprache[1], Columbia, New York 1932
  • Miller, Wick. (1983). Uto-Aztecan languages. In W. C. Sturtevant (Ed.), Handbook of North American Indians (Vol. 10, pp. 113–124). Washington, D. C.: Smithsonian Institution.
  • Vázquez Soto, V. (2002). Some constraints on Cora causative constructions. TYPOLOGICAL STUDIES IN LANGUAGE, 48, 197-244.
  • Vázquez Soto, V. (2011). The “uphill” and “downhill” system in Meseño Cora. Language Sciences, 33(6), 981-1005.
  • Vázquez Soto, V. (2000). Morphology and Syllable Weight in Cora: The Case of the Absolutive Suffix-ti. Uto-Aztecan: Structural, Temporal, and Geographic Perspectives: Papers in Memory of Wick R. Miller by the Friends of Uto-Aztecan, 105.
  • Vázquez Soto, V., Flores, J., & de Jesús López, I. (2009). " El ray". Una probadita de la narrativa y la gramática del cora meseño. Tlalocan, 16.
  • Vázquez Soto, V. (1996). El participante no sujeto en Cora: orden de palabras, codificación y marcación de número. Memorias del III Encuentro de Lingüística del Noroeste, 533-54.
  • Vázquez Soto, V. (2002). Cláusulas relativas en cora meseño. Del cora al maya yucateco. Estudios lingüísticos sobre algunas lenguas indígenas mexicanas, 269-348.
  • McMahon, Ambrosio & Maria Aiton de McMahon. (1959) Vocabulario Cora. Serie de Vocabularios Indigenas Mariano Silva y Aceves. SIL.
  • Casad, Eugene H.. 2001. "Cora: a no longer unknown Southern Uto-Aztecan language." In José Luis Moctezuma Zamarrón and Jane H. Hill (eds), Avances y balances de lenguas yutoaztecas; homenaje a Wick R. Miller p. 109-122. Mexico, D.F.: Instituto Nacional de Antropología y Historia.
  • Casad, E. H. (2012). From Space to Time: A cognitive analysis of the Cora locative system and its temporal extensions (Vol. 39). John Benjamins Publishing.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]