Língua de sinais nicaraguense

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Lingua de Sinais Nicaraguense, (ISN)
Utilizado em: Nicarágua
Total de usuários: 3.000, segundo senso de 1997
Família: Tornou-se independente como uma língua pidgin, unido a um grande número de sinais de família, com a adição da influência do alfabeto manual da ASL
Códigos de língua
ISO 639-1: nenhum
ISO 639-2: sgn-NI
ISO 639-3: ncs
Lista de Língua de Sinais

A Lingua de Sinais Nicaraguense, (em Portugal: Língua Gestual Nicaraguense) também conhecida como ISN (Idioma de Señas de Nicaragua ou Idioma de Signos Nicaragüense) é uma lingua de sinais que surgiu espontaneamente entre as pessoas surdas do oeste da Nicarágua, com inícios nos anos 70 e 80.[1] Ela é de particular interesse aos linguistas pela oportunidade de se poder estudar o nascimento de uma nova língua. Estima-se que haja bem mais de 3000 "falantes" dessa língua.

A ISN surgiu com a criação de uma escola para surdos em Manágua em 1977. Nessa escola, o currículo dava grande ênfase ao ensino do espanhol e da leitura labial, com o ensino de linguagem de sinais restrito a gestos para representar letras (usados geralmente apenas para representar palavras que precisem ser soletradas, como nomes próprios). Esse método levou a problemas de aprendizado por grande parte dos alunos, que não conseguia entender o conceito de palavra.

Por outro lado, os alunos podiam se comunicar livremente fora de sala de aula sem usar o sistema imposto pelos professores, e complementavam os gestos aprendidos por gestos próprios ou aprendidos de outras fontes, levando ao surgimento de uma língua própria.

Quando se descobriu o que estava ocorrendo, o fato foi divulgado em várias revistas científicas mundo afora e se tornou alvo de pesquisa por vários pesquisadores. Alguns destes cientistas educadores fizeram críticas ao incentivo dado à Lingua de Sinais Nicaraguense, afirmando que seria anti-ético isolar as crianças surdas nicaraguenses limitando-as ao uso da ISN, (desestimulando o uso de línguas mais conhecidas como a American Sign Language) numa tentativa de estimular seu crescimento. Mesmo assim, tem-se visto um crescimento estrondoso no uso da ISN. Assim, a ISN é considerada uma prova de que a capacidade de se comunicar é inata ao cérebro humano, e não algo aprendido apenas através de convivência.

Referências

  1. CARVALHO, Paulo Vaz de (2007). breve História dos Surdos no Mundo. [S.l.]: SurdUniverso. 140 páginas 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]