Língua haúça

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hauçá, haussá
 (هَوُسَ, Hausa, Haussa)
Falado em: Benim Benim
Burkina Faso Burkina Faso
Camarões Camarões
Gana Gana
Níger Níger
Nigéria Nigéria
Sudão Sudão
Togo Togo
Total de falantes: 24 milhões como língua nativa, 15 milhões como segundo idioma
Posição: 41
Família: Afro-asiática
 Chádico
  Chádico ocidental
   "A" Chádico Ocidental
    "A.1" Chádico Ocidental
     hauçá, haussá
Códigos de língua
ISO 639-1: ha
ISO 639-2: hau
ISO 639-3: hau
Hausa language map.png

O hauçá[1][2][3][4] ou haussá[1][5][6][7][3] (em hauçá/haussá: هَوُسَ, transcrita em inglês hausa ou haussa) é uma das principais línguas africanas, e a língua chádica com o maior número de falantes, falada como primeira língua por 24 milhões de pessoas e como segunda língua por mais de 15 milhões de pessoas.

É considerada uma das línguas africanas mais importantes, pela extensão territorial em que é falada e pelos fins sociais a que serve. Seus dialetos são numerosos; nenhum outro idioma da África Central é tão espalhado como o hauçá. Seu território original, ao sudeste do Songai, entre o Níger o país de Bornu, é muito extenso: é a língua comercial da África Central. Embora já tenha sido escrito com o alfabeto árabe, hoje é escrito sobretudo no alfabeto latino.[8]

O idioma, que já foi chamado de sudanês, Sudão, é o mais comum em toda a extensão compreendida entre o Saara, o lago Chade, o golfo da Guiné e as montanhas de Kong; mesmo fora deste vasto território serve-se dele em todos os mercados, concorrentemente com as línguas locais; nas bordas do Mediterrâneo, cada cidade comercial, como Trípoli, Túnis e Argel, tem a sua colônia de negros que conversam em hauçá. A nação haussá propagou a sua língua tanto pelos seus mercadores como pelos seus escravos; em países estrangeiros, os servos hauçás ensinaram a seus senhores o idioma político por excelência, o dos mercados e das cortes. Isto pode dever-se à sua sonoridade atrativa, à riqueza do seu vocabulário e à simplicidade de sua estrutura gramatical.

Não é fácil compreender como uma língua, assim dotada, pudesse ter sido suplantada no Brasil pelo nagô (ou iorubá) na preferência para língua geral dos escravos negros. Com efeito, não só, pelo menos no começo do século XIX e é possível que mesmo muito antes desse século, foi muito avultado o número de escravos haussás existentes na Bahia, como eram ainda eles que, convertidos ao islamismo e sabendo ler e escrever o árabe, representavam o elemento mais intelectual dos colonos africanos, importados pelo tráfico. Parece que na Bahia, como na África, esta língua foi escrita pelos negros muçulmanos em caracteres árabes. Ainda hoje é ela falada pelos últimos representantes da colônia haussá.[9]

Referências

  1. a b Dicionário Houaiss (adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros) - o Houaiss aceita as formas haussá e hauçá.
  2. «Dicionário Priberam da Língua Portuguesa On-Line». 
  3. a b Pinto, Sergio Mauricio Costa da Silva (2009-01-01). Família de negros: entre a pobreza e a herança cultural Editora E-papers [S.l.] ISBN 9788576501725. 
  4. Dicionário Aurélio: hauçá subst. de dois gêneros 1. Indivíduo dos hauçás, povo muçulmano da Nigéria, do Níger e de Camarões
  5. "haussá". Dicionário Michaelis - Editora Melhoramentos.
  6. «Dicionário Online - Dicionáro Caldas Aulete - Significado de haussa». www.aulete.com.br. Consultado em 2016-02-22. 
  7. «Haussá». Dicio. Consultado em 2016-02-22. 
  8. «UNESCO - Língua haussá» (PDF). 
  9. «Brasiliana | Os africanos no Brasil - Página: 213». www.brasiliana.com.br. Consultado em 2015-10-12. 

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