Língua jeje

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Jeje

Eʋegbe

Falado(a) em: Gana
Togo
 Benim
Região: África ocidental
Total de falantes: 5,5 milhões
Família: Nigero-congolesa
 Atlântico-Congo
  Volta-Congo
   Volta-Níger
    Cuá
     
      Jeje
Escrita: Alfabeto latino
Códigos de língua
ISO 639-1: ee
ISO 639-2: ewe
ISO 639-3: ewe

A língua jeje, daomeano,[1] evé,[2] eué[3] ou euê[4] (endônimo: Eʋegbe) é uma das línguas cuás falada por cerca de 5,5 milhões de pessoas (das quais 500 mil falam como segunda língua), principalmente em Gana, Togo e em Benim.[5] Tanto a língua, quanto os escravos que a falavam, são tradicionalmente conhecidos no Brasil sob os nomes de Jeje, Gegê, ou ainda Jeje-Nagô. O jeje é parte de um grupo de línguas relacionadas comumente chamado , estendendo-se da Gana oriental à Nigéria ocidental. Outras línguas bês incluem fom e aja.[carece de fontes?] Como outras línguas bês, jeje é uma língua tonal.[6]

O africanista alemão Diedrich Hermann Westermann publicou muitos dicionários e gramáticas de jeje e várias outras línguas bês. Outros linguistas que trabalharam na jeje incluem Gilbert Ansre (tom, sintaxe), Hounkpati B. Capo (fonologia, fonética), Herbert Stahlke (morfologia, tom), Roberto Pazzi (antropologia, lexicografia), Felix K. Ameka (semântica, linguística cognitiva), Alan Stewart Duthie (semântica, fonética) e Chris Collins (sintaxe).[carece de fontes?]

É uma língua derivada do extinto tado falado durante o século XIV no reino de Aja que ficava no Sul dos atuais Togo e Benim. É considerada a origem do grupo linguístico cuá. O jeje é uma língua do grupo Níger-Congo.[carece de fontes?]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Uma teoria é que o nome evé foi dado a grupos que se formaram a partir da união das comunidades Aja e da população local na costa atlântica dos territórios atuais da Nigéria, Benim e Togo. Após fugir do regime tirânico de Notsié no século XVII, foi-lhes dado o etnônimo ehoué, que, na área, designava o território ou vizinhança da classe baixa daquele reino.[7]

Da transcrição dos etnônimos africanos em línguas estrangeiras resultaram diferentes grafias, dependendo se a tradução veio ou não de outros idiomas europeus, tais como inglês, francês, alemão, italiano, etc. Assim, os missionários da Norddeutsche Mission Gesellschaft (Sociedade Missionária do Norte da Alemanha) de Bremen, que foram trabalhar em Gana em 1847, grafaram jeje (com base na fonética alemã) primeiro ewhe, depois ephe e finalmente ewe (como sugerido pelo religioso Henry Kwakume). Os falantes de inglês pronunciaram o w como em war 'guerra', enquanto a leve aspiração entre o v e o e sugeriria a ortografia francesa evhé.[8] Em inglês, geralmente é escrito como ewe o nome da língua.[7][9]

Distribuição e uso[editar | editar código-fonte]

Mapa na baía do Benim e arredores que mostra o uso das línguas bês. Jeje é marcada em amarelo na ilustração.

A língua é falada principalmente em Gana, Togo e em Benim. Cerca de 5,5 milhões de pessoas a entendem; dessas 5,5 milhões de pessoas, 500 mil a falam como segunda língua. É ensinada nos ensinos primário e secundário. Além disso, embora não seja uma língua oficial em nenhum país,[10] é usada em literatura, jornais, rádio, televisão, dicionários, gramáticas e textos; há uma tradução da Bíblia em jeje.[5]

Além de aŋlɔ, que é a base da língua escrita, há três outros dialetos: o interior ocidental, anexɔ e de Daomé. Anexɔ compreende a metade oriental do sul de Togo e o de Daomé a posse francesa de mesmo nome.[11]

Fonologia[editar | editar código-fonte]

Vogais[editar | editar código-fonte]

A língua possui sete vogais orais e cinco nasais. A tabela abaixo demonstra suais vogais no alfabeto fonético internacional (AFI):[12][13]

Anterior Posterior
Fechada i u
Semifechada e o
Semiaberta ɛ ɔ
Aberta a
  • A vogal /ɛ/ é similar à primeira vogal da palavra em português era e /ɔ/ à de órgão;
  • /e/ assemelha-se à primeira vogal de ele e /o/ à de oco;
  • as vogais /i/, /u/, /ɛ/, /ɔ/ e /a/ podem ser nasalizadas.

Consoantes[editar | editar código-fonte]

A tabela a seguir mostra o inventário consonantal da língua jeje no AFI:[13][14]

Bilabial Labiodental Alveolar Retroflexa Palatal Velar Glotal
Oclusiva p, b t, d ɖ k, ɡ
Africada ʦ, ʣ
Nasal m n ɲ ŋ
Fricativa ɸ, β f, v s, z x, ɣ h
Aproximante l j
Outros símbolos
Som AFI Nome
w Aproximante labiovelar sonora
k͡p Oclusiva labiovelar surda
ɡ͡b Oclusiva labiovelar sonora
  • /m/ e /ŋ/ podem ser silábicos e, quando o são, têm tom próprio;
  • os sons /k͡p/, /ɡ͡b/, /ts/ e /dz/ não representam encontros e são produzidas pronunciando as duas consoantes simultaneamente;
  • /p/ é usado majoritariamente em empréstimos;
  • /ɖ/ é pronunciado com a ponta da língua contra o palato duro;
  • /ɸ/ e /β/ são pronunciados quando o ar passa por uma abertura entre os lábios.[15]

Tons[editar | editar código-fonte]

Assim como outras línguas da África subsaariana, jeje é uma língua tonal. Cada sílaba tem um tom, que pode ser alto (que pode ser realizado como alto ou crescente) ou não alto (baixo ou médio).[6] Jeje é um exemplo raro de uma língua em que o tom é quase exclusivamente lexical. Palavras que diferem apenas em tom têm significados distintos: 'orelha' e 'búfalo', por exemplo.[16]

Ortografia[editar | editar código-fonte]

Jeje é escrito no alfabeto africano de referência, que é o alfabeto latino com algumas letras adicionais, algumas das quais são derivadas do alfabeto fonético internacional, acrescentado para representar certos sons. A tabela abaixo apresenta a letra e o seu respectivo som:[17]

Letra AFI Exemplo do som
A a /a/ lápis, caco
B b /b/ bola
D d /d/ depois
Ɖ ɖ /ɖ/ sueco: nord
Dz dz /ʣ/ desafio, aprendizado, mezzosoprano, inglês: birds
E e /e/ ele
Ɛ ɛ /ɛ/ ela, épico
F f /f/ fita
Ƒ ƒ /ɸ/ espanhol europeu: pub
G g /ɡ/ guerra, greve, gato
Gb gb /ɡ͡b/ /g/ e /b/ pronunciados ao mesmo tempo
Ɣ ɣ /ɣ/ pt. europeu: agora
H h /h/ marreta (alguns dialetos)
I i /i/ ira
K k /k/ capa, cacto
Kp kp /k͡p/ /k/ e /p/ pronunciados ao mesmo tempo
L l /l/ lado
M m /m/ mãe, irmão
N n /n/ neto
Ny ny /ɲ/ sonho
Ŋ ŋ /ŋ/ manga, inglês: sing
O o /o/ dodô, dor
Ɔ ɔ /ɔ/ hora
P p /p/ porta
R r /l/ lado
S s /s/ sempre, caça
T t /t/ tempo
Ts ts /ʦ/ participação, tsunami, alemão: Zeit
U u /u/ uva
V v /v/ vento
Ʋ ʋ /β/ pt. europeu: sábado
W w /w/ Piauí
X x /x/ arrasto, espanhol: ojo
Y y /j/ boia
Z z /z/ zebra

Um til (˜) é colocado sobre vogais para marcar nasalização. O tom não é geralmente marcado na escrita, exceto em alguns casos comuns que necessitam a desambiguação, como o pronome da primeira pessoa do plural 'nós', marcado com um acento agudo (´) para distingui-lo da segunda pessoa do plural mi 'vós', e o pronome da segunda pessoa do singular 'tu' é marcado com um acento grave (`) para distingui-lo do pronome da terceira pessoa do plural wo 'eles'.[17]

Gramática[editar | editar código-fonte]

Pronomes[editar | editar código-fonte]

Pessoais[editar | editar código-fonte]

Os pronomes pessoais diferem para quando servem como sujeito ou como objeto e, assim como os substantivos, não têm distinção por gênero gramatical:[18]

Pronomes pessoais
Sujeito Objeto
Pessoa Sg Pl Sg Pl
1.ª me míe m mi
2.ª è míe, mí mi
3.ª é è

Exemplos:[19]

Jeje Tradução
èfɔ́à? Como você está?
eya hán fɔ́ Ela também está bem.
mètsó Tógo Eu venho de Togo.
Washington mìetsóà? Vocês são de Washington?

Há ainda a forma absoluta dos pronomes pessoais, em que não há distinção entre sujeito e objeto e que não pode ser usado imediatamente antes de um verbo:[18]

Pessoa Sg Pl
1.ª nye míawo
2.ª miawó
3.ª éya, ye wóawo

Exemplos:[20]

Jeje Tradução
wòé wɔe Você fez isso.
eyae fi fi Ele roubou.
nye la mekpɔe Eu vi isso.

Possessivos[editar | editar código-fonte]

Pronomes possessivos[20]
Pessoa Singular Plural
1.ª nye, ye, yeƒé, zíe, ƒúie mía, míaƒe, yewó, yewóƒe
2.ª wo mia, miaƒé
3.ª é, éƒe wó, wóƒe

Os pronomes possessivos de primeira e segunda pessoa singular (exceto zíe e ƒúie) podem aparecer antes ou depois do substantivo e, em substantivos compostos que contenham adposições, ser insertos no meio da palavra, como em ŋubula 'guardião' e ŋuwòbula 'teu guardião'; nos outros casos, o pronome é usado antes do substantivo.[20] Exemplos:[21]

Jeje Tradução
éŋkɔe nye Bob O nome dele é Bob.
srɔa énye ŋlisiawo A esposa dele é inglesa.
éŋkɔ ɖé? Qual é o nome dela?
eyae nyé míaƒe núfiala Ele é nosso professor.

Relativos[editar | editar código-fonte]

Pronomes relativos
Singular Plural
si siwó

Jeje possui o pronome relativo si, cujo plural é siwó. Se o substantivo a que si se refere está no plural, não é o substantivo que recebe o sinal plural, mas si. Por exemplo:[22]

Comparação entre singular e plural e o uso dos pronomes relativos
Singular Plural
Jeje lankle, si míekpɔ etsɔ la lankle, siwo míekpɔ etsɔ la
Tradução o leopardo que vimos ontem os leopardos que vimos ontem

Mais exemplos:[22]

Jeje Tradução
ɖevi, siwo mede suku o la as crianças que não frequentaram a escola
agbalen nyui, siwo nèxɔ la os belos livros que você recebeu

Substantivos[editar | editar código-fonte]

A língua não possui gêneros gramaticais. O plural de substantivos é formado através da adição do pronome pessoal da terceira pessoa do plural e, se houver um determinante (artigo, pronome ou adjetivo), o marcador é adicionado após ele:[23][24]

  • a forma plural de atí 'árvore' é atíwo 'árvores';
  • 'casa', xɔa 'a casa' → xɔawo 'as casas';
  • xɔn 'amigo', nye 'meu', xɔnnye 'meu amigo' → xɔnnyèwó 'meus amigos'.

Caso haja duas palavras uma ao lado da outra que denotem algo relacionado entre si, o sinal plural pode ser suprimido da primeira palavra:[23]

  • xɔnnye-kple nɔvinyewo 'meus amigos e meus irmãos';
  • ŋutsu-kple nyɔnnuwo 'homens e mulheres'.

Posse[editar | editar código-fonte]

Jeje distingue entre posse alienável e inalienável. A posse alienável é indicada interpondo o marcador possessivo ƒé entre o possuidor e o possuído. Já a posse inalienável é expressa apenas justapondo esses dois elementos.[25] Exemplos:[26]

Jeje Tradução Posse usada
kofí ƒé awu vú A roupa de Kofi está rasgada. Alienável
ama ƒé tɔmedeze gba O pote de Ama para ir para a beira do rio está quebrado. Alienável
alen wó ƒé asokúkú ɖe fu ŋútɔ́ A insensatez das ovelhas é muito preocupante. Alienável
ɖeví á wó tɔ́gbé dze dɔ O avô das crianças ficou doente. Inalienável
hotɔwú xɔ́lɔn vevitɔ ŋkɔ́ é nyé akakpo O nome do melhor amigo de Hotɔwu é Akakpo. Inalienável
kofi abɔ́ ŋé O braço de Kofi está quebrado. Inalienável

Verbos[editar | editar código-fonte]

Tempo, aspecto e modo[editar | editar código-fonte]

A tabela a seguir exibe a conjugação do verbo sa 'vender' em jeje:[27]

Aoristo Habitual Pretérito Futuro Imperativo Adjetivo verbal
Pessoa Sg Pl Sg Pl Sg Pl Sg Pl Sg Pl
1.ª msa mísa mnɔsa, nyenɔsa mínɔsa mkɔsa, ŋkɔsa míkɔsa mnasa minasa sisa
2.ª wesa wisa wenɔsa winɔsa wekɔsa wikɔsa wenasa winasa sa winasa
3.ª esa yesa enɔsa yenɔsa ekɔsa yekɔsa enasa yenasa
Aoristo[editar | editar código-fonte]

O aoristo não denota um tempo específico, mas pode significar presente, passado ou mesmo futuro, dependendo do contexto. Geralmente, no entanto, serve para expressar o passado. Não se é adicionado nenhum afixo ao verbo. Por exemplo:[28]

  • meyi 'eu vou/fui';
  • mewɔ dɔ 'eu trabalho/trabalhei'.
Habitual[editar | editar código-fonte]

O habitual é usado para expressar uma atividade que se faz normal, usual ou geralmente. É expresso adicionando-se o sufixo -na ao verbo ou apenas -a se estiver seguido de um objeto:[28]

  • meyina 'eu costumo ir';
  • meyia agble 'eu geralmente vou ao campo';
  • mewɔa dɔ 'eu normalmente trabalho'.

Apenas quando o pronome de terceira pessoa do singular (e) aparece, o a de -na se une com o pronome, tornando-se ɛ. Por exemplo, mewɔnae torna-se mewɔnɛ 'eu costumo fazê-lo'.[28]

Pretérito[editar | editar código-fonte]

O pretérito expressa o passado. É raramente usado em jeje.[28]

Futuro[editar | editar código-fonte]

O futuro é dado pelo prefixo a-. Por exemplo:[29][28]

  • máyì 'eu irei';
  • míayì 'nós iremos'.
Imperativo[editar | editar código-fonte]

O imperativo dá uma ordem à pessoa endereçada. No singular, nada é adicionado ao verbo; no plural, coloca-se o pronome antes:[30]

  • yi 'vá!';
  • miyi 'vão!'.
Adjetivo verbal[editar | editar código-fonte]

O adjetivo verbal é um adjetivo formado a partir de um verbo. Cria-se duplicando o verbo. Por exemplo, ɖu 'comer' torna-se ɖuɖùú 'comestível, comido'.[31]

Reduplicação[editar | editar código-fonte]

Através de reduplicação, em jeje, verbos transitivos frequentemente se tornam intransitivos. Exemplos:[32]

  • hu 'secar' → huhu 'estar seco';
  • gbu 'perder' → gbugbu 'perder-se';
  • ki 'apagar' → kiki 'apagar-se'.

Sentença[editar | editar código-fonte]

Assim como português, jeje é descrita como uma língua de ordem SVO. Alguns padrões de sentenças:[33]

Jeje Tradução para português Vocabulário
amia vɔ O óleo está terminando. ami 'óleo', -a 'definitivo', 'terminar'
kofí dzó kábá Kofi saiu rapidamente. dzó 'sair', kábá 'rapidamente'
ama ƒle avɔ (etsɔ) Ama comprou um pedação de tecido (ontem). ƒle 'comprar', avɔ 'tecido'
papá ná ga kofí Pai deu dinheiro a Kofi. papá 'pai', 'dar', ga 'dinheiro'

O objeto pode preceder o sujeito ou verbo para ênfase, como em lankle míewú 'um leopardo nós matamos'.[34]

Fenômenos meteorológicos[editar | editar código-fonte]

Em frases que expressem fenômenos meteorológicos, jeje, tal qual português, não usa sujeitos fictícios. Por exemplo:[35][25]

  • tsi dza 'choveu', literalmente 'água pingar';
  • ŋdɔ ʋu sésíe etsɔ 'o sol brilhou forte ontem', literalmente 'sol brilhar forte ontem';
  • avuvɔ do 'ficou frio', literalmente 'frio aparecer'.

Frases negativas[editar | editar código-fonte]

A forma negativa de uma sentença é feita adicionando mé- depois do sujeito e antes do predicado e ó ao final dela:[36]

Comparação entre frase afirmativa e negativa
Afirmativa Negativa
Jeje ɖèvíawo fɔ́ ɖèvíawo méfɔ ó
Português As crianças levantaram-se. As crianças não se levantaram.

Outros exemplos:[12][37][38]

Jeje Português
nyè ménya ò Eu não sei.
ò, wómenye Áfrikàtɔ́wo ò Não, eles não são africanos.
méfɔ ò Ele/ela não se levantou.
nyè ményá John ò, gake mènyá Bob yà Não conheço John, mas conheço Bob.
mé biá nya áɖéké wò o a? Ele/ela não te perguntou nada?
nyemé kpɔ́ wɔ dɔ́ lá o Não tive a oportunidade de fazer o trabalho.
kofí mévá afí sia oa? Kofi não veio aqui?
mégawɔe o Não o faça.

Vocabulário[editar | editar código-fonte]

Oração feita em jeje antes de refeições.

Números[editar | editar código-fonte]

A tabela abaixo apresenta os números de um a dez em jeje e sua tradução para português:[39][40]

Jeje Português
ɖeká um
eve dois
etɔn três
ene quatro
atɔ́n cinco
adé, andé seis
adré, ádre, andré sete
enyí oito
enyíɖe nove
ewó dez

Objetos que estão sendo contados permanecem na sua forma singular e postos antes do numeral. Por exemplo, a sentença vú etɔn é traduzida como 'três navios', mas é literalmente 'navio três'.[41]

Declaração Universal dos Direitos Humanos[editar | editar código-fonte]

Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos em jeje:[42]

KPEƉODZINYA ƉOƉO 1 Wodzi amegbetɔwo katan ablɔɖeviwoe eye wodzena bubu kple gomekpɔkpɔ sɔsɔe. Susu kple dzitsinya le wo dometɔ ɖesiaɖe si eyata wodze be woanɔ anyi le ɖekawɔwɔ blibo me.

Tradução em português:

Artigo 1 Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Referências

  1. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 115.
  2. Correia, Paulo (Outono de 2021). «Nomes de línguas ISO 639-1 ainda não registadas em dicionários» (PDF). A Folha - Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias. ISSN 1830-7809. Consultado em 11 de janeiro de 2022 
  3. * Alves, Henrique L. (1977). «Taunay e o Levantamento Histórico do Negro do Brasil». Divisão do Arquivo Histórico. Revista do Arquivo Municipal de São Paulo. 40 (189): 55 
  4. Lopes, Nei (2006). Bantos, malês e identidade negra. São Paulo: Forense Universitária. p. 47 
  5. a b «Éwé». Ethnologue (em inglês). Consultado em 21 de abril de 2022 
  6. a b Ameka 1991, p. 3.
  7. a b Cortés López, José Luis (2001). Pueblos y culturas de Africa : (etnohistoria, mito y sociedad). Madrid: Editorial Mundo Negro. p. 92. OCLC 49688829 
  8. African ethnonyms and toponyms : report and papers of the meeting of experts organized by Unesco in Paris, 3-7 July, 1978. Unesco. Paris: Unesco. 1984. OCLC 11038116 
  9. Diccionario de los pueblos del mundo : de los ABADJA a los ZUWAWA. Amiram Gonen, Carmen Varela Torrecilla, Jesús Adánez Pavón. Madrid: Anaya & Mario Muchnik. 1996. p. 301. OCLC 44848027 
  10. «Ewe - Worldwide distribution». Worlddata.info (em inglês). Consultado em 22 de abril de 2022 
  11. Westermann 1875, p. 132.
  12. a b Ameka 1991, p. 47.
  13. a b «Éwé Language - Dialects & Structure - MustGo». MustGo.com (em inglês). Consultado em 21 de abril de 2022 
  14. Ameka 1991, p. 1.
  15. Philippaki-Warburton 1968, p. vi.
  16. Philippaki-Warburton 1968, p. vii.
  17. a b Philippaki-Warburton 1968, p. viii.
  18. a b Jalloh 2005, pp. 26-27.
  19. Philippaki-Warburton 1968, pp. 26-29.
  20. a b c Westermann 1875, p. 56.
  21. Philippaki-Warburton 1968, pp. 36-41.
  22. a b Westermann 1875, p. 61.
  23. a b Westermann 1875, p. 50.
  24. Jalloh 2005, pp. 23-24.
  25. a b Garry 2001, p. 211.
  26. Ameka 1991, pp. 163-175.
  27. Westermann 1875, p. 139.
  28. a b c d e Westermann 1875, p. 65.
  29. Jalloh 2005, p. 29.
  30. Westermann 1875, p. 66.
  31. Westermann 1875, p. 67.
  32. Westermann 1875, p. 140.
  33. Ameka 1991, pp. 42-43.
  34. Jalloh 2005, p. 25.
  35. Ameka 1991, p. 43.
  36. Philippaki-Warburton 1968, p. 32.
  37. Philippaki-Warburton 1968, pp. 31-34.
  38. Garry, Jane (2001). Facts about the world's languages: an encyclopedia of the world's major languages, past and present (em English). New York: H.W. Wilson Company. p. 212. OCLC 611941438 
  39. «Niger-Congo Languages». www.zompist.com. Consultado em 21 de abril de 2022 
  40. Westermann 1875, p. 78.
  41. Jalloh 2005, p. 33.
  42. «UDHR - Éwé». www.unicode.org. Consultado em 21 de abril de 2022 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • Ameka, Felix Kofi (2001) 'Ewe'. In Garry and Rubino (eds.), Fact About the World's Languages: An Encyclopedia of the World's Major Languages, Past and Present, 207-213. New York/Dublin: The H.W. Wilson Company.
  • Ansre, Gilbert (1961) The Tonal Structure of Ewe. MA Thesis, Kennedy School of Missions of Hartford Seminary Foundation.
  • Capo, Hounkpati B.C. (1991) A Comparative Phonology of Gbe, Publications in African Languages and Linguistics, 14. Berlin/New York: Foris Publications & Garome, Bénin: Labo Gbe (Int).
  • Collins, Chris. 1993. Topics in Ewe Syntax. Doctoral Dissertation, MIT.
  • Garry, Jane (2001). Fact About the World's Languages: An Encyclopedia of the World's Major Languages, Past and Present. [S.l.: s.n.] 
  • Jalloh, Katrina (2005). A phonological and grammatical analysis of Ewe. [S.l.: s.n.] 
  • Pasch, Helma (1995) Kurzgrammatik des Ewe Köln: Köppe.
  • Philippaki-Warburton, Irene (1968). Ewe basic course. [S.l.]: African Studies Program, Indiana University. OCLC 445905 
  • Westermann, Diedrich (1875). Grammatik der Ewe-Sprache. [S.l.: s.n.] 
  • Westermann, Diedrich Hermann (1930) A Study of the Ewe Language London: Oxford University Press.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]