Língua maxacali (patxôhã)

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O tronco lingüístico Pataxó é o macro-jê, da mesma família de línguas Maxacali, Os maxacalis[1], também chamados maxacaris[2] (maxakalí), e a semelhança entre sons e significados são bem relevantes. Durante muitos anos a língua pataxó foi quase esquecida e por pouco não foi extinta, mas esse povo é guerreiro e através de um estudo de pesquisa, professores e lideranças pataxós da Bahia iniciaram um processo de revitalização da língua.

Conversaram com os mais velhos e conseguiram resgatar um montante de palavras que eram usadas no dia a dia e presente nas musicas Pataxó, através de um projeto de pesquisa. Depois de muita pesquisa e estudo, batizaram a língua de Patxohã que quer dizer: pat são as iniciais de pataxó: atxohã é língua e Xôhã é guerreiro. Ou seja, linguagem de guerreiro. Depois de realizado esse trabalho, começaram os intercâmbios entre os professores e comunidades pataxós de Bahia e Minas Gerais para que a língua pataxó fosse revitalizada entre os povos que residem em outro estado, como é o nosso caso.

Patxohã é ensinado nas escolas pataxós para as crianças com a finalidade de manter viva a cultura através não só da língua, mas de todo um trabalho cultural realizado por professores indígenas, que atuam como agentes culturais.

Os pataxós são um povo indigena de lingua da familia maxacali, do tronco macro-iê. Apesar de expressarem na lingua portuguesa alguns grupos conservarem seu idioma original, ensinando-o aos demais povos.

Atualidades[editar | editar código-fonte]

Hoje a maioria dos pataxós vivem na Aldeia Barra Velha (Arahuna'á Makiame). Comemoram 500 anos de Brasil, na aldeia a cultura é ensinada em um colegio com infra-estrutura moderna para atender a necessidade da educação na aldeia, assim pois tenho 4 professores da Lingua Pataxó, com intuito de passar o legado para as crianças e jovens sobre o bem cultural que é a lingua materna, e os jovens aprendem a lingua indígena, musica e dança, e em comerações na aldeia eles sociabilizam a cultura entre si tornando assim possível a comunicação entre eles.

Crença religiosa[editar | editar código-fonte]

O colar para o povo pataxó representa uma proteção, com a crença de que as sementes e matérias naturais naturais utilizados passam a força para eles.

Arte indigena[editar | editar código-fonte]

Eles utilizam as sobras de polietileno e peças de polipropileno para desenho que representam natureza e crenças juntos.

Lingua falada[editar | editar código-fonte]

O povo pataxó fala a língua patxohã e lingua portuguesa.

Danças e Festas[editar | editar código-fonte]

Na Aldeia Barra Velha os pataxós organizam luais culturais, comemorações, casamento, e outas festividades conhecidas por eles por Kãdawe algumas abertas aos turistas, os indios jovens, e em idade de casar cortejam as moças jogando flores, depois participam da corrida de toras, passam três dias na mata, e ao completar os três dias eles deverão voltar com caça para provar que é um guerreiro forte com capacidade de sustentar sua jokana (mulher), e em emfim em uma grande festa com a participação de todos da aldeia, lideranças anciãs como o Pajé para realizar a cerimônia de casamento.

Aqui parte importante da linguagem Patxôhã, um texto redigido em Patxôhã (Pataxó) por Than Txaywã Ãtxuab Pataxó:

“Mê’a´ré txihy mê’á petoi’xó apetxiênã hãgnahay hῦ uitamõ iẽ pahuré”

“Mê’á koet’hi kahab’xó iõ werimehe dxahá áhê mipây’xó aponãhy, tayatê ie xayhê upã pohẽhaw mê’á petoi’xó hãtö awãkã ũpú werimehe dxahá areneá, mê’á koet’hi dxê iõ dxa’á torotê’xó pâx kawatá ũpú anehõ dxahá anehõ akã niamã’xó, anehõ koet’hy torotê’xó eketohê dxahá kahab’i anerê ukôtxêp hamátxihá, tayatê kepây ihãyré’xó âkâwtxy. Iõ hãgnahay okehoy’xó hunihá’ĩ, txayá iõ homãk iknuy’xó ikô nãptxe’xó iẽ nãxeykô, ãhô petoĩ’xó txaupã ũpú dxê pahuré Poôtá iakatã iõ kuã mê’á dxahá iõp tarakwatê."

“Ser índio é ter um futuro com horizonte a sonhar”

“É preciso viver o amor para se sentir feliz, por que a razão da vida é ter uma história de amor para contar, é preciso enxergar o que está dentro de você para si auto entender, você precisa estar preparado para vivenciar sempre novas oportunidades, por que elas passam correndo. O futuro pode demorar, mas o passado machuca por existir a lembrança, não tenha medo de sonhar longe pois o saber é para os fortes.”

Referências

  1. Dicionário Houaiss, verbete "maxacali".
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa versão eletrônica, verbete "maxacali".