Línguas indígenas da América

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As línguas indígenas da América são as línguas faladas pelos povos indígenas americanos. Apesar de semelhanças, possuem estruturas variadas entre si. Conforme estas semelhanças e relações genéticas, são agrupadas em famílias linguísticas que são revisadas constantemente por linguistas. As línguas que não puderam ser agrupadas em grandes famílias linguísticas são consideradas línguas isoladas ou permanecem sem classificação.

De acordo com a UNESCO, a maioria das línguas das Américas está sob perigo de extinção, e muitas já se encontram de fato extintas.[1] A língua indígena mais amplamente falada no continente é uma variação dialetal do quíchua, contando entre 6 e 7 milhões de falantes.

No Brasil, estima-se que a quantidade de línguas indígenas faladas não passe de 180 [2] - número por si já dúbio, devido às dificuldades de se definir tecnicamente o que seria uma língua (questões dialetais, formas antigas e modernas etc.). Este cenário ainda mais árido frente a falta de informações e dados sobre estas línguas e seus falantes.

Línguas da América do Norte[editar | editar código-fonte]

Línguas da América do Norte (Glottolog 2019):[3]

Troncos linguísticos
Áreas linguísticas

Línguas da América do Sul[editar | editar código-fonte]

Campbell (2012)[editar | editar código-fonte]

Línguas da América do Sul (Lyle Campbell 2012):[4]

Jolkesky (2016)[editar | editar código-fonte]

Línguas da América do Sul (Marcelo Jolkesky 2016):[6]

  • † = língua(s) extinta(s)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Gordon, Raymond G., Jr. (Ed.). 2005. Ethnologue: Languages of the World (15th ed.). Dallas, Texas: SIL International. ISBN 1-55671-159-X. (Online version: http://www.ethnologue.com)
  2. Seki, Lucy (2000). «Línguas indígenas do Brasil no limiar do século XXI». Impulso. 12: 233-256  (Online: http://etnolinguistica.wdfiles.com/local--files/artigo%3Aseki-2000/seki_2000.pdf), página 238
  3. Hammarström, Harald; Forkel, Robert; Haspelmath, Martin, eds. (2019). «Glottolog». 4.1. Jena: Max Planck Institute for the Science of Human History 
  4. Campbell, Lyle (2012). «Classification of the indigenous languages of South America». In: Grondona, Verónica; Campbell, Lyle. The Indigenous Languages of South America. Col: The World of Linguistics. 2. Berlin: De Gruyter Mouton. pp. 59–166. ISBN 978-3-11-025513-3 
  5. Nikulin, Andrey. 2020. Proto-Macro-Jê: um estudo reconstrutivo. Tese de Doutorado em Linguística, Universidade de Brasília.
  6. Jolkesky, Marcelo Pinho de Valhery. 2016. Estudo arqueo-ecolinguístico das terras tropicais sul-americanas. Doutorado em Linguística. Universidade de Brasília.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Loukotka, Čestmír. 1968. Classification of South American Indian languages. Los Angeles: UCLA Latin American Center. (453 páginas, extensa bibliografia, índice etnolingüístico, 1 mapa desdobrável em cores (escala 1 : 8.500.000) e 1 índice etnolinguístico do mapa)