Lúcia Vânia Abrão Costa

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Lúcia Vânia
Lúcia Vânia
Senadora por  Goiás
Período 1º de fevereiro de 2003
até a atualidade
Deputada federal por  Goiás
Período 1º de fevereiro de 1999
até 31 de janeiro de 2003
1º de fevereiro de 1987
até 31 de janeiro de 1995
Secretária Nacional de Assistência Social do  Brasil
Período 1995 até 1998
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Dados pessoais
Nascimento 15 de outubro de 1944 (73 anos)
Cumari, Goiás
Partido PMDB (1987-1993)
PP (1993-1995)
PSDB (1995-2015)
PSB (desde 2015)
Religião Católica
Profissão Jornalista

Lúcia Vânia Abrão (Cumari[1], 15 de outubro de 1944) é uma jornalista e política brasileira. Atualmente é Senadora da República, por Goiás. Primeira mulher eleita deputada federal por Goiás, em 1986, Lúcia Vânia entrou para a história da política brasileira ao participar, já em seu primeiro mandato no Congresso, da Assembleia Nacional Constituinte. A convite do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso, assumiu, em 1995, o cargo de Secretária Nacional de Assistência Social e tornou-se responsável por toda a política social do país.

Vida[editar | editar código-fonte]

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, foi Primeira-dama de Goiás entre 1975 e 1979 durante o governo de Irapuan Costa Júnior, com quem foi casada e teve três filhos. É irmã do ex-senador de Tocantins Moisés Abrão Neto, prima do ex-deputado federal Pedrinho Abrão e do radialista Jason Abrão e tia do deputado federal Marcos Abrão.

Deputada federal por dois mandatos consecutivos entre 1987 a 1995. Em 1994 candidatou-se ao governo de Goiás, então pelo Partido Progressista mas foi derrotada por Maguito Vilela. Filiada ao PSDB, foi Secretária Nacional de Assistência Social do Governo Fernando Henrique Cardoso quando em 1998 foi novamente eleita deputada federal. Em 2000 se lançou candidata a prefeitura de Goiânia obtendo o 3o.lugar.

Em 2002 foi eleita senadora, tendo sido reeleita em 2010.

Em junho de 2015, deixou o PSDB, alegando desentendimento com a bancada do senado e com o diretório nacional do partido. [2] Em agosto de 2015, em uma cerimônia realizada em Goiânia, com a presenças de várias autoridades, Lúcia se filia ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).[3]

Em 30 de agosto de 2016, Lúcia Vânia, então senadora, votou a favor da cassação da presidente da república, Dilma Rousseff.

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[4] Em julho de 2017 se absteve na votação da reforma trabalhista.[5]

Em outubro de 2017 votou contra a manutenção do mandato do senador Aécio Neves, mostrando-se favorável a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo onde ele é acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar dois milhões de reais ao empresário Joesley Batista.[6][7]

Lei Orgânica da Assistência Social[editar | editar código-fonte]

À frente da secretária, Lúcia Vânia implantou a Lei Orgânica da Assistência Social, a Loas, inclusive nos Estados e municípios. Lançou o Benefício de Prestação Continuada, voltado para idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência; e criou, em maio de 1996, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, o PETI, quatro vezes premiado pelo UNICEF, o programa das Nações Unidas que cuida das crianças no mundo todo.

Congresso Nacional[editar | editar código-fonte]

No parlamento, foi relatora de leis importantes, como a chamada Lei Maria da Penha e do projeto que recriou a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Ela se orgulha da participação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou as situações de violência e redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil.

Lúcia Vânia foi por duas vezes presidente da Ouvidora Geral do Senado, presidente das Comissões de Assuntos Sociais; de Infraestrutura e de Desenvolvimento Regional e Turismo. A parlamentar tem em sua trajetória política um olhar cuidadoso voltado para a Educação e atualmente preside a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. À frente do colegiado educacional, a senadora tem levado adiante os temas que constituem os principais gargalos na Educação; desde a primeira infância ao ensino superior. Em todas as ações, tem se pautado pelo princípio de que um país só fará justiça com seu povo o dia em que não houver uma escola do rico e uma escola do pobre.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]