Lúcia dos Santos

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Lúcia dos Santos[1]
Lúcia (de pé) na companhia da sua prima Jacinta Marto, ambas segurando os seus rosários.
Outros nomes Lúcia de Jesus Santos[2], Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado
Nascimento 28 de março de 1907
Aljustrel, Fátima, Portugal
Morte 13 de fevereiro de 2005 (97 anos)
Convento Carmelita de Santa Teresa, Coimbra, Portugal
Nacionalidade Portugal portuguesa
Cidadania Portuguesa
Progenitores Mãe: Maria Rosa
Pai: António dos Santos
Parentesco Francisco Marto e Jacinta Marto (primos).
Ocupação Freira da Igreja Católica da Ordem dos Carmelitas Descalços
Página oficial
www.lucia.pt
www.santuario-fatima.pt

Lúcia dos Santos[1][nota 1] (Aljustrel, Fátima, Ourém, 28 de Março de 1907Coimbra, 13 de Fevereiro de 2005), freira da Ordem das Carmelitas Descalças, conhecida no Carmelo como Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado e pela maioria dos portugueses simplesmente como Irmã Lúcia, foi, juntamente com os seus primos Jacinta e Francisco Marto (os chamados três pastorinhos), uma das três crianças que assistiram às aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Lúcia nasceu no lugar de Aljustrel, próximo de Fátima, filha de António dos Santos e de sua mulher (casados em Fátima, Ourém, a 19 de Novembro de 1890) Maria Rosa (6 de Julho de 1869) e irmã mais nova de sete: Maria dos Anjos, Teresa de Jesus Rosa dos Santos, Manuel Rosa dos Santos, Glória de Jesus Rosa dos Santos, Carolina de Jesus Rosa dos Santos e Maria Rosa.

Tinha dez anos e era completamente analfabeta quando alegadamente viu, pela primeira vez, Nossa Senhora na Cova da Iria, juntamente com os primos Jacinta e Francisco Marto. Lúcia foi a única dos três primos que falava com a Virgem Nossa Senhora, sua prima Jacinta ouvia mas não falava e Francisco nem sequer ouvia as palavras de Nossa Senhora, e como tal era a portadora do Segredo de Fátima. Nos primeiros tempos, a hierarquia católica revelou-se céptica sobre as afirmações dos Três Pastorinhos e foi só a 13 de Outubro de 1930 que o bispo de Leiria tornou público, oficialmente, que as aparições eram dignas de crédito. A partir daí, o Santuário de Fátima ganhou uma expressão internacional, enquanto a irmã Lúcia viveu cada vez mais isolada. Durante alguns anos ficou na Quinta da Formigueira em Frossos Braga, propriedade do bispo de Leiria D. José Alves Correia da Silva.

Em 17 de Junho de 1921, o Bispo de Leiria, José Alves Correia da Silva, proporcionou a sua entrada no colégio das irmãs doroteias em Vilar, Porto, alegadamente para a proteger dos peregrinos e curiosos que acorriam cada vez mais à Cova da Iria e pretendiam falar com ela. Professou como doroteia em 1928, em Tui, Espanha, onde viveu alguns anos.

Em 1946 regressou a Portugal e, dois anos depois, entrou para a clausura do Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, onde professou como carmelita a 31 de Maio de 1949. Foi neste convento que escreveu dois volumes com as suas Memórias e os Apelos da Mensagem de Fátima. Em 1991, quando o Papa João Paulo II visitou Fátima, convidou a irmã Lúcia a deslocar-se ali e esteve reunido com ela doze minutos. Antes, já se tinha encontrado também em Fátima com o Papa Paulo VI.

Lúcia morreu no dia 13 de Fevereiro de 2005, aos 97 anos, no Convento Carmelita de Santa Teresa em Coimbra. O Papa João Paulo II, nesta ocasião, rezou por Irmã Lúcia e enviou o Cardeal Tarcisio Bertone para o representar no funeral. Em 19 de Fevereiro de 2006 o seu corpo foi trasladado de Coimbra para o Santuário de Fátima onde foi sepultada junto dos seus primos, Francisco e Jacinta Marto.[3]

Memórias[editar | editar código-fonte]

Estátua do Imaculado Coração de Maria conforme a descrição da Sua aparição à Irmã Lúcia.

A 12 de Setembro de 1935, os restos mortais de Jacinta Marto são trasladados para o cemitério de Fátima. Ao abrir-se a urna, verifica-se que o rosto da vidente se encontrava incorrupto. Tiram-se então algumas fotografias e o então Bispo de Leiria, José Alves Correia da Silva, remete algumas para Lúcia que se encontrava na altura em Pontevedra. Na carta de agradecimento, Lúcia evoca a prima com saudade referindo alguns factos sobre o carácter de Jacinta. Estas palavras levam D. José a ordenar-lhe que escrevesse tudo o que se recordava da prima. Assim nasce a "Primeira Memória da Irmã Lúcia" que fica concluída em Dezembro de 1935.[4]

Volvidos dois anos sobre a revelação dos factos relatados na "Primeira Memória", o Bispo de Leiria, convencido da necessidade de se estudar mais a fundo os acontecimentos de Fátima, dá ordens a Lúcia para escrever a história da sua vida e das aparições. A vidente obedece e redige, entre os dias 7 e 21 de Novembro de 1937, o que fica conhecido como "Segunda Memória da Irmã Lúcia". Neste texto, a vidente revela pela primeira vez os factos ocorridos com as três visões do Anjo.[4]

Em 26 de Julho de 1941, o Bispo de Leiria escreve a Lúcia anunciando-lhe o livro "Jacinta" que estava a ser preparado pelo Dr. J. Galamba de Oliveira. Pede-lhe então para recordar tudo o mais o que pudesse lembrar sobre a prima, de modo a ser incluído nesta edição. Esta ordem cai no fundo da alma da vidente como um raio de luz, dizendo-lhe que era chegado o momento de revelar as duas primeiras partes do Segredo. Manifesta então a vontade de acrescentar à edição dois capítulos: um sobre o Inferno e outro sobre o Imaculado Coração de Maria. Estas revelações são escritas e concluídas em 31 de Agosto de 1941. São posteriormente publicadas e conhecidas como a "Terceira Memória da Irmã Lúcia".[4]

Surpreendidos com os relatos da "Terceira Memória", Dom José Alves Correia da Silva e Galamba de Oliveira concluíram que Lúcia não tinha dito tudo nas narrações anteriores e que ocultaria ainda algumas coisas. A 7 de Outubro de 1941, a vidente recebe ordem para escrever tudo o que soubesse sobre Francisco e completar o que faltasse sobre Jacinta e descrever, com mais pormenor, as Aparições do Anjo e de Nossa Senhora. Lúcia entrega o manuscrito a 8 de Dezembro de 1941 deixando claro que nada mais tem a ocultar excepto a Terceira parte do Segredo. O texto é depois publicado como "Quarta Memória da Irmã Lúcia" e nele a vidente escreve o texto definitivo das Orações do Anjo, acrescentando também ao segredo a frase «Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé etc.».[4]

Memorial Irmã Lúcia[editar | editar código-fonte]

Em 31 de Maio de 2007 foi inaugurado em Coimbra um museu sobre a vidente de Fátima.

Foi projectado pelo arquitecto Florindo Belo Marques para uma área onde as freiras do Carmelo de Coimbra tinham galinheiros, o museu apresenta um espólio que remete até ao tempo das "aparições de Fátima".

Beatificação[editar | editar código-fonte]

Em 14 de Fevereiro de 2008, na Catedral de Coimbra em Portugal, o Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, por ocasião do aniversário da morte da "vidente de Fátima", tornou público que o papa Bento XVI, atendendo ao pedido do bispo Albino Mamede Cleto, de Coimbra, compartilhado com numerosos bispos e fiéis do mundo todo autorizou, excepcionando as normas do Direito Canônico (art. 9 das "Normae servandae"), o início da fase diocesana da causa da sua beatificação, transcorridos apenas três anos da sua morte.[5]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Existem rumores de que a irmã Lúcia foi substituída por uma impostora nos anos 50 com o objetivo de não pressionar o Vaticano a publicar o terceiro segredo de Fátima, o qual deveria ser revelado após sua morte ou no ano de 1960 e que continha um tema apocalíptico junto com a grande perda da fé que ocorreria após o Concílio Vaticano II[6][7].

A irmã Lúcia disse ao padre Fuentes, o qual a visitou pessoalmente que "Deus vai castigar o mundo e será de uma maneira terrível; a punição dos Céus é iminente."[8][9]

O Bispo José Alves Correia da Silva pediu pessoalmente à irmã Lúcia para que escrevesse formalmente o terceiro segredo de Fátima, porém não o leu com medo da responsabilidade que viesse a ter se soubesse de tal segredo[10]. Lúcia então fez o bispo prometer que "Deverá ser definitivamente aberto e lido para o mundo após sua morte ou em 1960, o que vier primeiro"[11].

Indagada sobre o porquê de esperar o ano de 1960 para revelar o terceiro segredo, a irmã Lúcia respondeu: "Porque a Santa Virgem deseja que assim o seja".[12]

O bispo, porém, faleceu em 1957, 3 anos antes da data prevista para a publicação do terceiro segredo.[13]

No dia 8 de Fevereiro de 1960, o Vaticano anunciou numa declaração à imprensa que o terceiro segredo de Fátima não seria revelado.[14]

No dia 11 de Outubro de 1962 foi iniciado o Concílio Vaticano II.

Segundo os testemunhos do Cardeal Ottaviani, do Bispo Venâncio e do Padre Alonso, Frère Michel e Frère François concordam em que o texto do Terceiro Segredo contém apenas 20 a 30 linhas: "(...) temos a mesma certeza de que as vinte ou trinta linhas do terceiro Segredo(...)". [15]

O Bispo Venâncio olhou "para o envelope (contendo o Terceiro Segredo) que segurava contra a luz. Pôde ver dentro dele uma pequena folha, cujo tamanho exato mediu. Sabemos assim que o Terceiro Segredo não é muito longo, provavelmente 20 a 25 linhas...". [16]

Em 1992, na entrevista feita à considerada Irmã Lúcia intitulada "Duas Horas com a Irmã Lúcia" ela afirmou que "Não é pretendido que o Terceiro Segredo seja revelado. Foi apenas destinado ao Papa e à hierarquia imediata da Igreja." E quando indagada sobre a questão do segredo dever ter sido revelado em 1960 ela respondeu: "Nossa Senhora nunca disse isso. Nossa Senhora disse que o segredo era destinado ao Papa." [17]

Em 13 de Maio de 2000, o Vaticano divulgou o suposto terceiro segredo de Fátima cujo tema fala sobre o assassinato de um Papa e de diversos clérigos e leigos por soldados. O segredo divulgado pelo Vaticano contém 62 linhas. O Vaticano interpretou o texto como referindo-se à tentativa de assassinato ao Papa João Paulo II.[18]

Em 13 de Maio de 2010, o Papa Bento XVI afirmou que "Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída." [19]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Memórias, edição crítica de Cristina Sobral, apresentação de Marco Daniel Duarte, Santuário de Fátima, Fátima 2016.
  • Memórias da Irmã Lúcia I. Editor: P. Luis Kondor SVD.

Neste primeiro volume a Lúcia recorda o retrato da Jacinta e do Francisco e o que aconteceu de mais significativo antes, durante e depois das Aparições.[20]

  • Memórias da Irmã Lúcia II. Editor: P. Luis Kondor SVD.

Neste 2º volume, a Irmã Lúcia recorda a sua infância em mais duas memórias: a 5ª dedicada especialmente a seu pai e a 6ª a sua mãe.[20]

  • Apelos da Mensagem de Fátima. Editor: Carmelo de Coimbra e Santuário de Fátima.

Neste livro, a Irmã Lúcia responde a muitas perguntas que lhe foram colocadas sobre a Mensagem de Fátima. Está aprovado pela Congregação da Doutrina da Fé.[20]

  • IRMÃ LÚCIA Como vejo a Mensagem através dos tempos e dos acontecimentos. Editor: Carmelo de Coimbra e Secretariado dos Pastorinhos.

Um dos escritos deixados pela Ir. Lúcia, publicado por ocasião da trasladação dos seus restos mortais, que revela a visão que tinha da mensagem que recebeu de Nossa Senhora.[20]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Carmelo de Coimbra; Um Caminho sob o olhar de Maria - Biografia da Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, 496 pp., Edições Carmelo (2013)
  • Irmã Maria Celina de Jesus Crucificado, OCD; Irmã Lúcia: A memória que dela temos, Carmelo de Coimbra e Secretariado dos Pastorinhos.

Eventos históricos[editar | editar código-fonte]

Apresenta-se a seguir uma cronologia de alguns eventos históricos relacionados com a vida de Lúcia:

  • 28 de Março de 1907 - Nasce em Aljustrel, Fátima.
  • 17 de Maio de 1921 - Dá entrada como aluna interna, no colégio das Irmãs Doroteias em Vilar, Porto.[21]
  • 15 de Junho de 1921 – Visita a Cova da Iria, onde ocorre a sétima aparição, anunciada por Nossa Senhora a 13 de Maio de 1917.[1]
  • 25 de Outubro de 1925 - Viaja para Espanha e é admitida como postulante de noviciado no Convento das Doroteias, em Tui, sob a protecção de Madre Maria do Carmo da Cunha Matos. Ao receber o hábito adopta o nome de Maria (Lúcia) das Dores.[21]
  • 10 de Dezembro de 1925 - Nossa Senhora pede a Lúcia, numa visão em Tui, a divulgação da prática e da comunhão reparadora nos primeiros sábados.[1]
  • 15 de Fevereiro de 1926 - Tem uma visão de Jesus onde Ele lhe pergunta se tem espalhado a devoção dos primeiros sábados.
  • 17 de Dezembro de 1927 – Lúcia recebe de Jesus a ordem de escrever o que lhe pediam sobre a devoção ao Imaculado Coração de Maria.[1]
  • 13 de Junho de 1929 - Nossa Senhora pede a Lúcia, noutra visão em Tui, a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração.
  • Dezembro de 1935 - Escreve o texto sobre a vida de Jacinta que fica conhecido como a "Primeira Memória da Irmã Lúcia".[4]
  • Novembro de 1937 - Escreve o texto sobre a sua vida e as aparições que fica conhecido como "Segunda Memória da Irmã Lúcia".[4]
  • 25 de Janeiro de 1938 - Extraordinária aurora boreal, registada por astrónomos na noite de 25 para 26 de Janeiro. (Lúcia sempre insistiu que este era o sinal de Deus para o começo da guerra, conforme Nossa Senhora havia comunicado aos pastorinhos na terceira aparição.)[22]
  • 12 de Março de 1938 - Tropas nazistas marcham até Áustria para anexá-la à Alemanha do Terceiro Reich. (Segundo o testemunho da Irmã Lúcia (carta de 8 de Novembro de 1989 para o Santo Padre), este acontecimento teria sido o verdadeiro início da Segunda Guerra Mundial, ocorrendo durante o pontificado do Papa Pio XI (1922-1939), confirmando assim a mensagem de Nossa Senhora de 13 de Julho de 1917)
  • 31 de Agosto de 1941 - Atendendo ao pedido feito pelo Bispo de Leiria, Lúcia redige numa carta manuscrita, a Primeira e a Segunda parte do Segredo, deixando claro que existiria ainda uma Terceira parte por divulgar. Estas revelações são posteriormente publicadas e conhecidas como a "Terceira Memória da Irmã Lúcia".[23]
  • 8 de Dezembro de 1941 - Escreve o que ficou conhecido como a "Quarta Memória da Irmã Lúcia". Acrescenta ao texto do segredo: « Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé etc. ».[24]
  • 3 de Janeiro de 1944 - Por ordem do Bispo de Leiria, a Irmã Lúcia escreve a Terceira parte do Segredo. O envelope é selado e guardado primeiramente pelo Bispo de Leiria sendo entregue, no dia 4 de Abril de 1957, ao Arquivo Secreto do Santo Ofício. Disto mesmo, foi avisada a Irmã Lúcia pelo Bispo de Leiria.[23]
  • 21 e 22 de Maio de 1946 - Desloca-se a Fátima e faz a identificação dos lugares históricos das aparições.[1]
  • 25 de Março de 1948 - Retorna a Portugal para ingressar no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra.[21]
  • 31 de Maio de 1949 - Faz a sua profissão solene com o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado.[21]
  • 12 de Maio de 1982 - Numa carta dirigida ao Santo Padre, faz uma orientação para a interpretação da Terceira parte do Segredo.[23]
  • 13 de Maio de 1982 - Encontro com o Papa João Paulo II quando este visita pela primeira vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para agradecer à Virgem ter escapado com vida do atentado que havia sofrido um ano antes.
  • 25 de Março de 1984 - O Papa João Paulo II, em união com os Bispos do mundo inteiro, faz na Praça de São Pedro, no Vaticano, a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, diante da imagem da Virgem de Fátima, que propositadamente viajou desde a Capelinha das Aparições. Mais tarde, a Irmã Lúcia confirma, numa carta de 8 de Novembro de 1989 para o Santo Padre, que este acto solene e universal de consagração, corresponderia ao que Nossa Senhora queria.[23]
  • 13 de Maio de 1991 - Encontro com o Papa João Paulo II quando este visita o Santuário de Fátima pela segunda vez, no 10.º aniversário do seu atentado na Praça de São Pedro.
  • 27 de Abril de 2000 - Cumprindo o pedido feito pelo Papa João Paulo II numa carta pessoal enviada à Irmã Lúcia em 19 de Abril de 2000, o Cardeal D. Tarcisio Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé e o Bispo de Leiria-Fátima Dom Serafim de Sousa Ferreira e Silva encontram-se com a Irmã Lúcia no Carmelo de Santa Teresa em Coimbra para ouvir a sua interpretação da Terceira parte do Segredo.[23]
  • 13 de Maio de 2000 - O Papa João Paulo II visita Fátima pela última vez para a beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto. Aí se encontra pela última vez com a Lúcia. O Cardeal Ângelo Sodano, no final da solene Concelebração Eucarística presidida por João Paulo II, anuncia o Terceiro Segredo de Fátima.
  • 13 de Fevereiro de 2005 - Morre no Carmelo de Coimbra.
  • 19 de Fevereiro de 2006 - Os restos mortais são trasladados para a Basílica de Fátima onde é sepultada junto dos seus primos, Francisco e Jacinta.
  • 31 de Maio de 2007 - É inaugurado em Coimbra um museu sobre a vidente.
  • 14 de Fevereiro de 2008 - O Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, por ocasião do aniversário da morte de Lúcia, torna público em Coimbra que o Papa Bento XVI autorizou, excepcionando as normas do Direito Canônico, o início da fase diocesana da causa da sua beatificação, transcorridos apenas três anos da sua morte.

Notas

  1. Lúcia muitas vezes assinou com os nomes próprios "Lúcia de Jesus", embora no seu assento de baptismo apenas conste o nome Lúcia.

Referências

  1. a b c d e f «Conferência "Notas Biográficas da Irmã Lúcia». Página oficial do Santuário de Fátima. Fatima.pt. 9 de abril de 2007. Consultado em 25 de abril de 2016. 
  2. Para os nomes próprios "Lúcia de Jesus", ver O Mensageiro, Ano IV, n.º 161, 8 de Novembro de 1917, p. 2; para o nome completo "Lúcia de Jesus Santos", ver assinatura de carta de Lúcia à sua mãe em 25 de Outubro de 1924, em António Maria Martins S.J., Cartas da Irmã Lúcia, 2.ª ed., Porto: Livraria Apostolado da Imprensa, 1979, p. 113.
  3. Biografia da Irmã Lúcia
  4. a b c d e f P. António Maria Martins, S. J. (novembro de 1984). Novos Documentos de Fátima (Oficinas gráficas da Editorial Franciscana: Livraria A. I. - Porto). ISBN 9780000008091. 
  5. Vatican Information Service - 14 de fevereiro de 2008 - Ano XVIII - Num. 31.
  6. «Fatima Secrets - District of the USA». sspx.org. Consultado em 2016-03-25. 
  7. La Verdad sobre el Secreto de Fatima, Fr. Joaquin Alonso, Spanish Edition, pp. 46-47
  8. «Crusader 79 Page 17». www.fatimacrusader.com. Consultado em 2016-03-25. 
  9. Ir. Michael Dimond, The Third Secret of Fatima (3rd Edition)
  10. Ir. Michael Dimond, The Third Secret of Fatima (3rd Edition)
  11. La Verdad sobre el Secreto de Fatima, Fr. Joaquin Alonso, Spanish Edition, pp. 46-47
  12. Barthas, Fatima, merveille du XXe siecle, p. 83. Fatima-editions, 1952
  13. «Bishop José Alves Correia da Silva [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 2016-03-25. 
  14. Cidade do Vaticano, 8 de Fevereiro de 1960 (A.N.I.) -«Acaba de ser declarado em círculos altamente fidedignos do Vaticano que é muito possível que nunca venha a ser aberta a carta em que a Irmã Lúcia escreveu as palavras que Nossa Senhora confiou aos três pastorezinhos, como segredo, na Cova da Iria (…) É muito provável que o “Segredo de Fátima” fique para sempre sob absoluto sigilo.»
  15. The Whole Truth About Fatima - Vol. III, p. 626.
  16. The Secret of Fatima … Revealed, p. 7. Frère Michel
  17. Duas Horas com a Irmã Lúcia, 1992. Conduzida pelo Cardeal Padiyara de Ernakulam, da Índia, Sua Excelência Bispo Francisco Michaelappa de Mysore, da Índia e pelo Padre Francisco V. Pacheco, de Fortaleza Ce., Brasil.
  18. «Segredo de Fátima segundo Vaticano». 
  19. VIAGEM APOSTÓLICA A PORTUGAL  NO 10º ANIVERSÁRIO DA BEATIFICAÇÃO  DE JACINTA E FRANCISCO, PASTORINHOS DE FÁTIMA (11-14 DE MAIO DE 2010)
  20. a b c d «Livros escritos pela Ir. Lúcia e já publicados». Carmelo de Santa Teresa - Coimbra. Consultado em 21 de outubro de 2011. 
  21. a b c d Fernando Guedes (março de 1967). Fátima - mundo de esperança (GRIS Impressores: VERBO). 
  22. Memórias da Irmã Lúcia (PDF) [S.l.: s.n.] p. 122, nota 1. 
  23. a b c d e «A Mensagem de Fátima». Vaticano, Congregação para a Doutrina da Fé. 
  24. «The Third Secret» (em inglês). World Apostolate of Fatima, Rhode Island Division. 2009. Consultado em 22 de outubro de 2011. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]