Luzia de Siracusa
Santa Luzia de Siracusa
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|---|---|
| Santa Luzia de Siracusa (c. 1637) por Francisco de Zurbarán, coleção da Galeria Nacional de Arte, Washington, D.C. | |
| Virgem e Mártir | |
| Nascimento | 7 de março de 283 Siracusa, Itália |
| Morte | 13 de dezembro de 304 (21 anos) Siracusa, Itália |
| Veneração por | Igreja Católica Igreja Ortodoxa Igreja Luterana e Igreja Anglicana |
| Canonização | Pré-congregação |
| Festa litúrgica | 13 de dezembro |
| Atribuições | Olhos sobre um prato[1] |
| Padroeira | Dos oftamologistas e daqueles que têm problemas de visão, Arquidiocese de Siracusa, Arquidiocese de Messina-Lipari-Santa Lucia del Mela, Diocese de Mossoró, Santa Lúcia, Santa Luzia (MG), Santa Luzia (PB), Santa Luzia (BA), Macajuba (BA), Santa Luzia (MA), Santa Lúcia (PR), Santa Luzia do Norte, Luzilândia (PI), Luziânia (GO), Anapu (PA), Santarém (PA), Siracusa, Belpasso, Santa Lucía Cotzumalguapa, Mucuchies, Santa Lucía (Venezuela), Barra dos Coqueiros |
Santa Luzia de Siracusa (em italiano: Lucia; Siracusa, 7 de março de 283 — Siracusa, 13 de dezembro de 304), também conhecida como Santa Lúcia, foi uma virgem e mártir cristã de origem siciliana do início do século IV, morta durante a Perseguição de Diocleciano, uma das mais violentas investidas do Império Romano contra os cristãos. Natural da cidade de Siracusa, na Sicília, Luzia destacou-se desde cedo por sua fé profunda, por seu voto de consagração a Deus e por sua generosidade para com os pobres, virtudes que a conduziram ao martírio quando se recusou a renunciar à sua fé cristã.[2]
A memória litúrgica de Santa Luzia é celebrada tradicionalmente no dia 13 de dezembro, data em que é venerada como santa por diversas tradições cristãs, incluindo as Igrejas Católica, Ortodoxa, Ortodoxa Oriental, Anglicana e Luterana.[3][4][5][6] Seu nome figura entre os mais veneráveis da Igreja primitiva, sendo uma das oito mulheres, juntamente com a Virgem Maria, explicitamente mencionadas no Cânon Romano, a mais antiga oração eucarística da liturgia latina.[7][8]
Na antiguidade cristã, a devoção a Santa Luzia teve grande difusão, comparável àquela prestada a outras grandes virgens mártires, como Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês. À semelhança delas, possuía ofício litúrgico próprio e era amplamente celebrada tanto no Oriente quanto no Ocidente. Ao longo dos séculos, Santa Luzia permaneceu como símbolo luminoso de pureza, fortaleza e fidelidade inabalável a Cristo, sendo por isso invocada especialmente como padroeira da visão e da luz, tanto corporal quanto espiritual.[9]
Fontes
[editar | editar código]Os registros mais antigo de sua história vem de achados arqueológicos do século IV e do posterior Atos dos Mártires. As evidências arqueológicas mais antigas vêm das inscrições em grego encontradas nas Catacumbas de São João em Siracusa.[10]
O único fato comum a todos os relatos encontrados é sua denúncia, efetuada por um pretendente desapontado, de sua fé cristã durante a perseguição de Diocleciano, que culminou no seu martírio no ano de 304, na sua cidade natal.
Sua veneração espalhou-se por Roma e, por volta do sexto século, para toda a Igreja.
Durante a Era Medieval, a versão da história de Luzia apresentada na Lenda Dourada de Tiago de Voragine era a mais lida, apresentando o conhecido relato da remoção de seus olhos antes de sua morte.
Em anos recentes, as evidências arqueológicas mais antigas do culto de Santa Luzia foram levadas de volta para a Sicília, em especial para Siracusa, para serem preservadas em museus, como o Museu Arqueológico Regional de Siracusa.
Vida
[editar | editar código]Todos os detalhes de sua vida são os associados com outras mártires do início do século IV. John Henry Blunt, teólogo inglês, vê sua história como um romance heróico cristão similar aos Atos de outras virgens mártires.[11]
De acordo com a história tradicional, Luzia nasceu, de pais ricos e nobres, em Siracusa, no ano de 283. Seu pai era de origem romana, falecendo quando ela completou cinco anos de idade, enquanto o nome de sua mãe, Eutíquia, indica uma possível origem grega.[12][13]
Assim como outras mártires, Luzia consagrou sua virgindade a Deus, esperando distribuir seu dote entre os pobres. Entretanto, Eutíquia, sem ter o conhecimento da promessa de Luzia, sofrendo de uma hemorragia e temendo pelo futuro de sua filha, prometeu-a em casamento para um jovem de uma rica família pagã.[13]
Santa Ágata foi uma virgem mártir cristã, martirizada cerca de 52 anos antes do tempo de Luzia, durante a perseguição deciana. Seu santuário, em Catânia, a cerca de 80 quilômetros de Siracusa, atraía um número considerável de peregrinos, com relatos de milagres realizados por sua intercessão circulando pelas redondezas. Nesse contexto, Eutíquia foi persuadida a fazer uma peregrinação ao santuário em busca de uma cura.[13]
Enquanto a mãe de Luzia estava fora, Santa Ágata apareceu em sonho para a futura mártir, avisando-a da cura de sua mãe em razão de sua fé. Além disso, profetizou que a jovem seria a "glória de Siracusa", assim como a mártir era de sua cidade, Catânia.[13]
Depois da cura de sua mãe, Luzia tentou persuadi-la a permitir que a jovem distribuísse uma boa parte de suas riquezas para os pobres. Sua mãe inicialmente a contrariou, sugerindo que elas seriam uma boa herança para sua filha. Luzia respondeu: "...qualquer coisa que você se desfazer na morte pelo Senhor, você dá por não puder levar consigo. Doe agora pelo seu verdadeiro Salvador, enquanto você tem saúde, tudo o que você gostaria de doar na hora de sua morte."[14]
Martírio
[editar | editar código]As notícias da resolução de Luzia chegaram a seu noivo, que a denunciou para o governador reponsável por Siracusa, Pascásio. O governador ordenou a jovem a queimar um sacríficio para uma imagem do imperador. A recusa de Luzia provocou a declaração da sentença ordenando a violação de sua virgindade num prostíbulo.[13]
A tradição cristã declara que, quando os guardas vieram levá-la, Luzia permaneceu miraculosamente imóvel, mesmo após ela ser atada a um par de bois. Após isso, ao tentar imolá-la, os feixes de madeira não queimavam. Finalmente, Luzia foi morta após um golpe de espada em sua garganta.[13][15]
Na atualidade, seus restos mortais são mantidos no Santuário de Santa Luzia em Veneza. Seu principal local de culto é a igreja de Santa Lucia ao Sepolcro em Siracusa, no sul da Sicília[16].
Remoção dos olhos
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A narrativa da remoção dos olhos de Luzia por tortura está ausente das narrativas e tradições da vida da mártir, até pelo menos o século XV. De acordo com essas narrativas mais tardias, antes de sua morte, Luzia profetizou o fim da perseguição e a punição de Pascásio, além do fim do reinado de Diocleciano e a morte de Maximiano. Essas declarações incitaram a ira do governador, que ordenou a remoção dos olhos da mártir.[13]
Uma outra tradição traz a remoção dos olhos pela propria Luzia, com o objetivo de desencorajar um insistente pretendente que era atraído pela beleza deles. No futuro, enquanto seu corpo estava sendo preparado para o enterro no mausoléu da familia, foi percebido que seus olhos foram milagrosamente restaurados. Essa é uma das razões do patronato de Luzia daqueles que sofrem de doenças oculares.[12]
Veneração
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A evidência mais antiga da veneração de Luzia é uma estela descoberta na lápide de uma mulher local, Euskia, nas catacumbas de Siracusa. Hoje, o achado está alojado no Museu Arqueológico Regional de Siracusa. Euskia foi uma jovem de 25 anos falecida no dia de Santa Luzia, entre o fim dos anos 300 e o começo dos anos 400.[17]
Em torno do século VI, a história de Luzia tornou-se suficientemente conhecida para que a mártir fosse retratada em obras importantes, como na procissão das virgens da Basílica de Santo Apolinário Novo e no Sacramentário do Papa Gregório I. Sua memória também é celebrada no antigo Martirológio Romano.[13][11]
Os santos Adelmo e Beda atestam sua popularidade na Inglaterra ainda nos séculos VII e VIII, com seu festival sendo comemorado como um feriado do segundo grau, em que eram proibidos quaisquer trabalhos com exceção da agricultura. Esse festival foi suprimido durante a Reforma Inglesa.[12]
No século XI, o monge Sigeberto de Gembloux (1030-1112) escreveu uma Paixão (passio) com o objetivo de apoiar uma veneração local de Luzia em Metz.[18]
O Calendário Romano Geral possuia anteriormente uma comemoração dedicada, de forma conjunta, a Luzia e Geminiano em 16 de setembro. Essa comemoração foi removida durante as reformas, em 1969, por essa festa ser uma duplicação do seu dia dedicado, em 13 de dezembro, e pelo Geminiano comemorado, mencionado na passio de Santa Luzia, parecer uma figura ficcional, diferente do verdadeiro São Geminiano, comemorado no dia 31 de janeiro.[19]
Relíquias
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Sigeberto de Gembloux, em seu sermo de Sancta Lucia, descreve a permanência do corpo de Luzia na Sicília por 400 anos, sendo retirado de seu local e transferido para Corfínio, Abruzos, após a conquista da ilha por Faroaldo II de Spoleto. Em 972, foi transferido para Metz pelo imperador Otão I do Sacro Império Romano-Germânico, depositado na igreja de São Vicente. Enquanto o corpo de Luzia estava neste santuário, um braço seu foi removido e levado para o mosteiro de Luitburg na Diocese de Speyer. Este incidente foi comemorado por Sigeberto em verso.[13]
A história subsequente das relíquias da Santa não é clara. De acordo com Umberto Benigni, o Papa Estêvão II, em 768, enviou as relíquias de Luzia para Constantinopla, por precaução contra os ataques dos árabes sarracenos.[20]
Após sua captura em 1204 por tropas francesas, relíquias atribuídas a Luzia foram encontradas na cidade e enviadas para o mosteiro de São Jorge, em Veneza, por ordens de Enrico Dandolo, Doge da cidade-estado.[21]
Em 1513, os venezianos presentearam o rei da França, Luís XII, com a cabeça de Luzia, que foi assim depositada na catedral de Burges. Um outro relato, entretanto, declara que sua cabeça foi transferida de Burges para Roma, no mesmo período em que suas relíquias estavam em Corfínio.[13]
Hoje, partes de seu corpo estão presentes na Sicília e, em particular, na sua cidade natal, Siracusa. O restante das relíquias permanece na cidade de Veneza, sendo transferidas para a igreja de San Geremia após a igreja original ter sido demolida em 1861 para a construção de um novo terminal ferroviário. Um século depois, em 7 de novembro de 1981, todos os seus ossos, exceto seu crânio, foram roubados por ladrões, mas posteriormente recuperados pela polícia italiana cinco semanas depois, em 13 de dezembro. Outras partes de seu cadáver se encontram espalhadas pela Itália, em cidades como Roma, Nápoles, Verona e Milão, e em outros países, como Portugal (mais precisamente, em Lisboa), França e Alemanha.[21]
Patronato
[editar | editar código]O nome latino de Luzia, Lucia, possui como raiz a palavra latina para luz, lux.[22] Várias tradições incorporam significados simbólicos para seu nome, como a "portadora da luz na escuridão do inverno", em razão de sua festa ser celebrada enquanto é inverno no hemisfério norte. Por constar, em algumas versões de sua história, a remoção de seus olhos (por ela mesma ou por seus perseguidores), Luzia é comemorada como a padroeira dos cegos.[10]
Santa Lúcia ainda é celebrada como padroeira dos oftamologistas, autores, cuteleiros, vidraceiros, trabalhadores, mártires, camponeses, seleiros, vendedores, artesãos de vitrais, fotogrametria e da cidade de Perúgia, na Itália. Ela também é invocada contra hemorragias, disenteria, doenças oculares e infecções de garganta.[23]
Luzia ainda foi declarada padroeira de sua cidade natal[23], Siracusa, que abriga a pintura O Sepultamento de Santa Luzia, de Caravaggio. A pintura inicialmente situava-se na igreja de Santa Lucia al Sepolcro, mas atualmente ela se encontra na igreja de Santa Lucia alla Badia.[24]
Além disso, ela é padroeira da cidade litorânea de Ólon, no Equador e da cidade de Guane, na província de Santander, na Colômbia.[25][26]
No Brasil, é a padroeira de alguns municípios pelo país, como Mossoró (RN)[27] e Barra dos Coqueiros (SE).[28]
O país caribenho, Santa Lúcia, é nomeado em sua homenagem.[29]
Iconografia
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O emblema de seus olhos num copo ou prato aparentemente reflete sua devoção popular como protetora da visão, em razão de seu nome.[10]
Em pinturas, Luzia é frequentemente representada segurando seus olhos num prato dourado e, em outra mão, um ramo de palmeira, símbolo do martírio e da vitória sobre o mal.[12] Outros atributos simbólicos incluem uma lamparina, uma adaga, uma espada ou ainda dois bois.[10]
Na literatura
[editar | editar código]Dante
[editar | editar código]Na Divina Comédia de Dante Alighieri, Santa Luzia aparece pela primeira vez no segundo canto do Inferno, mencionada como a mensageira enviada à Beatriz pela Virgem Maria, para que aquela enviasse Virgilio em socorro do protagonista Dante. Na obra, o escritor Henry Fanshawe Tozer identificou Luzia como representante da "graça iluminativa".[30]
No segundo livro do épico, o Purgatório, Luzia é a responsável por carregar um Dante adormecido da saída do Inferno para a entrada do Purgatório. Como Luzia representa a luz, seu aparecimento no segundo livro espelha a primeira vez, levando o protagonista para "fora da escuridão". Seu simbolismo também explica a linguagem de Dante no canto de seu aparecimento (o nono), que representa o entardecer como um amanhecer, um amanhecer esse que possui tanto uma interpretação literal (o novo dia que se aproximava) e figurada (a saída do inferno em direção à salvação).[31]
Por fim, na terceira e última parte da Comédia, o Paraíso, Luzia faz sua última aparição no canto 32, situada no lado oposto de Adão na Rosa Mística. No poema, além de sua interpretação de graça e iluminação, outras visões incluem misericórdia ou até mesmo justiça.[32]
Donne
[editar | editar código]Na Baixa Idade Media, o solstício de inverno geralmente coincidia com a festa de Santa Luzia, o que provocou a associação entre esses dois eventos, conforme evidenciado por um poema de John Donne:[33]
Hoje é a meia noite do ano, e é o [seu] dia... [tradução livre]
Tis the year's midnight, and it is the day's...
— John Donne, A Nocturnal upon St. Lucie's Day, being the shortest day, Incipit do poema (em inglês)
Em razão da inacurácia do calendário juliano, o solstício de inverno já estava cerca de um ou dois dias adiantado entre Donne e o período referenciado por ele no poema.[12]
Luzia ainda é a protagonista de um romance sueco, "Ett ljus i mörkret" ("Uma luz na escuridão"), pela escrita Agneta Sjödin.[34]
Cultura e devoção populares
[editar | editar código]A festa de Santa Luzia é comemorada no dia 13 de dezembro, durante o período litúrgico do Advento. No passado, antes da reforma gregoriana no calendário, sua festa costumava coincidir com o solstício de inverno, o dia mais curto do ano, provocando a associação de sua festa com a data, celebrando-a como um "festival da luz".[12]
Na Itália
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Algumas regiões do país, como Lombardia, Emília-Romanha, Vêneto, Friul-Veneza Júlia, Trentino-Alto Ádige, ao norte, e a Sicília e a Calábria, ao sul, conservam uma devoção especial à Santa Luzia. Todos os anos, no dia da festa, há uma procissão de uma estátua de prata de Santa Luzia contendo suas relíquias em Siracusa, na Sicília, sua cidade natal. Depois da procissão, elas retornam à catedral da cidade.[35]
Os sicilianos conservam uma lenda que, no passado, a cidade foi assolada por uma escassez de alimentos. Essa escassez teve fim quando, finalmente, navios carregados de grãos chegaram à cidade no dia de sua festa. Por isso, é costume comer grãos inteiros ao invés de pães no dia de Santa Luzia, na região, geralmente em forma de cuccia, um prato feito de uma mistura de bagas de trigo fervidas, mel e ricota, servido como sopa acompanhada de feijões.[36][37]
Na Escandinávia
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Nos países escandinavos, com seus invernos escuros e longos, a festa de Luzia floresceu na cultura de forma particular. Tradicionalmente, uma jovem é vestida com um vestido branco e uma faixa vermelha (simbolizando o martírio), usando uma coroa (ou uma grinalda) de velas na cabeça. Na Dinamarca, Noruega, Suécia e partes da Finlândia, diversas procissões musicais executadas por meninas vestidas de Santa Luzia e meninos vestidos de outros personagens associados com o Natal, como Santo Estevão ou homens-biscoito, são realizadas. Essas celebrações, realizadas em escolas, igrejas, escritórios e hospitais, são tradicionalmente combinadas com o consumo de biscoitos de pão de mel e pães de açafrão.[38]
Na tradição popular, é dito que a celebração da festa de Luzia irá ajudar os celebrantes a viverem o longo inverno com "luz suficiente".[39]
Em Portugal
[editar | editar código]Todos os anos, na data de 15 de setembro, realiza-se na aldeia do Castelejo, na província da Beira Baixa, em Portugal, a Romaria de Santa Luzia, considerada a maior manifestação religiosa da região da Cova da Beira e o ponto alto da cultura religiosa e popular no concelho do Fundão.[40][41]
No Brasil
[editar | editar código]Na Região Nordeste do Brasil, onde é cultuada em vários municípios, existe um certo tabu em relação ao trabalho, especialmente em atividades que necessitam de uma visão apurada, como costureiras, persiste em algumas regiões, devendo-se evitar essas práticas no dia de Santa Luzia. A razão para essa crença seria que, dessa forma, os fiéis estariam prestando respeito conservando a qualidade de sua visão.[carece de fontes]
Também em alguns lugares existe uma tradição de colocar um prato com capim na noite da véspera do dia em homenagem à santa e ganhar doces no dia seguinte. Tradição que aos poucos vai desaparecendo com as novas gerações.[carece de fontes]
No Rio Grande do Norte, a festa de Santa Luzia na cidade de Carnaubais foi declarada patrimônio imaterial cultural do estado em 2021, pela lei Nº 11.031.[42]
Galeria
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Santa Luzia, Francesco del Cossa
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Martírio de Santa Luzia, Mario Minniti
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Funeral de Santa Luzia, Altichiero
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Santa Luzia, Igreja de São Jeremias e Santa Luzia, Veneza, Jacopo Palma, o Jovem
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Imagem de Santa Luzia em página da Crônica de Nuremberg
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O sepultamento de Santa Luzia, Caravaggio
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O Martírio e a Última Comunhão de Santa Luzia", Paolo Veronese
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Imagem utilizada na Procissão de Santa Luzia em Siracusa
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Santa Luzia, Nicolò di Segna
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Estátua de Santa Luzia na Catedral de Siracusa
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Imagem de Santa Luzia na Catedral de Palermo
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Santa Luzia por Lorenzo Lotto
Referências
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