Lúcio Calpúrnio Béstia

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Lúcio Calpúrnio Béstia (em latim, Lucius Calpurnius Bestia) foi um militar da República de Roma do século II a.C.

Foi nomeado tribuno da plebe em 121 a.C. e conseguiu o levantamento do desterro de Públio Popílio Lenate que se decretara sob pressão de Caio Graco em 123 a.C.[1]

Este fato tornou-o popular entre o partido aristocrático e à mercê da sua ajuda, é que em 111 a.C. foi eleito cônsul, com Públio Cornélio Cipião Nasica como colega. Foi enviado à África para dirigir a campanha contra Jugurta, rei da Numídia. A princípio dedicou-se com energia, mas depois admitiu ser subornado e concluiu uma paz desonrosa sem consultar com o senado, e voltou a Roma para dirigir as eleições.

A sua conduta levantou muita indignação em Roma e, sob pressão popular, foi aberta uma pesquisa sobre o assunto. Um projeto de lei foi apresentado por C. Mamílio Limetano; foram designados três juízes (quaestiores); um deles foi Marco Emílio Escauro, apesar de ter sido o seu legado na campanha (e portanto igualmente culpável).

Neste juízo vários altos personagens romanos foram condenados, entre eles, Béstia. O seu castigo não é mencionado, mas em 90 a.C. vivia em Roma e saiu voluntariamente para o exílio depois da entrada em vigor da Lex Varia que impunha que todos os que instigaram aos italianos à revolta tinham de ir ser julgados.

Béstia tinha muitas boas qualidades, era prudente, ativo e capaz de suportar a fadiga, não era ignorante em assunto da guerra, e não desmaiava frente ao perigo, mas era extremamente cobiçoso.[2]


Referências

  1. Cícero Brutus 34; Comp. Veleio Patérculo História Romana ii 7; Plutarco Vidas Paralelas C. Gracchus 4.
  2. Cícero; Salústio Jugurta 27-29, 40, 65; Apiano, de Bellis Civilibus livro i. 37;. Valério Máximo Fatos e Ditos Memoráveis livro viii. 6 § 4
Precedido por:
Marco Lívio Druso o Censor e Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino
Cônsul da República Romana com Públio Cornélio Cipião Nasica
111 a.C.
Sucedido por:
Marco Minúcio Rufo e Espúrio Póstumo Albino