Lúcio Lara

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Lúcio Lara
Nascimento 9 de abril de 1929
Nova Lisboa, Angola
Morte 27 de fevereiro de 2016 (86 anos)
Luanda, Angola
Nacionalidade angolana
Ocupação Político

Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara (Nova Lisboa, 9 de abril de 1929Luanda, 27 de fevereiro de 2016), também conhecido por seu nome de guerra Tchiweka, foi um dos membros fundadores do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de um fazendeiro português e da sua mulher angolana, nasceu na província do Huambo, antiga Nova Lisboa. Estudou em Lisboa, tendo vivido na Casa dos Estudantes do Império. Casou-se neste cidade com Ruth, filha de uma família composta de um alemão e de uma judia alemã que haviam fugido do nazismo, e com quem teve três filhos, Paulo, Wanda e Bruno. Chegou a ser professor de matemática e física, mas envolveu-se desde cedo nas movimentações nacionalistas em curso desde os anos 1950, em Angola e entre os angolanos no exílio. Foi eleito Secretário da Organização e dos Quadros na primeira conferência nacional do MPLA, em dezembro de 1962, passando mais tarde a Secretário Geral. Nesta função, foi o "operacional" junto de Agostinho Neto, sobre tudo a partir da sede do MPLA em Brazavile onde adoptou uma criança natural do país, Jean-Michel Mabeko Tali.[2]

Na data da morte de Agostinho Neto, Lara era o mais alto membro do bureau político e vice-presidente do MPLA. Com isto, assumiu interinamente as funções de presidente do partido, e, por extensão, de presidente da República Popular de Angola. Convocou, com urgência, o 2º Congresso do MPLA, em 11 de setembro de 1979, trabalhando fortemente para a eleição de José Eduardo dos Santos, que ocorreu em 20 de setembro do mesmo ano. Recusou todas as propostas a ele feitas para assumir efetivamente a liderança do país[3][4][5][6].

Referências

  1. «Angola: Lúcio Lara foi um artífice da luta pela independência - MPLA». Luanda: ANGOP. 28 de fevereiro de 2016 
  2. Fotobiografia: "Lúcio Lara (Tchiweka): 80 anos; imagens de um percurso... até à conquista da independência. Luanda: Associação Tchiweka de Documentação (ATD). 2010 
  3. Agência Lusa (31 de janeiro de 2010). «Angola: História política de Lúcio Lara lançada em fotobiografia». Notícias do Serviço de Apontadores Portugueses. Consultado em 25 de novembro de 2017. 
  4. Emídio Fernando (2016). «O homem que marcou o destino de Angola». Nova Gazeta. Consultado em 25 de novembro de 2017. 
  5. Patrício Batsîkama (Dezembro de 2014). «O testamento que validou José Eduardo dos Santos na presidência de Angola em 1979». Sankofa: FCS/Universidade Agostinho Neto. Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana (14) 
  6. Reginaldo Silva (2 de março de 2016). «Lúcio Lara entre a história e as "ausências"». Rede Angola. Consultado em 25 de novembro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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