Lúcio Mússio Emiliano

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Lúcio Mússio Emiliano
Efígie de Emiliano segundo o Promptuarii Iconum Insigniorum
Usurpador do Império Romano
Reinado 261-262
Antecessor(a) Galiano
Sucessor(a) Galiano
 
Nascimento século III
Morte 262
  Alexandria, Egito
Religião Paganismo

Lúcio Mússio Emiliano Egípio (em latim: Lucius Mussius Aemilianus signo Aegippius) foi um oficial e então usurpador do século III contra o imperador Galiano (r. 253–268), um dos Trinta Tiranos da História Augusta.

História[editar | editar código-fonte]

Emiliano possivelmente tinha origens italianas. Sua vida e carreira são conhecidas com base numa inscrição sua e algumas menções em papiros do Egito. Homem egrégio (membro da ordem equestre), atua como prefeito dos veículos das Gálias Aquitânia, Lugdunense e Narbonense, talvez sob Filipe, o Árabe (r. 244–249), procurador de Alexandria, Pelúsio e Paretônio, procurador de Óstia (247), vice-prefeito do Egito (fim dos anos 250) e finalmente prefeito do Egito (259–261).[1][2]

Emiliano foi responsável pela implementação das leis de Valeriano (r. 253–260) contra os cristãos[2] e participou na perseguição contra o patriarca Dionísio de Alexandria (r. 248–265) e outros (Máximo, Fausto, Eusébio, Queremão).[3] Em 260, após a captura de Valeriano pelo Império Sassânida, apoiou os usurpadores Macriano e Quieto, uma vez que suas moedas foram emitidas em Alexandria. Quando a revolta foi debelada, Emiliano proclamou-se imperador no Egito uma vez que, ao apoiar usurpadores, não tinha outra escolha senão rebelar-se contra Galiano (r. 253–268).[2]

Galiano enviou homens sob comando de Aurélio Teódoto, que derrotam-o antes de 30 de março de 262. Ele foi executado pelas tropas lealistas junto de Memor, um possível aliado. Sua execução, segundo Christian Körner, pode até ter sido por sua tentativa de tornar-se imperador, mas foi provavelmente motivada pelo apoio prestado a Macriano.[2] Seja como for, Teódoto sucede-o com prefeito.[1]

Referências

  1. a b Martindale 1971, p. 23.
  2. a b c d Körner 1999.
  3. Clarke 2005, p. 638.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Clarke, Graeme (2005). «Third-century Christianity - III Persecution under Valerian and Gallienus». In: Bowman, Alan K.; Garnsey, Peter; Cameron, Averil. The Cambridge Ancient History Vol. XII - The Crisis of Empire, A.D. 193-337. Cambrígia: Cambridge University Press 
  • Martindale, J. R.; A. H. M. Jones (1971). «L. Mussius Aemilianus signo Aegippius 6». The Prosopography of the Later Roman Empire, Vol. I AD 260-395. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press