Lúcio Sérgio Fidenato (tribuno consular em 397 a.C.)

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Lúcio Sérgio Fidenato, cônsul em 437 e 429 a.C. e tribuno consular em 433, 424 e 418 a.C..
Lúcio Sérgio Fidenato
Tribuno consular da República Romana
Tribunato 397 a.C.

Lúcio Sérgio Fidenato (em latim: Lucius Sergius Fidenas) foi um político da gente Sérgios nos primeiros anos da República Romana eleito tribuno consular em 397 a.C..

Tribunato consular (397 a.C.)[editar | editar código-fonte]

Em 397 a.C., foi eleito com Lúcio Fúrio Medulino, Aulo Postúmio Albino Regilense, Lúcio Júlio Julo, Públio Cornélio Maluginense e Aulo Mânlio Vulsão Capitolino[1]. Os romanos continuavam o cerco de Veios, suportando também um ataque dos volscos à guarnição de Anxur (Terracina), e dos équos à colônia de Labico.

Neste difícil contexto é que aparecem os raides dos tarquínios, que queriam se aproveitar da difícil situação pela qual passava Roma sem sofrerem represálias, que, ao invés disso, foram organizadas por Aulo Postúmio e Lúcio Júlio, que surpreenderam os invasores em Cerveteri (Cere), o que permitiu que Roma diminuísse ainda mais os aliados dos etruscos. Juntamente com seu colega Lúcio Júlio Julo, Aulo Postúmio reuniu um exército de voluntários, pois os tribunos da plebe se opunham a um alistamento geral. Conseguiram uma unidade de tarquínios que regressavam para casa depois de saquear o território romano[1].

Os embaixadores enviados para interrogar o Oráculo de Delfos sobre o aumento do nível das águas do Lago Albano, perto de Alba Longa, retornaram com a seguinte resposta:

Ó romanos! Não deixem que as águas continuem no lago Albano ou que siga até o mar pelo seus canais normais. Deveis drenar os campos e dividi-las em rios menores. Isto feito, ataque com força e coragem os muros inimigos, lembrando que do destino revelado a vós hoje será lhes será concedida a vitória sobre a cidade assediada por tantos anos. Uma vez concluída a guerra como vencedores, tragam ao meu templo uma rica doação, e os ritos da pátria, que foram negligenciados, renovai-os e repeti-os segundo as tradições do passado
 
Lívio, Ab Urbe Condita V, 2, 16.[1].

O remédio para resolver a questão dos ritos negligenciados incluiu a renúncia dos tribunos pelo resto de seu mandato, aos quais se seguiram três interrexes antes da eleição dos novos tribunos consulares[2].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Tribuno consular da República Romana
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Precedido por:
'Marco Valério Latucino Máximo

com Marco Fúrio Camilo II
com Lúcio Valério Potito V
com Lúcio Fúrio Medulino III
com Quinto Servílio Fidenato II
com =Quinto Sulpício Camerino Cornuto II

Lúcio Júlio Julo II
397 a.C.

com Lúcio Fúrio Medulino IV
com Lúcio Sérgio Fidenato
com Aulo Postúmio Albino Regilense
com Públio Cornélio Maluginense
com Aulo Mânlio Vulsão Capitolino III

Sucedido por:
'Lúcio Titínio Pansa Saco II

com Públio Licínio Calvo Esquilino
com Públio Mélio Capitolino II
com Quinto Mânlio Vulsão Capitolino
com Cneu Genúcio Augurino II
com Lúcio Atílio Prisco II


Referências

  1. a b c Lívio, Ab Urbe Condita V, 2, 16.
  2. Lívio|Ab Urbe Condita V, 2, 17.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • T. Robert S., Broughton (1951). The Magistrates of the Roman Republic. Volume I, 509 B.C. - 100 B.C. (em inglês). I, número XV. Nova Iorque: The American Philological Association. 578 páginas