LAN house

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Uma lan house em Seul, Coreia do Sul.

LAN House ou casa-da-rede é um estabelecimento comercial onde, à semelhança de um cibercafé, os usuários podem pagar para utilizar um PC com acesso à Internet e a uma rede local, com o principal fim de acesso à informação rápida pela rede e entretenimento através dos jogos em rede ou online.

Surgimento[editar | editar código-fonte]

O conceito de LAN house é famoso da Coreia do Sul, conhecido por PC bang (Coreano: PC방), tais estabelecimentos são bastante comuns e se tornaram particularmente populares a partir de 1998, com o lançamento de jogos como o StarCraft. Conforme já afirmado em entrevista,[1] no Brasil, o conceito inicial trazido pela Monkey Paulista se baseou no modelo de negócio utilizado pelas LAN houses da Coreia do Sul, visto que esta foi a primeira LAN house a existir no Brasil, inaugurada em São Paulo, iniciando suas atividades em 1998. A empresa encerrou suas atividades em 2010.[1] A segunda Lan House foi A Lan House Connection fundada nos meados de 2002, em São Miguel Paulista, bairro de São Paulo.

Características[editar | editar código-fonte]

O estabelecimento um centro de entretenimento, educação e cultura. LAN significa Local Area Network, ou seja, rede local de computadores. LAN house é o estabelecimento no qual é oferecido o uso destes computadores ligados em rede para acesso à Internet e programas em geral, como os jogos eletrônicos e/ou soluções de escritórios. Normalmente, é cobrada uma taxa dos usuários proporcional ao tempo de uso. Porém, mais do que uma casa de jogos, uma LAN house bem estruturada tem papel fundamental na sociedade, pois oferece o acesso ao mundo da tecnologia de forma democrática. Trata-se de um local que propicia lazer, oportunidades, educação e cultura a pessoas de todas as idades. As LAN houses também são uma ferramenta no processo de inclusão digital, tendo em vista os dados levantados pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil.

Existe uma tendência para que estas instalações, de baixo custo, e já implementadas, sejam parceiras na educação, com investimentos por parte dos governos, evitando desperdício e alcançando o cidadão diretamente em suas comunidades, a baixo custo e com resultado distribuído e eficiente.

O Projeto Lan-Social, do Professor Ernesto Neto, que presidiu uma importante associação semeadora desta ideia, de 2007 até 2010, já tem alcançado este sucesso e agora está sendo desenvolvido em variantes bem interessantes por todo país.

Todas leis de regulamentação, para esta atividade no Brasil, foram criadas a partir de esforços do CDI Lan, o SINDLANSP ( SINDIPLOCACEDRESP razão social na receita), este representado por Ernesto Cerino (Neto), que em um esforço junto ao então Deputado Paulo Teixeira (PT) e o Senador Aluízio Mercadante (PT), elaboraram uma cartilha de conduta e regras de regulamentação, obtendo assim dois CNAE , um para estabelecimentos com atividades de jogos, e outro para estabelecimentos com atividades mistas.

Foi também o Professor Ernesto Cerino (Neto), quem realizou a maior caça a pedófilos na rede, dando suporte e ensinando os mais diversos órgãos de investigação o caminho para achar, prender e desmontar verdadeiros cartéis de pedofilia que existiam livremente no Brasil.

As leis de combate tiveram seu embrião todo baseado no manual de Controle e Conduta do SINDLANSP, adotado pela CPI de combate a pedofilia e pela PF.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

De acordo com o CGI.br, em 2007 as LAN houses foram responsáveis por quase 50% dos acessos a Internet no país. Nas regiões Norte e Nordeste, o índice é mais expressivo, chegando a quase 70% dos acessos. A maioria dos clientes eram do sexo masculino, com predominância das classes C, D e E, vindo como oportunidades de inclusão aos menos favorecidos no mundo da tecnologia.

De acordo com o SINDLANSP, hoje no Brasil, existem mais de 90.000 Lan-Houses e Cyber-Cafés, sendo que ainda por falta de legislação adequada, a maioria funciona sem legalização.

São ainda, segundo o SINDLANSP, responsáveis pelo acesso de 65% da população à internet e seus serviços úteis, como serviços públicos, bancários e redes sociais. Mesmo quem tem equipamento e conexão de banda larga em casa ou na empresa, seja por momentos sem a conexão, seja pela simples falta de tinta na impressora, acabam frequentando pelo menos 6 vezes ao ano a Lan-House (Dados fornecidos pelo Professor Ernesto Neto).

Existem cerca de 650 LAN houses nos Estados Unidos, enquanto 90% das LAN houses mundiais estão na China, a maior possuindo cerca de 1.777 lugares.[2]

Ferramentas de Gestão[editar | editar código-fonte]

Na última pesquisa do CGI.br sobre o uso de programas para LAN House, foi constatado que a grande maioria (76%) usa algum software de gestão para realizar tarefas, por exemplo: controlar as estações do estabelecimento, cadastrar clientes, fazer relatórios financeiros, abrir e fechar caixa, entre outras. A pesquisa mensurou o uso de 21 softwares de gerenciamento. O software apontado como o mais utilizado (26%) foi o Timer Café, seguido pelo Cyber Manager (14%). Ainda 10% dos entrevistados citaram o uso do VsCyber e 7% do OptiCyber. Os principais softwares de gestão disponíveis no mercado funcionam exclusivamente em plataformas de código proprietário, o que também explica a preferência quase absoluta pelo sistema operacional Windows. O cadastramento de clientes é realizado por 73% das lanhouses encontradas. É prática mais recorrente na região Sudeste, e menos no Nordeste. As regiões Sul, Norte, Centro-Oeste apareceram com um perfil muito semelhante no cadastramento de clientes, com uma taxa de 74 a 79%. Os estabelecimentos que a adotam reportaram o número de clientes cadastrados: 29% com cadastro de até 150 clientes, 30% entre 151 e 400, 22% entre 401 e 1.000, 13% mais de 1.000 usuários cadastrados. Uma parcela dos respondentes (6%) não soube dizer o número de clientes no cadastro.[3]

Entidades e Associações[editar | editar código-fonte]

As principais entidades que provêm apoio para as LAN Houses são a CDI-Lan, unidade do CDI criada em 2010 e a ABCID - Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, fundada em 2006.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. a b G1. «Fãs de games lamentam fechamento da primeira lan house do Brasil». Consultado em 1 de abril de 2010 
  2. Jones, Bruce McCulloch (abril de 2007). «Using Video Games to Promote Positive Social Interaction on Campus» (PDF). Gaming Technology. Savage Geckos LLC. Consultado em 31 de julho de 2009 
  3. «Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil - TIC Lanhouse 2010» (PDF). Comitê Gestor da Internet no Brasil. 23 de junho de 2010 
  4. «Lan Houses a caminho da responsabilidade social». O GLOBO. 19 de junho de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • ABCID - Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital
  • Raio Brasil - Projeto do Sebrae Nacional de Apoio ao Fortalecimento das Lanhouses
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