La casa de papel

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La casa de papel
Informação geral
Também conhecido(a) como Money Heist
Formato série
Gênero
Duração 41–70 minutos
Estado em exibição
Criador(es) Álex Pina
País de origem Flag of Spain.svg Espanha
Idioma original espanhol
Produção
Diretor(es) Jesús Colmenar, Koldo Serra, Álex Rodrigo e Javier Quintas
Produtor(es) executivo(s)
  • Álex Pina
  • Sonia Martínez
  • Jesús Colmenar
  • Esther Martínez Lobato
  • Nacho Manubens
Produtor(es) coexecutivos Javier Gómez Santander e Migue Amoedo
Editor(es)
  • David Pelegrín
  • Luis Miguel González Bedmar
  • Verónica Callón
  • Raúl Mora
  • Regino Hernández
  • Raquel Marraco
  • Patricia Rubio
Cinematografia Miguel Amoedo
Câmera Câmeras Múltiplas
Distribuição Netflix
Narrador(es) Úrsula Corberó
Elenco
Tema de abertura "My Life Is Going On" por Cecília Krull
Música Manel Santisteban
Iván Martínez Lacámara
Empresa(s) produtora(s) Vancouver Media
Atresmedia
Exibição
Emissora original
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Formato de áudio 5.1
Transmissão original 2 de maio de 2017 – presente
Temporadas 2 (4 partes)[1]
Episódios 31 (lista de episódios)

La casa de papel é uma série de televisão de drama policial espanhola criada por Álex Pina. A trama traça dois assaltos muito preparados liderados por um homem conhecido como O Professor, um na Casa da Moeda Real da Espanha e outro no Banco Central da Espanha. A série foi inicialmente planejada como uma minissérie de 15 episódios dividida em duas partes, a primeira com nove episódios e a segunda com seis. Sua exibição original na rede espanhola Antena 3, ocorreu de 2 de maio de 2017 à 23 de novembro de 2017. La casa de papel conta com Úrsula Corberó, Álvaro Morte, Itziar Ituño, Alba Flores, Miguel Herrán e Jaime Lorente no elenco principal.

A Netflix adquiriu os direitos globais de streaming no final de 2017. O serviço de streaming readaptou a duração dos episódios aumentando-os para 22 episódios no total e dividiu a minissérie completa em duas partes, a primeira com 13 episódios e a segunda com nove. A primeira parte foi lançada no catálogo da Netflix em 20 de dezembro de 2017,[2] seguida pela segunda parte em 6 de abril de 2018. Em abril de 2018, a Netflix renovou a série com um orçamento significativo para mais 16 novos episódios no total. A parte 3, com oito episódios, foi lançada em 19 de julho de 2019.[3] A parte 4, também com oito episódios, foi lançada em 3 de abril de 2020. Um documentário envolvendo os produtores e o elenco estreou na Netflix no mesmo dia, intitulado Money Heist: The Phenomenon (La casa de papel: El Fenómeno).[4] Em julho de 2020, a Netflix renovou o show para uma quinta e última parte com 10 episódios.[5]

A série foi filmada em Madrid, Espanha. Partes significativas das partes 3 e 4 também foram filmadas no Panamá, Tailândia e Itália (Florença).[6] A narrativa é contada em tempo real e depende de flashbacks, saltos no tempo, motivações ocultas dos personagens e um narrador não confiável para a complexidade. A série subverte o gênero roubo ao ser contada da perspectiva de uma mulher, Tóquio (Úrsula Corberó), e ter uma forte identidade espanhola, onde a dinâmica emocional compensa o crime estratégico perfeito.

A série recebeu vários prêmios, incluindo melhor série dramática no 46º Prêmio Emmy Internacional,[7] bem como aclamação da crítica por seu enredo sofisticado, dramas interpessoais, direção e por tentar inovar a televisão espanhola.[8] A canção italiana antifascista "Bella ciao", que toca várias vezes ao longo da série, se tornou um sucesso de verão em toda a Europa em 2018. Em 2018, a série era a série em língua não inglesa mais assistida e uma das mais assistidas série geral na Netflix, com uma ressonância particular vinda de telespectadores da Europa Mediterrânea e de Latino-americanos.[9]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

A série gira em torno de um assalto de vários dias preparado contra a Casa da Moeda Real, localizada em Madrid, Espanha. Um homem misterioso, conhecido como "O Professor", está planejando o maior assalto da história. Para levar a cabo o ambicioso plano, é recrutada uma equipa de oito pessoas com determinadas competências que não têm nada a perder. A meta é entrar na Fábrica e imprimir 2,4 bilhões de euros. Para isso, a equipe necessita de onze dias de reclusão, durante os quais terá que lidar com as forças policiais de elite e 67 reféns.

Resumo[editar | editar código-fonte]

TemporadaParteEpisódiosOriginalmente exibido
Estreia da temporada Final da temporada Emissora
1115[a 1]92 de maio de 2017 (2017-05-02)27 de junho de 2017 (2017-06-27)Antena 3
2616 de outubro de 2017 (2017-10-16)23 de novembro de 2017 (2017-11-23)
2316819 de julho de 2019 (2019-07-19)Netflix
483 de abril de 2020 (2020-04-03)

1ª temporada: Partes 1 e 2 (2017)[editar | editar código-fonte]

Após salvar uma assaltante de um roubo ao banco, um homem conhecido como "O Professor" lhe propõe um assalto incomparável. Assim que reúne uma equipe de oito pessoas, o Professor instrui os assaltantes a roubarem a Casa da Moeda da Espanha, em Madrid. Os oito ladrões têm o nome de código de cidades: Tóquio, Moscou, Berlim, Nairóbi, Rio, Denver, Helsinque e Oslo. Vestido com macacões vermelhos com uma máscara do pintor espanhol Salvador Dalí, o grupo de ladrões força 67 reféns imprimirem €2.4 bilhões, para depois fugirem num túnel secreto. O Professor auxilia o grupo em local externo longe do alcance da polícia e da inspetora Raquel.[10] Durante as partes 1 e 2, os ladrões têm dificuldades em seguir as regras predefinidas dentro da Casa da Moeda e enfrentam violência, isolamento, motim e uma crescente falta de sono.[11]

2ª temporada: Partes 3 e 4 (2019-2020)[editar | editar código-fonte]

Dois a três anos após o assalto na Casa da Moeda da Espanha, os ladrões curtem suas vidas espalhados em diversos locais. No entanto, quando a Europol captura Rio com um telefone interceptado, o Professor retoma os antigos planos de Berlim de invadir o Banco da Espanha para forçar a Europol a entregar Rio. Ele e Raquel (agora "Lisboa"), que se apaixonaram e são um casal, juntam a gangue incluindo Mónica (agora "Estocolmo") e recrutam três novos membros: Bógota, Palermo e Marselha. Os ladrões disfarçados esgueiram-se para o banco fortemente protegido, tomam reféns e, eventualmente, obtêm acesso aos segredos de ouro e de Estado, enquanto o Professor e Lisboa estão em uma van em movimento para se comunicar com os ladrões e a polícia. Uma brecha no banco é impedida, forçando a polícia, liderada pelo coronel Luis Tamayo e pela inspetora grávida Alicia Sierra, a liberar Rio para os ladrões.[12][13]

Elenco e Personagens[editar | editar código-fonte]

Elenco Principal
Ator Personagem 1ª Temporada 2ª Temporada
Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4
Úrsula Corberó Silene Oliveira (Tóquio) Principal
Itziar Ituño Raquel Murillo Fuentes (Lisboa) Principal
Álvaro Morte Sergio Marquina/ Salvador Martín (Professor) Principal
Miguel Herrán Aníbal Cortés (Rio) Principal
Pedro Alonso Andrés de Fonollosa (Berlim) Principal
Esther Acebo Mónica Gaztambide (Estocolmo) Principal
Jaime Lorente Daniel Ramos (Denver) Principal
Paco Tous Agustín Ramos (Moscou) Principal Participação
Alba Flores Ágata Jiménez (Nairobi) Principal
Darko Perić Mirko Dragic (Helsinque) Principal
Enrique Arce Arturo Román Principal
María Pedraza Alison Parker Principal Does not appear
Kiti Mánver María Victoria "Mariví" Fuentes Principal Participação
Rodrigo de La Serna Martín Barroti (Palermo) Does not appear Principal
Hovik Keuchkerian Bogotá Does not appear Principal
Najwa Nimri Alicia Sierra Does not appear Principal
Fernando Cayo Coronel Luis Tamayo Does not appear Recorrente Principal
Luka Peroš Marsella Does not appear Recorrente Principal
Belén Cuesta Julia (Manila) Does not appear Participação Principal
Elenco Recorrente
Ator Personagem 1ª Temporada 2ª Temporada
Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4
Roberto García Ruiz Radko Dragic (Oslo) Recorrente Participação
Anna Gras Mercedes Colmenar Recorrente
Fran Morcillo Pablo Ruiz Recorrente
Clara Alvarado Ariadna Cascales Recorrente
Fernando Soto Subinspector Ángel Rubio Recorrente
Juan Fernández Coronel Prieto Recorrente
Mario de la Rosa Suárez Recorrente
Miquel García Borda Alberto Vicuña Recorrente Participação
Naia Guz Paula Vicuña Murillo Recorrente Participação
Antonio Cuéllar Rodríguez Francisco Torres Recorrente
Xavi Ortuzar Gómez Recorrente
José Manuel Poga Gandía Recorrente

Produção[editar | editar código-fonte]

Roteiro e escrita[editar | editar código-fonte]

"Queríamos fazer um projeto muito pequeno de uma forma simples; queríamos cruzar linhas que não podíamos cruzar em projetos anteriores, em termos de narrativa e estrutura, sem intermediários".

—Roteirista Esther Martinez Lobato

A série foi criada pelo roteirista Álex Pina e pelo diretor Jesús Colmenar durante seus anos de colaboração desde 2008.[14] Depois de terminar seu trabalho no drama de prisão espanhol Vis a vis, eles deixaram a Globomedia para abrir sua própria produtora, chamada Vancouver Media, em 2016.[14][15] Para seu primeiro projeto, eles consideraram filmar uma comédia ou desenvolver uma história de roubo para a televisão,[14] com o último nunca tendo sido tentado antes na televisão espanhola.[16] Junto com ex-colegas do Vis a vis, eles desenvolveram La casa de papel como um projeto para tentar coisas novas sem interferência externa.[17] Pina estava firme em fazer uma série limitada.[18]

Inicialmente intitulada Los Desahuciados (Os Despejados) na fase de concepção,[18] a série foi desenvolvida para combinar elementos do gênero de ação, thrillers e surrealismo, embora ainda seja credível.[14] Pina viu uma vantagem sobre os filmes típicos de assalto no fato de que o desenvolvimento dos personagens poderia abranger um arco narrativo consideravelmente mais longo.[19] Os personagens deveriam ser mostrados de vários lados para quebrar os preconceitos dos espectadores sobre vilania e manter seu interesse durante todo o show.[19] Os principais aspectos do enredo planejado foram escritos no início,[20] enquanto as melhores partes da história foram desenvolvidas gradativamente para não sobrecarregar os escritores.[21] O escritor Javier Gómez Santander comparou o processo de escrita sobre a maneira de pensar do Professor, em "andar por aí, escrever opções, consultar engenheiros", mas observou que a ficção permite que a polícia seja escrita de forma mais burra quando necessário.[21]

O início das filmagens foi definido para janeiro de 2017,[16] permitindo cinco meses de pré-produção.[22] A narrativa foi dividida em duas partes para considerações financeiras..[22] Os codinomes dos ladrões baseados nas cidades, que o jornal espanhol ABC comparou aos codinomes baseados nas cores no filme de roubo de Quentin Tarantino, Reservoir Dogs, de 1992,[23] foram escolhidos aleatoriamente na primeira parte, embora lugares com alta audiência também foi levada em consideração para os nomes de código dos novos ladrões na parte 3.[24] As primeiras cinco linhas do roteiro piloto levaram um mês para serem escritas, porque os escritores não conseguiram fazer o Professor ou Moscou trabalhar como narrador.[18] Tóquio como um narradora não confiável, flashbacks e saltos no tempo aumentaram a complexidade da narrativa,[19] mas também tornaram a história mais fluida para o público.[22] O episódio piloto exigiu mais de 50 versões de roteiro até que os produtores estivessem satisfeitos.[25][26] Os scripts posteriores seriam concluídos uma vez por semana para acompanhar as filmagens.[22]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Álvaro Morte (O Professor) e Úrsula Corberó (Tóquio) fazem papéis de protagonistas na série La casa de papel.

A escolha de atores ocorreu no final de 2016, durando mais de dois meses.[27] Os personagens não estavam totalmente definidos no início deste processo e tomaram forma com base na atuação dos atores. Os diretores de elenco Eva Leira e Yolanda Serrano estavam procurando atores com a habilidade de interpretar ladrões empáticos com amor crível e conexões familiares.[28] A Antena 3 anunciou o elenco em março de 2017[29] e lançou trechos de audição da maioria dos atores do elenco no aftershow da série Tercer Grado e em seu site.[30]

O Professor foi criado como um vilão carismático, mas tímido, que poderia convencer os ladrões a segui-lo e fazer o público simpático à resistência dos ladrões contra os bancos poderosos.[31] No entanto, desenvolver o papel do Professor se mostrou difícil, já que o personagem não seguia as convenções arquetípicas e os produtores não tinham certeza sobre seu grau de importância.[18] Enquanto os produtores desenvolviam sua personalidade como "Salva",[18] eles estavam originalmente procurando por um tipo de professor de Harvard de 50 anos com a aparência do ator espanhol José Coronado.[32][18] O papel foi proposto a Javier Gutiérrez, mas ele já estava comprometido em estrelar o filme Campeones.[33] Enquanto isso, os diretores de elenco defendiam Álvaro Morte, a quem conheciam de sua colaboração na longa novela espanhola El secreto de Puente Viejo, embora sua experiência na televisão no horário nobre fosse limitada naquele momento.[32] Passando por todo o processo de casting e abordando o papel por meio de análises externas e não da experiência pessoal, Morte descreveu o professor como "uma tremenda caixa de surpresas" que "acabam moldando esse personagem porque ele nunca para de gerar incertezas", tornando-o pouco claro para o público se o personagem é bom ou ruim.[27] Os produtores também descobriram que sua aparência de professor de escola primária deu ao personagem mais credibilidade.[18]

Pedro Alonso foi escalado para interpretar Berlim, a quem La Voz de Galicia viria a caracterizar como um "personagem frio, hipnótico, sofisticado e perturbador, um homem inveterado com graves problemas de empatia, um ladrão de colarinho branco que despreza os colegas e os considera inferiores".[34] A interpretação do personagem pelo ator foi inspirada pelo encontro casual que Alonso teve um dia antes de receber seu roteiro de audição, com "uma pessoa inteligente" que era "provocadora ou até manipuladora" com ele.[35] Alonso viu altas habilidades de observação e uma compreensão incomum resultando em um comportamento de personagem não convencional e imprevisível.[34] Semelhanças entre Berlim e o personagem de Najwa Nimri, Zulema, na série de TV Vis a vis de Pina, não foram intencionais.[36] A conexão familiar entre o Professor e Berlin não estava no roteiro original, mas foi construída na história dos personagens no final da parte 1, depois que Morte e Alonso repetidamente propuseram fazê-lo.[37]

Os produtores acharam a protagonista e narradora, Tokio, entre os personagens mais difíceis de desenvolver,[22] já que eles estavam originalmente procurando por uma atriz mais velha para interpretar a personagem que não tinha nada a perder antes de conhecer o Professor. Úrsula Corberó acabou conseguindo o papel; sua voz foi levada em consideração durante o casting, já que ela foi a primeira voz que o público ouviu no show. Jaime Lorente desenvolveu a risada característica de Denver durante o processo de seleção de elenco. Dois atores do elenco haviam aparecido em séries de TV anteriores de Álex Pina: Paco Tous (Moscou) estrelou a série de TV Los hombres de Paco de 2005, e Alba Flores (Nairóbi) estrelou Viss a vice. Flores foi convidada a interpretar Nairóbi sem audição quando Pina percebeu no final da fase de desenvolvimento que o show precisava de outro membro feminino da gangue.[18] Para o papel oposto aos ladrões, Itziar Ituño foi escalada para interpretar a inspetora Raquel Murillo, a quem Ituño descreveu como uma "mulher forte e poderosa em um mundo masculino, mas também sensível em sua vida privada".[38] Ela se inspirou na personagem de O Silêncio dos Inocentes, Clarice Starling, uma estudante do FBI com uma vida familiar complicada que desenvolve simpatia por um criminoso.[39]

Os atores souberam da renovação do programa pela Netflix antes que os produtores os contatassem para retornar.[40] Em outubro de 2018, a Netflix anunciou o elenco da parte 3; o elenco principal de volta incluía Pedro Alonso, levantando especulações sobre seu papel na parte 3.[41] Entre os novos membros do elenco estava o ator argentino Rodrigo de La Serna, que viu uma possível conexão entre o nome de seu personagem e a lenda do futebol argentino Martín Palermo,[42] e a estrela de Vis a vis, Najwa Nimri. Cenas de especiais do astro do futebol brasileiro e fã da série Neymar como monge foram filmadas para a parte 3, mas foram excluídas do streaming sem repercussão na narrativa até que as acusações judiciais contra ele fossem retiradas no final de agosto de 2019.[43][21] Uma pequena aparição da atriz espanhola Belén Cuesta em dois episódios da parte 3 levantou fãs e especulações da mídia sobre seu papel na parte 4.[44]

Filmagens[editar | editar código-fonte]

O Conselho Superior de Investigações Científicas, o principal local de filmagens da parte 1 e 2 de La casa de papel, como a Casa da Moeda da Espanha.
O Nuevos Ministerios, o principal local de filmagens da parte 3 de La casa de papel, como o Banco Central da Espanha.

As partes 1 e 2 foram filmadas consecutivamente na região da grande Madrid de janeiro a agosto de 2017.[27][45][25] O episódio piloto foi gravado em 26 dias,[46] enquanto todos os outros episódios tiveram cerca de 14 dias de filmagem.[19] A produção foi dividida em duas unidades para economizar tempo, com uma unidade filmando cenas envolvendo o professor e a polícia, e a outra filmando cenas com os ladrões.[22] O enredo principal se passa na Casa da Moeda da Espanha em Madrid, mas as cenas externas foram filmadas na sede do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) por sua semelhança com a Casa da Moeda,[46] e no telhado da Escola Técnica Superior de Engenheiros Aeronáuticos, parte da Universidade Politécnica de Madrid.[45] A propriedade de caça onde os ladrões planejam seu golpe foi filmada na fazenda Finca El Gasco em Torrelodones.[45] As filmagens internas ocorreram nos antigos sets de Vis a vis em Colmenar Viejo[15] e no jornal diário nacional espanhol ABC em Torrejón de Ardoz para cenas na imprensa.[25] Como o show foi projetado como uma série limitada, todos os sets foram destruídos assim que a produção da parte 2 terminou.[22]

As partes 3 e 4 também foram filmadas consecutivamente,[47] com 21 a 23 dias de filmagem por episódio.[19] A Netflix anunciou o início das filmagens em 25 de outubro de 2018,[31] e as filmagens da parte 4 terminaram em agosto de 2019.[48] Em 2018, a Netflix abriu seu primeiro centro de produção europeu em Tres Cantos, perto de Madrid, para produções novas e existentes da Netflix;[49] as filmagens principais foram movidas para um cenário três vezes maior que o usado nas partes 1 e 2.[50] O enredo principal se passa no Banco Central da Espanha em Madrid, mas o exterior foi filmado no complexo do Ministério do Desenvolvimento do Nuevos Ministerios.[50] Uma cena em que dinheiro cai do céu foi filmada na Praça Callao.[45] Ermita de San Frutos em Carrascal del Río, serviu como o exterior do mosteiro italiano onde os ladrões planejam o assalto.[51] As cenas de autocaravana do Professor e Lisboa foram filmadas nas praias desertas de Las Salinas em Almeria para fazer o público sentir que os personagens estão protegidos da polícia, embora a sua localização exata não seja revelada a princípio. Cenas subaquáticas dentro do cofre foram filmadas no Pinewood Studios no Reino Unido.[52] O início da parte 3 também foi filmado na Tailândia, nas ilhas Guna Yala no Panamá, e em Florença, Itália,[6] o que ajudou a conter a sensação claustrofóbica das duas primeiras partes,[19] mas também foi uma expressão de as repercussões globais da trama.[53][6]

Música[editar | editar código-fonte]

A música tema da série, "My Life Is Going On", foi composta por Manel Santisteban, que também atuou como compositor em Vis a vis. Santisteban entrou em contado a cantora espanhola Cecilia Krull para co-escrever e interpretar as letras, que falam sobre ter confiança nas próprias habilidades e no futuro.[54] A música-tema é tocada atrás na sequência de abertura com modelos de papel das principais configurações da série.[54] A principal fonte de inspiração de Krull foi a personagem Tokio no primeiro episódio da série, quando o Professor lhe oferece uma saída para um momento de desespero.[55] As letras são em inglês como o idioma natural de Krull no momento da escrita.[55]

A canção italiana antifascista "Bella ciao" toca várias vezes ao longo da série e acompanha duas cenas-chave emblemáticas: No final da primeira parte, o Professor e Berlim cantam em preparação para o roubo, abraçando-se como resistência contra o estabelecimento,[56] e na segunda parte que desempenha durante a fuga dos ladrões da Casa da Moeda, como uma metáfora para a liberdade.[57] Sobre o uso da música, Tokio relata em uma de suas narrações: "A vida do Professor girava em torno de uma única ideia: Resistência. Seu avô, que lutou contra os fascistas na Itália, ensinou-lhe a música e ele nos ensinou."[57] A canção foi levada ao show pelo escritor Javier Gómez Santander. Ele tinha ouvido "Bella ciao" em casa para animá-lo, já que ficou frustrado por não encontrar uma música adequada para o meio da parte 1.[21] Ele estava ciente do significado e da história da música e sentiu que representava valores positivos.[21] "Bella ciao" se tornou um hit de verão na Europa em 2018, principalmente devido à popularidade da série e não aos temas graves da música.[56]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Emissora original[editar | editar código-fonte]

Audiência por episódio (em milhões)
ParteEp. 1Ep. 2Ep. 3Ep. 4Ep. 5Ep. 6Ep. 7Ep. 8Ep. 9Audiência
14.0903.0412.6462.6552.3662.4742.4202.0702.1962.662
21.9951.7371.5711.5391.4871.800N/A1.688
Cartaz promocional de La casa de papel da emissora Antena 3.

A Parte 1 foi ao ar no canal de TV espanhola Antena 3 em 2 de maio de 2017 até 27 de junho de 2017, nas quartas-feiras às 22h40.[46] A Parte 2 foi transferida para as segundas-feiras às 22h40 e estrou em 16 de outubro de 2017 até 23 de novembro de 2017.[60] Como a série foi desenvolvida para ser transmetida em horário nobre da televisão espanhola,[14] os episódios tiveram uma duração de cerca de 70 minutos, como é típico da televisão espanhola.[61] Os primeiros cinco episódios da parte 1 foram seguidos por um aftershow intitulado Tercer Grado (Terceira Série).[30]

O programa teve a melhor estreia de uma série espanhola desde abril de 2015,[62] com mais de quatro milhões de telespectadores e a participação majoritária de telespectadores.[63] O programa recebeu boas críticas e permaneceu um líder no grupo-alvo comercial na primeira metade da parte 1,[62] mas a audiência acabou caindo para números mais baixos do que o esperado pelos executivos da Antena 3.[64] O jornal argentino La Nación atribuiu a diminuição no número de telespectadores à mudança nos horários, aos horários tardios de transmissão e às férias de verão entre as partes.[26] Pina viu os intervalos comerciais como responsáveis, pois eles interromperam o fluxo narrativo da série, embora os intervalos tenham sido considerados durante a escrita.[61] O La Vanguardia viu apenas o interesse diminuindo entre o público convencional, à medida que o enredo se desenrolava muito lentamente, a uma taxa de um episódio por semana.[65] O escritor Javier Gómez Santander considerou a exibição da série na Antena 3 como um "fracasso" em 2019, já que as avaliações caíram para "nada de especial", mas elogiou a Antena 3 por fazer uma série que não dependia de episódios isolados típicos.[21]

Aquisição da Netflix[editar | editar código-fonte]

A Parte 1 foi disponibilizada na Netflix espanhola em 1 de julho de 2017, como outras séries pertencentes ao grupo de mídia global da Antena 3, Atresmedia.[66] Em dezembro de 2017, a Netflix adquiriu os direitos globais exclusivos de streaming para a série.[63][66] A Netflix recortou a série em 22 episódios de cerca de 50 minutos de duração.[61] Cenas tiveram que ser divididas e movidzs para outros episódios, mas isso provou ser menos drástico do que o esperado por causa das reviravoltas perpétuas da série.[61] A Netflix lançou a primeira parte mundialmente em 20 de dezembro de 2017 sem qualquer promoção.[21][25] A segunda parte foi disponibilizada para streaming em 6 de abril de 2018.[67][68] Pina avaliou a experiência do visualizador na Antena 3 versus Netflix como "muito diferente", embora a essência da série permanecesse a mesma.[61]

Sem uma campanha de marketing dedicada à Netflix,[69] a série se tornou a primeira em idioma diferente do inglês mais assistida na Netflix no início de 2018, quatro meses após ser adicionada à plataforma, para surpresa dos criadores.[70] Isso levou a Netflix a assinar um acordo global exclusivo com Pina logo depois.[71] Diego Ávalos, diretor de conteúdo original da Netflix na Europa, observou que a série era atípica por ser assistida em muitos grupos de perfis diferentes.[72] Explicações comuns para as diferenças drásticas de visualização entre a Antena 3 e a Netflix foram os hábitos de consumo alterados dos espectadores da série,[61][21] e o potencial de assistir excessivamente ao streaming.[65][61] Pina e Sonia Martínez da Antena 3 diriam mais tarde que a série, com sua alta demanda de atenção do telespectador, inadvertidamente seguiu o formato de vídeo sob demanda desde o início.[61] Enquanto isso, as pessoas na Espanha descobririam a série na Netflix, sem saber de sua transmissão original da Antena 3.[61]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Resposta pública[editar | editar código-fonte]

Pessoas fantasiadas de personagens da série em frente a um banco no Banamex, Cidade do México, no Halloween de 2019.
Cosplays em Patras, Grécia, em 2019.

Após a mudança para a Netflix, a série permaneceu a mais seguida na Netflix por seis semanas consecutivas e se tornou uma das séries mais populares na IMDb.[61] É regularmente tendência no Twitter em todo o mundo, principalmente porque celebridades comentaram sobre ele, como os jogadores de futebol Neymar e Marc Bartra, o cantor americano Romeo Santos, e o autor Stephen King. Enquanto os usuários inundavam as redes sociais com mídia deles vestindo roupas dos ladrões, as fantasias dos ladrões foram usadas no Carnaval do Rio e as mascaras de Salvador Dalí foram exibidas em enormes faixas nos estádios de futebol da Arábia Saudita.[61] Real footage of these events would later be shown in part 3 as a tribute to the show's international success.[73] Imagens reais desses eventos seriam posteriormente mostradas na parte 3 como um tributo ao sucesso internacional do programa. O Musée Grévin em Paris adicionou estátuas de ladrões ao seu museu de cera no verão de 2018. A iconografia do programa foi usada com destaque por terceiros para publicidade,[74] apresentações esportivas[75] e pornografia.[76]

Também houve respostas negativas à influência do show. Em vários incidentes, homens reais usaram os trajes vermelhos do show e máscaras de Dalì em seus ataques ou copiaram os planos de infiltração dos ladrões fictícios.[77] As fantasias dos ladrões foram proibidas no Festival de Carnaval de Limassol 2019 como uma medida de segurança como resultado.[78] A série foi usada em um ataque ao YouTube, quando hackers removeram a música mais tocada na história da plataforma, "Despacito", e deixaram uma imagem do show em seu lugar. Em reportagens não relacionadas, um jornalista do canal estatal turco AkitTV e um político de Ankaran alertaram contra o programa por supostamente encorajar o terrorismo e ser "um símbolo perigoso de rebelião".[77]

O jornal espanhol El Mundo viu a resposta do público como um reflexo do "clima de desencanto global" em que os ladrões representam os "anti-heróis perfeitos",[20] e o New Statesman explicou a ressonância do programa com o público internacional como proveniente do "social e tensões econômicas que retrata, e por causa da fuga utópica que oferece".[77] A resposta do espectador foi especialmente alta na Europa mediterrânea e no mundo latino, em particular na Espanha, Itália, França, Portugal, Brasil, Chile e Argentina,[47] portanto, o espanhol como um idioma comum não parecia ser uma razão unificadora para o sucesso do programa.[21] O escritor Javier Gómez Santander e o ator Pedro Alonso (Berlim) argumentaram que o mundo latino costumava se sentir na periferia da importância global, mas um novo sentimento estava chegando de que a Espanha poderia competir com os jogadores globais em termos de níveis de produção de mídia e dar o resto do mundo uma voz.[21][79]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

O início da série na Antena 3 foi bem recebido pela mídia espanhola.[62] Nayín Costas, do El Confidencial, considerou a estreia um começo promissor que cativou os espectadores com "adrenalina, toques de humor bem dosados ​​e muita tensão", mas considerou um desafio manter a tensão dramática pelo restante da série.[80] Apesar de considerar desnecessária a narração do piloto e a falta de edição de som e diálogos, Natalia Marcos do El País gostou do elenco e da ambição do programa, dizendo “É ousado, atrevido e divertido, pelo menos quando começa. Agora queremos mais, o que não é pouco”.[81] Revendo toda a primeira parte, Marcos elogiou a série por sua direção destacada, a seleção musical e por tentar inovar a televisão espanhola, mas criticou a extensão e o declínio da tensão.[64] No final da temporada original da série, Nayín Costas do El Confidencial elogiou a série por seu "fechamento de alta qualidade" que pode tornar o final "um dos melhores episódios da temporada espanhola", mas lamentou que visasse satisfazer os telespectadores com um final feliz previsível, ao invés de arriscar "fazer algo diferente, original, ambicioso", e que o show foi incapaz de seguir os passos de Vis a vis de Pina.[82]

O site agregador de resenhas Rotten Tomatoes deu à parte 3 uma classificação de aprovação de 100% com base em 12 resenhas, com uma classificação média de 7/10. O consenso crítico do site diz: "Um plano audacioso contado de uma forma não linear mantém a terceira parte em movimento enquanto Money Heist se concentra nas relações entre seus personagens amados."[83] Enquanto elogiava as realizações técnicas, Javier Zurro do El Español descreveu a terceira parte como "entretenimento de primeira classe" que não conseguiu transcender suas raízes e careceu de novidade. Ele não se sentiu afetado pelo drama interno entre os personagens e, especificamente, não gostou da narração de Tokio por seu vazio.[84] Alex Jiménez, do jornal espanhol ABC, descobriu que a parte 3 teve grande sucesso em suas tentativas de reinventar o programa e permanecer atualizado.[85]Euan Ferguson do The Guardian recomendou assistir a parte 3, já que "ainda é um glorioso Peaky Blinders, apenas com tapas e legendas",[86] enquanto Pere Solà Gimferrer de La Vanguardia descobriu que o número de buracos na trama na parte 3 só poderia ser suportado com suspensão constante da descrença. Embora entretido, Alfonso Rivadeneyra García, do jornal peruano El Comercio, disse que o programa faz "o que faz de melhor: fingir ser o menino mais inteligente da classe quando, na verdade, é apenas o mais vivo".[87]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado
2017 Premios Ferroz Mejor serie dramática La Casa de Papel Indicado[88]
Melhor ator protagonista de uma série Álvaro Morte Indicado
Melhor atriz protagonista de uma série Úrsula Corberó Indicado
Melhor ator coadjuvante de uma série Paco Tous Indicado
Melhor atriz coadjuvante de uma serie Alba Flores Indicado
Premios IRIS Melhor roteiro Álex Pina
Esther Martínez Lobato
David Barrocal
Pablo Roa
Esther Morales
Fernando Sancristóbal
Javier Gómez Santander
Venceu[89]
Premios MiM Series Melhor Direção Jesús Colmenar
Alejandro Bazzano
Miguel Ángel Vivas
Álex Rodrigo
Venceu[90]
FesTVal Melhor Direção de Ficção Jesús Colmenar
Alejandro Bazzano
Miguel Ángel Vivas
Álex Rodrigo
Venceu[91]
Melhor Ficção (pela crítica) La Casa de Papel Venceu
2018 46th International Emmy Awards Melhor Série Dramática La Casa de Papel Venceu
Unión de actores Melhor ator secundário de televisão Pedro Alonso Venceu[92]
Melhor atriz secundária de televisão Alba Flores Indicado
Melhor ator protagonista de televisão Álvaro Morte Indicado
Melhor ator coadjuvante de televisão Jaime Lorente Indicado
Melhor atriz revelação Esther Acebo Indicado
Premio Fénix Melhor série La Casa de Papel Venceu
Premios IRIS Melhor atriz Úrsula Corberó Venceu

Notas

  1. A Parte 1 foi reeditada e lançada como 13 episódios em 20 de dezembro de 2017 na Netflix, e a Parte 2 foi reeditada e lançada como 9 episódios em 6 de abril de 2018 na Netflix. Ver mais em La Casa de Papel § Aquisição da Netflix.

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]