Laguna (Santa Catarina)

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Município de Laguna
"Capital Nacional do Boto Pescador"
Bandeira de Laguna
Brasão de Laguna
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 29 de julho de 1676 (339 anos)[1]
Gentílico lagunense
Lema "Ad meridiem Brasiliam duxi" ("Para o Sul trouxe o Brasil")
Prefeito(a) Everaldo dos Santos (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Laguna
Localização de Laguna em Santa Catarina
Laguna está localizado em: Brasil
Laguna
Localização de Laguna no Brasil
28° 28' 58" S 48° 46' 51" O28° 28' 58" S 48° 46' 51" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Sul Catarinense IBGE/2008 [2]
Microrregião Tubarão IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Imbituba , Imaruí , Capivari de Baixo , Pescaria Brava, Tubarão e Jaguaruna.
Distância até a capital 118 km
Características geográficas
Área 440,525 km² (BR: 2666º)[3]
População 44 316 hab. IBGE/2014[4]
Densidade 100,6 hab./km²
Altitude 2 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,752 alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 560,718 mil IBGE/2011[6]
PIB per capita R$ 10 810,28 IBGE/2011[6]
Página oficial

Laguna é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º28'57" sul e a uma longitude 48º46'51" oeste, estando a uma altitude de 2 metros. Sua população em 2014 era de 44 316 habitantes. Possui uma área de 445,24 km². Em primeiro de janeiro de 2013 perdeu 1/5 de sua população com a instalação do município de Pescaria Brava.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Cidade de acontecimentos memoráveis da história de Santa Catarina, também passou a ser a capital da República Juliana (depois e antes do estado extinto denominado Província de Santa Catarina), terra natal de Anita Garibaldi, a famosa Heroína dos Dois Mundos. Seu nome é proveniente da lagoa que banha o município. Anteriormente chamava-se Laguna dos Patos ou Laguna de los Patos, nome que se atribui aos povoadores espanhóis do litoral inteiro, Santo Antônio dos Anjos da Laguna (padroeiro), denominação concedida por Domingos de Brito Peixoto, que fundou a cidade em 1676, e em seguida reduzida para a Laguna dos dias de hoje.[7]

Lar de uma série de balneários naturais e lagoas, tomada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), com seiscentos imóveis, é o pólo turístico mais importante do sul do estado brasileiro de Santa Catarina, localizado na Região Sul do maior país sul-americano em extensão territorial.[7]

História[editar | editar código-fonte]

Centro Histórico de Laguna em 1949.
Museu Anita Garibaldi, nesta edificação desde 1949.
Mapa de 1780 em que mostra a Villa de Laguna.

Um dos principais motivos para fundar a cidade de Laguna foi a necessidade do domínio português ter, na parte mais meridional do Brasil Colônia, um "posto de avanço". Seria, por assim dizer, um grandioso ponto de apoio para colonizar o Rio Grande do Sul e para as guerras hispano-lusitanas na bacia do rio da Prata.[8]

A ocupação de Laguna foi feita pelo bandeirante Domingos de Brito Peixoto.[9]

Antes cobrindo todo o sul de Santa Catarina, a vila obteve muitos progressos e elevou-se à categoria de município em 20 de janeiro de 1720 e em seguida perdeu a prosperidade. Uma das principais razões, senão a mais importante, foi que os lagunenses deixaram sua terra para tomar novas posses no Continente de São Pedro do Rio Grande do Sul.[8]

A conhecida Guerra dos Farrapos (que no município dispunha de uma série de seguidores) projetou historicamente a cidade de Laguna. Em julho de 1839, os valentes republicanos gaúchos invadiram (ou na sua melhor acepção, socorreram) Laguna por terra e mar. David Canabarro e Joaquim Teixeira Nunes, eram os comandantes das tropas terrestres (cerca de 1 000 homens), na mesma ocasião em que o ilustre italiano Giuseppe Garibaldi a ocupou por água, quando esteve à bordo do navio "Seival" com uma tripulação que se compunha de muitos italianos, amigos de interesse do grande carbonário. Este, por sua vez, derrotou as tropas imperiais ali instaladas. E em 29 de julho de 1839, a Câmara Municipal de Laguna, presidida por Vicente Francisco de Oliveira, proclamava a liberdade e a independência da então Província de Santa Catarina com a denominação de Republica Juliana coligada à de Piratini. Foi naquele momento que apareceu a adolescente Ana Maria de Jesus Ribeiro, amplamente conhecida pela perífrase de Heroína dos Dois Mundos, que ficaria junto a Giuseppe Garibaldi, com quem se casou em seguida, tornando-se conhecida pelo apelido de Anita Garibaldi.[8]

Porém, em 15 de novembro desse ano (1839), depois de sanguinária guerra naval, com a derrota dos farroupilhas, chegava a seu fim a República Juliana, cujo presidente, que no entanto não apareceu para ser empossado como governante, foi o coronel Joaquim Xavier Neves e o vice-presidente o padre Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro.[8]

Foi o episódio de maior brilho de Laguna, cujo povo hoje em dia, vem trabalhando com bravura para o seu o desenvolvimento, alcançado por meio da pesca (atividade econômica de importância de seu povo), e do turismo, devido às extraordinárias possibilidades que o município oferece.[8]

Sua área é de 440,525 km², pertencente à Mesorregião do Sul Catarinense, dividida em três microrregiões: Araranguá, Criciúma e Tubarão.[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a menor temperatura registrada em Laguna foi de 3,8 °C em 9 de julho de 1988,[10] e a maior atingiu 36 °C em 24 de janeiro de 1971 e 13 de fevereiro de 1975.[11] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 158,2 mm em 27 de maio de 1981. Outros grandes acumulados foram 128,2 mm em 16 de março de 1962, 127,2 mm em 15 de abril de 1981, 126,8 mm em 22 de julho de 1973, 123,6 mm em 20 de março de 1989, 122,2 mm em 16 de abril de 1971, 115,8 mm em 20 de novembro de 1983, 113,8 mm em 26 de março de 1974 e 107,2 mm em 28 de agosto de 1970.[12]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Laguna Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 36 36 35,5 33 31,2 31 33,6 32 29,4 31,4 31,8 34,7 36
Temperatura máxima média (°C) 27,6 27,8 26,6 24,7 22,6 20,3 19,9 20 20,6 22,3 24,2 26,1 23,6
Temperatura média (°C) 23,8 24 23,1 20,9 18,7 16,4 16,1 16,4 17,3 18,9 20,7 22,4 19,9
Temperatura mínima média (°C) 20,7 21 20,1 17,7 15,5 13,1 12,7 13,3 14,3 15,8 17,4 19,1 16,7
Temperatura mínima absoluta (°C) 15 14,6 12,8 9,4 5 4,4 3,8 4,2 5,8 8,2 10 11,2 3,8
Precipitação (mm) 99,9 114,6 151 87 94,5 90,1 112 143,5 145,6 97,9 113,3 90,1 1 339,4
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 11 12 12 8 9 8 8 9 12 10 10 10 119
Umidade relativa (%) 80,9 82,6 82,8 80,7 82,7 82,5 83 83,5 84,3 81,8 80,3 80 82,1
Horas de sol 202,7 176,7 179,5 184,4 191,2 156,3 168 163,3 129,2 168,1 191,7 220,7 2 131,8
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[13][14][15][16][17][18][19] recordes de temperatura: 1961 a 1989).[10][11]

Características[editar | editar código-fonte]

Laguna

Cidade histórica e praiana, o carnaval da Laguna é considerado o melhor do sul do País. Seu carnaval é dividido entre as escolas de samba e os blocos carnavalescos. As agremiações desfilam no sambódromo inaugurado em 2007, sendo que nas semanas que antecedem a festa os ensaios são uma atração à parte.

Já os blocos partem de suas sedes e vão puxando a multidão até um palco que é montado na areia da praia. O bloco mais popular e mais antigo é o da Pracinha, que reúne pessoas de todas as idades, vai às ruas no domingo, partindo da Praça Souza França, no bairro do Magalhães. Há mais de 50 anos, de forma gratuita, os foliões seguem atrás de trios e carros de som até a madrugada. Há menos de 10 anos foram criados o Bloko Rosa e o Bloco Pangaré Elétrico, que vendem seus abadas e saem respectivamente no sábado e na segunda-feira, cuja "concentração" ocorre na zona portuária do Porto Pesqueiro de Laguna.

Litoral[editar | editar código-fonte]

Laguna apresenta diversas e lindas praias com destaque para a do Mar Grosso. A praia do GI e de Itapirubá destacam-se pelas dunas e preservação da natureza. O Farol de Santa Marta, localizado na Prainha do Farol, foi construído em 1891 por franceses e é considerado o maior das Américas e, mundialmente, o terceiro em alcance.

Farol de Santa Marta

A praia dos Molhes é o local favorito para a prática do surfe e da pesca. Suas águas apresentam temperatura mais amena devido a corrente marítima do Atlântico Sul. Normalmente observam-se pinguins chegando as praias no verão e outono. O Canal do Molhes ou Molhes é o local onde pescadores e golfinhos trabalham juntos na captura de peixes, especialmente a tainha nos meses mais frios.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. De ponto estratégico para navegação a roteiro turístico cultural
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  4. «Estimativa populacional 2014 IBGE». Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 15 de fevereiro de 2014. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2011». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 9 jun. 2014.  Texto "laguna" ignorado (Ajuda); Texto "produto-interno-bruto-dos-municipios-2011 " ignorado (Ajuda)
  7. a b Carneiro 2006, p. 105.
  8. a b c d e f El-Khatib 1970, p. 55.
  9. [Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil, página 292, Francisco de Assis Carvalho Franco]
  10. a b «Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (°C) - Laguna». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 
  11. a b «Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (°C) - Laguna». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 
  12. «Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Laguna». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 
  13. «Temperatura Média Compensada (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961-1990. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 
  14. «Temperatura Máxima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961-1990. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 
  15. «Temperatura Mínima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961-1990. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 
  16. «Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961-1990. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 
  17. «Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias)». Instituto Nacional de Meteorologia. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 
  18. «Insolação Total (horas)». Instituto Nacional de Meteorologia. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 
  19. «Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%)». Instituto Nacional de Meteorologia. Arquivado desde o original em 4 de maio de 2014. Consultado em 28 de dezembro de 2015. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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