Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade

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O Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil, está localizado na Chapada do Apodi região Oeste do Rio Grande do Norte, em Apodi, a 80 km de Mossoró. Já foi tema de documentário na BBC de Londres, Reino Unido. Ocupou páginas de revistas e jornais de circulação nacional e internacional. Foi tema de inúmeras reportagens na TV e em vários outros veículos de comunicação do Brasil. De acordo com a Fundação dos Amigos do Lajedo de Soledade (Fals), entidade que mantém o local, o lugar chega a receber cerca de 7 mil visitantes por ano, onde dos quais a maioria são estudantes, professores, pesquisadores e cientistas. O sítio arqueológico por milhões de anos já foi mar e, por isso, é possível encontrar animais marinhos fossilizados na região do Lajedo, como ostras, caramujos, estrelas e ouriços-do-mar, de 90 milhões de anos. Segundo pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foram encontrados fósseis de animais pré-históricos, como o bicho-preguiça, tatus gigantes, mastodontes e tigres-de-dente-desabre que viviam no Nordeste no período Glacial, além de pinturas rupestres. O Lajedo conta com um museu, o acervo é composto por painéis fotográficos, maquetes e utensílios de pedras usados pelos índios que habitavam a região. Com 1 km2 de dimensão, o Lajedo de Soledade é uma formação de rocha calcária do período paleolítico, com idade geológica estimada em 90 milhões de anos.

Depois que o mar recuou, a erosão causada pelas chuvas nas rochas calcárias criou fendas e cavernas que já foram habitadas por homens pré-históricos. A expressão artística desses antigos habitantes, pinturas rupestres cuja idade varia de 3.000 a 10.000 anos, sobrevivem até hoje graças à Fundação Amigos do Lajedo de Soledade -ONG formada por geólogos, com apoio da Petrobras. O projeto Lajedo de Soledade foi criado em 1991 para impedir que esse patrimônio arqueológico fosse destruído pela extração de rocha calcária, usada para produção de cal. Três áreas foram cercadas, um museu com a história do sítio foi construído e jovens da região recebem um treinamento de guia turístico do sítio arqueológico.

As pinturas e gravuras rupestres vistas nas grutas, fendas e cavernas de Lajedo de Soledade, feitas por índios que habitaram a região, estão presentes em 53 painéis espalhados em três áreas demarcadas: Araras, Urubu e Olho d’Água.

Foram encontrados ainda, fósseis de animais pré-históricos, como ossos de mastodontes, preguiças e tatus gigante, e moluscos petrificados. Tudo isso pode ser visto no Museu do Lajedo, que vende também o artesanato produzindo no Centro de Atividades do Lajedo -peças de cerâmica, palha, pinturas com temas locais e artigos de papel reciclado.

Nas ravinas -escavações no solo causada pela chuva-, os turistas podem ver desenhos de araras, garças, lagartos e formas geométricas ainda não decifradas feitas com as pontas dos dedos, com pequenos galhos, pincéis primitivos e com carimbos desenhados nas mãos. As cores das “tintas” eram obtidas com o uso do óxido de ferro, sangue de animais e gorduras vegetal e animal.

Fonte: Livro de história 6° ano rede pitágoras