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Lambari

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(Redirecionado de Lambari (peixe))
 Nota: Para outros sentidos do termo, veja Lambari (desambiguação).
Como ler uma infocaixa de taxonomiaLambari
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Characiformes
Família: Characidae
Género: Astyanax
Espécies
Ver texto.

Lambari é a designação vulgar de várias espécies de peixes do gênero Astyanax, da família Characidae, comum nos rios, lagoas, córregos e represas do Brasil. Conhecido popularmente como piaba.[1]

Seu tamanho médio é entre 10 e 15 centímetros de comprimento e com idade máxima variando entre 1 e 5 anos, possuindo um corpo prateado e nadadeiras com cores que variam conforme as espécies, sendo mais comuns os tons de amarelo, vermelho e preto.

São considerados como uma iguaria e também são utilizados como iscas na pesca de peixes maiores.

São peixes onívoros e a base da alimentação de diversos peixes predadores.

Taxonomia e sistemática

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Este gênero foi definido, em linhas gerais, por Carl H. Eigenmann em 1917. A ausência de análises filogenéticas abrangentes envolvendo este gênero dificulta uma revisão mais aprofundada, de modo que suas relações evolutivas permanecem indeterminadas e até mesmo sua monofilia é considerada duvidosa.[2]

Os resultados de um estudo realizado em 2020, utilizando uma combinação de dados moleculares e morfológicos, aparentemente confirmaram que Astyanax não é monofilético e sugeriram a criação de dois novos gêneros, além da revalidação do gênero Psalidodon.[2]

Espécies

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Exitem atualmente cerca de 147 espécies de Astyanax catalogadas:

Referências

  1. «Peixes de água doce do Brasil - Lambari (Astyanax bimaculatus)». CPT. Consultado em 25 de fevereiro de 2024
  2. 1 2 Guillermo E. Terán; Mauricio F. Benitez; J. Marcos Mirande (2020). "Opening the Trojan horse: phylogeny of Astyanax, two new genera and resurrection of Psalidodon (Teleostei: Characidae)". Zoological Journal of the Linnean Society. 190 (4): 1217–1234. doi:10.1093/zoolinnean/zlaa019.
  3. 1 2 3 Lucena, C.A.S.d. & Soares, H.G. (2016). «Review of species of the Astyanax bimaculatus "caudal peduncle spot" subgroup sensu Garutti & Langeani (Characiformes, Characidae) from the rio La Plata and rio São Francisco drainages and coastal systems of southern Brazil and Uruguay». Zootaxa. 4072 (1): 101–125. doi:10.11646/zootaxa.4072.1.5
  4. Bertaco, V.A. & Vigo, A.C. (2015). «A new species of Astyanax Baird & Girard (Ostariophysi: Characidae) from the rio Taquari-Antas basin, southern Brazil» (PDF). Neotropical Ichthyology. 13 (2): 265–272. doi:10.1590/1982-0224-20140145
  5. 1 2 3 4 5 Schmitter-Soto, Juan J. (2016). «A phylogeny of Astyanax (Characiformes: Characidae) in Central and North America». Zootaxa. 4109 (2): 101–130. doi:10.11646/zootaxa.4109.2.1
  6. 1 2 3 4 5 Garavello, J.C.; Sampaio, F.A.A. (2010). «Five new species of genus Astyanax Baird & Girard, 1854 from Rio Iguaçu, Paraná, Brazil (Ostariophysi, Characiformes, Characidae)» (PDF). Brazilian Journal of Biology. 70 (3): 847–865. doi:10.1590/s1519-69842010000400016
  7. 1 2 3 Lucena, C.A.S.d., Castro, J.B. & Bertaco, V.A. (2013). «Three new species of Astyanax from drainages of southern Brazil (Characiformes: Characidae)». Neotropical Ichthyology. 11 (3): 537–552. doi:10.1590/s1679-62252013000300007
  8. Bertaco, V.A. (2014). «Astyanax douradilho, a new characid fish from the rio Tramandaí system, southern Brazil (Characiformes: Characidae)» (PDF). Zootaxa. 3794 (3): 492–500. doi:10.11646/zootaxa.3794.3.10
  9. Ingenito, L.F.S. & Duboc, L.F. (2014). «A new species of Astyanax (Ostariophysi: Characiformes: Characidae) from the upper rio Iguaçu basin, southern Brazil». Neotropical Ichthyology. 12 (2): 281–290. doi:10.1590/1982-0224-20130117
  10. Oliveira, C.A.M., Abilhoa, V. & Pavanelli, C.S. (2013). «Astyanax guaricana (Ostariophysi: Characidae), a new species from the rio Cubatão drainage, Paraná State, Southern Brazil». Neotropical Ichthyology. 11 (2): 291–296. doi:10.1590/s1679-62252013000200007
  11. Marinho, M.M.F., Camelier, P. & Birindelli, J.L.O. (2015). «Redescription of Astyanax guianensis Eigenmann, 1909 (Characiformes: Characidae), a poorly known and widespread fish from the Amazon, Orinoco and Guiana Shield drainages» (PDF). Zootaxa. 3931 (4): 568–578. doi:10.11646/zootaxa.3931.4.6
  12. Camelier, P. & Zanata, A.M. (2014). «A new species of Astyanax Baird & Girard (Characiformes: Characidae) from the Rio Paraguaçu basin, Chapada Diamantina, Bahia, Brazil, with comments on bony hooks on all fins». Journal of Fish Biology. 84 (2): 475–490. doi:10.1111/jfb.12295
  13. Freitas, M.R.M., Lucinda, P.H.F. & Lucena, C.A.S. (2015). «Redescription of Astyanax novae Eigenmann, 1911 (Teleostei: Characidae)». Ichthyological Exploration of Freshwaters. 26 (2): 183–192
  14. Lucena, C.A.S.d., Bertaco, V.A. & Berbigier, G. (2013). «A new species of Astyanax from headwater streams of southern Brazil (Characiformes: Characidae)». Zootaxa. 3700 (2): 226–236. doi:10.11646/zootaxa.3700.2.2
  15. Tagliacollo, V.A., Britzke, R., Silva, G.S.C. & Benine, R.C. (2011). «Astyanax pirapuan: a new characid species from the upper Rio Paraguay system, Mato Grosso, Central Brazil (Characiformes, Characidae)». Zootaxa. 2749: 40–46

Ligações externas

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