Largo do Boticário

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O Largo do Boticário em 2010

O Largo do Boticário é um famoso largo localizado no bairro do Cosme Velho da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. O acesso se dá por um estreito beco - o Beco do Boticário - que passa sobre uma pequena ponte sobre o rio Carioca. O espaço caracteriza-se por sua exuberante vegetação de Mata Atlântica e pelos casarões em estilo neocolonial.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O nome do beco e largo é derivado de Joaquim Luís da Silva Souto, boticário que tinha seu estabelecimento na antiga rua Direita, atualmente rua Primeiro de Março, no centro do Rio. O boticário, muito bem sucedido e que tinha entre seus clientes a família real, comprou terrenos na zona do Cosme Velho e mudou-se por volta de 1831 ao largo. Em 1846 ali viveu o marechal Joaquim Alberto de Souza Silveira, frequentador da corte e padrinho de nascimento de Machado de Assis.

A definitiva feição do largo começou a ser dada nos anos 1920, quando Edmundo Bittencourt, fundador do jornal Correio da Manhã comprou o terreno e começou a construir casas em estilo neocolonial. A vaga neocolonial foi continuada nas décadas de 30 e 40 pelo diplomata e colecionador de arte Rodolfo da Siqueira, que era arquiteto amador e viveu no largo entre 1928 e 1941, e por Sylvia de Arruda Botelho Bittencourt e seu marido Paulo, herdeiros do Correio da Manhã. Algumas destas casas foram reformadas com a participação dos arquitetos modernistas Lucio Costa e Gregori Warchavchik, utilizando materiais autênticos da época colonial provenientes de demolições realizadas na cidade.[2]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

O Largo do Boticário em 2010
Largo do Boticário em 2009

Na sua época áurea, passaram pelos casarões do Largo do Boticário inúmeras personalidades brasileiras e estrangeiras, atraídas pelas festas e reuniões realizadas pelos moradores ilustres. Entre 2006 e 2008, uma das casas vazias foi ocupada por um grupo de sem-teto.

O Largo do Boticário é um dos poucos lugares onde se pode ver o rio Carioca correr a céu aberto. Próximo ao largo podem ser encontrados ainda outros marcos históricos do Cosme Velho: o Solar dos Abacaxis e a Estação de Ferro do Corcovado.

Na década de 1970, o largo foi um dos cenários do filme 007 contra o foguete da morte.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro. Vários autores. Editora Casa da Palavra. 2000. ISBN 858722027-6.
  2. http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,largo-resiste-ao-tempo,233917,0.htm%7C O Estado de S. Paulo."Largo resiste ao tempo. 01 de setembro de 2008.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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