Lau Siqueira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde fevereiro de 2015).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.

Lau Siqueira (Jaguarão-RS, 21 de março de 1957) é um poeta brasileiro.

Depois de ler "Os Sonhos de José", de Sérgio Antônio Raupp, com 12 ou 13 anos, passou a imitar o protagonista que escrevia tudo que sentia. Em 1977 começou a publicar seus primeiros poemas na coluna "Do Brick-à-brack da vida", do Jornal Correio do Povo, de Porto Alegre. Publicou seu primeiro livro em 1993: " O Comício das Veias", com o selo da Editora Idéia. Poemas seus e contos de Joana Belarmino. Antes deste, havia participado de antologias como a "Mário Quintana - 1985" (aliás, Quintana, gaúcho como Lau, chegou a ser entrevistado por ele e por Joana Belarmino, em janeiro de 1987). Seguem-se em 1998, "O Guardador de Sorrisos", pela Editora Trema; em 2002, "Sem Meias Palavras", de novo pela Editora Idéia; em 2007, Texto Sentido, pela Editora Bagaço, de Recife-PE; em 2011 publicou Poesia Sem Pele, Editora Casa Verde, de Porto Alegre-RS. Em 2015 voltou a publicar pela Casa Verde, desta vez o Livro Arbítrio. Todos eles livros de poemas.

Seus poemas encontram-se ainda em diversos sites, suplementos, revistas, etc. Também em antologias como "Na Virada do Século - Poesia de Invenção no Brasil" (Editora Landy, 2002), antologia organizada pelos poetas Frederico Barbosa e Cláudio Daniel; Moradas de Orfeu, antologia de poetas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, organizada por Marco Vasquez, (Editora Letras Contemporâneas, 2011); Coletânea de Poesia Gaúcha Contemporânea, organizada por Dilan Camargo (Edição da Assembléia Legislativa do RS, 2013); Poemas que Escolhi para Crianças, antologia de Ruth Rocha (Editora Salamandra, 2013); Bicho de Siete Cabezas - seleción de la poesia brasileña contemporánea, Editora Detodoslosmares, 2014, Córdoba, Argentina. Também seus poemas encontram-se na antologia de poetas dos países de Língua Portuguesa, "A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua", organizada pelo poeta moçambicano Amousse Mucavale.

Seus poemas também podem ser encontrados no Livro da Tribo e em outras agendas ou publicações diversas. Possui canções em parceria com Erivan Araúni, Paulo Ró, Kennedy Costa e outros compositores. Desde 1985 o poeta vive na cidade de João Pessoa, capital da Paraíba. Segundo a crítica, ele mantém uma integridade rara, básica, que o torna tão expressivo quanto significativo para a poesia contemporânea. Realiza uma poeisa sem máscaras de qualquer espécie.

FORTUNA CRÍTICA -

"As imagens da natureza na poesia de Lau Siqueira assumem uma dimensão cósmica, como um signo que condensa no átomo do poema um elétron que pulsa, que constrói pela pulsão entre olhar e objeto uma relação magnética e anterior ao tempo. Quero com isto afirmar que sua poesia penetra os objetos extraindo deles a dimensão de um mundo ainda não visto. Refiro-me aqui a esse viés de sua poesia que não se aliena do mundo e que o revela naquilo que tem de desafiador: sua carga tensa que abole qualquer beleza imposta pela convenção.  (Susanna Busato, poeta e professora de Literatura na UNESP)

"Lau é neobarroco na condensação de significantes que explodem numa cadeia de dissimulações de sentimentos universais, sempre anunciados e adiados. Por isto mesmo este livro faz jus ao chamado de semear palavras. Não idéias. Palavras. A palavra é a matéria de Lau. Objeto de deleite erótico, minimal e neobarroco." (Amador Ribeiro Neto, poeta, crítico e professor da UFPB);

"Lau é um manipulador de signos, gosta de experimentá-los, lavrá-los na superfície da folha. Daí suas incursões pelo não conceitual, pelo não verso, pela experiência com a palavra e sua disposição na página. Poeta semiótico, sem dúvida, herda a palavra-coisa dos concretistas, mas não cai no hermetismo deles. Como num laboratório, mistura palavras, decompõe sílabas, explora sonoridades e possibilidades expressivas." ( Aíla Sampaio, poeta e professora da UNIFOR)

"A despretensão e aparente simplicidade da poesia de Lau Siqueira em muito lembram uma das influências explícitas em Sem Meias Palavras: Fernando Pessoa. “O poeta é um fingidor”, escreveu o criador dos heterônimos. Mas tanto se repete hoje este famoso verso, que muitos chegam a acreditar que para ser poeta é preciso ser falso. Esquecem-se "apenas" da continuação da estrofe: "finge tão completamente / que chega a fingir que é dor / a dor que deveras sente". O poeta parte, portanto, de uma dor sua, real, integral. Só quem sente uma dor pode fingir outra que não sente. Só quem tem personalidade pode ser ator. Só quem tem personalidade poética, como Lau Siqueira, pode ser poeta." (Frederico Barbosa, poeta e crítico)

Uma citação sua: "Meu trabalho faz parte da minha vida, da minha história. Portanto, também o meu trabalho me fornece elementos para a escrita. Não há uma compartimentalização. Minha escrita se relaciona com tudo o que eu vivo, através da linguagem."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • POESIA SIM - www.poesia-sim-poesia.blogspot.com

A BARCA - www.lau-siqueira.blogspot.com